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sábado, 16 de janeiro de 2010

Notícias anti-climax

1 - "o presidente da autarquia, António Costa, declara que, afinal, não é sua intenção “propor à Igreja qualquer alteração ao actual modelo em decorrência da entrada em vigor da legislação que permite o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo”." (Público)
Como raio é que a Igreja ia entrar nisto? Há quem goste de confundir muita coisa...
O teor desta coisa é uma barbaridade tão grande que nem vale a pena dizer mais nada. Apenas isto: para presidente de câmara, António Costa devia pensar melhor no que diz.

2 - Manuel Alegre já tem o apoio do Bloco de Esquerda. (Público)
O PS, pela voz de Francisco Assis, já veio dizer que este não é a hora de falar sobre presidenciais.
Uma coisa é certa: as eleições ganham-se ao centro. Esta ajuda bloquista é uma preciosa ajuda... para a derrota de Alegre.
(Ontem Alegre voltou a bradar contra a intromissão de Cavaco no governo - onde e quando? Quem pensa votar em Alegre deve ter presente que ele é que seria um interventor e perturbador de todo o sistema político português.
Outra coisa: falou também contra o perigo de "um governo, uma maioria, um presidente" à direita. Quantas vezes isso já aconteceu à esquerda?! Ver Soares + Guterres; Sampaio + Guterres; Sampaio + Sócrates. Estes senhores da verdade absoluta deviam olhar mais para si...).
Se Cavaco se recandidatar (coisa que sempre duvidei desde o início), terá o meu voto.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Parolas alegrias


Estão a ver isto na Sé de Lisboa, ou seja, D. José Policarpo a celebrar estes casamentos?
A CML pode muito bem estar disponível para aceitar as inscrições destes casais para as festas de Lisboa, o que não quer dizer nada para além de folclore.

Antes de mais, confundem "casamento religioso" com "casamento civil." Este, e só este, é que será aplicável a casais homossexuais.
Para além disto, há um pormenor que já referi: a lei aprovada tem tantas inconstitucionalidades que o milagre será se passar no Tribunal Constitucional.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Coisas de entendidos

O parlamento aprovou hoje o chamado "casamento gay".
Adiante.
Limito-me a citar a Filipa Martins no Albergue Espanhol: "cheira-me a inconstitucionalidade".

A parolice de querer dizer que duas situações diferentes são iguais, aprovar uma lei que dá a ambos o mesmo nome, e retirar/proibir um dos elementos à nova situação que daria igualdade a ambas as situações só tem um destino: Tribunal Constitucional.
Não deixa de ser curioso ver a casa legislativa por excelência produzir leis que, descaradamente, vão contra o principal enquadramento legal do país. Mas já é hábito: foi assim com o famigerado Estatuto dos Açores. E nem é preciso ser especialista em leis para perceber o disparate.

Assim de repente, lembra aquela conhecida frase: o Titanic foi feito por engenheiros; a Arca de Noé por amadores.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Igualdades...

O "casamento gay" (como gostam de chamar à coisa, esquecendo que isto tambem é para o "casamento lésbico") já foi aprovado pelo Governo.
Cada um tem o direito de ser feliz ao lado de quem gosta e como bem entender, desde que não colida com a liberdade de ninguém.

Este novo "direito" tem uma condicionante: os casais homossexuais estão impedidos de adoptar.

Com esta mudança, e recorrendo a um pouco de juridiquês, não custa adivinhar onde é que isto vai acabar: nos tribunais. Se não acabar antes pela mão do Tribunal Constitucional, com base em discriminação.
Se se chama "casamento" para ser igual ao "casamento tradicional", não lhes pode ser vedado um direito que estes têm: a adopção.
Por outro lado, parece que há para aí uma palermice jurídica na nossa legislação que permite isto: um casal homossexual não oficializado pode adoptar. Um casal homossexual oficializado não pode.
(E julgo que até uma pessoa solteira pode adoptar).
Isto é a mesma coisa que dizer que casais de determinada raça/nacionalidade/cor dos olhos não pode adoptar. E isto parece-me discriminação. Para além de ser (quase de certeza) inconstitucional.

