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sexta-feira, 11 de maio de 2012
terça-feira, 24 de abril de 2012
domingo, 18 de dezembro de 2011
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
O adeus de um visionário
Duas frases de Jobs:
- "O nosso tempo é limitado, por isso não o percamos nas vidas dos outros. Não fiquemos encurralados em dogmas, isso é viver com os resultados do pensamento de outras pessoas. Não deixem que o ruído das opiniões dos outros torne a nossa voz interior inaudível. E acima de tudo, tenham a coragem para seguir o vosso coração e a vossa intuição. De alguma forma, eles sabem aquilo em que verdadeiramente nos queremos tornar. Tudo o resto é secundário. "
- "Trocaria toda a minha tecnologia por uma tarde com Sócrates." (o grego... )
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Outro?
O que é que se está a passar para morrerem tantos VIPs nas últimas semanas em Portugal?
Foi o Angélico, foi Maria José Nogueira Pinto, foi Diogo Vasconcelos, foi um jornalista fundador da TSF, foi Fernando Augusto Morais, foi um músico qualquer...
Quase parece aqueles fenómenos estranhos com pássaros...
quarta-feira, 6 de julho de 2011
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
O bulldozer da diplomacia dos EUA
Desapareceu ontem Richard Holbrooke, um dos mais importantes diplomatas americanos das últimas décadas, e que atravessou os mandatos de vários presidentes.
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Ernâni Lopes
Tive oportunidade de vê-lo, na SIC-N, no Plano Inclinado há algumas semanas. Lúcido, apresentava o que devia ser a nossa sociedade. Contra a aldrabice, a honestidade.
sexta-feira, 30 de julho de 2010
António Feio
Ontem desapareceu um grande humorista, provocador, com apenas 55 anos.
Já nos fez rir a todos com o seu humor, a sua ironia.
Nos últimos tempos, com este depoimento sobre Contraluz (um filme que está nos cinemas), disse-nos para "aproveitar a vida, apreciar cada momento e não deixar nada por dizer ou fazer".
Já nos fez rir a todos com o seu humor, a sua ironia.
Nos últimos tempos, com este depoimento sobre Contraluz (um filme que está nos cinemas), disse-nos para "aproveitar a vida, apreciar cada momento e não deixar nada por dizer ou fazer".
sábado, 19 de junho de 2010
José Saramago
Com o desaparecimento de Saramago perde-se um grande escritor.Sempre apreciei a sua obra. Descobri-o um ano antes do Nobel, através de “Ensaio sobre a Cegueira”.
A sua escrita muito própria, de longos parágrafos e muitas vírgulas, não representou uma dificuldade. Pelo contrário, era uma continuidade, uma história contada sem pausas. De tirar o fôlego. A mim, agarrava-me.
Este livro que me permitiu descobrir um grande escritor, está entre os meus preferidos. Ali ao lado de “Cem Anos de Solidão”, por exemplo.
Depois deste magnífico livro-metáfora, fui lendo quase tudo: “O Memorial do Convento” (que não me pareceu maravilhoso), “As Intermitências da Morte”, “Ensaio sobre a Lucidez”, “Todos os Nomes”, “A Caverna”, “O Homem Duplicado”, “O Evangelho Segundo Jesus Cristo” (uma fabulosa interpretação da vida de Jesus), “A Jangada de Pedra”… faltam-me os dois últimos: “A Viagem do Elefante” e “Caim”. E talvez alguns mais antigos.
Como escritor, é genial. Normalmente parte de um absurdo e cria um romance sólido e perfeitamente possível. Ainda o ano passado reli “Ensaio sobre a Cegueira” e mantive a opinião de que se trata de uma obra maior da língua portuguesa.
Politicamente, Saramago não me agrada. Sou do lado oposto, e nunca compreendi a forma como ele defendia ditaduras até ao limite. Basta olhar para Cuba. Politicamente, o comunista Saramago era o que a ideologia é: intolerante, totalitária, anti-democrático.
Sempre polémico, facto é que Portugal perdeu um grande escritor e contador de histórias.
A sua escrita muito própria, de longos parágrafos e muitas vírgulas, não representou uma dificuldade. Pelo contrário, era uma continuidade, uma história contada sem pausas. De tirar o fôlego. A mim, agarrava-me.
