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quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Blogosferando - 35


Com o Orçamento aprovado na generalidade...

"Manuela Ferreira Leite teve hoje no parlamento o seu (ingrato) dia de glória: confirmando a sua irrepreensível postura de Estadista, “a velha”, numa tão sucinta quanto brilhante intervenção veio deitar água na fervura, impor a racionalidade urgente num debate entornado pela hipocrisia, quando não pela mais infame velhacaria argumentativa. Com a autoridade de quem, contrariando uma alucinação colectiva particularmente gritante entre os opinadores oficiosos e os socialistas, há anos nos vem alertando sobre a iminência do abismo, a ex-líder social democrata reforçou que "Portugal está à beira da bancarrota" e que este OGE é o início de um “percurso longo e muito exigente” que “não pode ser desperdiçado com manobras políticas”. No final deixou a mais proeminente questão politica do momento: “como é que foi possível que um partido tivesse conduzido o país de tal forma que tornasse este Orçamento inevitável?".
Nem o País político nem o PSD merecem Manuela Ferreira Leite. Merecem aquilo que têm e o que aí vem. Que Deus nos ajude a todos... apesar de tudo."

sábado, 23 de outubro de 2010

Blogosferando - 33



"Chamaram-lhe «velha», «bruxa», «pessimista», «derrotista», torceram-lhe as palavras, jogaram com descontextualizações e sound-bytes. E ignoraram os avisos feitos a tempo.
Acertou em tudo.
Estava certa quanto ao crescimento, ao contrário de Sócrates e Teixeira Santos, estava certa sobre desemprego, ao contrário de Sócrates e Teixeira Santos, estava certa sobre o défice, ao contrário de Sócrates e Teixeira Santos, estava certa sobre a dívida, ao contrário de Sócrates e Teixeira Santos, estava certa sobre obras públicas, ao contrário de Sócrates e Teixeira Santos, estava certa sobre a despesa do Estado, ao contrário de Sócrates e Teixeira Santos, estava certa sobre investimento nas pequenas e médias empresas, ao contrário de Sócrates e Teixeira Santos, estava certa sobre o que é prudência e bom governo, ao contrário de Sócrates e Teixeira Santos.
Os Portugueses sérios devem-lhe desculpas (e a si próprios por terem preferido a banha da cobra do «dinamismo»). Os jornalistas que se fizeram desentendidos para melhor a calar não lhe devem nada (não são os lacaios que pedem desculpa pelos seus amos).
Ontem, felizmente, conhecemos, por inconfidência do jornal Sol, o mais genuíno comentário sobre os males com que o desgoverno socialista nos atinge. É da própria Manuela Ferreira Leite, e foi feito no ambiente relativamente reservado do Conselho Nacional do PSD: «Este Orçamento é uma vigarice e os seus autores mereciam ser presos.»"


Orgulho-me de não ter votado nestes senhores.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Sinais

Afinal não foi hoje.
A reunião de emergência entre Sócrates e Ferreira Leite deve ter segurado Teixeira dos Santos. Resta saber por quanto tempo.

O pântano versão II está em curso.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Suicídios políticos

Em Portugal há o hábito dos suicídios políticos.
Desta vez é a situação do PSD, com muitos militantes importantes a pedirem a cabeça de Manuela Ferreira Leite devido aos resultados eleitorais, sobretudo por não ter vencido as legislativas.
Esquecem-se que o partido venceu as europeias e as autárquicas (embora descendo nestas, mas o que conta aqui é o número de eleitos, não o número de votos).

Numa altura em que o país vai ter um governo de minoria, é necessário haver uma oposição responsável, com estabilidade e que demonstre capacidade de poder vir a assumir o governo em caso de crise política.
O que o país não precisa é de carnavais partidários.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Um pré-balanço das eleições

Encerra-se esta noite a campanha eleitoral para as legislativas.
A campanha, tal como muitas outras, foi uma campanha de casos. Com muitos dos assuntos centrais para o país a serem deixados de lado.
As duas semanas de campanha oficial foram feitas a dois tempos. Na primeira parte, o PS atacou Manuela Ferreira Leite pela voz do líder. Na segunda parte, o trabalho sujo ficou para figuras de segunda linha. E Sócrates pôde olhar para a frente.
Manuela Ferreira Leite ficou muito agarrada à crítica ao governo e a Sócrates. Para descolar nesta segunda semana, precisava de olhar para frente. Quanto a mim, é isto que as últimas sondagens demonstram, deixando-a a 8% do PS.

