Autocarros com esta campanha circulam em Londres, Madrid e Barcelona. Trata-se de uma campanha promovida por alguns grupos de ateus.
Claramente a ideia é chocar. Mas não deixa de ser interessante observar este facto: a liberdade e tolerância em que a campanha é promovida (ao contrário do que acontece com outras religiões), sem ameaças, apesar da polémica. Em tempos de crise, o humor pode salvar.
O slogan é «provavelmente Deus não existe. Pára de te preocupar e desfruta a vida». Causaria a mesma polémica se em vez de "Deus" estivesse um ambíguo "paraíso"?
«Acredito que as instituições bancárias são mais perigosas para as nossas liberdades do que o levantamento de exércitos. Se o povo americano alguma vez permitir que bancos privados controlem a emissão da sua moeda, primeiro pela inflação, e depois pela deflação, os bancos e as empresas que crescerão à roda dos bancos despojarão o povo de toda a propriedade até os seus filhos acordarem sem abrigo no continente que os seus pais conquistaram.»
Thomas Jefferson, 1802
É só fazer as contas para ver há quantos anos Jefferson o disse...
Toi plus moi plus eux plus tous ceux qui le veulent Plus lui plus elle et tous ceux qui sont seuls Allez, venez et entrez dans la danse Allez, venez et laissez faire l'insouciance
À deux, à mille, je sais qu'on est capables Tout est possible, tout est réalisable On peut s'enfuir bien plus haut que nos rêves On peut partir bien plus loin que la grève
{au Refrain}
Avec l'envie, la force et le courage Le froid, la peur ne sont que des mirages Laissez tomber les malheurs pour une fois Allez, venez, reprenez avec moi
{au Refrain}
Je sais, c'est vrai, ma chanson est naïve Même un peu bête mais bien inoffensive Et même si elle ne change pas le monde Elle vous invite à entrer dans la ronde
{au Refrain}
L'espoir, l'ardeur sont tout ce qu'il te faut Mes bras, mon coeur, mes épaules et mon dos Je veux te voir des étoiles dans les yeux Je veux nous voir sourire et heureux
Oh, toi plus moi plus tous ceux qui le veulent Plus lui plus elle et tous ceux qui sont seuls Allez, venez et entrez dans la danse Allez, venez ici faire l'insouciance Allez, venez, c'est notre jour de chance Allez, venez et entrez dans la danse
Nestes frios dias de Janeiro há uma coisa que sabe sempre bem: passear à beira-rio, espairecer o espírito, ver as gaivotas a passear, a fugir dos transeuntes, a acompanhar as pequenas crias. Às tantas, ir assistir ao frio e ao sol atrás de um vidro, sentar a olhar rio e a ponte, pousar o livro na mesa, e pedir um chocolate bem quente. Foi assim num destes dias.
"O país do TGV, do novo aeroporto de Mário Jamé Lino e dos fatinhos Armani da classe dirigente é o mesmo que deixa morrer o património histórico e cultural. Percebe-se: reabilitar monumentos não dá votos. Mais vale inaugurar cento e oitenta e quatro rotundas e quatrocentos e sessenta e três fontanários. O que vale a janela do Convento de Cristo comparada com o computador Magalhães, distribuído como bacalhau a pataco?"
Há alguns meses, quando visitei Tomar, uma das coisas que me chamou a atenção foi precisamente o estado de conservação em que está um tesouro como este....
Um país que não respeita o seu passado nunca terá grande futuro.
Certa vez foi perguntado a um funâmbulo, pertencente a uma de sete gerações de artista de circo, o seguinte: - qual a chave para caminhar sobre o arame? Faz com que pareça tão fácil. Ele respondeu: - o segredo é manter os olhos postos no ponto a que queremos chegar. Nunca olhamos para baixo. Para onde a cabeça for, o corpo seguirá. Se olharmos para baixo, há uma boa possibilidade de cairmos. Temos sempre de olhar para onde queremos chegar.
Adaptado de "Ser Feliz", de Joel Osteen, Quinta Essência.
Se a situação se mantiver por muito tempo entre Israel e o Hamas (não Palestina), ainda hei-de de escrever mais e melhor sobre o assunto, mas para já apraz-me dizer o seguinte: - durante semanas Israel foi bombardeado e não houve uma única notícia. Agora que este responde, é um "invasor", "terrorista" e mais não-sei-que... - que país consegue viver em paz se durante 7 ou 8 anos for atingido por mais de 7000 mísseis (informação ouvida no Jornal da Noite da SIC, hoje) no interior do seu território?!