(E isto para falar apenas da parte jurídica, sem entrar na questão psicológica e de desenvolvimento da criança adoptada)

Eu posso ter todas as dúvidas sobre este assunto, o que não me cabe na cabeça são estas artimanhas patetas que a legislação nacional permite.
Advogados e tribunais agradecem.
Ao Estado há-de sair cara esta distracção. Os tribunais europeus andam aí.

domingo, 25 de outubro de 2009

Ainda bem que há prioridades neste país...

Há alguns dias o DN titulava isto: "Governo de combate dá prioridade a casamentos 'gay'"

"O Governo está feito e José Sócrates prepara os próximos passos. Num executivo que dará prioridade à economia e ao reforço do controlo dos milhões da UE, a prioridade passa a ser o programa de Governo e a agenda legislativa de curto-prazo. Uma das primeiras medidas, sabe o DN, será a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo"

Se há problema que bloqueia o desenvolvimento de Portugal, é sem dúvida o casamento entre pessoas do mesmo sexo...

Já agora: porque colocar no título "casamento gay"? Serão só os homens que irão casar entre si? As mulheres não querem o "casamento lésbico"?
Sei bem que são mais eles que mais fazem "carnavais" a favor desta causa fracturante...

sábado, 7 de março de 2009

Blogosferando - 18

1 – os que só querem as uniões de facto com os direitos do casamento, mas sem as chatices dos deveres. No Corta-fitas.

2 – a crise tem servido para muita coisa. Sobretudo para lixar os mais desgraçados. Há uns dias foi Silva Lopes a sugerir o congelamento dos salários normais e a redução dos mais elevados. (Público)
Agora foi a vez de Bagão Félix dar a sua receita: “descontar mais, receber menos ou trabalhar mais” são as opções que se colocam aos trabalhadores portugueses. A Marginália fez TODAS as considerações que me passam pela cabeça perante isto.
A estes senhores que dão soluções-maravilha para a crise, gostava de vê-los viver um mês com dois salários mínimos nacionais... pronto… dava-lhes a benesse dos 1000,00€…
Há coisas que me tiram do sério!

3 - N'A Origem das Espécies: "Os noruegueses já responderam a esta proposta da indústria: vigiar a internet de cada um é como os correios começarem a abrir e ler as nossas cartas. Claro que o problema dos ‘downloads’ ilegais é grave – mas querer propor às operadoras que devassem os nossos consumos de internet para bloquear o serviço, é, digamos, mau sinal."

4 - Também n'A Origem das Espécies: a prova de que António Barreto tinha razão quando afirmou que "o Magalhães é o maior assassino da leitura em Portugal". Nem o Ministério da Educação lê o que se põe dentro do sacrossanto computador da propaganda...

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

A polémica desnecessária

O Cardeal Patriarca achou por bem afirmar isto em jeito de conversa de café: “Cautela com os amores. Pensem duas vezes em casar com um muçulmano, pensem muito seriamente, é meter-se num monte de sarilhos que nem Alá sabe onde é que acabam.”

Comprou uma guerra desnecessária, que já chegou à esfera internacional. Os muçulmanos agradecem a ofensa... D. José Policarpo diz, ainda, que se estão a dar os primeiros passos no diálogo com os muçulmanos, pelo que estas afirmações são uma idiotice e mais um obstáculo a esse diálogo.

Quanto à substância... nos dias que correm há informação suficiente sobre tudo, portanto ninguém irá de olhos fechados para o casamento. Seja ele católico, muçulmano, hindu, civil ou o que for.
Por outro lado, ao casar, os noivos não casam apenas um com o outro. Levam todo um package de valores, ideias, pessoas e referências.
Tenho para mim, neste particular quanto à religião, que quem casa são as pessoas, não as religiões, e que estas não devem ser impedimento formal para um casamento. (Tal como não faz sentido que só o facto de um dos nubentes ser do Bloco de Esquerda e outro do CDS impeça um casamento). O fundamental terá de ser a confiança e o entendimento. A escolha mútua pressupõe isso.
Se na imagem do Cardeal Patriarca a mulher aceitar as regras do marido muçulmano, o que têm os outros a ver com isso?

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Amor em directo

Foi em directo que Matt Laubhan, apresentador da rubrica de meteorologia do canal norte-americano KAMC surpreendeu a sua namorada, apresentadora do telejornal da estação do Texas.

Emily Leonard, apresentadora do KAMC, começou por ficar em choque quando ouviu a apresentação atípica do namorado. Mas depressa o choque deu lugar à felicidade expressa em directo." (SOL)