segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Parafraseando - 64

"Não nos libertamos de um hábito, atirando-o pela janela; é preciso fazê-lo descer a escada, degrau a degrau."

Mark Twain

Pobres dos nossos ricos‏

Recebi hoje este mail. Parece que vem a propósito de um certo Portugal...

"A maior desgraça de uma nação pobre é que em vez de produzir riqueza, produz ricos. Mas ricos sem riqueza. Na realidade, melhor seria chamá-los não de ricos mas de endinheirados.
Rico é quem possui meios de produção.
Rico é quem gera dinheiro e dá emprego.
Endinheirado é quem simplesmente tem dinheiro, ou que pensa que tem.. Porque, na realidade, o dinheiro é que o tem a ele.
A verdade é esta: são demasiados pobres os nossos "ricos". Aquilo que têm, não detêm.
Pior: aquilo que exibem como seu, é propriedade de outros. É produto de roubo e de negociatas. Não podem, porém, estes nossos endinheirados usufruir em tranquilidade de tudo quanto roubaram.
Vivem na obsessão de poderem ser roubados. Necessitavam de forças policiais à altura. Mas forças policiais à altura acabariam por lançá-los a eles próprios na cadeia. Necessitavam de uma ordem social em que houvesse poucas razões para a criminalidade. Mas se eles enriqueceram foi graças a essa mesma desordem (...)"

Mia Couto

sábado, 14 de novembro de 2009

Parafraseando - 62


“Não somos responsáveis apenas pelo que fazemos, mas também pelo que deixamos de fazer”.


Molière
Um dia, um pai disse ao filho dele:
"queres correr a maratona comigo ?"

E o filho aceitou, correram juntos a primeira maratona.

Um dia mais tarde o pai pergunta novamente:
"queres correr a maratona comigo?"
e o filho aceitou novamente. Correram juntos a segunda maratona.

"agora queres correr comigo o Ironman ?"
(O Ironman é o triathlon o mais difícil que existe: prova de natação 4 km, prova de bicicleta durante 180 km e prova de corrida de 42 km)
O filho aceitou novamente.

Até agora, esta narração parece simples.... até ver este vídeo:


sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Respirar no amor

"O amor é sempre novo. Ele nunca envelhece porque é não-cumulativo, não-armazenador.

O amor não conhece nenhum passado; é sempre fresco, tão fresco como as gotas de orvalho. Ele vive momento a momento, é atômico. Não tem nenhuma continuidade, não conhece nenhuma tradição.

Cada momento ele morre e cada momento ele renasce novamente. É como a respiração: você inspira, você expira; de novo você inspira e expira. Você não o guarda dentro.

Se você segurar a respiração você irá morrer porque ela se tornará viciada, ela se tornará morta. Ela irá perder aquela vitalidade, a qualidade da vida. O mesmo acontece com o amor; ele está respirando; a cada momento ele se renova. Então quando ficamos presos no amor e paramos de respirar, a vida perde toda significância.

E é isso que está acontecendo com as pessoas: a mente é tão dominante que ela até mesmo influencia o coração e o torna possessivo! O coração não conhece nenhuma possessibilidade, mas a mente o contamina, o envenena.

Então se lembre: apaixone-se pela existência! E deixe que o amor seja como o respirar. Inspire e expire, mas deixe que seja o amor entrando, saindo. Pouco a pouco a cada respiração você precisa criar essa mágica de amor.

Torne isso uma meditação: quando você expirar, sinta que você está derramando seu amor na existência; quando você inspirar, a existência está derramando seu amor em você. E logo você verá que a qualidade da sua respiração está mudando, assim ela começa a ficar algo totalmente diferente daquilo que você sempre conheceu antes.

Eis porque na Índia a chamamos de o prana da vida, não é apenas respirar, não é somente oxigênio. Algo mais está lá presente, a própria vida."

Descaradamente copiado do Palavras de Osho

Parafraseando - 61


"Nunca confunda movimento com acção."


Ernest Hemingway

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Governo zigue zague?

Este governo - por sinal muito parecido ao anterior... - apresenta medidas que baralham o meu espírito.
Há uns anos, este governo (em versão maioria absoluta, com o mesmo Primeiro-ministro, mas outro Ministro da Saúde) implementou as taxas moderadoras para internamentos e cirurgias.
A ideia das taxas moderadoras para internamentos e cirurgias, só por si, é um disparate, pois ninguém vai para um hospital por gozo ou por não encontrar vagas num hotel. Logo, não se pode moderar um bem cujo consumo não é dependente da vontade do seu sujeito.
Bem... o mesmo governo (em versão maioria relativa) revogou hoje essas mesmas taxas moderadoras, com efeitos a partir de Janeiro de 2010. Motivo: "não terem cumprido os seus objectivos".
Ou seja...?