O Jorge Ferreira, no Tomar Partido, escreveu isto, que assino de cruz:
"O Hamas quer destruir o Estado de Israel. O Hamas combate a Fatah, a força moderada palestiniana com quem Israel tem dialogado no sentido de lograr uma paz tão exigida e desejada na região. Há anos que o Hamas ataca e provoca Israel com rockets e atentados suicidas. Israel defende-se e decide tentar eliminar o braço militar do Hamas (haverá outros?...). O resultado é este. Quem se defende passa por agressor, como se devesse existir uma espécie de dever de morrer às mãos do terrorismo. Para mostrar a superioridade. Dos cemitérios, é claro."
E eis que 2008 fecha a porta daqui a poucas horas… Será hora de balanço, e hora de perspectivar os próximos 365 dias que espreitam. 2008 trouxe algumas mudanças, talvez menos que as desejadas há um ano. Mas significativas e que espero sejam esteira para mais algumas em 2009. O ano que agora se despede, se pudesse ser encerrado em apenas uma palavra, seria “intimista”. Porque conhecer novas pessoas – ou algumas já conhecidas de forma diferente e mais profunda – é como abrir novas janelas. E foi isto o mais importante. Depois haverá alguns desapontamentos, o que não conseguimos realizar. E aqui reside o ponto que irá requerer mais empenho em 2009. Mais ambição. Mais espírito positivo. Mais abertura ao inesperado. Mais. Mais. Mais. Ao jeito do último filme do Jim Carrey: “Sim!” Apenas uma palavra para abrir muitas portas. Como canta o Jorge Palma, “enquanto houver estrada para andar/a gente não vai parar”. O importante é o step by step…
E uma nova porta se abre: 2009… que seja um ano de mudança e de mudanças.
"Persegue um sonho, mas não o deixes viver sozinho! Deixa-te levar pelas vontades, mas não enlouqueças por elas! Acelera os teus pensamentos, mas não permitas que eles te consumam! Procura os teus caminhos, mas não magoes ninguém nessa procura. Arrepende-te, volta atrás, pede perdão! Não te acostumes com o que não te faz feliz, Revolta-te quando julgares necessário. Alaga o teu coração de esperanças, mas não deixes que ele se afogue nelas. Se achares que precisas voltar, volta!
Se perceberes que precisas seguir, segue! Se estiver tudo errado, começa de novo. Se estiver tudo certo, continua. Se sentires saudades, mata-as. Se perderes um amor, não te percas! Se o achares, segura-o!"
E eis que passados 13 anos fui pela primeira vez ao Museu dos Coches… Recinto encoberto pelo frio e pela penumbra, o Picadeiro Real alberga uma das mais ricas colecções mundiais de coches, berlindas, carruagens, seges, carrinhos de passeio… muitas viaturas de simples aparato. É uma verdadeira viagem no tempo até ao período entre os séculos XVII a XIX, na qual podemos apreciar as mudanças de gostos, de estilos…
Os coches que mais me chamaram a atenção foram os seguintes:
Peça de um fausto extraordinário, “fazia parte do conjunto de 5 coches temáticos e 10 de acompanhamento que integraram o cortejo da Embaixada enviada pelo rei D. João V ao Papa, em 1716, como ponto alto da ostentação da magnificência do Poder Real, de quem dominava um vasto império.” Não pude inibir-me de pensar que o show off sempre foi uma especialidade nacional...
Com “o exterior totalmente revestido por um riquíssimo trabalho de talha dourada, é um extenso programa iconográfico aludindo ás virtudes da Rainha e simbolizando a Dignidade, o Afecto, a Sinceridade e a Força. As pinturas do alçado traseiro continuam o tema, apresentando Minerva ladeada de figuras que simbolizam a Verdade, a Firmeza e a Fidelidade.”
O recinto, embora real, é pouco acolhedor. Certamente razões de conservação das peças assim o impõem. De qualquer forma, espero que o prometido novo espaço para este museu tenha outras condições de conforto.
Momento caricato: ao pedir o bilhete o senhor pergunta se é normal ou até 25 anos. Não convencido, ainda pergunta se sou estudante. A genética tem destas coisas... (não, não há aqui pingo de botox ou plástica).
