O Cardeal Patriarca achou por bem afirmar isto em jeito de conversa de café: “Cautela com os amores. Pensem duas vezes em casar com um muçulmano, pensem muito seriamente, é meter-se num monte de sarilhos que nem Alá sabe onde é que acabam.”
Comprou uma guerra desnecessária, que já chegou à esfera internacional. Os muçulmanos agradecem a ofensa... D. José Policarpo diz, ainda, que se estão a dar os primeiros passos no diálogo com os muçulmanos, pelo que estas afirmações são uma idiotice e mais um obstáculo a esse diálogo.
Quanto à substância... nos dias que correm há informação suficiente sobre tudo, portanto ninguém irá de olhos fechados para o casamento. Seja ele católico, muçulmano, hindu, civil ou o que for.
Por outro lado, ao casar, os noivos não casam apenas um com o outro. Levam todo um package de valores, ideias, pessoas e referências.
Tenho para mim, neste particular quanto à religião, que quem casa são as pessoas, não as religiões, e que estas não devem ser impedimento formal para um casamento. (Tal como não faz sentido que só o facto de um dos nubentes ser do Bloco de Esquerda e outro do CDS impeça um casamento). O fundamental terá de ser a confiança e o entendimento. A escolha mútua pressupõe isso.
Se na imagem do Cardeal Patriarca a mulher aceitar as regras do marido muçulmano, o que têm os outros a ver com isso?
Comprou uma guerra desnecessária, que já chegou à esfera internacional. Os muçulmanos agradecem a ofensa... D. José Policarpo diz, ainda, que se estão a dar os primeiros passos no diálogo com os muçulmanos, pelo que estas afirmações são uma idiotice e mais um obstáculo a esse diálogo.
Quanto à substância... nos dias que correm há informação suficiente sobre tudo, portanto ninguém irá de olhos fechados para o casamento. Seja ele católico, muçulmano, hindu, civil ou o que for.
Por outro lado, ao casar, os noivos não casam apenas um com o outro. Levam todo um package de valores, ideias, pessoas e referências.
Tenho para mim, neste particular quanto à religião, que quem casa são as pessoas, não as religiões, e que estas não devem ser impedimento formal para um casamento. (Tal como não faz sentido que só o facto de um dos nubentes ser do Bloco de Esquerda e outro do CDS impeça um casamento). O fundamental terá de ser a confiança e o entendimento. A escolha mútua pressupõe isso.
Se na imagem do Cardeal Patriarca a mulher aceitar as regras do marido muçulmano, o que têm os outros a ver com isso?
