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sábado, 26 de fevereiro de 2011

Politiquice parva

Paralelamente ao disparate de que falei no post anterior, devido aos problemas com o cartão do eleitor, a oposição chumbou a ideia do governo acabar com o número de eleitor, e usar para essa finalidade o número de identificação civil.
Esta ideia, sim, é uma medida de simplificação.
No entanto, a oposição agarrou-se aos problemas nas eleições presidenciais e bloqueou a medida. Politiquice a mais para meu gosto.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

O PSD de Passos Coelho

Começa a conhecer-se o PSD de Pedro Passos Coelho:

- Miguel Relvas: secretário-geral;
- Miguel Macedo: líder parlamentar;
- António Nogueira Leite: presidente do Instituto Sá Carneiro;
- Paulo Rangel: presidente do Conselho Nacional;
- Aguiar-Branco: vai presidir à comissão de revisão do programa do PSD;
- Paula Teixeira da Cruz: primeira vice-presidente.

Parece que a bagunça acabou no PSD. Ainda bem!
E Passos Coelho, até agora, tem demonstrado estar à altura dos objectivos do partido.
Ainda hoje ouvi na rádio que tinha abandonado os cargos que tinha em empresas privadas. E pode, assim, dedicar-se em força ao partido.
A minha aposta é esta: em 2011 há eleições legislativas. E um novo primeiro-ministro.
O país precisa de um bom governo.

domingo, 14 de março de 2010

O sumo da laranja

O congresso-comício para os 3,5 candidatos à liderança do PSD acabou em Mafra.
O congresso decorreu sob o lema "Pensar Portugal".
Do que fui ouvindo na TV, parece que só os ex-líderes é que disseram alguma coisa com interesse e conteúdo à luz daquele lema: Santana Lopes, Marcelo Rebelo de Sousa e Marques Mendes.
Os analistas/comentadores afirmam que as candidaturas são fracas, têm pouco conteúdo. Será o saudosismo de "no meu tempo é que era bom"?
Entre retórica e momentos inesperados, a questão dos estatutos veio para cima da mesa. E acabou coma aprovação de um disparate proposto por Santana Lopes: "expulsão dos militantes que apoiem, sejam mandatários ou protagonizem candidaturas adversárias às apresentadas ou apoiadas pelo PSD", nos 60 dias anteriores à realização de eleições.
O refinamento final é que é a cereja no topo do bolo.

Os congressos do PSD, que costumavam ser um momento grande da política em sentido lúdico, perderam o interesse com as eleições directas. Santana Lopes, vanguardista das directas, já veio propor um modelo híbrido, com eleições directas no decurso do congresso. É capaz de ser o modelo mais adequado à coisa.

O facto de começar a cheirar a poder para os lados da Lapa deve ajudar a pacificar a vida do partido e a dar algum sossego ao futuro líder.

sábado, 28 de novembro de 2009

"Assim não há condições..."

Teixeira dos Santos: "Assim não há condições" para reduzir o défice

O ministro reagiu assim não só à aprovação na generalidade do adiamento da entrada em vigor do Código Contributivo, mas também à aprovação de um diploma que impõe juros de mora às dívidas do Estado às empresas e à extinção do pagamento especial por conta.

"Assim não há condições para levar em frente com sucesso o reequilíbrio financeiro", disse o ministro numa curta intervenção à entrada para a reunião da comissão parlamentar do Orçamento e Finanças, convocada para debater a reprivatização do BPN.

"As implicações [da aprovação dos diplomas] são muito lesivas para as Finanças Públicas", salientou o ministro, enfatizando que "as decisões [votadas ao final da manhã no Parlamento] comprometem o esforço de correcção orçamental". (jornal I)


É um facto que "governar com o programa dos outros" não é o que se espera de um governo em funções, mas as circunstâncias deste governo obrigam-no a pensar na vida. Na legislatura anterior, com maioria absoluta, o PS punha e dispunha. Nesta legislatura vai provar do seu veneno.
E as palavras de Teixeira dos Santos são reveladoras do que aí vem... Todos os males do país são culpa da oposição por não deixarem o governo governar. Ou seja, vitimização.
Nem sequer passou pela cabeça deste governo que tem de CORTAR nas despesas. O país não aguenta esta carga fiscal, nem os delírios de aumentos de impostos. Nem mais elefantes brancos.
E convinha também analisarem esta questão: segundo o PS/Governo, as obras públicas servirão para combater o desemprego. Pergunto: qual a percentagem de desempregados que são trabalhadores das obras? Ou é ideia do governo pôr desempregados licenciados, mulheres e outros a trabalhar nas obras públicas?

terça-feira, 28 de abril de 2009

O ruído

A entrevista de Manuela Ferreira Leite ontem, na SIC, parece que não teve mais nada para além de uma alegada falta de clareza em afastar a possibilidade do bloco central após as eleiçoes legislativas.
Não vi a entrevista.
Já li muita notícia sobre o assunto.
Hoje vi essa parte da entrevista na televisão. E... juro que não entendo o que se passa!
Quem tenha ouvido minimamente o que MFL tem dito do governo de Sócrates nos últimos tempos, percebe que as condicionantes que ela colocou na resposta excluem essa possibilidade.

