terça-feira, 31 de julho de 2007

“Porquê fazer um slogan, quando se pode fazer um poema?»

Jorge Colombo, em entrevista à TSF.
(com a devida vénia Ao Léu)

Ligações directas

Como o tempo e a inspiração não têm andado muito em grande, apenas vou juntar três coisas que a minha cabecinha ligou:
- o artigo Sexo em Democracia, do investigador em biotecnologia João Miranda, publicado no Diário de Notícias de há alguns dias;
- a canção de uma Natasha Bedingfield (I Wanna Have Your Babies) que anda a passar nas rádios e que deve ser um hino às medidas do governo para promover a natalidade:
- esta frase: "Actualmente sexo é de direita. Amor é de esquerda. Nos anos 60 era o contrário" (Arnaldo Jabor, in "Amor é Prosa, Sexo é Poesia"), lida aqui.
Perceberam a ligação que esta cabecinha fez, hein?

segunda-feira, 30 de julho de 2007

Tortura de verão

Num dia como hoje, em que a temperatura chegou aos 40º em Lisboa, há torturas sociais que me deixam com um ponto de interrogação na cabeça:
- por que carga de água é que os homens têm de andar de fato e gravata no trabalho e as mulheres podem ir descapotáveis, frescas e fofas?!
Igualdade uma treta!

domingo, 29 de julho de 2007

Os Simpsons

Já vi o filme mais esperado deste verão: os Simpsons. Genial!
Politicamente incorrecto, provocador, com piada, com a estupidez natural de Homer Simpson ao máximo, brincando com a corrente ambientalista que vigora, com os filmes catástrofe,... com tudo!
E com este presidente dos EUA, que a certa altura tem esta tirada: "I was elected to lead, not to read" (esta piada deve perder-se por completo na versão dobrada).
E, no fim, vale a pena esperar, e ver todas as letras até ao fim. Ainda há ali muita piada. E espero que a primeira palavra (?) da pequena Maggie se concretize...

Verão...?


Dia 29 de Julho e chegou - mesmo! - o Verão. Há pouco ouvi na rádio que já íamos em 40º. Nada mau...!
E basta atravessar a porta da rua para confirmar que é verdade. Nota-se aquele ar quente que nos bate na cara.
Só apetece estar à sombra, a comer ou beber coisas frias. Ou, por exemplo, protegido à sombra das árvores, como neste vídeo que fiz há alguns dias no jardim da Gulbenkian. Fresco, em silêncio, noutra dimensão.

Nem quero pensar como vai ser amanhã ir trabalhar de fato...
A culpa do tempo duvidoso até agora tem sido do anticiclone dos Açores:
"Um anticiclone é geralmente sinónimo de bom tempo: céu limpo, calor ameno, nada de chuva. Desta vez, o anticiclone dos Açores esteve a sudoeste daquela que é a sua localização habitual. Deixou de estar sobre os Açores e afastou-se para mais ao largo no Atlântico. A mudança causou alterações meteorológicas que podem relacionar-se, sobretudo, com as cheias no Reino Unido.
Agora o anticiclone já se desloca em direcção ao continente, o que fará o mercúrio dos termómetros subir um pouco na Península Ibérica. No Reino Unido, as cheias parecem diminuir e, no Sudeste europeu, a temperatura já desceu alguns graus Celsius após a vaga de calor dos últimos dias.
No período em que as cheias no Reino Unido foram mais intensas, o anticiclone esteve a sudoeste da sua posição habitual e isso permitiu a passagem de sistemas frontais na região britânica e também no Norte da Península Ibérica. Os sistemas frontais são compostos por várias frentes, ou superfícies frontais, que constituem o ponto de contacto entre massas de ar diferentes - podem ser quentes ou frias, mais ou menos densas." (PÚBLICO)

quinta-feira, 26 de julho de 2007

Chegou!


Eu, que nem sou fã dos Simpsons nem coisa que se pareça, e que em toda a minha vida devo ter visto meia dúzia de episódios desta consagrada série americana, não vou perder o filme.

