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terça-feira, 14 de junho de 2011

Espíritos democráticos

"É uma mudança perigosa que exige uma acção vigorosa." 

Carvalho da Silva, líder da CGTP, sobre o resultado das eleições (citado no Jornal de Negócios).

O espírito democrático desta malta é um must.
E com este tipo de discurso - este, o PCP e o BE - estão a tentar criar uma situação explosiva. É de uma irresponsabilidade atroz.
Não são capazes de aceitar uma escolha livre e maioritária do povo português.
E a forma como a esquerda é tratada pela comunicação social é completamente díspar do tratamento dado à direita.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Algumas notas

1 - Sócrates cumpriu uma promessa: disse que não seria primeiro-ministro com o FMI, e isso concretizou-se.
2 - No passado dia 5 de Junho, os eleitores castigaram o PS e legitimaram o caminho defendido pelo PSD e pelo CDS. Juntos, estes dois partidos têm mais de 50% dos votos e mais de metade do parlamento.
No entanto, agora há uns iluminados a dizer que esta maioria política não tem a "maioria social". Ou seja, os vencedores das eleições afinal perderam.
A tese é anti-democrática. Ganharam mas não podem implementar o seu programa porque há uma massa vaga que não concorda.
A esquerda implementa coisas que não foram ratificadas (exemplo, o aborto, em que o resultado do referendo não era vinculativo); a direita não pode avançar com um programa que teve mais de 50%.
Bonito país, este. Como dizia Pedro Lomba no Público (9 de Junho), é a cultura do impasse.

domingo, 5 de junho de 2011

1º vencedor das eleições

A abstenção.
As previsões avançadas pelas televisões apontam para valores acima dos 40%.

No entanto, convém não esquecer a desactualização dos cadernos eleitorais.
Gostava de saber qual a percentagem de eleitores fantasmas que por lá permanece.


Lembro-me de um artigo de Miguel Esteves Cardoso aquando das última eleições presidenciais: os cidadãos não se sentem mobilizados para votar, nem querem ser mobilizados para tal.
Ficam bem refastelados em qualquer sítio longe das mesas de votos.
E aí Cavaco Silva tem razão na mensagem de ontem: quem não for votar não tem autoridade para criticar a escolha dos outros. Será polémico dizê-lo, mas é mesmo assim: não querem saber da política para nada, e depois queixam-se que o que está no poder não presta.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

As crises e as suas causas


Esta gente devia ter vergonha na cara.
A crise moral em Portugal é muito maior que a crise política, sim senhor, e muito pela acção da clique a que V.Exa pertence. Terá de reconhecer que o empenho do governo rosa foi notável no sentido deste afundanço.

terça-feira, 24 de maio de 2011

A má moeda

“Não me parece que José Sócrates seja uma peça de trabalho para a reconstrução do país”, disse. 
E de uma forma quase pedagógica, sugeriu a mensagem política que deve ser vincada: “Os senhores destruíram Portugal, os senhores têm de sair, retirarem-se compungidos e deixarem outros governar.”

Parte da solução passa por eliminar a causa do problema.
Por isso, tal como Lobo Xavier, sou contra um governo PS/CDS.

Autoridade do engenheiro

"O candidato do PS, José Sócrates, diz que o líder dos sociais-democratas "não tem autoridade" para pedir aos portugueses que votem no PSD. "Nunca o vi apresentar uma obra que fosse que lhe pudesse dar autoridade para pedir o voto aos portugueses", disse o secretário-geral dos socialistas, num almoço em Bragança." (Ionline)

Precisamente pela obra apresentada por José Sócrates, nunca lhe reconheci autoridade para nada.
Aqui está mais uma obra para lhe reconhecer autoridade: "governo adiou despesa para melhorar défice até Março"
Portanto, temos uma autoridade em malabarismos e truques.

Descolagem laranja?

Depois de se ter visto o resultado das eleições espanholas de ontem (razia dos socialistas), é esperançoso ver uma sondagem com estes resultados:


Somando PSD e CDS temos 52% das intenções de voto.
Se acreditarmos que até ao dia 5 de Junho o PS ainda vai descer mais, e que os resultados do CDS costumam ser melhores que as sondagens, vem aí um excelente resultado eleitoral.

domingo, 22 de maio de 2011

Estado Social by PS

"Seguem José Sócrates para todo o lado, de norte a sul do País, em autocarros pagos pelo PS. Depois são usados para compor os comícios, agitar bandeiras, e puxar pelo partido, apesar de muitos deles não perceberem uma palavra de português e não poderem votar. Em troca têm refeições grátis.
Trata-se de imigrantes provenientes da Índia e Paquistão, trabalhadores nas lojas do Martim Moniz, Lisboa, e na construção civil. Estiveram com José Sócrates em Beja, Coimbra e no comício de ontem em Évora, onde deram nas vistas ao exibir os seus turbantes. Até à porta da RTP, no dia do debate com Passos Coelho, realizado na sexta-feira, estiveram de bandeiras em punho." (Correio da Manhã)

Dizem não ser pagos. Mas há muita forma de pagamento... E a refeição é uma delas.

sábado, 21 de maio de 2011

Legislativas - histórico

O Público tem um infografia interessante sobre os resultados de todas as eleições legislativas desde 1976.
Ver AQUI.