Este país da treta delira com faits divers. E se não há, inventa-os.
E adormece docemente na propaganda deste governozinho que nos está a pôr uma corda ao pescoço.

Uma coisa garanto: se nas eleições legislativas houvesse apenas dois candidatos - MFL e Sócrates - eu sei claramente em qual nunca votaria.
E a pior coisa que nos podia acontecer era ter um governo de bloco central.

Citando João Gonçalves, do Portugal dos Pequeninos:

"Como era de esperar, aquilo que interessava da entrevista de Ferreira Leite - a explicação de que estamos a fomentar um país irremediavelmente pobre e que o endividamento externo de que não se fala nas tendas da propaganda torná-lo-á ainda irremediavelmente mais pobre do que já é comprometendo, como uma pandemia nacional, o futuro por gerações e gerações - ficou fora das manchetes. O que o lixo tóxico chamado "notícia" quer que conste é, singularmente, que a senhora se "deixou enredar" por causa do "bloco central", que ocorreu um "tropeção na linguagem" e por aí fora. Os serventuários de Santos Silva seguiram aprumadamente as ordens dadas pelo chefe que forneceu logo o mote. Tudo serve para nos distrair do essencial. Coisas de porcos. A peste já cá está."


Indo à fonte:


sábado, 24 de janeiro de 2009

Anos perdidos

Manuela Ferreira Leite, em Vila Verde:

"Não ganhámos nada com este governo socialista, só perdemos."

“Se pensarmos como estávamos quando este Governo tomou posse, concluímos que estamos, agora, pior em todos os indicadores, não melhorámos em nenhum.”

(fonte: PÚBLICO)

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Sem saída

Ainda há dias comentava isto mesmo: o silêncio de Manuela Ferreira Leite vai matá-la.
Hoje o Corta-fitas comenta que o PSD já deitou a tolha ao chão.
Qualquer líder e qualquer partido pode fazer política da maneira que melhor entender. O que não podem é fazer políticas de ausência, sem haver uma marcação mínima às acções propagandísticas deste governo.
Desta maneira, o que iremos apurar nas eleições legislativas é o grau da maioria do Partido Socialista. A oposição, seja à direita ou à esquerda, não existe.
O único que vai chateando o governo é o PCP.
O Bloco de Esquerda está domesticado.
O PSD não existe.
O CDS não tem credibilidade nem existe.

Cavaco, como fez no 5 de Outubro e ao seu jeito, vai fazendo a sua oposição ao governo. Tudo em nome da "cooperação estratégica". É a este que Sócrates tem de temer, mesmo dizendo que não.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Manuela de guerra

No seu discurso da rentrée do PSD, Manuela Ferreira Leite arrasou o governo e as suas políticas de espectáculo sem resultado.
O discurso integral está aqui. Vale a pena ler.
Sem muitas palavras, indo aos pontos essenciais e deixando já algumas pistas do que virão a ser as suas propostas nas legislativas de 2009.
Se continuar assim, a campanha será violenta.

Estando em silêncio, o PSD e o PS estão afastados apenas por seis pontos percentuais (33% e 39%, respectivamente).
A margem é curta, e em política um ano é uma eternidade. Sócrates que se cuide. Manuela Ferreira Leite não vem de forma suave.

domingo, 31 de agosto de 2008

A mediocridade que nos governa

No seu espaço semanal no PÚBLICO, Pacheco Pereira começou uma série de textos intitulada "O que faz falta: escrutínio, tónus crítico, crítica", no qual desmonta a propaganda (para não dizer mais) deste governo-maravilha.

