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domingo, 11 de março de 2012

Pessoa - plural como o universo



De uma forma simples e esteticamente atraente, dão-se a conhecer os vários heterónimos de Pessoa e alguns textos de todos eles.
Vale bem a pena!
E depois sabe bem um passeio pelos jardins da fundação.


sábado, 16 de janeiro de 2010

O que se guarda dentro de um livro

"Coisa maravilhosa: a Biblioteca Municipal de Vila Real vai organizar uma exposição sobre “coisas esquecidas no meio dos livros” — marcadores, anotações avulsas, flores secas, poemas anónimos, cartas, bilhetes de namorados, postais ilustrados que durante meio século foram sendo deixados “no meio dos livros” que foram requisitados das suas estantes. Para isso serviam, também os livros: um bilhete, no meio de um dicionário de Latim, a marcar um encontro junto do muro do Liceu; um queixume enternecido e magoado esquecido entre as páginas de uma monografia sobre cerâmica regional. Um bilhete de cinema a fazer de marcador. A lista pode ser interminável, tal como as florezinhas que se deixavam em certas páginas, onde vinham os sonetos de amor. A ideia é de puro génio."

Francisco José Viegas, em A Origem das Espécies

domingo, 30 de agosto de 2009

Portugal e o Mundo nos séculos XVI e XVII

Em manhã de domingo, fui ver a exposição internacional patente no Museu Nacional de Arte Antiga subordinada ao tema Portugal e o Mundo nos séculos XVI e XVII.
Iniciada em Washington em Junho de 2007, esta exposição vem agora até nós mostrar-nos o que os portugueses andaram a fazer, a descobrir pelo mundo durante dois séculos.

É possível observarmos mapas que serviram de guias há alguns séculos, alguns com uma semelhança ao "nosso" mundo bem assombrosa (convém lembrar que na altura não havia satélites a tirar fotografias lá de cima e a entrar-nos pela casa dentro). Temos ainda inúmeras peças de tapeçaria, peças religiosas, utensílios diversos, pinturas, estátuas...
Uma peça que me prendeu a atenção durante largos minutos foi a Custódia de Belém (1506). Que peça! Lindíssima, extremamente rica em pormenores e acabamentos. As cenas que a compõem, a sua construção, a filigrana, o outro abundante...
Para além desta peça única, os famosos Painéis de S. Vicente. Notáveis.
Ainda pelas diversas feitas a partir de corno de rinoceronte, de ovos de avestruz, de coco-das-Seychelles, enriquecidas com acabamentos em prata, ouro, ricamente trabalhados. Peças de execução requintada que nos deixam prostrados.
Somos ainda acompanhados pelos biombos Nambam em alguns troços da exposição. Convém ficar a observá-los e analisar as muitas cenas que representam. E perceber o que isso quer dizer sobre o mundo de então.

Até 11 de Outubro, convém ir ao MNAA ver um pouco da nossa História.

domingo, 28 de junho de 2009

Toldos e Poemas

No âmbito do programa Próximo Futuro, está patente nos jardins da Gulbenkian uma exposição intitulada “Toldos e Poemas”.
À semelhança de anos anteriores, ao longo de 80 metros, os jardins desta fundação estão cobertos de toldos amarelos com poemas de vários autores e proveniências. No percurso, vários almofadões coloridos estão dispostos de forma aos visitantes se sentarem ou deitarem a olhar para estas coberturas poéticas.
Vale a pena perder-se por lá.
De preferência em dias sem chuva…

De 20 de Junho a 30 de Setembro
Entrada livre
Todos os dias, entre as 08h00 e as 20h00

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Expo 98

Há 10 anos era inaugurada a EXPO 98, sob o lema "Os oceanos, um património para o futuro".
Entre 22 de Maio e 30 de Setembro de 1998, Lisboa acolheu a última exposição mundial do século XX.
Nasceu de um sonho de António Mega Ferreira, e transformou a zona oriental de Lisboa.

Foram meses de festa. De novidade. De outros mundos.
Quem não se recorda das pessoas, dos passeios, dos espectáculos, dos Olharapos, da Peregrinação, do Acqua Matrix, do fogo de artifício, dos espectáculos na Praça Sony, do Gil...?
Passados 10 anos, ficou uma nova centralidade em Lisboa, uma zona reconvertida e moderna. Uma excelente zona para passear, espairecer, recordar, visitar o Oceanário, andar à beira-rio, voar no teleférico...

Só é pena que nos últimos anos tenha alastrado uma mancha de betão, cercando o espaço do actual Parque das Nações. (Eu já o disse: se fosse administrador daquele espaço, a primeira coisa que fazia era deitar abaixo metade das torres que ladeiam o centro comercial Vasco da Gama).

Expo 98... Parque das Nações... um espaço de eleição.

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Esposição "O Corpo Humano"

A exposição “O Corpo Humano Como Nunca o Viu” está fantástica!

Ver ali corpos reais, por dentro, deixa-nos a pensar no sentido da vida, no que fazemos com o corpo…
Ver os músculos, ossos, nervos, veias, órgãos e tudo e tudo e tudo... não há aula de ciências (ou seja lá o que for) que nos mostre nada disto.
É uma experiência incrível e única!!

Para quem fuma, o espaço dedicado ao sistema respiratório, com destaque para os pulmões de fumadores e um caixa em jeito de convite para abandonar o vício, e com muitos maços de tabaco lá dentro. Reais ou encenação?
A forma como funciona a mão, achei interessante. E uma explicação que dizia que os músculos que permitem à mão movimentar-se estão todos fora da mão, no braço. Pois, se estivessem na mão, esta seria demasiado grande para poder fazer coisas que exigem precisão.
Também gostei de ver o espaço dedicado ao desenvolvimento dos fetos. Fantástico o desenvolvimento que se nota de uma semana para a outra. É brutal! Não tinha noção disso.

E podia estar aqui a realçar mais coisas que vi e gostei, mas seriam tão poucas as palavras para dizê-lo. Quem puder, vá ver!
Levei 1h30 a ver a exposição, e nem dei pelo tempo a passar. Aquilo absorve-nos por completo.

Quanto ao preço – que parece caro – não é nada. O que se vê vale bem o preço, e até é barato. E eu tive um magnífico desconto por ter o cartão da FNAC.
Sobre isto, ainda uma piada de mau gosto que desenvolvi antes: não nos podemos queixar dos cerca de 20€ que se pagam para ver a exposição, pois os corpos são de chineses. Imaginem que eram americanos ou europeus, e tinham de pagar logo 50€.