quarta-feira, 31 de março de 2010

Addicting challenge

A desafiadora Blogadinha deixou-me uma viciante provação pela frente:

- referir 5 vícios (seja isso lá o que for...)
- passar o desafio a 5 blogguers

Então cá vai:

- passar em livrarias todas as semanas. Mesmo que não compre nada.
- se andar com a máquina fotográfica, tirar fotografias compulsivamente. E não vale a pena dizer que “essa é igual…”. Nunca é igual!
- pôr a colher do café na boca e trincar.
- andar a pé. Sempre. Muito. Por todo o lado.
- assustar pombos na rua. Basta dar pôr um pé com força no chão, e ei-los que partem... :)

O desafio fica para:
- As Minhas Pequenas Coisas
- Pensamentos de Borboleta
- Mundo Gato
- Falar com Letras
- Pensamentos Indiscretos
... ou para quem quiser.

segunda-feira, 29 de março de 2010


Belamente!!!!!


(Sei que 99,9% dos visitantes deste blogue não irão perceber, mas é algo típico por alturas da Páscoa... na Madeira)

Monarquia no Parque


A semana passada houve para aí (na blogosfera e na comunicação social) um momento de turbulência devido a alguém ter substituído a bandeira da república, verde e vermelha (por esta ordem), pela monárquica azul e branca, no topo do Parque Eduardo VIII.
Digamos que... a monarquia não era coisa que me incomodasse por aí além.
Incomoda-me mais o desperdício de dinheiros públicos para celebrar o centenário da implantação da república: é ver cartazes pendurados nas ruas, concertos, baboseiras.
Dirão alguns: "monarquia? mas todos somos iguais!"
Antes de mais, a diferença entre mim e um rei ou entre mim e um PR é a mesma.
Depois, um rei, por não estar sujeito/dependente de eleições e a partidos políticos terá em princípio mais liberdade de acção.
Outros virão contrapor: "a democracia não-sei-quantos".
Há tanta democracia num sistema presidencial (ou semi) como há numa monarquia. O mesmo para as ditaduras.

Mais importante que o sistema político (monarquia, república) é o regime político (ou seja, a forma de governo: democracia, autoritarismo, totalitarismo).

Se esta rua fosse minha



Oquestrada ao vivo

"Se esta rua fosse minha
eu mandava-a ladrilhar
com pedrinhas de rubi
só para o meu amor passar"

Ouvi isto há uns dias na rádio, e ficou a ecoar no ouvido.

domingo, 28 de março de 2010

Todos os patinhos...


Esta tarde, nos jardins da Gulbenkian.

Por que só a Igreja admite os seus pecados?

Nas últimas semanas a Igreja tem estado debaixo de fogo devido ao envolvimento de padres em situações de pedofilia. Situação esta potenciada por notícias veiculadas pelo New York Times, nos EUA.
A Igreja, através do Papa, já condenou os casos e pediu perdão. No entanto... "por que só a Igreja admite os seus pecados?" (Público)
"O jornalista italiano Luigi Accattoli, um dos mais reputados vaticanistas e ele próprio crítico de várias posições da Santa Sé, veio em defesa da instituição católica, a propósito dos crimes de pedofilia de membros do clero.
Accattoli recorda que na Alemanha, desde 1995, há 210 mil casos denunciados de abusos de menores. Destes, dizem os últimos números que há 300 casos cometidos por padres católicos."

Ou seja, a Igreja é atacada e obrigada a pedir perdão pelo que alguns dos seus membros fizeram, mas não é exigido o mesmo comportamento a outras entidades. Quantos Estados pediram perdão por professores pedófilos? Quantas escolas pediram perdão por professores pedófilos?
Por exemplo, aqui em Portugal, alguém ouviu o Estado ou a Casa Pia pedir perdão pelo que lá se passou?

A Igreja tem feito um caminho de "limpeza da casa", coisa que os outros não têm feito. Nas outras instituições, os únicos responsáveis são os "indivíduos".

Nesta lógica persecutória, veio agora a Presidente da Suíça defender a criação de listas negras dos padre pedófilos. (DN)
Gostava de ver o mesmo voluntarismo para professores (parece que lá já existem), colégios, classes profissionais, e afins.
Se o culpado, e quem tem de pedir desculpa, é a instituição à qual o indivíduo pertence, então exijam a todo a gente que peça perdão.

Isto lembra-me a paranóia politicamente correcta do início do milénio, com o João Paulo II a pedir perdão pela inquisição e mais não sei o quê. Gostava de saber quais os Estados que pediram perdão por guerras antigas, por políticas anteriores, simplesmente pelo passado.

Eu, cidadão europeu, não me sinto minimamente culpado pelo que os europeus de há 500 anos fizeram. Se agiram de determinada forma, é porque era permitido, era legal, era o costume, wathever. Tal como ninguém, daqui a 500 anos, terá de pedir perdão por nós usarmos telemóveis, por haver canais pornográficos, por os automóveis funcionarem a combustível... É uma pura patetice!

