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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Inqualificável selvajaria


O emigrante português, que vivia há 12 anos na Bélgica em situação legal, tinha sido despedido da empresa de construção belga Cassal há cerca de dois anos. Como não encontrava trabalho decidiu aceitar o que seria apenas um pequeno biscate não declarado como estucador, três dias por 500 euros.
Levantou-se às cinco da manhã, entrou às 6h e, ao final da manhã, caiu de um andaime vítima de um ataque cardíaco. No estaleiro gerou-se o pânico e o responsável logo chegou para tratar do assunto, noticiou a imprensa. Só que o patrão, em vez de pedir socorro, chamou dois funcionários para ajudarem a transportar o homem para um camião. Depois de uma viagem de duas horas abandonaram o corpo numa ruela deserta de um parque de Bruxelas. De regresso ao trabalho, retomaram a obra."

domingo, 9 de março de 2008

As ondas...

Sobre a alegada onda de criminalidade que para aí anda vale a pena ler o artigo da Fernanda Câncio no DN: "As ondas, mas de longe".

"O homicídio é um indicador seguro da violência por dois motivos: trata-se do crime mais grave, e os dados a ele relativos não sofrem distorções devido a uma maior ou menor taxa de denúncia. Indaguemos, então. Não estando à mão as estatísticas dos últimos 100 anos, debrucemo-nos sobre as que se encontram mais facilmente (na Internet, ao dispor de qualquer cidadão), as dos últimos catorze. Em 1994 foram registados 424 homicídios. Em 1995, 408. Em 1996 (o da outra "onda", a citada no início deste texto), 391. Em 1997, 381. Em 1998, 340. Em 1999, 299. Em 2000, 247. Em 2001, 282. Em 2002, 266. Em 2003, 271. Em 2004, 187. Em 2005, 133. Em 2006, 194. E, finalmente, em 2007, 135. Esta evolução corresponde a uma descida sustentada de 68,2%."

Claro que é preocupante esta sucessão de crimes, mas não se trata de "crime organizado" como gostam de dizer alguns alarmistas.
Lembro-me de outras ondas de crimes, por exemplo, a dos comboios da linha de Cascais em 2000...
Para acabar com esta paranóia, basta deixar a polícia actuar, e evitar que os responsáveis venham dizer disparates para a comunicação social. Por experiência própria digo: tendo em conta as condições em que trabalha, a polícia faz verdadeiros milagres.

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Pensando no assunto....

Há coisas tão bem ditas que têm de ser citadas até à exaustão:
"O que se pretende fazer com a «caracterização psicológica» de Kate McCann é uma filha da putice" (A Origem das Espécies)
Para mim, que tenho MUITAS dúvidas sobre tudo o que tem saído na comunicação social acerca do o desaparecimento (ou outra coisa qualquer) da menina Madeleine McCann, esta frase diz tudo.
Não sei se a mãe é culpada, e as pessoas não têm de reagir todas "como seria suposto" só porque a sociedade (seja isso lá o que for) acha que é assim.
E basta pensar um bocadinho em tudo o que se diz para se perceber que ainda faltam muitas peças para concluir o puzzle.
Mais uma pergunta: se os culpados (por negligência ou dolo) são os pais, e há provas num carro que foi alugado 25 dias depois dos factos... nesses 25 dias, onde esteve o corpo da menina?! Transformou-se em qualquer coisa gasosa que ninguém viu? É que desde o desaparecimento da menina que o casal McCann tem a comunicação social a acompanhar cada minuto da sua vida.... Eu, não sendo especialista, não acho que eles tenham tido a possibilidade de, entretanto, fazer desaparecer o corpo da menina. Mas isto sou eu a dizer.
Ah, e a caracterização psicológica seja de quem for não é possível de fazer-se só a partir de uns minutos de televisão todos juntos. Mas eu também não sou psicólogo. Nem li o alegado diário de Kate McCann (hoje ouvi que ela só o começou a escrever após o desaparecimento da filha).
PS:
"A PJ pouco diz oficialmente, mas um conjunto de fontes mais ou menos obscuras tem trazido para a praça pública dezenas de informações, muitas delas falsas." (revista SÁBADO nº 176, pág. 42)

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Caso Maddie: as minhas dúvidas

Não queria contribuir para o enorme ruído que já há à volta do caso de Madeleine McCann. Até porque acredito que muitos dos dados subjacentes às decisões tanto da PJ como da família McCann não são do conhecimento público, ou não o são completa e correctamente.
De qualquer forma, há algumas coisas sobre as quais vale a pena pensar:

1-
"Dois dos três vestígios biológicos recolhidos pela polícia no apartamento usado pela família McCann no aldeamento turístico da Praia da Luz e no carro alugado pelo casal 25 dias após o desaparecimento da filha correspondem ao ADN de Madeleine" (PÚBLICO)
Pergunta de leigo: se o carro foi alugado 25 DIAS APÓS O DESAPARECIMENTO da menina, como é que este é um argumento para incriminar os pais?! Eles NÃO tinham o carro quando a filha desapareceu! E basta, por qualquer motivo, colocar no carro uma peça de roupa, ou um brinquedo, da menina para poderem ficar vestígios (esta não é difícil, vamos lá pensar um bocadinho);

2-
Esquecendo o pormenor anterior, e caso os pais estejam implicados no desaparecimento da filha, não me parece que Gerry e Kate sejam responsáveis ao mesmo nível.

3-
Vale a pena seguir as análises feitas na televisão, sobretudo por Moita Flores. Embora eu não queira acreditar em tanta preparação e premeditação do casal McCann - seria demasiadamente maquiavélico e frio.
4-
A pergunta/dúvida colocada por muitos jornalistas e por muitos cidadãos por Kate McCann não chorar em público é um perfeito disparate. Cada pessoa reage às situações de uma forma pessoal e intransmissível. Ainda ontem um psicólogo forense, na SIC, explicou muito bem que há pessoas que têm dificuldade em expressar emoções e sentimentos. É por isso que Kate passa a ser uma mulher fria e calculista? Não.
5-
Não esquecer que Gerry McCann é amigo pessoal de Gordon Brown, actual Primeiro-ministro britânico, e que Kate McCann é prima direita de Tony Blair, o anterior Primeiro-ministro britânico (li este dado ontem).
6-
Uma questão levantada por Moita Flores: nenhuma testemunha vai prestar declarações acompanhada por um advogado, como fizeram os McCann a semana passada antes de passarem a ser arguidos. Se vão, é porque não há certezas sobre a que título irão ser questionados.
7-
A ideia de que a PJ tentou negociar com Kate uma confissão oferecendo-lhe uma redução da pena não faz sentido. A legislação portuguesa não permite que estas negociações sejam feitas fora da alçada dos tribunais e sem a presença de um juiz. Um disparate da comunicação social. Mais um.

sábado, 26 de maio de 2007

Internet

A Internet, essa janela cheia de oportunidades e de riscos.
Por um lado, permite ver outros mundos, encontrar novos amigos, encontrar velhos amigos, pessoas fora de série.
Por outro, pode trazer muitos perigos, ser uma porta aberta para o crime, para a mentira, para o sofrimento.

A propóstio desta notícia: Cada vez mais menores fogem na sequência de contactos feitos na Net” (
PÚBLICO)