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segunda-feira, 3 de março de 2008

Sem futuro

A revista VISÃO da semana passada faz capa com a "Geração em saldo", jovens sem estabilidade e sem futuro.
Não têm futuro, não têm presente, não têm nada. A vida está ameaçada pela areia movediça do dia-a-dia. Não podem comprar nada (casa, carros, férias...). Não podem constituir família. Permanentemente com a corda ao pescoço e sem almofadas que permitam respirar.
É assim que se cria uma sociedade?!
Sem pessoas com perspectivas não há sociedade que permaneça. Fica tudo comprometido. Depois espantam-se com fenómenos de vandalismo e afins.
É o país que fica em causa. Sem poder de compra não há consumidores. Sem consumidores não há empresas prósperas. Sem empresas não há emprego. Sem emprego não há país.
Quem quiser que coloque a placa: "Fechado".

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Mosaico noticioso

Hoje há algumas noticias para as quais quero chamar a atenção:
1 -
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Rir é mesmo o melhor remédio, por isso há risoterapia caseira.
Pequenos passos para viver bem: não leve tudo tão a sério; veja as coisas de outra perspectiva; fim às inibições!; ria-se das suas limitações; provoque o riso; use um diário; lembre-se de coisas positivas; e dê música à sua vida.
Até há um Clube do Riso... ou o You Up.

terça-feira, 10 de julho de 2007

Transformações

Caranguejo hoje, num jornal qualquer:
"O minuto de escuridão que a lagarta considera o fim do mundo é o momento ensolarado que a borboleta considera o princípio. Tudo acaba por uma razão que um dia havemos de descobrir."

domingo, 20 de maio de 2007

Liberdades

“Professor de Inglês suspenso de funções por ter comentado licenciatura de Sócrates” (PÚBLICO)


Já ontem tinha lido esta notícia, mas decidi não comentá-la por vergonha. Como é possível que num país democrático e livre isto aconteça?

Isto tem uma gravidade tal que calar é concordar. A atitude correcta é, portanto, denunciar e protestar.
Vasco Pulido Valente, no Público de hoje, chama a este episódio “crime político”. Fernando Charrua, o professor suspenso, “é o primeiro português condenado por um crime político depois do “25 de Abril” ou, se quiserem, do “25 de Novembro””.
Pulido Valente ainda refere umas t-shirts que para aí há com o dístico: "não andei na universidade com Sócrates". São um insulto?
E um grupo que há no hi5 também sobre o curso do Primeiro-ministro? Será crime?
(Vale a pena ler o artigo de Vasco Pulido Valente. Se puder, irei transcrevê-lo para aqui brevemente).

Quase sem nos apercebermos, episódios como estes vão fazendo o seu caminho e sendo aceites com uma naturalidade confrangedora. Muito para além do politicamente correcto vigente, estes factos configuram um atentado à liberdade em geral e à liberdade de expressão em particular. E, infelizmente, ainda muitos cidadãos não repararam nisso ou continuam a assobiar para o lado.

É esta sociedade que queremos?
George Orwell não teria de imaginar muita coisa para escrever mais um notável romance em jeito de denúncia…
As liberdades já tiveram melhores dias…
Isto não augura nada de bom.