Momento Forrest Gump


Esta imagem lembrou-me o filme... e que "Life is like a box of chocolat"

sábado, 27 de março de 2010

Imagem sem palavras - 130

PSD: a hora de Passos Coelho

Com a eleição de Pedro Passos Coelho por uns expressivos 61%, espera-se que o PSD deixe de ser um partido em permanente guerra civil e passe a ser um partido como deve ser: com ideias alternativas, e que faça oposição eficaz. Com a perspectiva clara de chegar ao poder em breve, as guerras fratricidas devem acalmar. Necessidade oblige.
Pode ser também que assim acabem as lideranças a curto prazo. Não há partido credível e com políticas coerentes com esta velocidade de mudança de líder. É necessária estabilidade e continuidade para poder haver afirmação política.
Oxalá Passos Coelho consiga pôr em prática, no PSD e no país, o seu slogan de campanha: mudar.

CV de Passos Coelho aqui.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Outra cidade

Diariamente passamos sempre nos mesmo sítios, nas mesmas ruas. Aparentemente sem nada de novo.
Mantemos os olhos ao nível da nossa altura. É um olhar habitual. Rotinado. Sem novidade.
Descobrimos, porém, outra cidade quando mudamos o olhar. Quando olhamos para o topo dos prédios. Reparamos nas cores, nas janelas, na luz, nas formas, nas varandas, em recantos quase ocultos. Há o recorte dos prédios sobre o céu, o azul, a lua, os ramos das árvores...
Uma cidade outra.

O senhor que se segue


Um destes quatro (dois?) homens sucederá a esta senhora

Uma imagem vale...

"A chanceler alemã Angela Merkel na chegada à sede do Conselho Europeu durante a cimeira de líderes da UE, em Bruxelas. Os líderes da zona euro concordaram ontem com a criação de um fundo de apoio financeiro à Grécia." (Público)
Fotografia: Eric Vidal/Reuters

quinta-feira, 25 de março de 2010

Parafraseando - 78

"A bondade em palavras cria confiança; a bondade em pensamento cria profundidade; a bondade em dádiva cria amor"

Lao-Tsé

quarta-feira, 24 de março de 2010

O défice em perspectiva

"A agência de notação de risco Fitch Ratings decidiu hoje baixar o rating das emissões de dívida de bancos portugueses feitas com recurso a garantia estatal, na sequência da revisão em baixa do rating de Portugal." (Público)

Ainda ontem ouvia, na TVI, Peres Metelo comentar qualquer coisa como isto: é um facto que os partidos da oposição não têm de votar favoravelmente a resolução sobre o PEC que o Governo lhes quer submeter. Mas também é um facto que isso terá uma leitura por parte das agências de notação: será que isto o PEC português é credível e tem continuidade se o governo mudar?
Esta análise não me alegra, mas é real. Por mais que ache que o PEC do governo não apresenta soluções consistentes.

Uma outra análise, julgo que da Helena Garrido, esta noite da SIC-N, também punha o dedo na ferida: estas agências pediram aos Estados para aumentarem os défices para segurarem os bancos no pico da crise financeira, mas agora exigem a esses mesmos Estados que diminuam brutalmente esses défices. Quando é para eles, não há problema. Quando já não precisam, amanhem-se.

terça-feira, 23 de março de 2010

segunda-feira, 22 de março de 2010


I feel good



Wo! I feel good, I knew that I would now
I feel good, I knew that I would now
So good, so good, I got you

Wo! I feel nice, like sugar and spice
I feel nice, like sugar and spice
So nice, so nice, I got you

When I hold you in my arms
I know that I can do no wrong
and when I hold you in my arms
My love won't do you no harm

and I feel nice, like sugar and spice
I feel nice, like sugar and spice
So nice, so nice, I got you

When I hold you in my arms
I know that I can't do no wrong
and when I hold you in my arms
My love can't do me no harm

and I feel nice, like sugar and spice
I feel nice, like sugar and spice
So nice, so nice, well I got you

Wo! I feel good, I knew that I would now
I feel good, I knew that I would
So good, so good, 'cause I got you
So good, so good, 'cause I got you
So good, so good, 'cause I got you

Hey!

A causa das coisas

"Não foi só a economia que estagnou em Portugal. Foram as ideias criativas. E esse é o nosso maior problema"

Fernando Sobral, hoje, no Jornal de Negócios

Debate da laranja

O debate entre os candidatos à liderança do PSD, na RTP1, pode resumir-se numa frase: "eu sou mais do PSD do que tu" (talvez à excepção de Castanheira Barros).
E começou mal, com a desagradável atitude de Aguiar-Branco a apresentar a lista de subscritores da sua candidatura, que Paulo Rangel teria dito, num jornal, que queria verificar.

Os sites dos vários candidatos a seguir:
- Jorge Castanheira Barros
- José Pedro Aguiar-Branco
- Paulo Rangel
- Pedro Passos Coelho

domingo, 21 de março de 2010

Primaveras...

