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quarta-feira, 15 de julho de 2009

O dia em notícias

1 - Orgia ao estilo de “Eyes wide shut” na zona rural inglesa
"Uma companhia holandesa alugou um hotel situado na zona rural inglesa onde organizou, no passado fim de semana, uma orgia colectiva entre 350 participantes mascarados. O hotel Halswell House, um esplendoroso edifício do século XVII, é alugado para festejar bodas ou fazer reuniões empresariais, normalmente, e é a primeira vez que algo do género ocorreu, para total espanto do pessoal do hotel." (I)
E porque não, hein?


2 -
"O Facebook é a maior rede online? Mas só queríamos miúdas..."
O insucesso com as alunas de Harvard, levou dois cromos informáticos a criar o Facebook"
(I)
Encontraram uma solução, pronto!


3 - "As mulheres que fazem mais do que um aborto deviam começar a pagar pela segunda interrupção, preconizou ao PÚBLICO Luís Graça, director do Serviço de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital de Santa Maria (HSM).
(...)

No HSM, duas em cada três mulheres não aparecem à consulta de planeamento familiar que, nos termos da lei, deve ocorrer no prazo de um mês após o aborto. "É a negligência pura e simples. Algumas mulheres não fazem anticoncepção e jogam na sorte, o que é muito triste para quem, como eu, se bateu muito por esta lei", lamenta."
(Público)
Quando a irresponsabilidade é ilimitada...


4 - Cavaco Silva celebra hoje 70 anos de vida.
De Boliqueime ao Palácio de Belém, foi um longo percurso, marcado por sucessos académicos e profissionais, primeiro, e depois por grandes sucessos políticos, nunca entretanto ultrapassados, como as duas maiorias que governaram o País de 1987 a 1995.
(DN)
E está bem conservado, quanto a mim.

sábado, 9 de maio de 2009

Arte mórbida?

Exposição de casal de cadáveres a fazer sexo provoca escândalo

"O anatomista alemão
Gunther von Hagens está a provocar escândalo devido à exposição de um casal de cadáveres plastinados (embalsamados) a fazer sexo, na sua nova mostra "Koerperwelten" (Mundos dos Corpos), que abriu ontem em Berlim."

In Expresso

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Falando de sexo...

Depois de ler que os habitantes da ilha de Lesbos processam lésbicas gregas e o artigo do Leonídeo Paulo Ferreira... vale a pena ler as conclusões de um recente Inquérito Saúde e Sexualidade (2007), do ICS - Universidade de Lisboa

"Cerca de 70 por cento dos portugueses consideram erradas as relações sexuais entre dois adultos do mesmo sexo; mesmo nas idades mais jovens, os números da desaprovação nunca descem abaixo dos 53 por cento. "Portugal ainda é um país homofóbico", comenta Sofia Aboim, uma das autoras do Inquérito Saúde e Sexualidade (2007), do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, que é apresentado na terça-feira e faz um retrato da sexualidade na população portuguesa.

"As mentalidades não estão ainda muito abertas à aceitação da homossexualidade", sublinha a socióloga, referindo que os números que atestam o repúdio a este tipo de relações são "globalmente altos". Na escala apresentada aos inquiridos eram-lhes dadas várias opções: se achavam as relações entre pessoas do mesmo sexo totalmente erradas, a maior parte das vezes erradas, algumas vezes erradas ou raramente erradas. A maioria da população respondeu com a opção mais categórica. O estudo assenta em 3643 entrevistas feitas a indivíduos dos 16 aos 65 anos, numa amostra representativa da população de Portugal continental.

Os homens são mais críticos no que toca às relações homossexuais do seu sexo: 58,9 por cento consideram-nas totalmente erradas; em relação às mulheres, a desaprovação desce para 53,9 por cento. Sofia Aboim atribui estes dados a "uma masculinidade tradicional e homofóbica em Portugal" - "as lésbicas são vistas como muito mais inócuas em termos de masculinidade". Nas mulheres existe, apesar de tudo, mais igualdade na avaliação: quer sejam relações homossexuais entre homens ou mulheres, a desaprovação, no seu máximo, é quase a mesma - cerca de 40 por cento consideram-nas totalmente erradas. Em relação às idades, "há uma linha geracional importante" - quanto mais jovem se é, menos se desaprova a prática -, "mas mesmo nos mais jovens os valores são altos".
No seu todo, a desaprovação nunca desce abaixo dos 53 por cento, que é a percentagem dos que, entre os 18 a 24 anos, julga que a homossexualidade é errada. Tal como nos mais velhos, nesta faixa etária a desaprovação atinge o seu máximo nos homens a julgar as relações entre homens do mesmo sexo - um valor que chega aos 68 por cento.
"Estava à espera de algum conservadorismo, mas esperava valores mais baixos nas gerações mais novas", diz a investigadora, acrescentando que num inquérito semelhante em França se constatou que 80 por cento dos jovens franceses aceita as relações entre pessoas do mesmo sexo.

O mito dos dez por cento

Sofia Aboim considera que "este conservadorismo" em relação à homossexualidade pode ter reflexos nos portugueses que se colocam nessa categoria: só 0,7 por cento, um número muito longe "do mito dos dez por cento de homossexuais", muito usado por associações de defesa dos direitos gay. O número encontrado no inquérito português está dentro do que é comum noutros estudos internacionais, acrescenta.
Mas há outros dados do inquérito - coordenado pelos sociólogos Manuel Villaverde Cabral e Pedro Moura Ferreira, a pedido da Coordenação Nacional para a Infecção do VIH/sida - que colocam o número dos que têm contactos homossexuais acima dos que se definem como tal. São cinco por cento os que dizem ter tido contactos com pessoas do mesmo sexo sem envolver a área genital (beijos, toques, abraços) e 3,2 por cento os que dizem ter tido relações sexuais com alguém do mesmo sexo. "Há uma declaração mais fácil da prática do que o assumir de uma identidade."