Como está José Gil a afirmar agora na SIC-N, se as eleições tivessem sido em Junho, Sócrates teria perdido. Se a campanha durasse mais uma semana, com esta dinâmica de vitória, o PS repetiria a maioria absoluta.

Domingo é o veredicto real.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Esmiuçar os sufrágios - MFL

Manuela Ferreira Leite foi esmiuçada hoje pelos Gato Fedorento.
Sem comparação possível com Sócrates ontem.
Sócrates estava mais que ensaiado.
Manuela Ferreira Leite foi genuína, natural, irónica, humana, com humor, inteligente.
Sem nada a ver com
a prestação francamente má de Sócrates ontem.
Viu-se que MFL ficava atrapalhada em várias perguntas. Pensava no que ia dizer. Mas as suas respostas surpreendiam. "Entalaram" o Ricardo Araújo Pereira frequentemente.
RAP esteve bem: interventivo, provocador. Como devia ter estado ontem.

Deve ter ganho uma série de votos nos breves minutos que passou no programa da SIC.

Amanhã será a vez de Paulo Portas ser esmiuçado.

domingo, 13 de setembro de 2009

Sócrates vs. Manuela Ferreira Leite

Apenas uma frase: numa situação de empate técnico, como apontam as sondagens, nenhum deles teve o golpe de asa para descolar (notícia do debate aqui).
Sócrates, demagogo e em versão "animal feroz amansado", debitava os grandes feitos da sua governação maravilha e ia ao passado para entalar (é essa a palavra) a sua opositora de debate.
MFL, um pouco desajeitada nas palavras, lá explicava pouca coisa e não se comprometia com nada, por não saber a real situação do país. Quando a questão do TGV saltou para cima da mesa, ela não devia ter aquele tipo de tirada nacionalista e anti-espanhola. Há outras maneiras de dizer as coisas...
Uma coisa que gostei em Ferreira Leite é quando, fazendo frente a Sócrates sobre os famigerados "apoios sociais", ela contrapõe que se se criar riqueza suficiente para todos não são necessários apoios sociais.
Haverá incomodados com isto, mas é esta a questão central: ou se cria riqueza para todos, ou se continua a distribuir esmolas aos pobres, ao país todo. É a diferença entre distribuir riqueza ou distribuir pobreza.

Confesso que, algures entre a discussão da segurança social e da educação, adormeci. Não me lembro de nada do que tenham dito entretanto.

MFL, se quiser ganhar as eleições, tem de ser mais afirmativa, mais rápida na resposta, mais acutilante.
Da parte de Sócrates, o que se dá agora atenção é a uma baboseira óbvia: "com novo governo haverá novos ministros". Nada mais natural. Mas há quem goste de circo.

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Numa rápida avaliação pela prestação dos vários candidatos, o seguinte:
- candidatos com vontade de ganhar votos: Portas e Louça;
- candidatos à procura de não perder votos: Sócrates e Ferreira Leite;
- candidato a falar para os seus eleitores habituais: Jerónimo de Sousa.

Aqui podemos ver ou rever os vários debates: RTP.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Portas vs. Ferreira Leite

Um debate duro, entre o "falar verdade" e o "falar claro".
Serei faccioso, mas acho que Portas venceu claramente o debate. Foi afirmativo, apresentou as soluções do CDS, foi aguerrido. Houve um contraste claro entre a rapidez de raciocínio e facilidade de expressão de Portas, por um lado, e o perfil de Manuela Ferreira Leite, por outro. (E noto que, à excepção da primeira questão, todas as perguntas foram colocadas em primeiro lugar à líder do PSD).
Manuela Ferreira Leite, maquilhada como um mimo (já ninguém sabe maquilhar as pessoas na TV?), muitas vezes esteve com o ar "não há pachorra". Pareceu-me que ela quase não queria apresentar as suas medidas. Muitas medidas são mais de centro, enquanto Paulo Portas puxava a corda em várias áreas: sociais (rendimento de inserção), economia, medidas fiscais, segurança...
Talvez Portas, tendo em conta a situação económico-financeira do país, devesse ser mais prudente, mas por vezes a melhor solução é escolher um dos lados. É essa clareza que o distingue de Ferreira Leite.