Este livro que me permitiu descobrir um grande escritor, está entre os meus preferidos. Ali ao lado de “Cem Anos de Solidão”, por exemplo.
Depois deste magnífico livro-metáfora, fui lendo quase tudo: “O Memorial do Convento” (que não me pareceu maravilhoso), “As Intermitências da Morte”, “Ensaio sobre a Lucidez”, “Todos os Nomes”, “A Caverna”, “O Homem Duplicado”, “O Evangelho Segundo Jesus Cristo” (uma fabulosa interpretação da vida de Jesus), “A Jangada de Pedra”… faltam-me os dois últimos: “A Viagem do Elefante” e “Caim”. E talvez alguns mais antigos.
Como escritor, é genial. Normalmente parte de um absurdo e cria um romance sólido e perfeitamente possível. Ainda o ano passado reli “Ensaio sobre a Cegueira” e mantive a opinião de que se trata de uma obra maior da língua portuguesa.
Politicamente, Saramago não me agrada. Sou do lado oposto, e nunca compreendi a forma como ele defendia ditaduras até ao limite. Basta olhar para Cuba. Politicamente, o comunista Saramago era o que a ideologia é: intolerante, totalitária, anti-democrático.
Sempre polémico, facto é que Portugal perdeu um grande escritor e contador de histórias.
sábado, 21 de novembro de 2009
Jorge Ferreira
Jorge Ferreira desapareceu hoje, com apenas 48 anos,.
Era um político de direita: andou pelo CDS (versão PP), foi fundador do PND com Manuel Monteiro.
Escrevia, opinava, debatia.
O seu Tomar Partido era uma referência na análise política diária, e nas muitas referências que deixava.
O ultimo post foi apenas há dois dias.
Uma despedida aqui no Corta-fitas, por Pedro Correia
Era um político de direita: andou pelo CDS (versão PP), foi fundador do PND com Manuel Monteiro.
Escrevia, opinava, debatia.
O seu Tomar Partido era uma referência na análise política diária, e nas muitas referências que deixava.
O ultimo post foi apenas há dois dias.
Uma despedida aqui no Corta-fitas, por Pedro Correia
domingo, 16 de agosto de 2009
sábado, 27 de junho de 2009
Desapareceu um mito
Nunca fui grande apreciador, mas ele marcou uma era.
Thriller, o álbum mais vendido de sempre, põe-no, em 1982, definitivamente na história da música.
É dele também uma postura inovadora em palco, com aquele passo de dança único e inconfundível, a fazer o moonwalk, estreado num programa de TV na NBC.
Ontem, no Público, Vítor Belanciano escrevia: “O fenómeno Jackson não pode ser dissociado de outro facto, a MTV, revolução televisiva, mas também cultural e social. Mos anos 80 já não bastava ter uma boa canção. Era preciso criar uma boa imagem para ela. Ter a atitude certa. A representação tomava o lugar da autenticidade. E com Jackson, a MTV abria as portas à pop negra. Ele transforma-se num estilo de vida.”
Para o seu produtor Quincy Jones, Jackson era "o entertainer perfeito".
Com o desaparecimento de Michael Jackson, o mundo fica apenas com um mito/monstro vindo dos anos 80: Madonna.
Thriller, o álbum mais vendido de sempre, põe-no, em 1982, definitivamente na história da música.
É dele também uma postura inovadora em palco, com aquele passo de dança único e inconfundível, a fazer o moonwalk, estreado num programa de TV na NBC.
Ontem, no Público, Vítor Belanciano escrevia: “O fenómeno Jackson não pode ser dissociado de outro facto, a MTV, revolução televisiva, mas também cultural e social. Mos anos 80 já não bastava ter uma boa canção. Era preciso criar uma boa imagem para ela. Ter a atitude certa. A representação tomava o lugar da autenticidade. E com Jackson, a MTV abria as portas à pop negra. Ele transforma-se num estilo de vida.”
Para o seu produtor Quincy Jones, Jackson era "o entertainer perfeito".
Com o desaparecimento de Michael Jackson, o mundo fica apenas com um mito/monstro vindo dos anos 80: Madonna.
Numa actuação com a Britney Spears:
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Eluana Englaro
A polémica continua sobre a morte da italiana Eluana Englaro, a mulher italiana de 38 anos há dois anos em estado vegetativo persistente.(PÚBLICO)
Quando vi e vejo notícias sobre as posições defendidas por alguns especialistas, fico perturbado. Tenho dificuldade em aceitar quer uma, quer outra das soluções.
