Quinta-feira, 9 de Julho de 2009
Quarta-feira, 8 de Julho de 2009
Aniversários
Há coisas que são uma excelente massagem para o ego.
Ainda há dois dias, algumas pessoas perguntaram-me quantos anos ia fazer. Normalmente viro a questão e pergunto quantos me dão. (E é sempre agradável ser surpreendido pelo "eu" que os outros vêem).
Ouvi estes números: 23/24 e 27...
Humm... óptimo!! :))
Já o meu avô, com 94, tinha aspecto de 70 (quando muito!). Estou bem encaminhado...
"Não podemos perder a oportunidade de pedir que os nossos sonhos se tornem realidade" (S)
Ainda há dois dias, algumas pessoas perguntaram-me quantos anos ia fazer. Normalmente viro a questão e pergunto quantos me dão. (E é sempre agradável ser surpreendido pelo "eu" que os outros vêem).
Ouvi estes números: 23/24 e 27...
Humm... óptimo!! :))
Já o meu avô, com 94, tinha aspecto de 70 (quando muito!). Estou bem encaminhado...
"Não podemos perder a oportunidade de pedir que os nossos sonhos se tornem realidade" (S)
Segunda-feira, 6 de Julho de 2009
Humor black & white
Amanhã será a cerimónia fúnebre de Michael Jackson.
Como povo criativo que somos, já há algumas anedotas sobre o fenómeno:
1 - Notícia de última hora: "afinal Michael Jackson não vai ser cremado. Como ele é 99% plástico, vai ser reciclado, e vão fazer-se peças de Lego para as criancinhas poderem finalmente brincar em paz".
2 - qual foi a última plástica que Michael Jackson fez?
Esticou o pernil.
3 - Os fãs que tinham comprado bilhetes para os 50 concertos de Londres não perdem tudo. Vão poder aproveitar os bilhetes para assistir ao funeral de Michael Jackson.
Como povo criativo que somos, já há algumas anedotas sobre o fenómeno:
1 - Notícia de última hora: "afinal Michael Jackson não vai ser cremado. Como ele é 99% plástico, vai ser reciclado, e vão fazer-se peças de Lego para as criancinhas poderem finalmente brincar em paz".
2 - qual foi a última plástica que Michael Jackson fez?
Esticou o pernil.
3 - Os fãs que tinham comprado bilhetes para os 50 concertos de Londres não perdem tudo. Vão poder aproveitar os bilhetes para assistir ao funeral de Michael Jackson.
Lisboa empata Costa e Santana
"António Costa e Pedro Santana Lopes estão empatados na corrida à Câmara de Lisboa, encontrando-se separados apenas por um ponto percentual. Segundo uma sondagem feita pela Universidade Católica para o JN/DN/RTP/Antena 1, o candidato do PS, António Costa, recolhe 38 por cento das intenções de voto dos lisboetas e Pedro Santana Lopes, da coligação Lisboa com Sentido, que congrega PSD, CDS-PP, MPT e PPM, 37 por cento." (PÚBLICO)
Curioso: quando António Costa ganhou em Lisboa, há dois anos, era visto como um presidente para 6 anos (2 + 4). Agora, com Santana, o seu futuro é incerto.
Apesar de algumas trapalhadas, Santana não foi um desastre em Lisboa (como alguns dizem ou esperavam). O túnel do Marquês foi uma boa ideia, apesar do Zé ter feito disparar os custos e empatado a obra (que ainda não foi concluída...).
Não sei porquê, mas algo me diz que este ano se vai repetir o que provocou o fim da era Guterres: tanto Lisboa como o país mudam de cor. Cheira-me. E não é só o "cheira bem, cheira a Lisboa"...
Curioso: quando António Costa ganhou em Lisboa, há dois anos, era visto como um presidente para 6 anos (2 + 4). Agora, com Santana, o seu futuro é incerto.
Apesar de algumas trapalhadas, Santana não foi um desastre em Lisboa (como alguns dizem ou esperavam). O túnel do Marquês foi uma boa ideia, apesar do Zé ter feito disparar os custos e empatado a obra (que ainda não foi concluída...).
Não sei porquê, mas algo me diz que este ano se vai repetir o que provocou o fim da era Guterres: tanto Lisboa como o país mudam de cor. Cheira-me. E não é só o "cheira bem, cheira a Lisboa"...