Certeiro, escreve:
"Vistas bem as coisas, passados três anos, com condições excepcionais de governação (convém sempre lembrar este facto que o Governo nunca refere, uma maioria absoluta sólida, um presidente institucionalmente cooperante e um oposição muito débil e descredibilizada), os resultados deste Governo são bem medíocres, muitos dos ministros têm mostrado igualmente serem medíocres no exercício das suas funções e o todo só é sustentado pelas habilidades propagandísticas do primeiro-ministro e pela enorme deficiência de escrutínio da governação, quer por parte da oposição, quer pela ausência de uma cultura crítica, de um tónus crítico na vida pública portuguesa."

sábado, 19 de julho de 2008

PSD: Psicologia social-democrata

Luís Filipe Menezes, que ao deixar a liderança do PSD disse que só o voltariam a ouvir em 2009, após as eleições, já veio dizer de sua justiça.
Há uma ou duas semanas criticou Manuela Ferreira Leite por pôr em causa as obras públicas agendadas pelo governo PS.
Ontem publicou um longo artigo no Diário de Notícias sobre o PSD versão Ferreira Leite.
Não terá respeitado o prazo que a si próprio impôs, nota-se a mágoa, mas não se pode deixar de dizer que tem razão nalgumas coisas que diz.
Afirma:
"
Em seis meses, definimos uma nova orientação para a política económica. Demos consistência ao choque fiscal com a ideia da harmonização fiscal ibérica. Definimos um modelo de desenvolvimento competitivo do interior. Avançámos com a ideia do Polis Social para combater assimetrias sociais graves. Defendemos o fim da publicidade na televisão pública. Apontamos para a separação das águas entre medicina pública e privada, apresentámos um programa de formação para jovens licenciados desempregados, construímos um pacote de medidas descentralizadoras a favor do municipalismo."
Terá coisas discutíveis, tal como algumas ideias interessantes - o Polis Social sempre me agradou. Pecava ao comentar tudo. Tinha alguma falta de consistência. A comunicação social e a "oposição interna" fizeram-lhe a vida negra. Mas não deixa de colocar algumas questões interessantes sobre a dualidade de critérios com que política nacional é escrutinada permanentemente (como seria se alguns dos episódios que ocorreram no actual governo tivessem tido lugar no governo de Santana...?).

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Sem dinheiro...

Para quem não teve oportunidade de o fazer, vale a pena ler o "editorial" do SOL do passado fim-de-semana. Nele, José António Saraiva (JAS) diz que Manuela Ferreira Leite não é a melhor escolha para o país. "O pessimismo é um traço constante da idiossincrasia nacional", e exemplifica com o discurso de alguns intelectuais como Vasco Pulido Valente ou Medina Carreira.
Mais adiante avança que "pelo contrário, o optimismo é um tónico. Não garante o sucesso mas ajuda."
Até aqui tudo bem. É verdade, faz parte da postura perante a vida, do modo como se enfrentam as circunstâncias. A ciência prova que os optimistas vivem melhor.

JAS finaliza o editorial assim:

"Vem isto a propósito da nova líder do PSD, Manuela Ferreira Leite. É uma mulher séria, responsável, determinada - mas tem um enorme defeito para quem tem de liderar pessoas - é uma pessimista. Vê tudo a negro. Tem um ar zangado, amargurado, como aquelas professoras primárias de quem em miúdos tínhamos medo.

Ferreira Leite justifica o seu mau humor com a situação de «emergência social» que o país vive. Ora, a verdade é que Portugal não vive nenhuma situação de excepção. A situação que vivemos é de absoluta normalidade - e temos que nos habituar a esta ideia. As dificuldades do país vêm de trás e vão permanecer assim por muito tempo.

Os portugueses passam a vida à espera que aconteça qualquer coisa - um milagre, uma revolução, a chegada de um salvador - mas não vai acontecer milagre nenhum. Não vale a pena, portanto, chorar, nem fazer má cara, nem falar em desgraças. Temos, simplesmente, de nos habituar a viver com o que temos - e procurarmos ser felizes agora e não amanhã ou depois.

Manuela Ferreira Leite precisa de aprender a sorrir. Deve pensar que a desgraça atrai a desgraça. Deve perceber que a descrença não resolve coisa nenhuma e nos torna amargos, insatisfeitos e, no limite, abúlicos - porque quem não acredita em nada não tem vontade de se mexer.

Nós ja temos tendência para a melancolia. Se à frente do país estiver uma governante macambúzia e triste, Portugal tornar-se-á facilmente um imenso velório."


