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domingo, 15 de abril de 2007

PNR: parte 2


O PNR aproveitou a publicidade e polémica geradas pelo cartaz anterior e já tem novidades no Marquês de Pombal.
Um slogan de bom senso e inteligência. Só na parte de cima, claro: "as ideias não se apagam. discutem-se".

Pergunta:
quem ameaçou os elementos do Gato Fedorento também leu isto?

quinta-feira, 5 de abril de 2007

Digamos que sou contra!

PNR: resposta à altura

«Com as mesmas dimensões do seu vizinho, o outdoor dos Gato Fedorento ostenta os rostos dos quatro humoristas, com bigode, pêra e "olhos esbugalhados", notou um elemento da produção. As frases inscritas no cartaz têm a assinatura inconfundível do colectivo: "Mais Imigração. A melhor maneira de chatear os estrangeiros é viver em Portugal. Com os portugueses não vamos lá".»


Daniel Oliveira, no Arrastão:

"Só se espanta quem julga que o PNR é apenas um partido com ideias estranhas que deve apenas ser ignorado e quem acha graça fazer comparações descabidas. As ameaças a Ricardo Araújo Pereira e à sua família, no fórum destes animais, já começaram. Algum dia alguém vai ter de demonstrar que neste país os partidos políticos têm de seguir a lei e não podem ser um albergue para esconder actividades criminosas. E que a liberdade de expressão não depende da vontade de uns lunáticos. De mim, como é evidente, o Ricardo recebe toda a solidariedade."

Subscrevo!

domingo, 1 de abril de 2007

Portugal: crise existencial

Pacheco Pereira escreve sobre as crises existenciais que abalaram o stablishment português, no Abrupto:
«Os eventos dos últimos dias revelaram a força de duas atitudes populares a que chamarei, por conveniência classificativa, a do "salazarismo difuso" e a do "politicamente correcto". Na realidade, embora pareçam distintas, elas são uma e a mesma atitude, com dois tempos históricos e genealogia diferentes, uma gerada à direita e outra à esquerda, mas ambas muito semelhantes nos seus efeitos sociais. A diferença entre um "salazarista difuso" e um "politicamente correcto" está no estilo e nos temas onde se exerce a sua acção, quase nada mais.

(…)

Quer o "salazarismo difuso", quer o "politicamente correcto" são atitudes contra a liberdade, contra aquilo que é vital numa democracia: um espaço público crítico, dividido, contraditório, competitivo e árduo, sem censura e sem os salamaleques a substituírem o falar livremente, de que tanta falta temos como abominamos. Sem esse espaço, a pasmaceira respeitosa, o sebastianismo preguiçoso, a boa consciência contente são os melhores ingredientes para a mediocridade a que infelizmente estamos tão habituados na nossa casinha portuguesa, pobre, mas honrada, onde não há racistas nem xenófobos e todos queremos o bem dos outros, a unidade, o consenso, em vez de andarem às turras uns com os outros sem cuidar do país. Ámen.»

sábado, 31 de março de 2007

Mostrar os idiotas

Ainda sobre o famigerado cartaz do PNR no Marquês de Pombal, Pedro Lomba escreve hoje no DN:
"Cada vez que o PNR insultar os imigrantes, mostremos que a imigração é útil e necessária a Portugal; cada vez que o PNR exaltar os direitos dos portugueses sobre os estrangeiros, expliquemos que isso é tão legítimo quanto em França os direitos dos franceses estarem acima dos nossos emigrantes ; cada vez que o PNR demonizar as minorias, expliquemos que os membros do PNR são também uma minoria e com grande benevolência nós respeitamos que eles existam. Não façamos desta gente mártires da liberdade de expressão."
Nem mais!

quinta-feira, 29 de março de 2007

Ignorância feita política

A notícia apareceu com grandes parangonas esta manhã. As rádios, as televisões, os blogues (até este, agora… Penitencio-me!), os jornais (especialmente a desproporcionada capa do Diário de Notícias…) deram destaque ao cartaz que apareceu no Marquês de Pombal.
Destaque excessivo (penitencio-me por este post), tendo em conta o que o PNR representa em votos (menos de 0,5% nas legislativas).
E o argumento utilizado por estes senhores é intolerante e estúpido. E os milhões de portugueses que tiveram de emigrar (portanto, são IMIGRANTES noutros países…)? Seriam todos repatriados? O PNR dar-lhes-ia condições de vida (trabalho, casa…)?

Segundo ouvi hoje na rádio, basta apenas uma queixa na polícia para tirarem o cartaz. E talvez ilegalizarem um partido que perfilha ideologias inconstitucionais. Mas isso dá muito trabalho, e nem as próprias autoridades que se agastaram a comentar o cartaz se deram (ou darão) ao trabalho de o fazer.
Estes senhores aproveitaram a suposta onda saudosista gerada pelo resultado de "Os Grandes Portugueses"… e conseguiram direito de antena à borla. Só tiveram mesmo de desembolsar os 1750€ para o cartaz.

Curiosidades:
O que pensarão estes senhores dos descobrimentos? Da colonização? Da escravatura do passado? Da globalização iniciada pelos portugueses? Os militantes, simpatizantes e afins do PNR não têm familiares emigrantes? Não têm necessidade de empregados estrangeiros (sejam empregadas dosméticas, professores, médicos...)?
O modelo deles deve ser a Albânia…
Enfim, a ignorância feita política...