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quarta-feira, 27 de junho de 2007

O adeus de Blair


Chegou hoje ao fim a era Blair. E chega a hora de Gordon Brown (vamos ver por quanto tempo), número 2 de Blair desde sempre.
O líder britânico parte quando chegam novos líderes à Europa (Angela Merkel, Sarkozy...). Goste-se ou não de Tony Blair, deixou uma marca de desenvolvimento no Reino Unido e de liderança na política internacional.
Agora assume o cargo de enviado especial do Quarteto para o Médio Oriente (EUA, ONU, Rússia e UE).

quarta-feira, 13 de junho de 2007

Sarkozy: 1º episódio

O que se terá passado na conversa entre Vladimir Putin e Nicolas Sarkozy, aquando do encontro do G8, para este último chegar assim à conferência de imprensa?
O jornalista diz que o presidente francês está bêbado... não me parece. Mas foi a correr para a conferência de imprensa. Talvez tenha estado numa sessão de judo com o presidente russo, que é cinturão negro na modalidade...
No momento em que Sarkozy se começa a afirmar como líder europeu - goste-se ou não dele - um episódio estranho para manchar a sua imagem.
Facto é que ninguém já lhe tira a esmagadora vitória nas legislativas francesas (possível graças a um sistema eleitoral interessante: 40% de votos, 80% da assembleia...). Com tal margem, as reformas que prometeu irão avançar em força. Perigoso será quando tanto poder se transformar em autoritarismo. Ver a declaração de Blair sobre os jornalistas, agora que se prepara para deixar o cargo: chamou matilha selvagem aos jornalistas... (El Mundo)

quinta-feira, 10 de maio de 2007

Tony Blair - em jeito de adeus


"Tony Blair anunciou oficialmente a sua saída (que será a 27 de Junho) num discurso de grande qualidade, onde mostrou mais uma vez os seus enormes dotes de orador. Penso que Blair foi um dos melhores primeiros-ministros britânicos do pós-guerra e, certamente, um líder que ficará na história (onde muitos só conseguem acesso às tradicionais notas de rodapé). É ainda cedo para fazer um balanço, mas o Reino Unido é hoje um país mais próspero e influente, sem ter perdido o seu lugar na Europa. Blair também mostrou novos caminhos à esquerda e não é de todo líquido que Gordon Brown, o seu sucessor, não possa vencer as próximas legislativas. Há ainda outro ponto: após dez anos no poder, e apesar das controvérsias (sobretudo o erro do Iraque), o primeiro-ministro britânico deixa o seu país numa situação política sólida, sem divisões insustentáveis ou excessos ideológicos." (Corta-Fitas).
Concordo com tudo, excepto com o alegado "erro do Iraque". Tenho dúvidas se foi um erro, mas a História o dirá.
Foi, sem qualquer dúvida, um grande Primeiro-Ministro. Quer a nível interno, quer a nível europeu e internacional.
E com coragem - e humildade - para dizer algo tão simples como isto: "Agradeço ao povo britânico as vezes em que as coisas correram bem. Peço desculpa pelas vezes em que não estive à altura de resolver os problemas". (PÚBLICO)

sábado, 31 de março de 2007

Perdonite

Esta semana, Tony Blair pediu perdão pelo papel britânico na escravatura. Uma estupidez!
Tal como quando João Paulo II pediu perdão em 2000 pelos erros da Igreja ao longo da História.

Será que daqui a 200 ou 500 anos, os líderes políticos da altura irão pedir perdão por actualmente se usar o automóvel? ou os aviões? ou outra coisa qualquer que hoje é tão normal que nem damos pela sua existência?

Os valores (ou seja lá o que for) de há 200 anos incluía escravatura e tráfico de escravos a partir de África... Faz sentido pedir desculpa por um modo de vida? Por uma certa organização da sociedade que vigorou no passado? Eu acho que não!
O problema é só um: o Ocidente - nós! - interiorizou que a culpa do actual estado de miséria em que meio mundo (sobretudo África) vive é nossa. E os líderes desses países fazem questão de lembrar isso a toda a hora.
E se S. Exas ditadores africanos tivessem feito alguma coisa para desenvolver os seus países? É que guerras, corrupção, plutocracia e afins não ajudam muito...
Ainda bem que Mugabe e compagnons de route têm desenvolvido a Nigéria (por exemplo)...



«Tony Blair marca presença numa cerimónia que lembrou a abolição da escravatura no Reino Unido, a 25 de Março de 1807: «it is an opportunity for the United Kingdom to express our deep sorrow and regret for our nation's role in the slave trade and for the unbearable suffering, individually and collectively, it caused».

Não sou grande adepto deste tipo de pedidos de desculpa em retrospectiva. Para além do óbvio politicamente correcto, há neste exercício uma dose de anacronismo que não é despicienda.»