Citando o Pedro Santos Guerreiro (director do Jornal de Negócios): "o fim do sistema de avaliação dos professores confirma várias coisas, todas elas más: que este Governo é de ceder, que o anterior governo enfrentou tudo para nada". (Sábado)

Basicamente o busilis é este: o governo-Sócrates-versão-maioria-relativa vai desfazer tudo o que o governo-Sócrates-versão-maioria-absoluta fez enfrentando ondas de contestação enormes. Ou seja, o governo-Sócrates-versão-maioria-relativa está em campanha para agradar e ver se obtém a maioria absoluta na primeira oportunidade. E para isso, é absolutamente irrelevante o mérito ou demérito das medidas tomadas.O efeito é que interessa.

Estamos aqui para ver.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Ouvir assim

"'cause all I need is five minutes of E-VE-RY-THING"

Foi assim que hoje ouvi este verso do tema "Five minutes of everything", dos The Gift

Ideias em ebulição

1 -
Vi isto há uns dias numa carrinha de uma empresa de vidros, como se fosse um anúncio:

"Espelhos e vidros. Laminados e temperados".
Não pude deixar de pensar em cozinha, comida, cogumelos, um belo e cheiroso pedaço de carne assada...

2 -
Hoje, no centro comercial, vi um casal de meia idade, vestido como se saído de um filme do Indiana Jones. De mãos dadas, ambos em tom de castanho, ele com chapéu, uma mochila, um blusão, umas calças de ganga gastas. Ela também em tons castanhos, com roupa apropriada à cena que me passou pela cabeça.

Parecia que tinham vindo directamente de uma cena do filme em causa, e estavam naqueles momentos finais, apenas a passear e a pensar "foi duro mas conseguimos", naquele passo sereno de dever cumprido...

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Anúncios que fazem sorrir

Raramente vejo anúncios na televisão devido ao vício de ver sempre em zapping (coisa que irrita muita gente), mas de vez em quando apanham-se alguns absolutamente fantásticos.
Cá ficam alguns:

Encontrei por acaso este da LG, também muito bom, mas não o que pretendia, em que falam de "passarmos a vida numa caixa"...




E temos este genial da Nespresso, juntando George Clooney e John Malkovich:

domingo, 8 de novembro de 2009

Plano Inclinado

Um programa - bom - na SIC Notícias.
Aos sábados, pelas 22h.
Tendo Mário Crespo como apresentador, conta ainda com Henrique Medina Carreira, Nuno Crato e João Duque.
Um programa de desassossego a não perder.

9 de Novembro de 1989: o dia em que o Mundo mudou


Passam amanhã 20 anos sobre a queda do Muro de Berlim, a parede que dividia não apenas um país como todo o mundo.
(Foi ontem. Foi há tanto tempo).
Um dia histórico a que tivemos o privilégio de assistir. Um dia que mudou o mundo. Um dia que significou o fim do Bloco de Leste. O dia em que a Guerra Fria deixou de ser o modelo vigente na ordem política internacional. O dia que pôs simbolicamente fim ao séc. XX.
Sem este facto extraordinário da História recente, o nosso mundo e modo de viver seriam bem diferentes. A História acelerou-se a partir desta data.

A Visão História dedica toda a edição de Outubro ao Muro de Berlim e à Guerra Fria (é uma edição para guardar).
Ainda não a li toda, mas do que li há um homem cuja importância ressalta: Mikhail Gorbachev.
Desde o início de 1989 que havia agitação um pouco por todos os países do Bloco de Leste. E a acção deste homem irá marcar o desenrolar dos acontecimentos. Ainda em 1985, na sua tomada de posse, Gorbachev deixa o aviso explícito aos líderes do bloco soviético: “não contem com os nossos blindados para se manterem, vocês e os vossos regimes, no poder”. A sua formação fazia-o ter uma profunda aversão à violência, sob todas as formas. Este é o primeiro aspecto.
Segundo ponto: a intenção de não se imiscuir nos assuntos internos de cada um dos países, “deixando os líderes dos “países irmãos” a agir a seu bel-prazer, sem nenhum controlo de Moscovo.” Afirmou o líder soviético: “para onde vão e como vão é um assunto vosso, no qual não me vou imiscuir”.
Finalmente, uma razão económico-financeira: Moscovo não tem dinheiro. É a queda do preço do petróleo, foi a perda de receita devido à proibição da venda de vodka (as receitas fiscais desceram 34 mil milhões de rublos), e foi ainda a catástrofe de Chernobyl (que custou 8 mil milhões ao orçamento de Moscovo). Gorbachev assume a sua prioridade: “temos de nos ocupar primeiro do nosso próprio povo”, e deixa assim ao Ocidente a tarefa de salvar a Europa de Lesta da falência.

