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sexta-feira, 18 de abril de 2008

A hora

Depois de ter sido a hora dos Luís (Marques Mendes e Filipe Menezes), parece ter chegado a hora dos Pedros: Passos Coelho, Aguiar Branco, e acho que não é de descartar a hipótese Santana Lopes.
Também acho que não é de descartar a possibilidade de Ribau Esteves, actual nº 2 do partido, de avançar. Vontade não lhe falta.
Quanto a uma recandidatura de Menezes... não sei.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

PSD - Partido Sem Dono

O PSD agita-se...
Depois das declarações de Ângelo Correia, das sondagens pró-Marcelo, da pré-candidatura de Pedro Passos Coelho, dos sucessivos tiros nos pés da liderança (caso da Fernanda Câncio, entre outros), eis que surge mais um candidato a candidato: José Pedro Aguiar Branco.
A entrevista de hoje à VISÃO foi o prato forte do dia. E a sua última frase é clara: "É verdade. Estou disponível para tentar derrotar Sócrates".
Já antes tinha dito: "sim, Sócrates é derrotável. Há uma falta de autenticidade enorme na política e na atitude do Governo perante os problemas que o País enfrenta."
Logo no início da entrevista tinha dado o aviso à liderança de Menezes: sete meses "são suficientes para se perceber uma dinâmica, um projecto, um rumo e propostas alternativas consistentes e não casuísticas, como tem acontecido."
E confirma: "assumo todas as responsabilidades que forem necessárias. Todas!"
Ao longo da entrevista perpassa algum arrependimento por não ter avançado nas últimas eleições do partido. Mas deixa claro que com Menezes o PSD não vai lá.

Não sei se Aguiar Branco consegue ou não. Mas pelo menos aparenta ter energia e vir a ter algumas ideias a apresentar ao país em alternativa às de Sócrates.
E é isto que o país precisa: ideias, soluções, alternativas. Não oposição acéfala e casuística.
Quanto ao comentário de Jardim, de que Aguiar Branco "não tem perfil" e é da burguesia, o PSD e o país seguiriam alguém com ideias e que demonstrasse ser uma séria alternativa ao governo-maravilha de Sócrates. Ponto.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

PSD - Partido Sem Destino

Ontem Ângelo Correia, presidente da Mesa do Congresso do PSD e um dos principais entusiastas da liderança de Luís Filipe Menezes, lançou alguns alertas à actual liderança laranja e considerou a actual situação do partido "totalmente insatisfatória".
Vindo de uma personagem com a importância de Ângelo Correia, convém que o partido lhe dê alguns ouvidos. E não é o único a alertar para o rumo do partido, mas é o primeiro a fazê-lo de dentro da actual liderança.

Entretanto, andam a correr sondagens, sugestões e aleluias sobre um eventual regresso de Marcelo Rebelo de Sousa à liderança do PSD. Ele, obviamente, nega. Mas para já não invocou a descida de Cristo à Terra.
Essas mesmas sondagens apontam Rebelo de Sousa como o único capaz de bater Sócrates nas próximas eleições legislativas. Convém o partido olhar para isto. Pelo seu lado, Rebelo de Sousa só tinha de pôr de lado a sua traquinice analítica e utilizar toda a sua inteligência no sentido de uma alternativa governativa em Portugal. Facilmente juntaria à sua volta um conjunto de fortes personalidades capazes de revitalizar a política nacional, tirando-a do cinzentismo em versão rosa presente.
Quererá ele descer à terra e abandonar (para já) o seu sonho de ser presidente da república?

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Populismo, palavra maldita

"Confesso que começo a ficar cansado da palavra “populismo”. Não há hoje análise política em Portugal sem que este famigerado termo se multiplique à velocidade dos pães bíblicos, servindo para nomear tudo e o seu contrário. “Populismo” passou a abarcar quase tudo quanto mexe. E quando se pretende criticar alguém sem saber muito bem justificar tal crítica, logo irrompe o nefando vocábulo, tão previsível como as ondas do mar a bater na praia. Rapidamente a fórmula, de tão generalizada, ficou esvaziada de conteúdo.