No final, uma pergunta de Judite de Sousa a Manuela Ferreira Leite, que permite a esta estabelecer uma ponte. Afinal, há afinidades entre os dois partidos, apesar das diferenças.

Amanhã haverá confronto entre Portas e Louçã, na RTP. Imperdível.

domingo, 6 de setembro de 2009

Ferreira Leite vs Louçã

O frente-a-frente entre Manuela Ferreira Leite e Francisco Louçã abre com as nacionalizações propostas por este. Diz os disparates de sempre. Ferreira Leite, questionada, responde bem: o que é que o país ganhou com as nacionalizações do pós 25 de Abril, das quais ainda pagamos o preço?

Gostei do debate.
Louça, como sempre, a achar-se dono da verdade e a destilar ódio por todos os poros.
Manuela Ferreira Leite esteve bem no debate, segura, a fazer frente à demagogia e totalitarismo de Louça embrulhados em "liberdade".
Houve confronto. Houve diferença. Houve soluções contrárias para os problemas. Há programas diferentes.
De um lado, há soluções de governo. Do outro, há espalhafato de oposição.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Killer instinct

Manuela Ferreira Leite, assassina, a propósito da entrevista de Sócrates ontem na RTP:

“Poucos acreditaram que José Sócrates não estava a representar”

quarta-feira, 29 de julho de 2009

"O país não cresce enquanto o Estado fizer tudo."

Manuela Ferreira Leite, hoje, na Conferência DE

Prefiro mil vezes uma MFL que "não tem jeito para a política" mas não faz promessas idiotas ou descabidas do que um Sócrates (que há meses anda entretido a mandar areia para os olhos das pessoas).

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Hoje eu vi uma primeira-ministra

Em brutal contraste com a entrevista-xanax de Sócrates a semana passada, Manuela Ferreira Leite brilhou hoje no Dia D.
Com o recente resultado das europeias no bolso, Manuela Ferreira Leite foi uma mulher confiante, bem-disposta, brincalhona, clara, enérgica, inteligente, irónica, concreta, bem preparada…
No início da entrevista conduzida por Ana Lourenço, MFL não se embrulhou em questões pessoais, de partidarite.
Respondeu sem hesitações a tudo (talvez menos quando o assunto foi Dias Loureiro), teve boas respostas, imediatas, sobre coisas que aparentemente a podiam deixar atrapalhada. Por exemplo, quando confrontada com o facto de a decisão do TGV ter sido tomada pelo governo de Durão Barroso, em 2003, atalhou logo e matou o assunto.
Atacou os anúncios sistemáticos do governo, afirmando que nada disso está no orçamento. Portanto, os anúncios ou são fantasia, ou ninguém sabe de onde vem o dinheiro. De qualquer forma, duvida que haja alguma concretização desses anúncios, uma vez que não se vê nenhum efeito das mesmas.
A certa altura, foi ironicamente cruel: “na entrevista da semana passada, Sócrates não sussurrou a palavra “endividamento” uma única vez. Sussurrou… porque ele falou muito baixo.”

Gostei imenso de ver MFL assim, cheia de gás.
Enquanto a semana passada Sócrates tinha uma máscara, e soou tremendamente a falso, hoje MFL foi genuína.

domingo, 7 de junho de 2009

Resultados by PSD

Rangel, sereno, prepara-se para falar.
Manuela Ferreira Leite não o acompanha. Será motivo para dizer que esta não é - também!- uma vitória dela?
Certamente que não.
Rangel reconhece o papel de MFL nestas eleições, e na linha que imprimiu ao partido.

Leitura dos resultados em 4 pontos de Rangel:
- vitória da politica substantiva e de verdade;
- é a derrota das campanhas rasteiras e feitas de suspeições;
- é uma derrota do PS e, em particular, de Sócrates;
- todos os partidos à esquerda na Europa perderam eleições; nos países em que governa a direita, esses partidos venceram contra os socialistas. Ou seja, em toda a linha, os socialistas perderam na Europa.

domingo, 10 de maio de 2009

I nasceu...