Cavaco Silva, à semelhança do que já tinha feito em Julho, voltou a pronunciar-se sobre o diploma que irá regular o Estatuto Político-Administrativo dos Açores. Do que sei sobre leis, constituição, e equilíbrio de poderes, o Presidente da República tem toda a razão nas suas declarações ao país. Sendo a Constituição a principal lei do país, não faz qualquer sentido que o que ela determina seja condicionado por uma lei ordinária. Uma lei que não sou condiciona os poderes do Presidente da República, como reduz o âmbito de intervenção da própria Assembleia da República. Como afirmou Cavaco Silva, "a qualidade da nossa democracia sofreu um sério revés".
Como comentava alguém há pouco na SIC Notícias, a declaração de Cavaco Silva só precisava de um último parágrafo, no qual dissolvia a Assembleia da República. Ou, acrescento eu, em que apresentava a sua demissão. Em que condições poderá ele recandidatar-se, atendendo a este episódio?
A declaração do PR (destaques feitos por mim):
"A lei que aprovou a revisão do Estatuto dos Açores, que tinha sido por mim vetada, foi, no passado dia 19, confirmada pela Assembleia da República sem qualquer alteração.
Isto é, não foram acolhidas, pela maioria dos deputados, as duas objecções que por mim tinham sido suscitadas.
É muito importante que os portugueses compreendam o que está em causa neste processo.
Este não é um problema do actual Presidente da República.
Não é tão-pouco uma questão de maior ou menor relevo da autonomia regional.
O que está em causa é o superior interesse do Estado português.
O Estatuto agora aprovado pela Assembleia da República introduz um precedente muito grave: restringe, por lei ordinária, o exercício das competências políticas do Presidente da República previstas na Constituição.
De acordo com uma norma introduzida no Estatuto, o Presidente da República passa a estar sujeito a mais exigências no que toca à dissolução da Assembleia Legislativa dos Açores do que para a dissolução da Assembleia da República.
Nos termos da Constituição, a Assembleia da República pode ser dissolvida pelo Presidente da República ouvidos os partidos nela representados e o Conselho de Estado.
Para dissolver a Assembleia Legislativa dos Açores, o Presidente da República terá que ouvir, para além dos partidos nela representados e o Conselho de Estado, o Governo Regional dos Açores e a própria Assembleia da Região.
Trata-se de uma solução absurda, como foi sublinhado por eminentes juristas.
Mas o absurdo não se fica por aqui.
A situação agora criada não mais poderá ser corrigida pelos deputados.
Uma outra Assembleia da República que seja chamada, no futuro, a uma nova revisão do Estatuto vai estar impedida de corrigir o que agora se fez.
Isto porque foi acrescentada ao Estatuto uma disposição que proíbe a Assembleia da República de alterar as normas que não tenham sido objecto de proposta feita pelo parlamento dos Açores.
Quer isto dizer que a actual Assembleia da República aprovou uma disposição segundo a qual os deputados do parlamento nacional, que venham a ser eleitos no futuro, só poderão alterar aquelas normas que os deputados regionais pretendam que sejam alteradas.
Os poderes dos deputados da Assembleia da República nesta matéria foram hipotecados para sempre.
Como disse, não está em causa qualquer problema do actual Presidente da República.
A Assembleia Legislativa dos Açores, em 30 anos de autonomia, nunca foi dissolvida e não prevejo que surjam razões para o fazer no futuro.
O que está em causa é uma questão de princípio e de salvaguarda dos fundamentos essenciais que alicerçam o nosso sistema político.
E não se trata apenas de uma questão jurídico-constitucional. É muito mais do que isso.
Está também em causa uma questão de lealdade no relacionamento entre órgãos de soberania.
Será normal e correcto que um órgão de soberania imponha ao Presidente da República a forma como ele deve exercer os poderes que a Constituição lhe confere?
Será normal e correcto que a Assembleia da República imponha uma certa interpretação da Constituição para o exercício dos poderes presidenciais?
É por isso que o precedente agora aberto, de limitar o exercício dos poderes do Presidente da República por lei ordinária, abala o equilíbrio de poderes e afecta o normal funcionamento das instituições da República.
O exercício dos poderes do Presidente da República constantes da Constituição não pode ficar à mercê da contingência da legislação ordinária aprovada pelas maiorias existentes a cada momento.
Por que é que a Assembleia da República não alterou o Estatuto apesar de vozes, vindas dos mais variados quadrantes, terem apelado para que o fizesse, considerando que as objecções do Presidente da República tinham toda a razão de ser?
Principalmente, quando a atenção dos agentes políticos devia estar concentrada na resolução dos graves problemas que afectam a vida das pessoas?
Foram várias as vozes que apontaram razões meramente partidárias para a decisão da Assembleia da República.
Pela análise dos comportamentos e das afirmações feitas ao longo do processo e pelas informações que em privado recolhi, restam poucas dúvidas quanto a isso.
