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segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Dia sem carros?


Em dia de festividades ligadas ao Dia Europeu Sem Carros, o carnaval mantém-se: fecham-se umas ruas a fingir que se promovem transportes alternativos ao veículo privado e pronto.
Talvez com medo da chuva que se anunciava, talvez completa ignorância desta data, o trânsito em Lisboa esteve um caos. Com o pormenor de hoje se verem mais algumas pessoas de bicicletas, poucas na mesma.
Tirando o encerramento ao trânsito de alguns bairros, ainda no tempo de Santana Lopes, o Dia Europeu Sem Carros passou a ser mais um dia. Por sinal o da entrada do Outono.
Em vez de se tomarem medidas estruturais para reduzir a utilização do automóvel privado, fecham-se umas ruas durante o dia. Amanhã volta tudo ao mesmo.
Entretanto anuncia-se a construção de uma pista ciclável na frente ribeirinha. Já para Junho de 2009, entre o Cais do Sodré e Belém. (Em 2009, após o Verão, haverá eleições autárquicas...). A alargar nos próximos anos.
Mas é claro que a cultura de uma sociedade não se muda assim. Nem os seus hábitos. Pois, para os portugueses, ter carro é uma forma de mostrar estatuto.
Em contraste,
por exemplo, basta ver que o embaixador de Inglaterra em Lisboa vai trabalhar de bicicleta. Se fosse um português, não dispensava o seu emproado veículo topo de gama.

Ontem, na Antena 1, uma interessante conversa com o Ricardo Sobral, do Bicicleta na Cidade, desmontado uma série de baboseiras que se dizem sobre o uso da bicicleta em Lisboa.
E para cidadãos como eu, que não sabem andar de bicicleta, uma escola: Cenas a Pedal.
Será desta...?

* foto copiada do Bicicleta na Cidade. Um belo pretexto para andar de bicicleta.

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Coisas que não

Ontem apanhei na SIC Radical um programa de entrevistas do Fernando Alvim que até já vi algumas vezes mas cujo nome desconheço. Apenas sei que o Alvim senta-se atrás de uma minúscula mesa redonda e o convidado deita-se numa cama. Ou senta-se num lado.
Ontem, os convidados eram o Nuno Markl e o Marco Horácio, dois cromos do humor nacional. Na parte que vi, estiveram a gozar de coisas que o Markl não sabe fazer: andar de bicicleta e jogar à bola. Mas ele defendeu-se repetindo à exaustão que sabe nadar. (Há algumas semanas o Markl também foi o convidado de um programa sobre língua portuguesa apresentado pelo Diogo Infante. E… muito do programa foi feito com ele a arrastar uma bicicleta).
Ontem, o Markl ia para cima da bicicleta e era conduzido pelo Marco Horácio e pelo Alvim, um de cada lado. O que gozam com as pessoas, coitadinhas...
Sei que não posso gozar, pois também não sei andar de bicicleta. O Markl disse que uma vez na rádio confessou que não sabia andar de bicicleta e que recebeu muitas chamadas de pessoas que também não sabiam. Já não estava só no mundo.
Pronto, eu também não sei andar de bicicleta. Mas sei andar lindamente de kart a pedais, como confessei há alguns dias.
Acertar numa bola, acho que sou melhor que o Markl, embora jogar futebol também não seja comigo.
Nadar? Também não sei. Mas para quem acha um perfeito disparate estar um dia inteiro numa praia, não é um suplício. Praia sim, mas só por algumas horas.
Ah… também não fumo.
Beber, só socialmente. E com esta bela idade nunca apanhei uma bebedeira. Só fiquei alegrinho.
Portanto… sou quase perfeito.
E já chega de orlandices por hoje.

domingo, 22 de julho de 2007

Kart a pedais

Para quem, como eu, tem o handicap de não saber andar de bicicleta, há uma interessante solução: karts a pedais. Estão no Parque das Nações, para aluguer. Há pelo menos dois pontos com estes quiosques: junto ao Pavilhão Atlântico e junto ao Oceanário. (Tejo Bike)

Levei um kart por meia hora, pensei que seria tempo mais que suficiente para dar uma voltinha, mas passou muito rápido. Deu para atravessar o passadiço de madeira sobre o rio, ir até à Torre Vasco da Gama (onde vi que estão a destruir o edifício na sua base, e que foi o pavilhão da UE durante a Expo 98… fiquei com raiva!), voltar junto aos bares/cafés/discotecas, subir junto ao Atlântico, passar no Pavilhão de Portugal e entregar o kart junto ao Oceanário… 3,00€.

É uma dose a repetir. Tem desporto, descontração, paragens para fotografias (claro!), paisagens com ângulos diferentes...

sábado, 7 de julho de 2007

Lisboa a duas rodas

A propósito de uma alegada campanha para as eleições intercalares, renasceu a ideia de criar em Lisboa uma rede de ciclovias.
Pois, cá ficam umas coisas que convinha que os candidatos lessem:

"Este texto é muito importante. Não sei quem propôs uma rede de ciclovias em Lisboa, e arrepio-me de pensar que o tenham feito lembrando Amesterdão ou Berlim (como há uns anos ao Professor Doutor Jorge Sampaio). Lisboa tem tantas condições para usufruir da mobilidade da bicicleta como Queen Mary II de subir a Ribeira de Alcântara até ao Campo Pequeno. O Tiago Mendes fala da saúde e da integridade física de um hipotético ser humano que decida fazer a sua vida em Lisboa em cima de uma bicicleta. Mas não é preciso ir tão longe. Na Holanda as pessoas andam de bicicleta por três razões principais: aquilo é plano como uma mesa de snooker, aquilo nunca passa dos 25 graus centigrados e aquilo não tem vento. Sabem o que custa subir do Cais do Sodré até ao Saldanha? Sabem o que é pedalar de calças com 30 graus centígrados? Sabem o esforço que é necessário esbanjar para fazer deslocar uma bicicleta contra o vento português (e nem falo na famosa nortada)? Meus amigos, como o Tiago Mendes diz, um percursozinho ou outro, à beira rio, tudo bem, agora sequer imaginar que em Lisboa a bicicleta pode fazer parte da política de transportes, pelo amor de deus, também há limites para a falta de capacidade em imaginar a realidade." (in A Causa Foi Modificada)

Façam lá uma ciclovia ou uma avenida marginal ao Tejo ou o que quiserem - desde o Parque das Nações até Algés - para aproveitar toda essa frente ribeirinha abandonada ou alegremente entregue ao Porto de Lisboa. Lisboa deve ser das poucas cidades do mundo com um privilégio destes absolutamente desaproveitado e vedado aos seus cidadãos.