Para registo histórico ficam os acontecimentos desse 9 de Novembro: há muito tempo que na RDA havia agitação pela possibilidade de passagem de um lado para o outro do Muro. “Após controversas discussões, o grupo de trabalho define que desde que os cidadãos da RDA disponham de um passaporte ou um visto – privilégio de alguns – não serão aplicadas restrições aos pedidos de emigração permanente ou a visitas a familiares.”
Às 18h desse dia iniciou-se a conferência de imprensa de Günter Schabowski (recentemente nomeado secretário do Comité Central para a Agitação e Propaganda), que explicaria os contornos da nova lei. Com a particularidade de haver direito a perguntas por parte dos jornalistas. Questionado sobre quando a nova lei entraria em vigor, Schabowski respondeu “imediatamente”, sem se aperceber das consequências das suas palavras.
A conferência de imprensa terminou passados 54 segundos das 19h00. Cinco minutos depois a AP escrevia para todo o mundo: “A RDA abre as fronteiras.”
“Menos de duas horas depois, os postos fronteiriços berlinenses estavam inundados de gente.” A polícia não sabia como reagir, pois a lei só entraria em vigor no dia seguinte, mas acabou por ceder à pressão popular. O Muro abriu-se.
A circunstância de a reunião do Comité Central do SED ter-se prolongado até perto das 21h (em vez de ter acabado às 18h) fez com que a cadeia de comando da RDA estivesse a debater “no momento histórico em que os cidadãos escreviam a certidão de óbito de um país-espectro saído do tubo de ensaio de Moscovo”.

9 de Novembro de 1989: o dia em que o Mundo mudou em apenas algumas horas.

Esquerda vs Direita

Uma certa universitária cursava o sexto semestre da Faculdade. Como é comum no meio universitário, ela estava convencida de que era de esquerda e estava a favor da distribuição da riqueza.

Tinha vergonha de que o seu pai fosse empresário e consequentemente de direita, e portanto, contrário aos programas socialistas e seus projetos, que davam benefícios aos que mais necessitavam e cobrava impostos mais altos para os que tinham mais dinheiro.


A maioria dos seus professores e alunos defendia a tese de distribuição mais justa das riquezas do país.

Por tudo isso, um dia, ela decidiu enfrentar o pai. Falou com ele sobre o materialismo histórico e a dialética de Marx, procurando mostrar que ele estava errado ao defender um sistema tão injusto e perverso como a direita pregava.

Seu pai ouviu pacientemente - como só um pai consegue fazer - todos os argumentos da filha e no meio da conversa perguntou:

- Como você vai na faculdade?

- Vou bem, respondeu ela. Minha média de notas é 9, estudo muito mas vale a pena. Meu futuro depende disso, eu sei! Não tenho vida social, durmo pouco, mas vou em frente.

O pai prosseguiu:

- E aquela tua amiga Sonia, como vai?

E ela respondeu com muita segurança:

- Muito mal. A sua média é 3, ela passa os dias no shopping e namora o dia todo. Pouco estuda e algumas vezes nem sequer vai às aulas. Acho até que ela é meio burra. Com certeza, repetirá o semestre.

O pai, olhando nos olhos da filha, aconselhou:

- Que tal se você sugerisse aos professores ou ao coordenador do curso para que sejam transferidos 3 pontos das suas notas para as da Sonia. Com isso, vocês duas teriam a mesma média. Não seria um bom resultado para você, mas, convenhamos, seria uma boa e democrática d istribuição de notas para permitir a futura aprovação de vocês duas.

Ela indignada retrucou:

- Porra nenhuma! Trabalhei muito para conseguir essas notas, enquanto a Sonia buscava o lado fácil da vida. Não acho justo que todo o trabalho que tive seja, simplesmente, dado a outra pessoa.