Seja.
Mas Portugal não pode ser a hiena que ri daquela célebre anedota...
A questão é que o país não tem dinheiro. Viveu de sorriso de orelha a orelha nos tempos áureos de Guterres - quando penso que votei nele... - e depois disso nunca mais saiu do pântano.
É como uma família: se não tiver dinheiro, e além disso estiver endividada até à ponta dos cabelos, não serão os sorrisos que lhe vão resolver o problema. Tem de cortar despesa.
É neste ponto que o PSD versão Manuela Ferreira Leite tem batido. Admito que com alguma demagogia, mas de forma certeira. Todos os cidadãos sabem fazer as contas básicas da vida: sem dinheiro não há vícios.
O PSD tem-se agarrado à questão das obras públicas. Quanto a mim, tem de clarificar e dizer concretamente quais as obras que podem ser deixadas para um momento mais apropriado.
Não pode é dizer o que disse Paulo Rangel (líder parlamentar do partido) no recente debate sobre o Estado da Nação: "O PSD não está contra obras públicas em geral nem contra nenhuma em concreto." Isto é o quê?!
Tal como não se pode agarrar a afirmações como esta: «O papel do PSD na oposição não é apresentar alternativas às propostas do Governo, mas sim fiscalizá-lo»
(Manuela Ferreira Leite, hoje). Ou seja, o PSD não é governo-sombra. Pois não será, mas tem de dizer quais as alternativas que quer para o país.

Em termos de comparação, temos a Câmara de Lisboa sob a mão de António Costa.
Hoje foi notícia que "a CML já pagou 180 dos 360 milhões de euros em dívida". Apesar disto, muitos acusam-no de não ter feito nada. Digamos que... ter feito isto só num ano é um milagre! Até tendo em conta as chamadas condições de governabilidade deste executivo camarário.
Só com as contas em ordem e a casa arrumada é possível ideias e projectar a cidade par ao futuro.
Hoje no Meia Hora, Manuel Falcão (do A Esquina do Rio) desanca a CML de António Costa por ter sido um ano perdido, não ter feito nada, ter cortado financiamentos a "organismos culturais independentes" (se são independentes, para quê precisam do dinheiro da CML?)...
António Costa tem apresentado trabalho, projectos, a Lisboa que aí vem para os próximos anos, a vontade de devolver o rio à cidade está em marcha (finalmente!)... Mas uma coisa é certa: sem ovos não há omeletes.
E é neste ponto que o PSD-Ferreira Leite tem insistido.
(A propósito, uma pergunta: no país que quer auto-estradas para todas as casas, TGV e um novo aeroporto em Alcochete, já alguém reparou que as transportadoras aéreas estão a reduzir o número de voos? Mesmo assim, justificar-se-á um novo aeroporto? Num momento em que os aviões têm maior autonomia de voo, e por isso menos necessidade de escalas técnicas em aeroportos secundários? Convinha pensar nisto, e não dizer disparates como o da energia nuclear, patrocinado pelo governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio...)
António Costa já anunciou que é candidato a mais um mandato. Se tiver oportunidade, é possível que Lisboa, capital de um país europeu, ganhe alguma coisa com isso.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Entrevista cor de laranja (e mais)

Ontem foi a entrevista cor de laranja: Manuela Ferreira Leite. Não vi a entrevista, mas hoje chegaram alguns ecos: parece que o cerne da entrevista foi umas coisas que ela disse sobre os casamentos homossexuais.

No Diário Digital:

«Eu não sou suficientemente retrógrada para ser contra as ligações homossexuais, aceito-as, são opções de cada um, é um problema de liberdade individual sobre o qual não me pronuncio. Pronuncio-me, sim, sobre o tentar atribuir o mesmo estatuto àquilo que é uma relação de duas pessoas do mesmo sexo igualmente ao estatuto de pessoas de sexo diferente», disse a presidente do PSD.

«Admito que esteja a fazer uma discriminação porque é uma situação que não é igual. A sociedade está organizada e tem determinado tipo de privilégios, de regalias e até de medidas fiscais no sentido de promover a família como algo que tem por objectivo a procriação. É uma realidade. Chame-lhe o que quiser, não chame é o mesmo nome. Uma coisa é casamento, outra coisa é qualquer outra coisa», acrescentou.

A senhora não disse nada de especial, mas, neste país de politicamente correctos e afins, os homossexuais vieram mostrar a sua indignação por tamanha intolerância.

Gosto de ver estas organizações insurgirem-se contra os “valores conservadores” e depois virem exigir os mesmos direitos de quem é conservador...

A falha de que se pode acusar Manuela Ferreira Leite é ter dito que a família "tem por objectivo a procriação". Não teve cuidado na forma como abordou o assunto, se bem que, tendo em conta as perspectivas demográficas e da segurança social, o Estado deve promover “a procriação”.

