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quinta-feira, 27 de agosto de 2009

À volta do mundo

1 -
"Mulher na Malásia condenada a seis bengaladas por ter bebido álcool no Ramadão" (Público)
Inaceitável!
Em nome da liberdade e da tolerância. Seja em nome do que for.

2 -
"
A Microsoft está a ser acusada de racismo depois de ter apagado a cabeça de um homem negro numa imagem publicitária, substituindo-a por uma cara branca. O anúncio foi retirado da Internet, mas continua a ser alvo de chacota em diversos blogues" (SOL)
O melhor comentário:
«Acho que quiseram agradar a todos os públicos ao deixar a mão negra e a cara branca», lia-se no Photoshop's Disasters.


quinta-feira, 5 de março de 2009

Sem comentários

Antes, a Igreja brasileira queria impedir a menina de 9 anos, violada e grávida de gémeos, de abortar.
Agora, o arcebispo brasileiro exige a excomunhão de toda a família da menina.

Nem Bento XVI tomaria uma posição fundamentalista, intolerante e idiota destas.

ACTUALIZAÇÃO (07 Março):
«O cardeal Giovanni Battista Re,da Congregação para os Bispos, justificou este sábado a excomunhão da mãe de uma menina brasileira de 9 anos, que foi submetida a um aborto depois de ter sido violada pelo padrasto, afirmando que os gémeos que ela havia concebido "tinham o direito de viver".» (SAPO)

Nas notícias desta noite, a revelação: o arcebispo brasileiro excomungou a menina, a mãe e os médicos que fizeram o aborto. Nem uma palavra sobre o padrasto que violou a menina. Na televisão, concluem que para a Igreja o aborto é mais grave que a violação.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Intolerável!

A notícia vinha ontem no PÚBLICO:
"Entre as muitas restrições a que estão sujeitas as mulheres na Arábia Saudita poderá juntar-se mais uma: quando saírem à rua, se não usarem um lenço que lhes oculte todo o rosto, só poderão mostrar um olho. É o que determina uma “fatwa” (édito religioso) proposta pelo xeque ultraconservador Muhammad al-Habadan, defensor de “um reforço das regras da modéstia”.

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Para onde vamos?

Nos jornais gratuitos de hoje li dois artigos de opinião que me apetecia transcrever integralmente. Não sendo possível, deixo apenas algumas referências.

1-
No Meia Hora, Luciano Amaral comenta uma nova lei italiana feita propositadamente após um romeno ter violentado e assassinado a mulher de um alto oficial da marinha. Vai daí, o governo de Romano Prodi (novamente primeiro-ministro de Itália, após ter sido presidente da Comissão Europeia), “perante o horror público, decidiu que o problema era dos ciganos romenos em geral, pelo que fez passar no parlamento uma lei permitindo a deportação de estrangeiros “suspeitos” de perturbar a “segurança pública”. Num estado de direito todos são inocentes até prova em contrário. A lei inverte a lógica: os estrangeiros (ciganos romenos) são suspeitos sem sequer conseguirem provar o contrário. É típico da esquerda: vive tão convencida da sua razão que quando toma medidas não pára um segundo”.
Mais à frente acrescenta:
“O que levanta um problema, não apenas sobre a Itália mas sobre a Europa em geral. Tem-se expandido pelo continente um estranho consenso no ódio ao “estrangeiro”. A mais bem intencionada pessoa de esquerda está, num instante, a verberar a xenofobia e, no seguinte, a explicar quão horríveis são “os chineses”. O primeiro-ministro italiano Prodi, que tanto lutou pela liberdade de circulação na Europa quando Presidente da Comissão Europeia, no outro dia explicava que “ninguém previu o afluxo maciço de romenos a Itália””
Enfim….

2-
O outro texto era de Jaime Antunes, publicado no OJE, e, a propósito da polémica das Estradas de Portugal, versava assim: “Os contribuintes pagam os seus impostos para o Estado fazer face `s suas despesas, entre as quais se encontram os investimentos em infraestruturas. As estradas vão ser pagas com a nova taxa/imposto; na saúde cada vez mais se impõe e bem o princípio do utilizador pagador; no ensino superior vigoram as propinas e o básico e secundário é cada vez mais uma responsabilidade das câmaras; com a factura da electricidade pagamos a RTP. O Estado não paga nada. As receitas dos impostos servem para quê?”
3-
Ainda nos jornais diários, desta vez no Diário de Notícias, Pedro Lomba escreve sobre os recentes acontecimentos na Cimeira Ibero-americana protagonizados por Hugo Chávez e pelo rei Juan Carlos. Sob o título "O dia em que fomos monárquicos", acaba por afirmar que, não sendo monárquico (eu já tive mais alergia à monarquia...), "quando Juan Carlos saiu da mesa acho que me tornei num carlista. Quero um Rei destes. Até pode ser absoluto." Eu também!
* os destaques são meus.

quinta-feira, 29 de março de 2007

Ignorância feita política

A notícia apareceu com grandes parangonas esta manhã. As rádios, as televisões, os blogues (até este, agora… Penitencio-me!), os jornais (especialmente a desproporcionada capa do Diário de Notícias…) deram destaque ao cartaz que apareceu no Marquês de Pombal.
Destaque excessivo (penitencio-me por este post), tendo em conta o que o PNR representa em votos (menos de 0,5% nas legislativas).
E o argumento utilizado por estes senhores é intolerante e estúpido. E os milhões de portugueses que tiveram de emigrar (portanto, são IMIGRANTES noutros países…)? Seriam todos repatriados? O PNR dar-lhes-ia condições de vida (trabalho, casa…)?

Segundo ouvi hoje na rádio, basta apenas uma queixa na polícia para tirarem o cartaz. E talvez ilegalizarem um partido que perfilha ideologias inconstitucionais. Mas isso dá muito trabalho, e nem as próprias autoridades que se agastaram a comentar o cartaz se deram (ou darão) ao trabalho de o fazer.
Estes senhores aproveitaram a suposta onda saudosista gerada pelo resultado de "Os Grandes Portugueses"… e conseguiram direito de antena à borla. Só tiveram mesmo de desembolsar os 1750€ para o cartaz.

Curiosidades:
O que pensarão estes senhores dos descobrimentos? Da colonização? Da escravatura do passado? Da globalização iniciada pelos portugueses? Os militantes, simpatizantes e afins do PNR não têm familiares emigrantes? Não têm necessidade de empregados estrangeiros (sejam empregadas dosméticas, professores, médicos...)?
O modelo deles deve ser a Albânia…
Enfim, a ignorância feita política...