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“Naked Friday” substitui o “Casual Friday”
"Um grupo de trabalhadores de uma empresa de marketing e design inglesa, a onebestway, de Newcastle upon Tyne, passou um dia inteiro a trabalhar sem roupa para levantar a moral da empresa. A ideia foi do psicólogo David Taylor, que tinha sido contratado para ajudar a melhorar a integração dos trabalhadores que andavam desanimados por causa de despedimentos. “Convidar uma organização a tirar a roupa é a técnica mais radical que eu já usei”, explicou Taylor ao jornal britânico The Daily Telegraph. “Pode parecer esquisito, mas funciona. É o gesto final de confiança em si mesmo e nos outros."" (jornal I)Hummm... e foi só o moral que levantou?
Sábado, 4 de Julho de 2009
Um mundo de imagens
É mais ou menos manifesto o meu gosto por fotografia.
Acho que consigo ver fotografias quando vou pela rua.
Tiro fotografias compulsivamente. Acho que já muitos amigos se aperceberam (será esta a palavra apropriada?...) disso...
No entanto, a minha noção da arte da fotografia estava circunscrita ao “gosto/não gosto”, está “bem/mal enquadrada”...
Eis então que, às portas de mais um aniversário, alguns amigos me oferecem um curso de iniciação à fotografia. Obrigado!!!
Após o primeiro dia de curso, já sei mais algumas coisitas sobre a arte de fotografar.
O curso é voltado para a fotografia do ponto de vista técnico. Ou seja, a velocidade de obturação, da abertura de diafragma, do ISO... e muito, muito mais. Basicamente, as condições para conseguir uma boa fotografia dadas as circunstâncias do objecto a fotografar.
No final do dia de hoje, o monitor José Romão (Mil Cores) apresentou uma série de fotografias nas quais eram analisados os conceitos apreendidos ao longo do dia. E é extraordinário como o olhar que se tem passa a ser outro, como nos apercebemos das técnicas por detrás da imagem (ele é fã do “polarizador”, que permite “cortar” os reflexos nas imagens captadas). Ele é adepto de fazer várias fotografias semelhantes, com vários graus de luminosidade, por exemplo, e depois fazer uma “fusão” entre elas para obter uma imagem melhorada. Humm... é manipular a foto, artificializar aquilo que foi captado. Mas isto sou eu, leigo, que digo.
Agora, com esta prenda, uma coisa é ainda mais evidente: a minha Sony Cyber-Shot DSC-P10, já com 5 anos, é muito limitada (coisa de que já me tinha apercebido, mesmo sem saber nada de técnica fotográfica).
Acho que me vou oferecer uma prenda de aniversário...
Tiro fotografias compulsivamente. Acho que já muitos amigos se aperceberam (será esta a palavra apropriada?...) disso...
No entanto, a minha noção da arte da fotografia estava circunscrita ao “gosto/não gosto”, está “bem/mal enquadrada”...
Eis então que, às portas de mais um aniversário, alguns amigos me oferecem um curso de iniciação à fotografia. Obrigado!!!
Após o primeiro dia de curso, já sei mais algumas coisitas sobre a arte de fotografar.
O curso é voltado para a fotografia do ponto de vista técnico. Ou seja, a velocidade de obturação, da abertura de diafragma, do ISO... e muito, muito mais. Basicamente, as condições para conseguir uma boa fotografia dadas as circunstâncias do objecto a fotografar.
No final do dia de hoje, o monitor José Romão (Mil Cores) apresentou uma série de fotografias nas quais eram analisados os conceitos apreendidos ao longo do dia. E é extraordinário como o olhar que se tem passa a ser outro, como nos apercebemos das técnicas por detrás da imagem (ele é fã do “polarizador”, que permite “cortar” os reflexos nas imagens captadas). Ele é adepto de fazer várias fotografias semelhantes, com vários graus de luminosidade, por exemplo, e depois fazer uma “fusão” entre elas para obter uma imagem melhorada. Humm... é manipular a foto, artificializar aquilo que foi captado. Mas isto sou eu, leigo, que digo.Agora, com esta prenda, uma coisa é ainda mais evidente: a minha Sony Cyber-Shot DSC-P10, já com 5 anos, é muito limitada (coisa de que já me tinha apercebido, mesmo sem saber nada de técnica fotográfica).
Acho que me vou oferecer uma prenda de aniversário...