Seu pai, então, a abraçou, carinhosamente, dizendo:

- BEM-VINDA À DIREITA !!!

sábado, 7 de novembro de 2009

Ser original

José Luís Peixoto no jornal I de ontem em jeito de planos para o fim-de-semana:

"Sair
Da casca e, onde quer que se vá, falar com as outras pessoas. Olhá-las nos olhos e dizer-lhes aquilo em que se estiver a pensar. Além disso, ouvi-las, tentar entendê-las nos aspectos em que pensam e sentem de maneira diferente. No fundo, conversar, descobrir e oferecer-se. À antiga, sem internet, com cheiro."

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Arrumações: uma questão de relevância

Uma das vantagens das mudanças (ou uma espécie de) é fazer arrumações.
E isso permite-nos descobrir coisas cuja existência já não nos lembrávamos... e cuja utilidade é nula. Isto tanto para papéis como para roupas, e um sem número de bugigangas.
Começamos a ver e pensamos qual a utilidade daquilo tudo. Nenhuma!
Ocupamos espaço físico e ocupamos espaço em nós mesmos, na medida em que nos agarramos às coisas.
Sou um consumidor compulsivo de notícias. Isso implica a compra de jornais e revistas. Muitas revistas, por na altura considerar o seu conteúdo relevante, eram guardadas naquelas caixas de arquivo morto. Começo a abrir caixa atrás de caixa – eram 14! – e o conteúdo não serve de facto para nada. Vai tudo para a reciclagem.
As que ainda lhes acho interesse não chegam para encher uma caixa!
Guardo revistas que assinalam um acontecimento relevante, por exemplo, o 11 de Setembro, uma eleição… Lembram-se que em 2003 a paranóia era a “gripe atípica” que ia dizimar milhões por todo o mundo?!
A mesma coisa com roupa. Coisas que não usava há séculos estavam apenas a ocupar espaço. Solução: juntar tudo e dar à AMI. Há sempre quem precise, infelizmente.

Estas arrumações permitem pôr tudo em perspectiva, pormo-nos a nós mesmos em perspectiva, e ver o que é realmente importante. Analisar quais os nossos interesses, o que nos enche por dentro. Deixamos de ver apenas o momento, o curto prazo, e vemos mais além. O que é importante para nós, quem é importante para nós. Quem são os nossos VIPs e quais são as nossas VITs?

Arrumar provoca espaço. Físico e mental.
Liberta-nos de coisas irrelevantes.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Não contive a gargalhada ao ver este cartaz no I Can Read:

Um dia na AR

Não ia ao Parlamento há uns 10 anos, na altura em que andava a estudar.
Depois de uma longa espera para entrar - burocracias e entrada à moda do terceiro-mundo - revisito a "casa da democracia", como alguns gostam de chamar.
Hoje a agenda é dominada pelo debate do programa de governo.
Enquanto lá estive não assisti a nada de particularmente interessante no debate.
Só o Ministro das Finanças a garantir que não ia permitir que as transacções através de multibanco sejam taxadas.

Para quem nunca lá esteve, o hemiciclo é um espaço minúsculo. Parecem estar todos encima uns dos outros. Um ambiente familiar, em que falam todos daqui para ali.
Deputados novos. E muitos deputados jovens, bem parecidos, descontraídos, com bom aspecto, na casa dos 30.
Nos computadores de cada deputado, quase todos abertos, uma particularidade: domínio do sistema Windows. E poucos a utilizá-los. Era apenas um gadget aberto na mesa (das quais saem). Olhando com alguma atenção, alguns deputados escreviam/teclavam como se tivessem visto um computador só naquele momento. Absolutamente lírico.

Ah!... a açoriana ministra da Cultura Maria Gabriela Canavilhas é uma "bonequinha".

A arte da areia para os olhos

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Cantinho do poeta - 59

Todo dia, a menina corria o quintal, procurando um arco-íris.
Corria olhando para o alto, tropeçava e caía.
Toda vez que se machucava, vinha chorando uma cor.
Um dia, chorou o anil até esvaziá-lo dos olhos.
Depois, chorou laranja, chorou vermelho e azul.
Chorou verde. Violeta. Amarelo e até transparente!
Chorou todas as cores que tinha, todas as cores de dentro.
Então, abriu os olhos e nem o arco-íris, ela viu.
Não viu flores e borboletas. Não viu árvores e passarinhos.
Pensando que era ainda noite, deitou-se na cama e dormiu.
Pensando que era tudo escuro, nem levantar-se ela quis!
Ficou dormindo cinzenta, por dias e noites sem fim...
Foi quando um sonho, tão colorido, derramou-se dentro dela!
Tingiu o travesseiro e a fronha, o lençol e o pijaminha.
Tingiu a meia e o quarto. Tingiu as casas e os ninhos!
A menina abriu a janela e viu que hoje não tinha arco-íris.
Mas tinha o desenho das nuvens.
Tinha as flores e um passarinho.