A ser assim, a qualidade da nossa democracia sofreu um sério revés.
Nos termos da Constituição, se a Assembleia da República confirmar um diploma vetado pelo Presidente da República, este deverá promulgá-lo no prazo de 8 dias.
Assim, promulguei hoje o Estatuto Político-Administrativo dos Açores.
Assumi o compromisso de cumprir a Constituição e eu cumpro aquilo que digo.
Mas nunca ninguém poderá alguma vez dizer que, confrontado com o grave precedente criado pelo Estatuto dos Açores, não fiz tudo o que estava ao meu alcance para defender os superiores interesses do Estado.
Nunca ninguém poderá dizer que não fiz tudo o que estava ao meu alcance para impedir que interesses partidários de ocasião se sobrepusessem aos superiores interesses nacionais.
Como Presidente da República fiz, em consciência, o que devia fazer."
Por estes dias foi notícia o facto de uns miúdos do 11º ano de uma escola do Porto apontarem uma pistola (pormenor irrelevante: de plástico) a uma professora...
A palavra a Ferreira Fernandes, em artigo no DN de ontem:
"Leio uma notícia sobre a aula onde alunos do 11º ano de escolaridade (tendo à volta de 16, 17 anos) apontaram uma pistola de plástico a uma professora: "Na origem deste caso (...) está um vídeo, com cerca de 30 segundos, filmado com um telemóvel, que mostra um grupo de alunos a ameaçar a professora de Psicologia com uma arma de plástico." Eu quero fazer uma rectificação: na origem deste caso não está vídeo nenhum, como na origem da queda das Torres Gémeas não estão os filmes, que todos vimos, dos aviões a embater nelas. Na origem deste caso estão alunos a apontar uma pistola de plástico a uma professora. Faço a rectificação também porque a presidente da Associação de Pais da Escola do Cerco, no Porto, achou necessário informar que não foram os alunos que colocaram o filme no YouTube, mas "alguém que não é amigo deles." Eu, se fosse da Associação de Pais daquela escola, focalizaria toda a minha atenção no facto maior, aquele que é "a origem deste caso": alunos de 16, 17 anos apontarem uma pistola de plástico a uma professora. Enquanto estes factos extraordinários forem lavados com água de malvas, continuaremos a ter estes factos extraordinários."
"E a beleza não serve de nada. Atrapalha. Provoca desastres nas famílias, intoxica-nos até ao desmaio, não poupa nada. Devia ser proibida. É um escândalo no meio do mundo. É a causa do espantoso medo que é perdê-la. Não escolhi ser quem sou, este vício de que sou escravo. O que mais importa ninguém escolhe. Já tentei ser tantos para escapar de mim, para me desviar desta vida que me deram. E depois vem a beleza. Surpreendente ao virar de uma esquina. Um desejo marcado no ponto de encontro do aeroporto onde ficaremos para sempre abraçados. Envolta em nevoeiro a tomar duche à minha frente. A irromper do nada. A primeira coisa que uma qualquer tirania sabe que tem a fazer é demolir a beleza. Com todo o direito, de todas as maneiras. A beleza semeia a desordem nas almas e nos corpos que anima. Alimenta-se de uma liberdade particularmente virulenta. É impertinente. Não conhece regras. Vive da vida e de mais nada."
A notícia do dia é o facto de Cavaco Silva ir questionar o Orçamento de Estado para 2009, por considerá-lo uma ficção (SOL). O PS/Governo pensava que o seu caminho até às eleições iria ser uma passadeira vermelha, mas o Presidente da República não está pelos ajustes e não embarca em demasiada areia para os olhos dos eleitores. Foi para isto que votei em Cavaco para PR.
Como não podia deixar de ser, todos os anos há Natal e todos os anos há postais. Normalmente reencaminhados de alguém, que reencaminhou de alguém, que… e todos com umas frases giras, outras idiotas, todas disfarçadas de espírito natalício.
Pois… vem isto a propósito que este ano também decidi ser original e fazer o MEU postal de Natal. Desfiz uma mensagem em formato .pps gigante e voilà!
Depois de a criação de músicas de Natal ter parado no tempo – a última decente que me lembro é da Mariah Carey, “All I want for Christmas is you” , algures nos anos 90 – resta-nos re-ouvir todas as grandes melodias de Natal, mergulhar no seu espírito, e, por fim, fazer de 2009 um grande ano! E - claro! - esperar que no próximo ano as iluminações de Natal sejam dignas de memória.
