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sábado, 3 de abril de 2010

Propagar o ódio

"Dzhanet Abdurakhmanova tinha apenas 17 anos e era viúva de um dos líderes da guerrilha muçulmana do Cáucaso Norte, Umalat Magomedov (também na foto). Foi uma das duas jovens mulheres que se fizeram explodir no metro de Moscovo." (Corta-fitas e Público).

Que pessoas, que sociedade, que valores, que desespero levam uma jovem de 17 anos, viúva, a fazer-se explodir numa estação de metro de Moscovo?

Não entendo esta propagação do ódio. Não apenas por um Estado ou país, mas por outras pessoas. Que niilismo é este?

sábado, 6 de setembro de 2008

Mensagem de Moscovo

"Ao usar a força militar, Moscovo abriu a primeira guerra entre Estados na Europa pós-Guerra Fria, enviando uma tripla mensagem: está decidida a travar a expansão da NATO nos antigos territórios soviéticos, a restaurar a sua "esfera de influência", a controlar as rotas do petróleo e do gás do Cáspio."

Jorge Almeida Fernandes, Público, 24 Agosto 2008

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Rússia, o urso adormecido?

A crise no Cáucaso teve hoje mais um episódio: a Rússia não teve problema em avisar que não receia um regresso à Guerra Fria, ao mesmo tempo que reconhecia a independência da Ossétia do Norte e da Abkházia e pedia a outros países para fazerem o mesmo.
É de coisas destas que a Europa e os EUA estavam à espera quando promoveram a independência do Kosovo. A Rússia, desejosa dos seus tempos de glória, agarrou o pretexto e mexeu as peças que precisava para desestabilizar uma torneira da Europa e controlá-la. Mas com uma interpretação muito própria: territórios de outros países vêem a sua independência reconhecida; enclaves que pretendem a mesma coisa em território russo são ferozmente reprimidos.
Muitos podem ser os clamores da ONU, NATO, UE e EUA contra a violação da integridade territorial da Geórgia que a Rússia vai apenas mostrar os dentes e dizer que tem poder. Lembra uma personagem do recente filme "O Panda do Kung Fu", que está acorrentado, aparentemente frágil, mas que evidencia a sua força quando ninguém espera. Se bem que a acção da Rússia não foi uma surpresa, mas sim um passo num percurso que vem trilhando nos últimos anos, desde que Putin ascendeu à liderança.
Putin que deixou a presidência mas que mostra o seu poder, agora juntamente com um Medvedev que dá mostras de ser um seguidor à altura. Bastou ouvir a sua declaração de reconhecimento da independência das províncias separatistas da Geórgia, bem ao estilo de Putin.
O urso russo acordou... Convém não ser abraçado por ele. O que, convenhamos, tendo em conta o poderio energético da Rússia, deve ser difícil. E já fez umas brincadeiras dessas o ano passado através da Ucrânia.