Sexta-feira, 3 de Julho de 2009
"O universo sempre conspira a seu favor quando você possui um objetivo claro e uma disponibilidade de crescimento" (Paulo Coelho)
Ser TOTAL em cada momento. Sem a preocupação de ser perfeito.
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Quinta-feira, 2 de Julho de 2009
Estado: danação
A actuação dos políticos tem vindo a degradar-se.
Já não bastava, no Parlamento, chamarem-se todos mentirosos (ou "faltar à verdade"...), agora também um ministro tem à-vontade suficiente para pôr um dedo em cada lado da cabeça e fazer uns chifres para um deputado do PCP.
Depois do puxão de orelhas dado por Sócrates - seu primeiro-ministro - nesse mesmo Parlamento, não restou outra saída a Manuel Pinho: demitiu-se.
A três meses de eleições, a pasta da Economia fica na mão do Ministro de Estado e das Finanças, Teixeira dos Santos.
(Com este episódio, mais uma vez, prova-se que Sócrates nunca faz remodelações por vontade própria. É empurrado para isso. Foi sempre assim com todas as saídas de ministros no seu Governo).
Inqualificável.
Quando a política atinge este nível rasca, algo está mal.
Já há alguns meses tinha sido um deputado do PSD a mandar, com as letras todas, outro do PS para um certo sítio...
Depois do puxão de orelhas dado por Sócrates - seu primeiro-ministro - nesse mesmo Parlamento, não restou outra saída a Manuel Pinho: demitiu-se.A três meses de eleições, a pasta da Economia fica na mão do Ministro de Estado e das Finanças, Teixeira dos Santos.
(Com este episódio, mais uma vez, prova-se que Sócrates nunca faz remodelações por vontade própria. É empurrado para isso. Foi sempre assim com todas as saídas de ministros no seu Governo).
Inqualificável.
Quando a política atinge este nível rasca, algo está mal.
Já há alguns meses tinha sido um deputado do PSD a mandar, com as letras todas, outro do PS para um certo sítio...
Quarta-feira, 1 de Julho de 2009
O fim de festa rosa
Manuel Carvalho, no editorial do Público no passado domingo:
"O que está acontecer ao sistema de poder construído por José Sócrates na legislatura? O que explica os sinais de descontrolo, descoordenação e desnorte do Governo mais homogéneo do pós-25 de Abril, no qual eram raras as fugas de informação, impensáveis as divergências factuais entre ministros, raras as dissensões internas e as remodelações? Quem por acaso se tivesse ausentado do país por seis meses e comparasse o antes e o depois das eleições europeias teria facilmente constatado que algo mudou, que o princípio basilar da governação construído em torno da liderança incontestada de José Sócrates está a ruir rapidamente.
(...)
O que a última semana do Governo deixou a nu é o clima de dissolvência, de final de festa, que começa a instalar-se na cúpula do poder socialista. Incapaz de recuperar num curto espaço de tempo o protagonismo político, acossado por uma lidrança do PSD que lenta mas paulatinamente se vai afirmando como alternativa, minado pelo desgaste de ministros que há meses (ou anos) deveriam ter sido remodelados, incapaz de produzir ideias novas, o Governo arrasta-se, confunde-se, desordena-se e perde terreno para a oposição."
Fernando Sobral, no seu O Pulo do Gato, do Jornal de Negócios, ontem:
"José Sócrates ilude-se com facilidade. E acredita que os portugueses o contratarão com facilidade para continuar a ser ilusionista nos próximos quatro anos.
(...)
Pensa que a tecnologia é o substituto natural das ideias e, portanto, crê que o Twitter e o Facebook serão o seu "simplex" eleitoral. A má qualidade da democracia corresponde à má qualidade dos políticos. Mas Sócrates acredita que tudo é uma questão tecnológica e não ideológica. Engana-se.
Para existir uma democracia participativa através das redes sociais é preciso ouvir e debater. E ouvir não é o mesmo que escutar "focus groups" ou agências de comunicação. É preciso escutar, replicar e tirar ilações. Não é só ouvir, para colocar nos programas o que as pessoas querem ler.
Mas Sócrates não quer escutar questões. Não é por acaso que uma das mais importantes acções pedagógicas deste Governo na educação foi o estrangulamento da Filosofia, a disciplina que traz mais perguntas que respostas."