Curioso foi constatar que são mais os que assumem que "oscilam ao longo da vida". Há mais portugueses a assumiram-se como bissexuais do que como homossexuais."

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"Enquanto a prática do sexo oral se tem vindo a normalizar na vida sexual dos portugueses, a prática do sexo anal continua a ser alvo de "muita rejeição", afirma o investigador Pedro Moura Ferreira. O Inquérito Saúde e Sexualidade revela que 62,8 por cento nunca teve relações anais.

Quando "a prática sexual se resume à prática vaginal", está mais associada à reprodução. A introdução de diversidade na vida sexual dos portugueses denota um distanciamento em relação à reprodução e uma associação à sexualidade ligada ao prazer, constata o investigador. Os números revelam que o sexo oral se vem normalizando mas, ainda assim, existem grandes diferenças consoante a idade. No caso dos homens, 61,1 por cento dos que estão entre os 55 e os 65 anos nunca fez sexo oral à parceira, um número que desce para 27,5 por cento nos jovens dos 15 aos 24 anos. Esta mesma diferença é perceptível nas mulheres mais velhas: 75,6 por cento dizem nunca ter feito sexo oral ao parceiro, descendo este valor para 34,5 por cento nas raparigas mais jovens.

Nas práticas sexuais verificou-se que a religião tem o seu peso, mas só quando a prática religiosa é mais intensa (mais do que uma vez por semana) - neste caso, verifica-se que a actividade sexual é mais comedida. Por exemplo, as mulheres que têm práticas religiosas mais frequentes tendem a ter sexo menos vezes, práticas menos diversas e menos parceiros ao longo da vida. Olhando para o sexo oral, 63,6 por cento das mulheres com prática religiosa mais intensa nunca o praticou, mais do dobro das mulheres sem qualquer prática religiosa. "Quem não é religioso tende a ter mais propensão para o sexo." Quando se tem práticas religiosas mais frequentes, sobrepõe-se a ideia de "um controlo da religiosidade sobre o corpo", refere Pedro Moura Ferreira. O que se verifica também é que não são necessariamente os mais novos (dos 18 aos 24 anos) os que mais experimentam - os que têm entre 25 e 34 anos têm mais tendência para diversificar a sua prática sexual, incluindo tanto o sexo anal como o oral."

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Sexo em juridiquês...

Os tribunais gostam de encontrar definições para tudo. E acabam por ter alguma piada quanto tentam encontrar expressões no juridiquês para definir o acto sexual. Uma viagem ao baú dos tribunais revela definições engraçadas.

Em 1991, o Tribunal da Relação de Lisboa escreveu que "Configura a prática de actos análogos a cópula, previstos no art. 202 n. 1, do CP, a fricção do pénis na zona vestibular da vagina, com pressão a ponto de provocar dores seguida de ejaculação aí".

Um ano antes, o Tribunal da Relação do Porto também deixou a sua marca na literatura."Segundo o actual Código Penal, deve entender-se por cópula o acto de penetração total ou parcial do membro viril na vagina da mulher ou acto análogo".

Mas, o que é um acto análogo?. Sublinharam os juízes: "Acto análogo não é qualquer acto parecido mas aberrante ou " contra natura ", como coito anal ou bucal, que devem integrar-se no conceito de atentado ao pudor".

Texto copiado daqui.

terça-feira, 31 de julho de 2007

Ligações directas

Como o tempo e a inspiração não têm andado muito em grande, apenas vou juntar três coisas que a minha cabecinha ligou:
- o artigo Sexo em Democracia, do investigador em biotecnologia João Miranda, publicado no Diário de Notícias de há alguns dias;
- a canção de uma Natasha Bedingfield (I Wanna Have Your Babies) que anda a passar nas rádios e que deve ser um hino às medidas do governo para promover a natalidade:
- esta frase: "Actualmente sexo é de direita. Amor é de esquerda. Nos anos 60 era o contrário" (Arnaldo Jabor, in "Amor é Prosa, Sexo é Poesia"), lida aqui.
Perceberam a ligação que esta cabecinha fez, hein?

quarta-feira, 16 de maio de 2007

Futuro complicado

Apanhei estas duas notícias no DN. Não têm nada a ver uma com a outra, mas encaixam nas minhas categorias de "só para chatear..."
As ondas de calor serão cada vez mais frequentes e intensas e vão tornar-se ao longo deste século a maior ameaça à saúde pública nos países do Sul da Europa. Portugal não foge à regra. Com o aumento médio da temperatura de três a cinco graus Celsius previsto pelos cientistas para as próximas décadas, Lisboa terá, em 2080, uma temperatura média anual idêntica à que existe hoje em Rabat, Marrocos, no Norte de África."
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As pessoas que, ao longo da sua vida, praticaram sexo oral com mais do que cinco parceiros têm 250% mais hipóteses de sofrer de cancro na garganta do que aquelas que não praticam sexo oral."
Digamos que, com isto tudo, é capaz de ser complicado viver no futuro...

domingo, 8 de abril de 2007

Le Penadas

Le Pen, líder da Frente Nacional, opôs-se ontem à distribuição de preservativos nos liceus, dizendo que as mulheres têm uma maneira fácil de evitar uma gravidez indesejada: a masturbação.
Vive la France!
Lembro-me também que há alguns anos, quando Bush chegou à Casa Branca, o modelo de castidade que ele defendia era uma menina bonita, de seu nome Britney Spears...