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domingo, 13 de outubro de 2013

Coisas da CGTP

O objectivo da CGTP é fazer uma manifestação de protesto (como sempre), ou atravessar a Ponte 25 de Abril?
Se é para mais uma manifestação, podem fazê-la noutro sítio qualquer em que não haja problemas de segurança (e quem percebe de segurança são os organismos competentes, não um sindicato). 
Se é para atravessar a ponte a pé, esperem pelo último fim-de-semana de Março e participem na maratona.

Claro que um dos objectivos da CGTP é atirar à cara do governo que são "fascistas" e "intolerantes", e que não deixam o "povo" manifestar o seu descontentamento. Ou seja, atiçar a conflitualidade e o mal-estar social.
Se efectivamente a manifestação ocorrer na Ponte 25 de Abril, e houver problemas de segurança, adivinhem de quem será a culpa. Do governo, claro.
Se podiam fazer a manifestação noutro sítio qualquer? Podiam, mas não era a mesma coisa.

sábado, 3 de agosto de 2013

Lógicas...

No Corta-fitas, um post bastante esclarecedor sobre as posições da CGTP (e, acrescento eu, a malta do contra):

- aumentar impostos é um embuste porque prejudica o povo;
- baixar os impostos é um embuste de quem quer destruir o Estado Social;
- ter um IRC muito alto é um embuste que prejudica trabalhadores e empresas;
- baixar o IRC é um embuste porque beneficia as empresas onde os trabalhadores trabalham;
- este governo é um embuste porque a dívida pública continua a subir;
- este governo é um embuste porque quer cortar na despesa;
- o acordo de ontem na Concertação Social é um embuste porque prefere a precaridade ao desemprego;
- este governo é um embuste porque quer privatizar as empresas públicas;
- este governo é um embuste porque as empresas públicas geram défices;
- este governo é um embuste porque o défice está muito alto;
- este governo é um embuste porque quer reduzir as prestações sociais e os custos do funcionalismo;
- este governo é um embuste porque não corta relações com os credores;
- este governo é um embuste porque não gasta mais a crédito, etc.

Claro.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

A irresponsabilidade da CGTP



Ainda ontem à noite, na TSF, ouvi o mesmo Arménio Carlos dizer que a greve geral dependia da vontade dos trabalhadores...
Será que entretanto todos lhe enviaram um sms a dizer para convocar a greve de 22 de Março?
A irresponsabilidade desta correia de transmissão do PCP não tem nome. Parece que querem mesmo que Portugal siga os passos da Grécia, com violência e destruição de tudo. 
O país merece este aumento da conflitualidade social para afirmar um líder sindical?

* nesta notícia do Público vale a pena ler os comentários: a maioria é contra esta "greve geral" da CGTP. Não deixa de ser sintomático.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Mais alguém contou?

A comunicação social assume o número e replica-o em todas as notícias.
A Arménio Carlos dá jeito que o número seja gigantesco.

Alguma autoridade independente contou? Polícia?

Em contraste com as imagens oficiais da manifestação, há esta:


Onde estão os apregoados 300 mil?


sábado, 28 de janeiro de 2012

CGTP PCP

Que a CGTP era um braço do PCP já se sabia.
Com o discurso de encerramento de Arménio Carlos, a CGTP parecia mesmo um comício do PCP.

Os sindicatos são fundamentais na sociedade e no mundo do trabalho. Mas não devem ser um instrumento partidário.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Espíritos democráticos

"É uma mudança perigosa que exige uma acção vigorosa." 

Carvalho da Silva, líder da CGTP, sobre o resultado das eleições (citado no Jornal de Negócios).

O espírito democrático desta malta é um must.
E com este tipo de discurso - este, o PCP e o BE - estão a tentar criar uma situação explosiva. É de uma irresponsabilidade atroz.
Não são capazes de aceitar uma escolha livre e maioritária do povo português.
E a forma como a esquerda é tratada pela comunicação social é completamente díspar do tratamento dado à direita.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Inadmissível em democracia

Vital Moreira, integrando uma delegação do PS na manifestação da CGTP, foi insultado e agredido no Martim Moniz.
Isto é vergonhoso e degradante para a nossa democracia, por muitos defeitos que ela tenha. Absolutamente inadmissível em democracia. Sistema no qual o respeito pelos adversários (e não inimigos) políticos é uma pedra de toque.
Podemos discordar das posições de Vital Moreira e do PS, mas ninguém tem o direito de agredir devido a essa divergência de opinião.
À excepção do PCP, todos os outros partidos, pela voz dos respectivos cabeças-de-lista às europeias, condenaram estes actos.
Há quem não saiba o que é democracia. E o que ela implica.

Indo à notícia no Público, os comentários de muitos leitores são vergonhosos.

Inadmissível também a brincadeira de muito mau gosto com a UGT: uma ameaça de bomba.

quarta-feira, 30 de maio de 2007

Considerações grevistas - o balanço

A propósito da greve de hoje, vale a pena ler esta alarmante e dramática notícia do PÚBLICO:
se aderirem à paralisação

Excerto:
"Em Portugal existem hoje mais de um milhão de trabalhadores que não podem fazer greve sem correr o risco imediato de perder o trabalho. Já lhes chamaram os trabalhadores do século XXI: são os contratados a prazo, os falsos recibos verdes, os temporários, os subempregados. Um contingente que tem vindo a aumentar à medida que se consolidam duas das tendências do mundo do trabalho actual. Nas empresas, há cada vez menos efectivos e cada vez mais serviços externos, frequentemente disponilizados por firmas de trabalho temporário."
A realidade não é bem como o Governo e os sindicatos a pintam…

Sobre os números da greve: o governo diz que não foi significativa e que não afectou o país; Carvalho da Silva, da CGTP, nem sequer apresentou números, ficando-se pelo enunciar de dezenas de “sucessos” e de “provas de descontentamento”.

Foi uma grevezita geralzita.

terça-feira, 29 de maio de 2007

Considerações grevistas

- basta pararem os transportes públicos para ter uma greve geral, e muitos grevistas involuntários;
- se calhar, os grevistas têm razão no protesto: exploração, exploração, exploração…
- com os milhares de precários que para aí há (contratados, e recibos verdes sob a mais diversas formas, mesmo no exemplar Estado), a greve é capaz de ser boa ideia;
- mais um dia em que a força das estatísticas se vai impor: de um lado os sindicatos, de outro o Estado, números maravilhosos…

Curiosidade: o maior promotor de greves nacional, Carvalho da Silva, líder da CGTP, disse ontem que só fez greve uma vez na vida…
Hoje ouvi esta pérola sobre posições:
"Greve?
Se é contra, eu sou a favor; se é a favor, eu sou contra."