sexta-feira, 9 de junho de 2006

79ª Feira do Livro de Lisboa

Já estava a parecer estranho eu ainda nada ter escrito sobre a Feira do Livro. Logo eu, que sou um bocado bibliómano. Aproveito agora para me redimir.
Este ano a Feira anda vazia. De facto, não houve publicidade como noutros anos; não fizeram uma “porta” da Feira no Marquês de Pombal, no início do Parque Eduardo VII, como têm feito no passado. Portanto, o evento não chama a atenção. A “conversa” de a Feira estar vazia devido às obras do túnel não colhe: as obras estão quase concluídas. E o ano passado havia muitas obras e havia também mais gente.
Mas gosto sempre de ir à Feira. Sentir aquele espírito, ver os livros, as pessoas, os jacarandás floridos, os pavilhões, os escritores, as filas para os autógrafos….
Com a paranóia colectiva que para aí anda devido ao Mundial de futebol, a única escapatória é ler um livro. Com a televisão não se pode! Quase apetece citar Grouxo Marx, famoso comediante americano, que disse: “acho a televisão muito educativa. Cada vez que alguém liga o aparelho, vou para outra divisão e leio um livro.”

Não tenho lido muito nos últimos tempos, mas cá fica, usando como pretexto a Feira do Livro, uma lista de livros que gostei muito de ler (a ordem é absolutamente arbitrária):

- Equador, de Miguel Sousa Tavares
- Os Maias, de Eça de Queirós
- Cem Anos de Solidão, de Gabriel Garcia Marquez
- O Outono do Patriarca, idem
- Fazes-me Falta, de Inês Pedrosa
- As Vinhas da Ira, de John Steinbeck
- Ensaio sobre a Cegueira, do nosso José Saramago
- A Sombra do Vento, de Carlos Ruiz Zafón
- Poesia, de Eugénio de Andrade
- Poemas de Alberto Caeiro, heterónimo de Fernando Pessoa
- As Pontes de Madison County
- O Código da Vinci, de Dan Brown

Podia fazer uma lista maior, mas seria certamente maçador. E não me lembro de mais.

Mas o Tio Patinhas e Calvin & Hobbes também cabem nos meus preferidos….

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