"O que está acontecer ao sistema de poder construído por José Sócrates na legislatura? O que explica os sinais de descontrolo, descoordenação e desnorte do Governo mais homogéneo do pós-25 de Abril, no qual eram raras as fugas de informação, impensáveis as divergências factuais entre ministros, raras as dissensões internas e as remodelações? Quem por acaso se tivesse ausentado do país por seis meses e comparasse o antes e o depois das eleições europeias teria facilmente constatado que algo mudou, que o princípio basilar da governação construído em torno da liderança incontestada de José Sócrates está a ruir rapidamente.
(...)
O que a última semana do Governo deixou a nu é o clima de dissolvência, de final de festa, que começa a instalar-se na cúpula do poder socialista. Incapaz de recuperar num curto espaço de tempo o protagonismo político, acossado por uma lidrança do PSD que lenta mas paulatinamente se vai afirmando como alternativa, minado pelo desgaste de ministros que há meses (ou anos) deveriam ter sido remodelados, incapaz de produzir ideias novas, o Governo arrasta-se, confunde-se, desordena-se e perde terreno para a oposição."
Fernando Sobral, no seu O Pulo do Gato, do Jornal de Negócios, ontem:
"José Sócrates ilude-se com facilidade. E acredita que os portugueses o contratarão com facilidade para continuar a ser ilusionista nos próximos quatro anos.
(...)
Pensa que a tecnologia é o substituto natural das ideias e, portanto, crê que o Twitter e o Facebook serão o seu "simplex" eleitoral. A má qualidade da democracia corresponde à má qualidade dos políticos. Mas Sócrates acredita que tudo é uma questão tecnológica e não ideológica. Engana-se.
Para existir uma democracia participativa através das redes sociais é preciso ouvir e debater. E ouvir não é o mesmo que escutar "focus groups" ou agências de comunicação. É preciso escutar, replicar e tirar ilações. Não é só ouvir, para colocar nos programas o que as pessoas querem ler.
Mas Sócrates não quer escutar questões. Não é por acaso que uma das mais importantes acções pedagógicas deste Governo na educação foi o estrangulamento da Filosofia, a disciplina que traz mais perguntas que respostas."
Terça-feira, 30 de Junho de 2009
Eduardo Mãos de Tesoura
Para quem gosta de grandes fábulas.
E para quem gosta do multifacetado Johnny Depp. E do genial Tim Burtom.
E para quem gosta do multifacetado Johnny Depp. E do genial Tim Burtom.
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Multi-carregador de telemóveis
Cá está uma medida óbvia e com sentido (e não as maçãs, bananas e pêssegos calibrados):
"Os principais fabricantes de telemóvel a operar no mercado europeu chegaram a um acordo para introduzirem neste território um carregador de telemóveis que funcione em todos os aparelhos. A medida já era esperada e foi impulsionada pela Comissão Europeia." (PÚBLICO)
Já agora... para quando telemóveis a energia solar?!
(Se avançarem com a ideia, não se esqueçam que a patente é minha. Já digo isto há alguns anos)
"Os principais fabricantes de telemóvel a operar no mercado europeu chegaram a um acordo para introduzirem neste território um carregador de telemóveis que funcione em todos os aparelhos. A medida já era esperada e foi impulsionada pela Comissão Europeia." (PÚBLICO)
Já agora... para quando telemóveis a energia solar?!
(Se avançarem com a ideia, não se esqueçam que a patente é minha. Já digo isto há alguns anos)
Segunda-feira, 29 de Junho de 2009
Pobres de espírito
Se em plena crise os "portugueses são pobres, estão desmobilizados mas dizem estar felizes", o ministro das Finanças nem precisa se esforçar muito a dizer tretas como esta: os dados revelados hoje pelo INE são “sinais positivos que indicam que a crise se aproxima do fim”. (Público)
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Domingo, 28 de Junho de 2009
Santana Lopes - o regresso?
Em entrevista ao DN, Santana Lopes falou um pouco do que defende para Lisboa, caso ganhe em 11 de Outubro.
Na próxima quarta-feira (1 de Julho) será apresentada a sua candidatura, no Jardim do Arco do Cego.
O slogan (e site) da campanha já existe: Lisboa com Sentido
O slogan (e site) da campanha já existe: Lisboa com Sentido
António Costa apresentar-se-á a 13 de Julho.Ainda não se sabe se irá ser no Parque da Bela Vista, com o alto patrocínio do Modelo, com a presença do Tony Carreira e para constar no Guiness Book...
(Imagino o escândalo que aí andaria se este episódio tivesse sido com Santana Lopes...)
