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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Um mau que até não o é

Em contraponto com a dramática notícia anterior, o PÚBLICO titulava isto:
Antes de mais, vale pena ler os comentários da notícia no site...
De qualquer forma, uma notícia destas só pode significar que:
- a bandeira dos iluminados da esquerda, de que o aborto era uma libertação para a mulher, não tinha conteúdo;
- a liberalização do aborto não terá significado uma passagem dos "vãos de escada" para a rede hospitalar. Embora, obviamente, não haja números da clandestinidade. As idiossincracias de um povo não se mudam por decreto.
- as políticas de planeamento familiar e afins têm sido um sucesso.
Nos últimos meses/anos tenho sabido de casos de gravidezes não programadas. A lógica libertária acima, levaria a crer que se iriam traduzir em abortos. A realidade diz o contrário: a mulher tem decidido avançar com a gravidez.
Po um lado, 6000 abortos em seis meses não deixa de ser dramático. Por outro, um número tão "baixo" é um aspecto positivo.

Natalidades

A notícia:
Será, sem dúvida, um drama, mas... Engº Sócrates, não quer importar esta menina da Argentina?

terça-feira, 31 de julho de 2007

Ligações directas

Como o tempo e a inspiração não têm andado muito em grande, apenas vou juntar três coisas que a minha cabecinha ligou:
- o artigo Sexo em Democracia, do investigador em biotecnologia João Miranda, publicado no Diário de Notícias de há alguns dias;
- a canção de uma Natasha Bedingfield (I Wanna Have Your Babies) que anda a passar nas rádios e que deve ser um hino às medidas do governo para promover a natalidade:
- esta frase: "Actualmente sexo é de direita. Amor é de esquerda. Nos anos 60 era o contrário" (Arnaldo Jabor, in "Amor é Prosa, Sexo é Poesia"), lida aqui.
Perceberam a ligação que esta cabecinha fez, hein?

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Tentativas falhadas

Hoje, no DN, o Pedro Lombra escreve sobre a queda da natalidade. Vale a pena ler. Porque levanta questões bem a propósito.
E deixa uma pergunta: "Já tentou hoje?"
Aceitam-se inscrições.

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Política e demografia


O governo de Zapatero (senhor com o qual não simpatizo) pretende uma Espanha com mais famílias e mais filhos. Para isso, vai pagar 2500€ para cada criança que nasça ou que seja adoptada. A partir de hoje “cada família com residência legal em Espanha receberá 2500 euros por cada novo filho”. (SOL)
Em Portugal, diferentemente, isentam-se de taxas moderadoras* as mulheres que abortem, fecham-se maternidades, as famílias com filhos têm um abono de família miserável (no caso de uma criança até 12 meses, entre 30 e 120 euros; para as que têm mais de um ano, o apoio vai de 10 a 30 euros mensais), as mulheres, quando nasce um filho, tem direito à licença de parto, que contempla o pagamento da remuneração a 100% durante 120 dias da licença (ou os mesmos 100% para 150 dias…). E nem os 500€ que algumas autarquias oferecem pelo nascimento de uma criança é ajuda nenhuma.

Sobre políticas demográficas e de incentivo à natalidade estamos conversados. E há ainda outros países em que há reais políticas de apoio às famílias que queiram ter filhos (horários laborais compatíveis, escolas abertas…)

*taxas moderadoras… não faz sentido moderar os tratamentos de saúde, que não são feitos por vontade do paciente. Ninguém é submetido a uma cirurgia ou vai ao médico por gozo. Quando muito, seria um co-pagamento. Quanto à isenção para as mulheres que abortam, é um perfeito disparate!