"The Simpsons Sing The Blues, eis o clássico videoclip deste hit de Bart, feito em colaboração com Michael Jackson (que co-escreveu e co-produziu). Vintage! O video é realizado por Brad Bird, ele que hoje trabalha em sofisticadas animações da Pixar (é o realizador de The Incredibles e do muito aguardado Ratatouille.)" (a partir do simpsondependente Nuno Markl)

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Contra o medo, liberdade

O homem a quem ninguém cala escreveu hoje um sonante artigo de opinião no PÚBLICO. Com direito a destacada chamada na capa do jornal.
Apenas alguns excertos:
Nasci e cresci num Portugal onde vigorava o medo. Contra eles lutei a vida inteira. Não posso ficar calado perante alguns casos ultimamente vindos a público. Casos pontuais, dir-se-á.

Mas que têm em comum a delação e a confusão entre lealdade e subserviência. Casos pontuais que, entretanto, começam a repetir-se. Não por acaso ou coincidência. Mas porque há um clima propício a comportamentos com raízes profundas na nossa história, desde os esbirros do Santo Ofício até aos bufos da PIDE. Casos pontuais em si mesmos inquietantes. E em que é tão condenável a denúncia como a conivência perante ela.

Não vivemos em ditadura, nem sequer é legítimo falar de deriva autoritária. As instituições democráticas funcionam. Então porquê a sensação de que nem sempre convém dizer o que se pensa? Porquê o medo? De quem e de quê? Talvez os fantasmas estejam na própria sociedade e sejam fruto da inexistência de uma cultura de liberdade individual.

Sottomayor Cardia escreveu, ainda estudante, que "só é livre o homem que liberta". Quem se cala perante a delação e o abuso está a inculcar o medo. Está a mutilar a sua liberdade e a ameaçar a liberdade dos outros. Ora isso é o que nunca pode acontecer em democracia. E muito menos num partido como o PS, que sempre foi um partido de homens e mulheres livres, "o partido sem medo", como era designado em 1975. Um partido que nasceu na luta contra a ditadura e que, depois do 25 de Abril, não permitiu que os perseguidos se transformassem em perseguidores, mostrando ao mundo que era possível passar de uma ditadura para a democracia sem cair noutra ditadura de sinal contrário.
(...)

António Sérgio, que é uma das fontes do socialismo português, prezava o seu "querido talvez" por oposição ao espírito dogmático. E Antero de Quental chamava-nos a atenção para estarmos sempre alerta em relação a nós próprios, porque "mesmo quando nos julgamos muito progressistas, trazemos dentro de nós um fanático e um beato". Temo que actualmente pouco ou nada se saiba destas e doutras referências.
(...)

Por isso, como em tempo de outros temores escreveu Mário Cesariny: "Entre nós e as palavras, o nosso dever falar." Agora e sempre contra o medo, pela liberdade.

Não quero acreditar que este governo, apesar da maioria absoluta, se vá embrenhar por estes caminhos.
O que é preocupante, como refere o próprio Manuel Alegre, é a proliferação de indivíduos mais papistas que o Papa, e que ancorados numa confusão entre lealdade e subserviência recorrem à delação. E assim vão implantando o medo numa sociedade já de si receosa. E por isso menos livre.

terça-feira, 24 de julho de 2007

Free Lindsay!

Nos EUA parece que agora é moda prender meninas por qualquer coisa. Em Portugal ainda não se chegou a este exagero.
Depois de Paris Hilton (que sei que é milionária e herdeira da cadeia de hotéis Hilton), agora foi a vez de Lindsay Lohan (que não faço ideia quem seja, para além de ser engraçadinha).

(inspirado no Incontinente Verbais: 1 e 2)

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Pasión - Rodrigo Leão

Esta música anda no meu MP3 desde o início, mas só recentemente é que a ouvi de uma forma diferente. Rodrigo Leão é um génio da música nacional. As suas melodias simples e complexas. As vozes insuspeitas que consegue encontrar para as suas letras.
O que me conquista em Pasión, para além da letra, é o pormenor dos violinos quando começa o refrão (reparem aos minutos 01:00, 02:29 e 03:00).
Aquela forma como dançam, como embalam, como nos agarram pela mão e nos fazem levitar...

