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sábado, 16 de fevereiro de 2008

Blogosferando por aí - 8


1 - Francisco José Viegas e o hi5. Em parte terá razão.
Mas também através desta e outras comunidades virtuais é possível encontrar amigos, novos e velhos. E certamente bons!

3 - para pensar sobre o que por aí se lê... A Pente Fino. Certeiro e bem-humorado.
4 - no Corta-Fitas "Porque é que um conservador como eu torce pelo Obama". Tenho de escrever algo parecido sobre Hillary Clinton...

segunda-feira, 7 de maio de 2007

O medo

José Gil, na VISÃO:
“Qualquer coisa está a correr mal neste país. Que não se diga, como gosta de repetir o primeiro-ministro a propósito dos discursos da oposição, “que só sabem dizer mal, incapazes que são de apontar para o que fazemos de bom”. Se bem que a acção da oposição seja quase nula, aquela frase mostra já o que se pretende: um consenso geral obediente, a adesão à política do Governo como condição primeira da crítica. Mas uma coisa é a maledicência, outra a crítica; uma coisa é a obediência passiva, outra a aprovação lúcida.
(…)
“Quando um pai acusa o filho injustamente e o castiga em seguida por ele protestar acabando por o calar (domar), este interioriza a primeira acusação com a aceitação da segunda. Obedecerá dali em diante voluntariamente sem saber porquê, apenas porque é uma ordem. Assim se incorpora inconscientemente medo e submissão.
(…)
O medo encolhe os cérebros, reduz o espírito, fecha os corpos. Está-se a formar um clima de medo. E o medo tem a particularidade de alastrar. Ao medo social de perder o emprego, de não subir na carreira, de perder as pensões, de não aguentar tanta pressão e constrangimento em tantos domínios, junta-se agora o medo de protestar, de flar, de se exprimir. O medo social está a tornar-se político: tem-se medo do governo, e, talvez, um dia, do primeiro-ministro.”
Certeiro!!
Vale a pena ler o texto na íntegra, na Visão desta semana.

domingo, 15 de abril de 2007

Medo

"E perguntai: o que é na realidade o medo, essa aventesma que enrola e aperta os seus dedos em torno da nossa garganta? Nada que se possa sopesar. É o imaginado antes do vivido, é o sonhado antes do acontecido. O medo, depois de nos pôr a fugir, paralisa-nos. É esta a vitória do medo: criar paraplégicos trementes. E de paraplégicos trementes é feita boa parte de nós. Nos transportes públicos, nas repartições, que vemos nós todos os dias? Paraplégicos trementes a entreabençoaream-se por entre resmas de papel selado, seus burladeros. Manoletinas de salão, fazemos na perfeição. Quando passamos para a arena, pernas p´ra que vos queremos? Será melhor não sermos tão enfáticos, tão opiniosos. Todos temos medo? Claro. Até o infligimos. Agora há uns que sabem que o medo desdobra um vento bastante mais alevantado que ele. Vamos deixar de ter medo?"
Alexandre O´Neill