Fiquei a saber, por exemplo, que em 1976 a Assembleia da República tinha 263 deputados.
Esta infografia permite ver as várias composições da AR (percentagens e número de deputados por cada partido) e o partido vencedor em cada um dos distritos, nos várias eleições.

Debate Passos Coelho - Sócrates

Passos Coelho apresentou-se muito bem preparado, sereno, confiante, afirmativo, duro, contundente nalguns momentos.
Sócrates, sem nada para dizer, só queria falar do programa do PSD, das propostas do PSD, das ideias do PSD. E repetia até à exaustão a sua cassete, interrompia, zangava-se.

Gostei particular-me de Passos Coelho, aos 12 minutos, com uma fina ironia, a elogiar o momento de sucesso em que o país está graças à excelente governação de Sócrates.

Passos Coelho ganhou o debate. Sem promessas para todos, apresentando soluções, um caminho.
Se não tivesse a minha escolha já feita, Passos Coelho teria o meu voto.

É só de mim, ou de cada vez que Sócrates abre a boca só apetece dar-lhe um chapadão?

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Escolha para indecisos

Para quem ainda está indeciso na escolha entre os dois principais candidatos a primeiro-ministro, a escolha só pode ser feita assim: ou escolhem alguém que manifesta alguma insegurança e falta de jeito para passar a mensagem, ou escolhem um mentiroso compulsivo.
Pela minha parte, caso estivesse entre os indecisos, a escolha era óbvia.

Hoje Passos Coelho esteve em boa forma frente a Louçã.
Na sexta-feira, com Sócrates, espero que esteja ainda melhor, mais acutilante.



Uma matéria a estudar profundamente por estudiosos das ciências políticas: como é que um governo/partido que deixa um país neste estado está com forte probabilidades de ganhar as eleições?

Os cidadãos portugueses, com os seus brandos costumes, gostam de ser enganados. 

sábado, 14 de maio de 2011

PS: modo de fazer campanha

"JS: Vamos acusar o PSD disto.
Grilo Falante: Mas o PSD não propõe isso.
JS: Mas essa acusação pode ou não pode dar votos?
Grilo Falante: Pode, mas...
JS: Se pode, acusem o PSD disso. E acusem também o PSD daquilo.
Grilo Falante: Mas isso também nós acordamos com a troika realizar.
JS: Consta do nosso programa eleitoral?
Grilo Falante: Do nosso programa eleitoral não consta nada.
JS: Tal acusação pode dar votos?
Grilo Falante: Pode, mas...
JS: Avance-se com a acusação."

Os Comediantes acertaram em cheio.
O drama disto é que esta forma de fazer campanha está a funcionar. Infelizmente.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

PSD epistolar

O PSD já vai em 5 cartas enviadas ao governo para saber da situação orçamental do país.
Admito que inicialmente era uma forma de pressionar para saber o ponto de situação financeiro.
Mas, ao verificar que o governo ignora as cartas, e que isto não é forma de fazer política, um partido como o PSD - alternante no governo - devia fazer uma única coisa: apresentar propostas, as suas soluções, mobilizando o país para os tempos difíceis que aí vêm. Deixando margem de manobra para o que estará escondido debaixo do tapete.
O PSD não é um partido de bota-abaixo.
E a sua função não é contribuir para os proveitos dos CTT.
Espera-se mais dele.

Tendo em conta o currículo do PS-Sócrates, era expectável que o PSD liderasse destacadíssimo para as eleições de 05 de Junho. 
Só não está nesse nível por dar tantos tiros nos pés, por não saber passar a mensagem. E por ter um excelente vendedor da banha da cobra chamado José Sócrates. 
Mas uma campanha bem feita era capaz de desmontar as patranhas socráticas em três tempos.


Numa coisa o PSD tem toda a razão e é avisado: só apresentará o seu programa depois de anunciado o pacote do FMI-UE.
Apesar da areia que os socialistas mandam para os olhos dos eleitores, não faz sentido um programa maravilhoso como o do PS - que só pode ser uma trafulhice pegada - se o país não têm condições para tal. Mas há quem goste de ser enganado... 

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Um país de idiotas, só pode...

A semana foi muito cansativa e sem tempo para nada... só deu para ir seguindo as letras grandes das notícias.
Apenas para citar um caso: as sondagens vindas a público ontem deixam-me em choque.
Numa, o PS ultrapassa do PSD, embora por umas décimas.
Noutra, o PS recupera e o PSD perde, mantendo-se este ainda à frente.