(infelizmente não encontrei nenhum vídeoclip decente...)

domingo, 22 de julho de 2007

imagem sem palavras - 42

Série verde
Árvores junto ao Pavilhão do Conhecimento - Parque das Nações
(reparem no contraste entre o verde das árvores e o castanho da madeira no tecto)

Kart a pedais

Para quem, como eu, tem o handicap de não saber andar de bicicleta, há uma interessante solução: karts a pedais. Estão no Parque das Nações, para aluguer. Há pelo menos dois pontos com estes quiosques: junto ao Pavilhão Atlântico e junto ao Oceanário. (Tejo Bike)

Levei um kart por meia hora, pensei que seria tempo mais que suficiente para dar uma voltinha, mas passou muito rápido. Deu para atravessar o passadiço de madeira sobre o rio, ir até à Torre Vasco da Gama (onde vi que estão a destruir o edifício na sua base, e que foi o pavilhão da UE durante a Expo 98… fiquei com raiva!), voltar junto aos bares/cafés/discotecas, subir junto ao Atlântico, passar no Pavilhão de Portugal e entregar o kart junto ao Oceanário… 3,00€.

É uma dose a repetir. Tem desporto, descontração, paragens para fotografias (claro!), paisagens com ângulos diferentes...

sábado, 21 de julho de 2007

Blogosferando por aí - 4


Descobri que a Ana de Amsterdam fez uns estudos. Cá fica para consulta o seu "Ensaio Sobre a Parolice". Com vários capítulos: (1) , (2), (3), (4) e (5).

Jardim Gulbenkian

Lembro-me de lá ter ido poucos meses depois de chegar a Lisboa, há mais de 10 anos. Depois perdi-lhe o rasto. Passaram anos. Entretanto, reencontrei-o. E volto lá de vez em quando. Menos do que talvez gostasse. Não me lembro, ou apenas não tenho tempo.
Agora já acabaram as obras no jardim. E está todo disponível.
É bom passear neste mundo à parte, mesmo no centro da cidade. Sentir o verde, inspirar a natureza, escapar pelos caminhos interiores, esconder-se à sombra das árvores, ver pontes sobre discretos riachos, cheirar aquele perfume de terra, flores, plantas, sei lá…
Hoje fui lá espairecer um bocado. E sair do reboliço da cidade. Cercado por avenidas muito movimentadas, não se dá por isso quando nos embrenhamos lá dentro.
Fui retomar “As Mulheres do meu pai”, do Agualusa. Já há vários dias – muitos – que não lhe toco. Não me tem apetecido.
Sentei-me no anfiteatro, agora com o palco remodelado. Quase parece aquela coisa de palco ao ar livre que existe em Alcântara, por baixo da 25 de Abril. Percebo a funcionalidade, mas não me agradou muito. Corta a vista ao lago, ali com cabos, luzes e sei lá mais o quê.
Fiquei ali um bocado, abstraído. Li algumas páginas. Respirei.
Pássaros e pombas voam, saltam. A certa altura uma pomba mais corajosa pousa a meio do anfiteatro e vai saltando, banco a banco, até chegar onde estou. Olha, ronda, passeia. Como não tenho comida, acaba por seguir para outro lado. Sabe bem esta simplicidade.
Na volta, ainda descobri um riacho.
Apenas fiquei com pena de não ter levado a minha amiga máquina fotográfica. Era capaz de ter tirado uma série de fotos…
Hei-de lá voltar não tarde nada. com todos os apetrechos necessários.

sexta-feira, 20 de julho de 2007


De rastos


Foi uma semana extenuante. Estou absolutamente de rastos! Isto de garantir o funcionamento de um departamento de três pessoas quando duas delas estão de férias...

Apesar disso - e do enorme cansaço - tenho a sensação de que me safei com uma grande pinta. E hoje já tive vários elogios pelo meu desempenho-maravilha :)

Agora ainda faltam mais duas destas pela frente...
Mas antes é FIM-DE-SEMANA!!

Andamentos

Parece que ele anda por aí...

quarta-feira, 18 de julho de 2007

terça-feira, 17 de julho de 2007

imagem sem palavras - 41

Coisas que ainda não disse sobre as eleições


1 – alguns resultados surpreenderam-me: a percentagem de António Costa. Sempre pensei que iria ter mais do que as sondagens lhe davam (35%). Afinal, teve muito menos (29,5%). Com uma abstenção tão alta, não há sondagens que resistam.

2 – embora com uma pequena maioria, não deixa de ser importante e significativa a vitória do PS em todas as 53 freguesias de Lisboa. Ninguém quis repetir o caos do mandato anterior.