Em Alcântara, na maratona de Lisboa.
Só ao ver as fotos em casa é que reparei que estão umas sequências interessantes, associando todos os elementos (imagem, texto, hora/temperatura)... eheheheheh

20ª maratona de Lisboa

Hoje teve lugar a 20ª meia-maratona e mini-maratona de Lisboa.
Em dia de início de Primavera, o tempo apresentava-se agradável. Céu pouco nublado e uma almofada de nuvens na margem de Lisboa (como se pode ver em algumas das fotos abaixo).
Das quase 150 fotos... cá ficam alguns registos da maratona deste ano.
Quanto a tempos, a minha prestação levou 01h34m. Algumas pausas para fotografias, e o forte aglomerado logo no início... Mas para o ano há mais. Ou já em Setembro, para estrear a Vasco da Gama :)

Hoje só houve uma coisa que me desagradou imenso: as garrafas no chão. Ontem foi a mobilização para "limpar Portugal", hoje eram milhares de garrafas de água espalhadas pelo chão, sobretudo na zona de Alcântara, onde estavam a distribuir águas.
Duas razões para isto: antes de mais, a enorme falta de educação e civismo das pessoas; depois, a falta de caixotes de lixo.

























sábado, 20 de março de 2010

Life is art

Solução: todos culpados

"O PS quer criminalizar o recebimento de prendas por agentes do Estado, desde o mais modesto funcionário de uma repartição fiscal até ao Presidente da República. As alterações ao Código Penal necessárias para traduzir esta vontade serão apresentadas na comissão parlamentar da corrupção."
Assim, "pretende[-se] criminalizar o recebimento de dádivas por qualquer agente do Estado e que não lhe sejam devidas pelas funções que ocupa. E isto independentemente de se provar ou não que a dádiva funcionou como um suborno para obter um tratamento de favor."
"O PS pretende "quebrar" a relação de causa-efeito que tem condenado ao arquivamento a maior parte das investigações por corrupção. Estas falham, não chegando muitas a reunir condições para ir a julgamento, porque, por lei, é indispensável que se faça a prova de que um determinado recebimento por parte de um agente do Estado teve como comprovada consequência a obtenção pelo pagador de um favor praticado por aquele que recebeu. Tem ser provada a causa (o pagamento) e o efeito (a acção desencadeada pelo pagamento)
Doravante, se o projecto do PS for avante bastará um agente do Estado receber uma dádiva considerada ilícita para poder ser condenado. Não tem que ficar provado que, depois de a receber, usou o seu poder para dar tratamento de favor a quem lha ofereceu e que houve uma relação directa entre uma coisa e outra."(DN)

Este país não tem emenda!
Como as leis são feitas de forma a nunca ninguém (graúdo) ser condenado, cria-se mais uma lei a dizer que todos são culpados.
Se isto não é inversão do ónus da prova, não sei o que é.

Apetece lembrar o que disse o actor José Pedro Gomes, hoje, num programa da SIC. Qualquer coisa como: todos os governos têm feito questão de afundar o país. Mas este é o que tem levado a coisa mesmo a peito!

Limpar Portugal


Esta iniciativa é absolutamente louvável.
E serve para mostrar os cidadãos irresponsáveis e mal-educados que há em Portugal, e que não sabem que há locais próprios para colocar o lixo.
Se todos colocassem os lixos nos locais apropriados, tínhamos todos um país mais limpo, mais agradável, mais saudável, e não haveria necessidade destas acções. É uma questão de civismo. De amor-próprio. De responsabilidade. De educação.
E é simples: se ninguém sujar, não há necessidade de limpar.

Claro que há palermas que dizem barbaridades como esta: "é muito bonito quando o cidadão executa o serviço que compete às autarquias. Onde andam os 500.000 desempregados e os 200.000 que recebem o rendimento mínimo ONDE ANDA ESSA GENTE, deviam de ser CONVOCADOS" (comentário no Público).

Site Limpar Portugal aqui.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Páginas tantas

Há dias em que apetecia ler, completamente e em simultâneo, vários livros.
Viver várias histórias tão rapidamente como se copia um ficheiro informático. Rapidamente. Vorazmente. Ininterruptamente. Num click.

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Há algumas semanas comecei a ler, em simultâneo com "As Oito Dádivas da Vida", o último romance de Philippa Gregory, "A Rainha Branca". Como não consigo ler mais do que um livro de cada vez, parei. E agora acho que vou saltar para "Alice no País das Maravilhas". Só porque apetece.

(Sobre as minhas - e outras - leituras, ir ao Palavras Impressas)

quinta-feira, 18 de março de 2010

Há mais Castelo em S. Jorge

Ali é possível ver mais Lisboa antiga, mais História: "destacam-se os vestígios que testemunham três períodos significativos da história do Castelo de S. Jorge e da cidade de Lisboa: Vestígios de estruturas habitacionais das sucessivas ocupações desde o século VII a.C. ao século III a.C. correspondentes à Idade do Ferro, o bairro islâmico de meados do século XI-XII da época da construção do castelo e os vestígios do Palácio dos Condes de Santiago, a última habitação palatina da antiga alcáçova islâmica e medieval, cujos registos materiais ficaram preservados pelos escombros do terramoto de 1755."

Por acaso, já há alguns anos que não vou ao Castelo...