Toldos e Poemas
No âmbito do programa Próximo Futuro, está patente nos jardins da Gulbenkian uma exposição intitulada “Toldos e Poemas”.À semelhança de anos anteriores, ao longo de 80 metros, os jardins desta fundação estão cobertos de toldos amarelos com poemas de vários autores e proveniências. No percurso, vários almofadões coloridos estão dispostos de forma aos visitantes se sentarem ou deitarem a olhar para estas coberturas poéticas.
Vale a pena perder-se por lá.De preferência em dias sem chuva…


De 20 de Junho a 30 de SetembroTodos os dias, entre as 08h00 e as 20h00
Coisas que constam na Playboy nº 4
Consta que a capa da Playboy de Julho é Rita Mendes.Consta que a menina andou no ISCSP (Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas) a tirar Sociologia do Trabalho (para onde entrou em 1994).
Eu, que também andei no ISCSP versão Junqueira, a partir de 1995, não me lembro de a ver por lá. Nem em trajes de estudante, nem em trajes (?) de Playboy de Julho. (Mas também não tenho de conhecer toda a gente que andou por lá).
Consta que é preciso virar dezenas de páginas para se ver a primeira mulher com menos roupa (aquilo não será bem "nua"...).
Consta que, algumas páginas antes, Joaquim de Almeida confessa em entrevista o seguinte: "no ano passado, com 51 anos, fiz amor com a minha ex-namorada dentro de um autocarro, com mais 15 pessoas lá dentro".
Consta que também tem uma reportagem/entrevista com o Tony Carreira.
Consta que na última página vem uma foto da Cindy Crawford, que foi capa da revista em 1988, tão "atrevida" como as fotos que a versão portuguesa faz em 2009.
Consta que a Playboy Portugal não é bem a Playboy americana.
Eu, que também andei no ISCSP versão Junqueira, a partir de 1995, não me lembro de a ver por lá. Nem em trajes de estudante, nem em trajes (?) de Playboy de Julho. (Mas também não tenho de conhecer toda a gente que andou por lá).
Consta que é preciso virar dezenas de páginas para se ver a primeira mulher com menos roupa (aquilo não será bem "nua"...).
Consta que, algumas páginas antes, Joaquim de Almeida confessa em entrevista o seguinte: "no ano passado, com 51 anos, fiz amor com a minha ex-namorada dentro de um autocarro, com mais 15 pessoas lá dentro".
Consta que também tem uma reportagem/entrevista com o Tony Carreira.
Consta que na última página vem uma foto da Cindy Crawford, que foi capa da revista em 1988, tão "atrevida" como as fotos que a versão portuguesa faz em 2009.
Consta que a Playboy Portugal não é bem a Playboy americana.
Sábado, 27 de Junho de 2009
Parafraseando - 47
"Na escola, ensinam-nos uma lição e apresentam-nos um teste. Na vida, passamos por um teste que nos ensina uma lição"
Tom Bodett, autor norte-americano
Portugal a votos
Depois de ontem o Governo ter marcado as eleições autárquicas para 11 de Outubro, hoje foi a vez de Cavaco Silva agendar as legislativas para 27 de Setembro.O Presidente foi sensível ao argumento de todos os partidos, à excepção do PSD. E argumentou a sua escolha com essa mesma preferência, e porque são os partidos que se vão submeter a eleições.
Quanto a mim, e para aqueles que acham que os eleitores são imaturos e não podem ter duas eleições em simultâneo, houve um esquecimento: com as legislativas antes das autárquicas, durante a campanha para os municípios ninguém vai discutir os problemas locais, mas sim como será constituído o próximo governo (quanto a eventuais ministros, quanto à sua viabilidade e coligações caso não haja maioria absoluta...).
Ou seja, a partir de 12 de Setembro (início da campanha) o país pára oficialmente. Estando já em modo ralenti desde a noite das europeias...
Lobo Xavier multifacetado
Desapareceu um mito
Nunca fui grande apreciador, mas ele marcou uma era.
Thriller, o álbum mais vendido de sempre, põe-no, em 1982, definitivamente na história da música.
É dele também uma postura inovadora em palco, com aquele passo de dança único e inconfundível, a fazer o moonwalk, estreado num programa de TV na NBC.