3- durante os próximos dois anos, e com alguma inteligência (que manifestamente tem), António Costa conseguirá desbloquear algumas coisas (poucas), mostrar ambição, culpar a oposição por não poder fazer mais, e preparar uma grande maioria absoluta em 2009.

4 – surpreendeu-me o resultado do candidato que ficou em 2º lugar (nas sondagens ainda indefinido entre Carmona ou Negrão): muito abaixo dos 20%. Pensei que teria mais força.

5 – Helena Roseta ficou também abaixo do esperado. Começou a campanha cheia de força, e esvaziou-se no seu decurso.

6 – a não eleição de Telmo Correia. Péssima para o partido. O CDS poderia ter apresentado um candidato melhor. A ideia de fazer campanha a limpar grafittis e a dar pazinhas e vassouras era para quê?

7 – o argumento utilizado por Carmona para não se coligar (ou seja lá o que for) com o novo executivo é absolutamente parolo: o aeroporto de Lisboa. Se o executivo camarário fosse de Carmona, ele conseguiria impedir a saída do aeroporto da Portela?! Para quem já foi presidente da CML e Ministro das Obras Públicas, um pouco de seriedade não fazia mal nenhum…

8 – o meu sonho era a não eleição do Zé… Mas nem as sondagens nem os resultados o concretizaram. Ao menos que mude os óculos para um modelo mais recente/moderno. Só para chatear...

9 – quando é que os especialistas da área irão ver que o actual modelo dos executivos camarários não é o melhor. Porque não o mesmo modelo usado para o governo da República: um parlamento, constituído proporcionalmente aos resultados, e um executivo formado apenas pelo partido vencedor das eleições? (não tarda nada ainda se lembram do modelo timorense: ganha um partido, mas o presidente Ramos Horta promove uma coligação de toda a oposição para formar governo, e o partido vencedor das eleições fica na oposição…)
Sobre os resultados, ver o completo e interessante dossier no semanário SOL, com resultados por freguesia e graficamente muito bem apresentado.
Também tem resultados das autárquicas de 2005 para comparar.

Um dia na mesa de voto


Nestas eleições de Lisboa, estive numa mesa de voto. Nunca tinha estado, e é uma experiência interessante. A democracia, simplesmente. O momento em que o cidadão toca no poder.

Logo de manhã (sim, pelas 7h00 da manhã!) é preciso estar no local para preparar as coisas: afixar documentos, contar boletins de voto, ver o que era para fazer (é que cair ali de pára-quedas, sem qualquer ideia do que se faz, é complicado…). E esperar pelas 8h para abrir as urnas.

Na primeira hora apareceram pouco mais de 10 eleitores… As horas foram passando assim, vagarosamente. Só pela hora de almoço se deu um pico de 48 eleitores numa hora… De vez em quando aglomeravam-se meia dúzia de eleitores, mas rapidamente tinham o dever cumprido. Só demorava mais com os velhotes, mas nesta mesa eram poucos. Tal como poucos eram os vips: só alguns actores, o presidente de uma grande empresa pública…

Acontecem sempre episódios caricatos, que desconhecia. Logo pela manhã, um velhote com um oleado transparente, pedia à presidente da mesa para dizer quais eram os partidos. Ela lá começa a explicar, mas ele não entende. Então ela diz-lhe quem eram os candidatos, mas… nada. Então ele lá diz “eu quero votar no CDS…” (no boletim vinha Partido Popular).
Mais tarde, uma senhora, também velhota, já no recanto para votar, diz que não percebe nada do que ali está. Então fui lá para ajudar a senhora… que, sem dramas, diz “eu quero é votar no Carmona”…

Havia também muitos eleitores – não velhotes – que diziam não entender o boletim. Não tinha o nome dos candidatos, ou a fotografia. O boletim apenas tinha o nome dos partidos e coligações concorrentes.

Houve mais episódios, mas que não interessa aqui relatar.
Apenas que nos muitos momentos mortos feitos de espera, ainda me pus a jogar ao galo com uma colega de mesa.

Ao aproximar-se das 19h, o fluxo de eleitores aumentou. Hábitos nacionais.
Depois, foi hora de contar os votos. Portanto, abrir a urna, desdobrar os votos, separá-los por partidos ou coligações. Depois, contá-los e confirmar a contagem por outro membro da mesa. E finalizar registando os resultados nas folhas respectivas e entregá-los na junta de freguesia. Fomos a primeira mesa acabar a contagem naquela escola. Uau!
Poucos depois das 20h estávamos despachados.

domingo, 15 de julho de 2007

Lisboa pode ir de férias. Mesmo!