Esta semana nasceu um novo jornal em Portugal: o I.
Gostei da lufada de ar fresco jornalística.
Gosto!
Fresco, inovador, diferente, conciso. Para já, comprei as 3 primeiras edições. Estou satisfeito. Sugestão-reclamação: mudar a tinta. Será normal um jornal sujar as mãos, mas a edição impressa do I exagera...

Na edição de ontem, uma interessante entrevista a Manuela Ferreira Leite. Desempoeirada. E conduzida pela Maria João Avillez.

terça-feira, 28 de abril de 2009

O ruído

A entrevista de Manuela Ferreira Leite ontem, na SIC, parece que não teve mais nada para além de uma alegada falta de clareza em afastar a possibilidade do bloco central após as eleiçoes legislativas.
Não vi a entrevista.
Já li muita notícia sobre o assunto.
Hoje vi essa parte da entrevista na televisão. E... juro que não entendo o que se passa!
Quem tenha ouvido minimamente o que MFL tem dito do governo de Sócrates nos últimos tempos, percebe que as condicionantes que ela colocou na resposta excluem essa possibilidade.

Este país da treta delira com faits divers. E se não há, inventa-os.
E adormece docemente na propaganda deste governozinho que nos está a pôr uma corda ao pescoço.

Uma coisa garanto: se nas eleições legislativas houvesse apenas dois candidatos - MFL e Sócrates - eu sei claramente em qual nunca votaria.
E a pior coisa que nos podia acontecer era ter um governo de bloco central.

Citando João Gonçalves, do Portugal dos Pequeninos:

"Como era de esperar, aquilo que interessava da entrevista de Ferreira Leite - a explicação de que estamos a fomentar um país irremediavelmente pobre e que o endividamento externo de que não se fala nas tendas da propaganda torná-lo-á ainda irremediavelmente mais pobre do que já é comprometendo, como uma pandemia nacional, o futuro por gerações e gerações - ficou fora das manchetes. O que o lixo tóxico chamado "notícia" quer que conste é, singularmente, que a senhora se "deixou enredar" por causa do "bloco central", que ocorreu um "tropeção na linguagem" e por aí fora. Os serventuários de Santos Silva seguiram aprumadamente as ordens dadas pelo chefe que forneceu logo o mote. Tudo serve para nos distrair do essencial. Coisas de porcos. A peste já cá está."


Indo à fonte:


sábado, 24 de janeiro de 2009

Anos perdidos

Manuela Ferreira Leite, em Vila Verde:

"Não ganhámos nada com este governo socialista, só perdemos."

“Se pensarmos como estávamos quando este Governo tomou posse, concluímos que estamos, agora, pior em todos os indicadores, não melhorámos em nenhum.”

(fonte: PÚBLICO)

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

PSD: se isto é credibilizar...

Hoje lia-se nos jornais que o PSD pondera "ter como candidata à Câmara da Amadora a jornalista Cecília Carmo e como candidato à Câmara de Odivelas o jornalista de crime da TVI Hernâni Carvalho, que se tornou conhecido pelos comentários ao caso Maddie" (Editorial da SÁBADO).
Depois de apostar em Santana Lopes para Lisboa, e com estas ideias, o PSD vai longe...

Manuela Ferreira Leite pode ser muito competente e credível, mas convém que faça com que o PSD a que preside passe a mesma imagem. Com estas apostas em personalidades da televisão, cuja competência não ponho em causa, mas aos quais não se conhece uma ideia política, o partido vai a caminho da desgraça completa.
Neste aspecto, Marques Mendes foi consequente, firme e credível, e não teve medo de perder algumas câmaras quando deixou cair alguns dinossauros autárquicos do seu partido.

Sócrates, envolvido em propaganda e areia para os olhos dos eleitores, segue o seu caminho triunfal...
Resta-me subscrever Ramalho Eanes (no Jornal de Negócios de hoje): "tenho dúvidas de que uma maioria absoluta nas próximas legislativas seja o melhor para o país".