Se fores… vai longe. Se fizeres... faz diferente. Se rires… ri até chorares. Se sonhares… sonha mais alto. Se arriscares… arrisca tudo. Se pensares… pensa em ti. Se saíres… sai da rotina. Se mudares… muda tudo.
Hoje lia-se nos jornais que o PSD pondera "ter como candidata à Câmara da Amadora a jornalista Cecília Carmo e como candidato à Câmara de Odivelas o jornalista de crime da TVI Hernâni Carvalho, que se tornou conhecido pelos comentários ao caso Maddie" (Editorial da SÁBADO). Depois de apostar em Santana Lopes para Lisboa, e com estas ideias, o PSD vai longe...
Manuela Ferreira Leite pode ser muito competente e credível, mas convém que faça com que o PSD a que preside passe a mesma imagem. Com estas apostas em personalidades da televisão, cuja competência não ponho em causa, mas aos quais não se conhece uma ideia política, o partido vai a caminho da desgraça completa. Neste aspecto, Marques Mendes foi consequente, firme e credível, e não teve medo de perder algumas câmaras quando deixou cair alguns dinossauros autárquicos do seu partido.
Sócrates, envolvido em propaganda e areia para os olhos dos eleitores, segue o seu caminho triunfal... Resta-me subscrever Ramalho Eanes (no Jornal de Negócios de hoje): "tenho dúvidas de que uma maioria absoluta nas próximas legislativas seja o melhor para o país".
Em tempo de Natal, proliferam algumas mensagens parvas. A moda deste ano é uma mensagem ou mail de natal parvo com a preciosa pergunta ou observação: "esta é a primeira mensagem de Natal que recebes". Brrrrrr!!
A TMN-até-já enviou o seguinte sms: "Um Natal cheio de alegria e que em 2009 se realizem todos os seus sonhos” Obrigado.
Para mim, 2009...
Objectivo nº 1: manter a filosofia iniciada em 2008. Optimismo. Energia positiva. Mudar.
Sonhos: isto, aquilo e aqueloutro.
Eventuais prendas natalícias: talão do euromilhões premiado; uma Nespresso (sem o Clonney; mas qualquer uma das roubadoras de cápsulas está ao nível... eheheh); hummm… aquilo, aquilo e mais aquilo. Pronto, não deve ajudar muito, mas este ano também não sei muito bem o que quero.
A reeleição de Paulo Portas no passado fim-de-semana está a ter repercussões para os lados do Caldas.
Alguns comentários:
1 – de acordo com o Público, alguns militantes vão desfiliar-se do partido. É pena, claro. No entanto, se são contra a orientação de Portas, porque não apresentaram uma candidatura às eleições do passado fim-de-semana? Medo de perder? Ou não tinham assim tanta novidade a apresentar? Entretanto, acusam Portas pela sua "equidistância" em relação ao PS e PSD, dizendo que é um truque para dar uma ajuda ao PS caso este não tenha maioria absoluta em 2009. Hummm... se bem me lembro, o "rigorosamente ao centro" era uma máxima do Prof. Freitas do Amaral quando líder do CDS. Qual a diferença agora?
2 – também de acordo com o Público, Nobre Guedes não irá ao Congresso e acusa Portas pela sua não eleição como delegado (“Constato que não fui eleito. Os militantes não quiseram, acho que o dr. Paulo Portas não quis, a vida não acaba”). Um disparate. Se tinha uma moção estratégica, candidatava-se contra Portas. Não o fez por vontade própria (ler a entrevista ao Expresso de há duas semanas). Em segundo lugar, acusar Portas por não ser eleito delegado… quem escolheu os delegados ao congresso foram os militantes que votaram (entre os quais eu). Votei em Nobre Guedes para delegado, achei que devia ter alguma coisa a dizer ao partido. E posso jurar que Paulo Portas não agarrou na caneta na hora em que votei. Portanto, vir agora dizer coisas destas na comunicação social é quase só vontade de aparecer.
Em tempo de Natal, sábado fui assistir ao espectáculo "O Tal Natal", no Tivoli com Herman José.
Um verdadeiro artista! Divertiu, inventou, cantou, imitou, contou anedotas... foi o "velho" Herman José, ao melhor nível. Foi tão bom que, no fim, teve de voltar duas vezes ao palco! Foram duas horas sem pausa.
Nos últimos anos a sua imagem televisiva degradou-se, mas continua a dominar a arte do entretenimento. Um ano assim, como artista de variedades, com aparições esporádicas na televisão, e aí tínhamos novamente o génio do Herman de volta em grande.