Para estes resultados:
- os tiros nos pés do PSD, com a novela Fernando Nobre à cabeça.
- a mensagem do PSD que não passa e parece andar a reboque do que se fala em cada dia.
- a eficácia do PS em passar tretas, e as pessoas gostarem de ser enganadas (não encontro outra explicação).

Além disto, um resultado que me agrada, apesar do fraco consolo: o CDS a ter bons indicadores nas sondagens, a rondar os dois dígitos.
Se tivermos em conta que no passado as sondagens davam 3% a 4% e os resultados eram superiores, com uma sondagem a dar 11% o CDS há-de ter entre 15% e 20% nas urnas. 
É positivo, mas o PSD precisa ter um rumo para ganhar as eleições. Caso contrário, havemos de ficar no pântano em que o PS nos meteu por muitos mais anos.

domingo, 17 de abril de 2011

Desilusões

1 - 
Ainda bem que a CML não tem dívidas nem nada e pode gastar dinheiro assim...

2 -
Foi por influência dele, quando foi meu professor no ISCSP, que acabei por me filiar no CDS, nos idos de 2000/2001.
Sempre apreciei a sua frontalidade e clareza.
E lembro-me bem dele dizer várias vezes que politicamente estava ao centro, e que preferia falar com um comunista inteligente do que com alguém de direita idiota.
Nos últimos anos, enquanto presidente da AICEP, vi as suas intervenções como pondo o interesse nacional acima das questões partidárias. Embora descontando os elogios que ia fazendo a Sócrates.
Agora, com a sua escolha para integrar as listas do PS, é uma desilusão. Não faz sentido, depois de se olhar para o estado em que este governo deixou o país.
E não faz sentido ver um alto quadro do Estado, como ele é, entrar na política partidária desta forma.

As listas dos dois principais partidos a estas eleições legislativas deixam muito a desejar.
Pela parte que me toca, a minha escolha está feita há muito tempo.

sábado, 16 de abril de 2011

A nobreza de Nobre

O PSD deu um gigantesco tiro no pé com a escolha de Fernando Nobre para cabeça-de-lista por Lisboa.
Entretanto, o cidadão Nobre diz hoje ao Expresso o que já tinha dito antes: se não for eleito presidente da AR, renuncia de imediato ao mandato de deputado.

Quanto a mim, com este tipo de discurso, com a polémica gerada, e com os ziguezagues do cidadão Nobre, o melhor que o PSD fazia era mudar de candidato. E dizer que Nobre estava indisponível por ir viver para o Sri Lanka.

terça-feira, 12 de abril de 2011

PSD. Ou a arte de dar tiros no pé

- Manuela Ferreira Leite também recusou ser cabeça-de-lista por Lisboa.
- a escolha de Fernando Nobre para cabeça-de-lista por Lisboa, oferecendo-lhe o lugar de presidente da AR. (Este exemplo vai mostrar que 1+ 1 não é 2 mas sim - 1).

Tendo em conta o currículo e o legado do PS no governo nos últimos 6 anos (para não olhar para o buraco que se começou a cavar em 1995 com Guterres), seria expectável que as sondagens dessem resultados aos socialistas bem abaixo dos 30%, e o PSD destacadíssimo e com maioria absoluta.

Causas desta anormalidade: 
- o PSD não tem sido eficaz a passar a mensagem, e há demasiados episódios como os citados inicialmente;
- o PS tem conseguido passar a sua versão dos factos, mentindo descaradamente e inventando um série de tretas;
- os cidadãos ou estão adormecidos, muito adormecidos, ou gostam de ser enganados.

domingo, 27 de março de 2011

Campanha sem cartazes

CDS e PSD anunciaram que não vão afixar cartazes na campanha eleitoral que se avizinha.

A forma de fazer política está a mudar.
Não são uns panfletos nas ruas que fazem as pessoas votar neste ou naquele partido. As pessoas preferem ideias, soluções, rumos definidos.

Cavaco ganhou as presidenciais sem afixar cartazes pelo país.
As legislativas são eleições de natureza diferente, mas vai ser interessante como se faz campanha sem este suporte.
Mais interessante ainda se o resultado desta sondagem se vier a confirmar nos resultados.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Um bom indicador

Uma sondagem vinda hoje a público dá o seguinte resultado:
PSD: 46,7%
PS: 24,5%
CDS: 6,3%
PCP: 6,7%
BE: 8,9%


O PSD sozinho consegue maioria absoluta. Isto é positivo.
Se tivermos em conta a intenção do PSD juntar mais partidos no governo, nomeadamente o CDS, e que este normalmente tem mais votos do que as sondagens indicam... digamos 10%, teremos um governo suportado por 57% dos votos.
É uma grande e alargada maioria!