Afinal o que é o populismo?
- As “conversas à lareira” de Franklin Roosevelt faziam dele um populista?
- John Kennedy, ao aparecer junto da mulher Jacqueline, grávida de muitos meses, e fazendo disso um decisivo trunfo eleitoral na campanha presidencial de 1960, era populista?
- Harold Wilson, que se fez fotografar e filmar ao lado dos Beatles para firmar a sua frágil liderança dos anos 60 no Reino Unido, seria um notório populista?
- As disparatadas declarações de Mário Soares sobre a vida afectiva do seu adversário Francisco Sá Carneiro, na eleição legislativa de 1980, tinham um cunho populista?
- Seria populismo o facto de Cavaco Silva fazer profissão de fé anti-europeísta quando dava os primeiros passos como líder do PSD em vésperas da assinatura do tratado de adesão de Portugal à CEE?
Também Churchill poderia ser acusado de “popularizar” a actividade política com as suas fórmulas simples e certeiras, bem sonantes em cabeçalhos de jornal (nada mais natural em quem exerceu o jornalismo antes da política), e aquele V da vitória que ficava excelente em qualquer fotografia. Já sem falar do general De Gaulle, que tinha o hábito de fazer plebiscitar as suas políticas, o que lhe valeu a acusação de pretender “governar por referendo”, em permanente adulação das massas. Hoje ninguém nega que foram ambos estadistas, Churchill e De Gaulle – dos maiores que o século XX conheceu. “Populismo”, portanto, vale para tudo: para o pior – e para o melhor. Seria bom que começássemos a usar outros termos. Para percebermos melhor do que se fala."
O "populismo" renasceu com a eleição de Luis Filipe Menezes para a liderança do PSD... Menezes tem umas boas ideias, outras interessantes e que devem amadurecer. Ainda agora chegou a líder. Deixem-no fazer caminho, e ver o que vale. Uma coisa já disse e repito: Sócrates vai deixar de ter todo o campo político-mediático para si. O primeiro discurso de Menezes no cogresso foi duríssmo para o Governo de Sócrates e pôs o dedo na ferida. Se conseguir passar a mensagem de forma estruturada e clara, alguma coisa vai mudar.
Tem sido cauteloso nos comentários à comunicação social. E parece-me mais bem preparado e consistente que Santana Lopes (mas isto é a minha opinião).

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

PSD: Menezes de guerra

O discurso de abertura do XXX congresso do PSD feito por Luís Filipe Menezes... duríssimo para o governo.
Com olhar no futuro, pretendendo abrir o partido à sociedade, estudando políticas sectoriais, e pensando Portugal a longo prazo. E... "uma nova constituição!"

Na edição do Público de hoje (no caderno P2) vem um interessente documento sobre o novo lider do PSD, com um sugestivo título: "Não o subestimem".

Também julgo que subestimar Menezes será um erro, seja do governo, seja dos chamados intelectuais do partido.

Menezes vem com ideias de mexer no partido e no país. Assim o deixem.

E, como quer a unidade do partido (condenando de forma inequívoca o clima de quase perseguição que se instalou no PSD), e agita a bandeira do poder (nas regionais dos Açores, nas autárquicas, europeia e legislativas), é capaz de ir longe.

Espero que consiga pôr fim ao show off governativo.

Muito bom o discurso de Menezes. Mobilizador.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Dúvida laranja


A Constituição determina que "os Deputados representam todo o país e não os círculos por que são eleitos" (Artº 152, nº 2)...

Então Marques Mendes, cabeça de lista do PSD por Aveiro (se não me engano), abandona o lugar para o qual foi eleito só porque não conseguiu continuar na liderança do partido?

Ele representa quem: os eleitores de Aveiro que o elegeram ou ele próprio?

Depois queixam-se do desprestígio dos políticos....
Luis Filipe Menezes, com a figura mediática que tem, com boas ideias, e bem assessorado, é capaz de incomodar mais o governo-maravilha de José Sócrates... não é esse o objectivo do PSD (qualquer que seja o seu lider)? Opôr-se ao governo...

sábado, 29 de setembro de 2007

PSD by Menezes


A irreverência de Luís Filipe Menezes venceu o certinho Luís Marques Mendes.
Nunca o confessei, mas tinha o feeling que isto ía acontecer.
Não sei se será melhor ou pior para o PSD, mas penso que um líder mais activo no maior partido da oposição é certamente positivo. O Governo vai ter de pensar mais antes da propaganda.
Quando todos tiveram medo, Menezes atirou uma pedra no charco. E ganhou.