Até onde é vida e a partir de onde é morte? Quem o pode delimitar?
A polémica à volta deste caso, embrulhada em política entre Berlusconi e o presidente italiano, choca-me.
Sei de um caso de alguém que esteve em coma, sem reacções ao exterior, mas que ouvia perfeitamente o que diziam os familiares que a visitavam. Ela queria responder, mas o corpo não reagia em conformidade. Que estado é este?
Percebo bem o dilema e drama dos familiares em situações-limite destas.
E, ao chegar ao fim, há algo que atormenta: e quando a cabeça funciona e o corpo já não tem reparação?
Lembro-me de três casos assim: João Paulo II, a jovem modelo brasileira que faleceu há algumas semanas, e o meu pai.
Curvo-me. As palavras não chegam.
Quando vi e vejo notícias sobre as posições defendidas por alguns especialistas, fico perturbado. Tenho dificuldade em aceitar quer uma, quer outra das soluções.
Até onde é vida e a partir de onde é morte? Quem o pode delimitar?
A polémica à volta deste caso, embrulhada em política entre Berlusconi e o presidente italiano, choca-me.
Sei de um caso de alguém que esteve em coma, sem reacções ao exterior, mas que ouvia perfeitamente o que diziam os familiares que a visitavam. Ela queria responder, mas o corpo não reagia em conformidade. Que estado é este?
Percebo bem o dilema e drama dos familiares em situações-limite destas.
E, ao chegar ao fim, há algo que atormenta: e quando a cabeça funciona e o corpo já não tem reparação?
Lembro-me de três casos assim: João Paulo II, a jovem modelo brasileira que faleceu há algumas semanas, e o meu pai.
Curvo-me. As palavras não chegam.
sábado, 7 de junho de 2008
"... E de novo acredito que nada do que é importante se perde verdadeiramente. Apenas nos iludimos, julgando ser donos das coisas, dos instantes e dos outros. Comigo caminham todos os mortos que amei, todos os amigos que se afastaram, todos os dias felizes que se apagaram. Não perdi nada, apenas a ilusão de que tudo podia ser meu para sempre."
Miguel Sousa Tavares (a propósito da perda da mãe, a poetisa Sophia de Mello Breyner)
Miguel Sousa Tavares (a propósito da perda da mãe, a poetisa Sophia de Mello Breyner)
quarta-feira, 23 de abril de 2008
domingo, 23 de setembro de 2007
Calou-se o silêncio
Marcel Marceau, com poucas palavras, disse tanto:
"El silencio no tiene límites para mí, los límites los pone la palabra."
"A palavra não é necessária para exprimir o que se sente no coração".
«A mímica, como a música não conhece fronteiras ou nacionalidades»
«Para representar o vento temos de nos tornar uma tempestade. Para representar um peixe temos de nos atirar para o oceano».
quinta-feira, 6 de setembro de 2007
Calou-se o tenor

O homem que soube trazer a ópera para a rua, e que se notabilizou ao cantar com muitos artistas pop (Bono Vox, Sting, Joe Cocker, Mariah Carey, Enrique Iglésias e muitos, muitos outros), deixa-nos aos 71 anos.
Duas interpretações que ficam:
- Ave Maria
- Nessun Dorma
Até sempre, Pavarotti.
(a idade do meu pai; vítima da mesma coisa)
segunda-feira, 23 de abril de 2007
Boris Ieltsin

Boris Ieltsin morreu hoje, aos 76 anos.
Foi ele que teve a coragem de subir para cima de um tanque em Agosto de 1991, travando assim um golpe comunista. E terá permitido a democratização (!) da Rússia. Ao mesmo tempo que contribui para que a ex-URSS não se transformasse numa espécie de Balcãs em grande.
Mas foi também na sua presidência que se deu a ascensão dos oligarcas, do empobrecimento (ou da descoberta…) económico do país e das suas populações, que se deu a guerra da Tchetchénia.
Ficarão para sempre na memória as suas gaffes. Os "tropeções" em cerimónias oficiais. Dançar em público. Fazer umas “festinhas” a algumas mulheres presentes em reuniões…
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