Ontem, no Público, Vítor Belanciano escrevia: “O fenómeno Jackson não pode ser dissociado de outro facto, a MTV, revolução televisiva, mas também cultural e social. Mos anos 80 já não bastava ter uma boa canção. Era preciso criar uma boa imagem para ela. Ter a atitude certa. A representação tomava o lugar da autenticidade. E com Jackson, a MTV abria as portas à pop negra. Ele transforma-se num estilo de vida.”
Para o seu produtor Quincy Jones, Jackson era "o entertainer perfeito".
Com o desaparecimento de Michael Jackson, o mundo fica apenas com um mito/monstro vindo dos anos 80: Madonna.
Thriller, o álbum mais vendido de sempre, põe-no, em 1982, definitivamente na história da música.
É dele também uma postura inovadora em palco, com aquele passo de dança único e inconfundível, a fazer o moonwalk, estreado num programa de TV na NBC.
Ontem, no Público, Vítor Belanciano escrevia: “O fenómeno Jackson não pode ser dissociado de outro facto, a MTV, revolução televisiva, mas também cultural e social. Mos anos 80 já não bastava ter uma boa canção. Era preciso criar uma boa imagem para ela. Ter a atitude certa. A representação tomava o lugar da autenticidade. E com Jackson, a MTV abria as portas à pop negra. Ele transforma-se num estilo de vida.”
Para o seu produtor Quincy Jones, Jackson era "o entertainer perfeito".
Com o desaparecimento de Michael Jackson, o mundo fica apenas com um mito/monstro vindo dos anos 80: Madonna.
Numa actuação com a Britney Spears:
Sexta-feira, 26 de Junho de 2009
Tudo gente séria
"Administradores acusados de manipulação de mercado, falsificação de documento e burla qualificada
Jardim Gonçalves, Filipe Pinhal, António Rodrigues, Christophe de Beck e Castro Henriques estão acusados dos crimes de manipulação de mercado, falsificação de documento e burla qualificada. A informação é confirmada por um comunicado da Procuradoria-Geral da República" (SOL)
Se eu devesse 25,00€ a um banco, era punido, tinha coimas, o Estado atrás de mim com a força dos tribunais e vasculhavam-me a vida toda. Como alegadamente estes senhores não terão feito nada disso, e o montante de 600 milhões de euros “perdidos”, com os quais tiverem benefícios, não são nada de relevante, irão ver as suas “engenharias” ilibadas, arquivadas, e em águas de bacalhau.
O argumento de “não ter memória” e “serem gente séria” resolve o assunto.
Jardim Gonçalves, Filipe Pinhal, António Rodrigues, Christophe de Beck e Castro Henriques estão acusados dos crimes de manipulação de mercado, falsificação de documento e burla qualificada. A informação é confirmada por um comunicado da Procuradoria-Geral da República" (SOL)
Se eu devesse 25,00€ a um banco, era punido, tinha coimas, o Estado atrás de mim com a força dos tribunais e vasculhavam-me a vida toda. Como alegadamente estes senhores não terão feito nada disso, e o montante de 600 milhões de euros “perdidos”, com os quais tiverem benefícios, não são nada de relevante, irão ver as suas “engenharias” ilibadas, arquivadas, e em águas de bacalhau.
O argumento de “não ter memória” e “serem gente séria” resolve o assunto.
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Jardim Gonçalves
Afinal... já não quero
"Estado opõe-se ao negócio da PT com a Media Capital
O primeiro ministro José Sócrates acabou de dizer aos jornalistas, à saída da Assembleia da República, que mandou o Ministro das Obras Públicas, Mário Lino, convocar a administração da Portugal Telecom para informar que o Estado opõe-se, enquanto accionista, ao negócio com Media Capital." (Diário de Notícias)
Primeiro não sabia de nada. Agora já sabe e é contra.
Eu, que não percebo nada disto, acho esta posição absolutamente extraordinária.
Para quem dizia que não havia interferência (ou lá o que era por vias travessas...) na TVI, esta tomada de posição, recuando com receio, é a prova de que de facto havia segundas intenções neste negócio. Nas palavras de Manuela Ferreira Leite, "gato escondido com o gato todo de fora".
O primeiro ministro José Sócrates acabou de dizer aos jornalistas, à saída da Assembleia da República, que mandou o Ministro das Obras Públicas, Mário Lino, convocar a administração da Portugal Telecom para informar que o Estado opõe-se, enquanto accionista, ao negócio com Media Capital." (Diário de Notícias)
Primeiro não sabia de nada. Agora já sabe e é contra.