As eleições em Lisboa estão resolvidas: António Costa é o novo presidente da Câmara Municipal de Lisboa. Resultado previsível.
Tal como a altíssima abstenção.
Entretanto, já houve ondas de choque: o discurso de Portas... O CDS teve, agora, o pior resultado de sempre em Lisboa. O mau Ribeiro e Castro nem isso conseguiu...
Aguarda-se o que vai acontecer à liderança do PSD.
Estive numa mesa de voto, como disse antes.
Num destes dias relato a experiência. Uma experiência interessante, com alguns episódios hilariantes.
Para acompanhar os resultados - com a conveniente análise crítica - ver o Abrupto, de Pacheco Pereira.

sábado, 14 de julho de 2007

Descontrair com o senhor do bolo...

Encontrei este vídeo na Luna Lunera.
É bom recordar o Bruno Nogueira, algumas semanas após ter ido ver o seu espectáculo ao São Luiz.

sexta-feira, 13 de julho de 2007

Trezes...

Nada melhor do que uma sexta-feira 13 para acabar uma semana destas...

Esta Lisboa

(caricatura na VISÃO desta semana)

No próximo domingo, Lisboa tem eleições intercalares marcadas. Quanto ao “ir a votos”, já tenho algumas dúvidas. Embora, quanto ao tempo, a temperatura vá descer 10º no dia das eleições. O São Pedro deve ter algum interesse nisto.

Campanha?
Uma pobreza confrangedora. Nenhum candidato apresentou um projecto de cidade, o que desejam que Lisboa seja daqui a 5, 10 ou 15 anos.
Só hoje o previsível futuro presidente António Costa apresentou 10 medidas de emergência para a cidade. São medidas apenas instrumentais.
(Em parte, faz sentido. Eu sou dos que diz há vários anos que era preciso começar a fazer obras num lado da cidade e acabar no outro extremo, numa medida de requalificação de todo o tecido urbano)
Outros candidatos divagaram entre a “acupunctura urbana”, a “extinção das empresas municipais”, a “limpeza de graffitis”,… o nada.
Propostas ad hoc, sem uma ideia de cidade para o futuro próximo.
Lisboa tem perfil para ser uma grande cidade europeia, reconhecida como, por exemplo, Barcelona. Assim haja AMBIÇÃO e PROJECTO.

Apesar do desinteresse da campanha, irei votar. Até porque desta vez tenho uma responsabilidade acrescida, na medida em que estarei numa mesa de voto. (Será uma experiência interessante). A abstenção irá ganhar. Como sempre. E ficam dois anos para António Costa (é o vencedor evidente) mostrar o que vale. Parece-me que vai dar bem conta do recado.
(E não faço leituras nacionais de eleições locais!)
Sobre esta Lisboa (câmara), ler o artigo da Fernanda Câncio, no DN de hoje. Vale a pena.

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Let me go home...

Esta semana tem sido arrasadora a nível de trabalho. E com acordares quase de madrugada. E nem me quero lembrar que durante as próximas três semanas vou ter de gerir a casa sozinho...
Entretanto, só apetece tomar um duche fresco. E, obviamente, voltar à HOME.
Claro que o sentido da música não é o mesmo, mas apeteceu-me.

Tentativas falhadas

Hoje, no DN, o Pedro Lombra escreve sobre a queda da natalidade. Vale a pena ler. Porque levanta questões bem a propósito.
E deixa uma pergunta: "Já tentou hoje?"
Aceitam-se inscrições.

quarta-feira, 11 de julho de 2007


Não são os olhos, é o olhar.

Para bom entendedor...

Em cavaquês, o Presidente da República deixou a mensagem - clara como água.
Cavaco Silva, avisou hoje que "alguns agentes dos poderes públicos" devem ter "cuidado com as suas atitudes" e defendeu que é preciso dar "mais qualidade à democracia" portuguesa. (PÚBLICO)

Evoluções tecnológicas

Primeiro OUVIA-SE rádio.
Depois passou-se a VER televisão.
Agora VAI-SE à internet. Ou NAVEGA-SE.

Da completa passividade à pura interactividade.