Rita Apoena

(obrigado pelo poema, Blogadinha)

Um pouco de cinema

Os Substitutos

Um filme futurista, em que o mundo é um second life instituído.
Uma ideia simultaneamente avançada e assustadora.
As pessoas não vivem elas próprias: vivem através de unidades – substitutos – que comandam a partir de casa. Nas ruas, só há substitutos, avatares. São eles que interagem com os outros, são eles que “vivem”. Toda a vida passa-se numa espécie de
second life.
O filme… uma ideia muito interessante transformada num filme de série B muito mal aproveitado e, a espaços, manifestamente mau.

Argumento aqui.


O Solista


Depois de ter visto a apresentação e sobretudo depois de ter lido o livro, o filme sabe a muito pouco.
Há elementos que não constam no livro, e há elementos importantes no livro que não foram transpostos para o filme. Se não tivesse lido o livro, faltar-me-iam factos para conseguir ligar todo o desenrolar da história.
No livro consegui entrar na cabeça de Steve Lopez e acompanhar as suas dúvidas, as suas certezas, as suas motivações… coisa que não consegui captar claramente na película.

Uma coisa curiosa foi conseguir ver no filme muitos dos cenários que imaginei enquanto lia, sobretudo os túneis em que Nathaniel se refugia para tocar.
No filme há um momento absolutamente mágico: quando Steve Lopez leva Nathaniel a um ensaio... a imagem escurece deixando apenas o sem abrigo à vista... e depois tudo se apaga para começarem a saltar luzes, numa espécie de delírio de cores. Tudo envolvido em Beethoven. Fabuloso!


Argumento aqui.

O desapontamento com o filme será normal, pois os livros têm mais pormenores que aqueles que um filme conseguirá transmitir.
Só há um ou dois casos em que tenho receio de ler os livros: "O Estranho Caso de Benjamin Button" e "O lado selvagem"

Avisos à navegação nacional

FMI pede "esforço hercúleo" a Portugal para reduzir dívida
"O Fundo fez as contas e calcula que os próximos Governos vão ter de apertar o cinto mais do que na década de 80 para reduzirem a dívida pública até 60% do PIB nos próximos vinte anos." (Expresso)

E estas coisas não se resolvem com propaganda...

O homem protestante

Como reagir quando vemos um senhor com uns 70 anos, relativamente bem vestido, com um cartaz pendurado ao pescoço, tamanho A3, com esta frase: "Constâncio é ladrão"?
E o senhor andava como se não levasse nada ao pescoço, naturalmente.
Aconteceu hoje nos Armazéns do Chiado...

Todos?

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

O homem ponderado

Ontem, no seu programa na RTP1, apenas disse que não seria candidato de nenhuma facção. De momento, há duas a digladiarem-se no PSD: a de Manuela Ferreira Leite e a de Pedro Passos Coelho.

Para além disto, MRS acha errado o timing: não faz sentido o partido estar a discutir a liderança num tempo em que o governo irá apresentar o seu programa e o orçamento de Estado.

Para além destes "pormenores", é sabido que a ambição dele é ser Presidente da República. Se fosse agora candidato à liderança do PSD, haveria grandes possibilidades de daqui a dois anos (se...) o poder lhe cair nas mãos e ele ser primeiro-ministro de Portugal.

Não consta que Cristo tenha descido à terra, portanto...

domingo, 1 de novembro de 2009

Parafraseando - 60


"Eu sou um optimista. Não parece ajudar grande coisa ser outra coisa qualquer"


Winston Churchill

Hello Kitty chega aos 35

A boneca Hello Kitty faz hoje 35 anos.

"Criada por Ikuko Shimizu para figurar numa pequena carteira para moedas em 1974", "Hello Kitty é mais que uma gata, é um império".

Esta gata com uma cara redonda, dois pontos em vez de olhos e um nariz em forma de elipse amarela, é um fenómeno mundial que não pára de crescer e que está nos mais diversos sectores: vestuário, malas, telemóveis, relógios, restauração, guitarras, cartões bancários, óculos, material escolar, aviões, objectos de decoração...

Parafraseando - 59


"Todo o muro é uma porta"


Ralph Waldo Emerson