Devem ter falado das obras públicas que o PSD acha que são excessivas e que hão-de vir a ser pagas num dia longínquo por alguém. Convinha é que o PSD dissesse quais as obras públicas que não devem avançar para já. O aeroporto… acho bem que se faça (o Armazém 2 – perdão, Terminal 2 – da Portela é péssimo); o TGV há-de ser um belo elefante branco para andar às moscas, mas uma vez que faz parte da rede ferroviária europeia, vamos ter de construi-lo; etc, etc, etc.

Entretanto, os senhores do futebol já andam a exigir que Portugal organize o Mundial de 2018 – não em conjunto com Espanha (por acaso, como fazem países ricos, caso do recente europeu entre a Suíça e a Áustria), mas só nós porque sim. O povo é “malta fixe”, gosta de circo e paga tudo na mesma.

domingo, 1 de junho de 2008

A hora de Manuela

Ontem Manuela Ferreira Leite foi escolhida para líder do PSD, por bem menos do que as sondagens diziam.
Não terá vida fácil. Passos Coelho irá colaborar com a nova líder "em nome de Portugal", Santana Lopes apresentou mais um capítulo do "vou andar por aí".
Como nota o Corta-Fitas aqui e aqui, curioso o facto de, há sete meses, Menezes ter ganho o partido com 56% e não ter tido um minuto de paz, enquanto Manuela Ferreira Leite vence agora com apenas 38% e é encarada como a salvação da pátria.
Vamos ver o que se irá seguir.
Uma vez que é a candidata do PSD a chefe de governo, convinha apresentar algumas propostas para além da "credibilidade" e da "responsabilidade". Estas são importantes, mas não resolvem os problemas de Portugal.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Sinais de fumo

Só um país como Portugal dá esta importância ao faits divers que é a situação de Sócrates (e Manuel Pinho) ter fumado no voo para a Venezuela.
E o primeiro-ministro sente-se na obrigação de vir dar uma explicação ao país. E dizer que desconhecia a lei que o seu governo fez. (Logo no 1º ano da faculdade, aprendi que a ignorância da lei não aproveita a ninguém... Quando eu violar uma lei qualquer, posso dizer que desconhecia a lei e não ser penalizado por isso?) E, docemente, confessar que é hábito e já o fez noutras viagens. E a oposição, seriamente vestida de sentido de estado, vem exigir que o primeiro-ministro peça desculpa e seja penalizado.
Ah... o engenheiro de todos nós, candidamente, já veio dizer que vai deixar de fumar.

É para isto que eu pago impostos, e por essa via pago os políticos deste país?! Posso mudá-los?

E não são apenas os políticos. São também os jornalistas que se prestam a dar eco a este tipo de circos.
De uma visita de Estado de um primeiro-ministro a outro país, a única coisa que fica é que Sócrates vai deixar de fumar?!

sábado, 3 de maio de 2008

A sondagem

Como dizem os entendidos, as sondagens valem o que valem... Mas esta sobre a liderança do PSD é mais ou menos clara: Manuela Ferreira Leite é a melhor no confronto com José Sócrates, ficando a apenas 6,5% de distância.

Se sem campanha a nível nacional está apenas a 6,5% de distância, imaginem com campanha e desmontando o mundo cor-de-rosa de Sócrates...
Ver entrevista de MFL ao Expresso aqui.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Jardim candidato?

Ao longo do dia de hoje a hipóteses de Alberto João Jardim avançar para a liderança do PSD ganhou adeptos.
Não sei se acredite.
..
Mas uma coisa é certa: se avançar, ganhar o partido e chegar ao governo, Alberto João Jardim faria em apenas um mandato de quatro anos tudo aquilo que vários governos não fizeram nos últimos dez.

E já disse qual o caminho há alguns dias:
«Jardim propõe uma liderança que se concentre em oito grandes questões "sem perder tempo com coisas laterais" - Educação, Saúde, Segurança, Justiça, Impostos, combate ao capitalismo selvagem, Emprego e recuperação da classe média.»

sábado, 19 de abril de 2008

Os candidatos

Com a demissão de Luís Filipe Menezes, o PSD passou a ter uma lista enorme de putativos candidatos.

Assim, temos:

1 - candidatos:
Pedro Passos Coelho
António Neto da Silva

2 - candidatos com intenção de serem candidatos:
José Pedro Aguiar Branco
Patinha Antão

3 - militantes VIP a ser empurrados para serem candidatos (e com mais fortes possibilidades de darem um rumo ao PSD e serem alternativa ao PS-governo):
Manuela Ferreira Leite
Rui Rio
Marcelo Rebelo de Sousa

4 - militantes que até gostavam de ser candidatos mas não podem (ou devem):
Pedro Santana Lopes
Ribau Esteves