Eu, que não percebo nada disto, acho esta posição absolutamente extraordinária.
Para quem dizia que não havia interferência (ou lá o que era por vias travessas...) na TVI, esta tomada de posição, recuando com receio, é a prova de que de facto havia segundas intenções neste negócio. Nas palavras de Manuela Ferreira Leite, "gato escondido com o gato todo de fora".
"Esta gente é um nojo"
Palavras de Medina Carreira, esta noite na SIC Notícias, a comentar os políticos a discutir os episódios do negócio PT-Media Capital.
Contundente, igual a si próprio, questionou o país, as pessoas, o que falta, o que nos conduziu a este buraco.
Há 10 anos, tínhamos um endividamento externo de 10% do PIB. Agora já ultrapassa os 100%. Não há país que resista a isto.
"Em Portugal a governação é uma farsa".
E não é uma questão de regime, mas sim da qualidade dos agentes políticos. Que só falam de tretas e não dos problemas do país e das soluções. Falam dos efeitos, mas não da causa do problema: a economia.
Sem economia não há mais nada (educação, justiça, pensões, saúde...)
Contundente, igual a si próprio, questionou o país, as pessoas, o que falta, o que nos conduziu a este buraco.
Há 10 anos, tínhamos um endividamento externo de 10% do PIB. Agora já ultrapassa os 100%. Não há país que resista a isto.
"Em Portugal a governação é uma farsa".
E não é uma questão de regime, mas sim da qualidade dos agentes políticos. Que só falam de tretas e não dos problemas do país e das soluções. Falam dos efeitos, mas não da causa do problema: a economia.
Sem economia não há mais nada (educação, justiça, pensões, saúde...)
Quarta-feira, 24 de Junho de 2009
Uma questão de datas
O Presidente da República recebeu hoje os partidos com representação parlamentar com vista à marcação das eleições legislativas.
À excepção do PSD, todos defendem datas divergentes para as autárquicas e para as legislativas.
Cavaco já deu a entender que prefere a simultaneidade de ambas as eleições. O que me parece óbvio: por uma questão de bom senso, de redução de custos, por poder contribuir para a redução da abstenção, e porque não entendo os que falam em confusão dos eleitores.
O Bloco de Esquerda, paladino da pureza, "acha que a simultaneidade provocaria "diminuição da clareza democrática". Ou seja, considera que os eleitores são estúpidos.
Manuela Ferreira Leite, por sua vez, afirmou: "Ninguém está a pôr em causa a democracia quando se defende que as eleições sejam no mesmo dia, bem pelo contrário, eu considero que a democracia ficará reforçada se a abstenção diminuir e duvido que eleições tão seguidas seja bom para combater a abstenção". O óbvio que muitos não percebem.
Espero que o PR marque as legislativas na mesma data das autárquicas.
Irritam-me argumentos que consideram os cidadãos-eleitores como se fossem estúpidos, limitados, deficientes mentais, e não pessoas no pleno uso das suas capacidades mentais. As pessoas não desligam o discernimento quando têm várias tarefas a fazer em simultâneo. Mas há quem ache que eles são diminuídos mentais...
À excepção do PSD, todos defendem datas divergentes para as autárquicas e para as legislativas.
Cavaco já deu a entender que prefere a simultaneidade de ambas as eleições. O que me parece óbvio: por uma questão de bom senso, de redução de custos, por poder contribuir para a redução da abstenção, e porque não entendo os que falam em confusão dos eleitores.
O Bloco de Esquerda, paladino da pureza, "acha que a simultaneidade provocaria "diminuição da clareza democrática". Ou seja, considera que os eleitores são estúpidos.
Manuela Ferreira Leite, por sua vez, afirmou: "Ninguém está a pôr em causa a democracia quando se defende que as eleições sejam no mesmo dia, bem pelo contrário, eu considero que a democracia ficará reforçada se a abstenção diminuir e duvido que eleições tão seguidas seja bom para combater a abstenção". O óbvio que muitos não percebem.
Espero que o PR marque as legislativas na mesma data das autárquicas.
Irritam-me argumentos que consideram os cidadãos-eleitores como se fossem estúpidos, limitados, deficientes mentais, e não pessoas no pleno uso das suas capacidades mentais. As pessoas não desligam o discernimento quando têm várias tarefas a fazer em simultâneo. Mas há quem ache que eles são diminuídos mentais...
Hoje eu vi uma primeira-ministra
Em brutal contraste com a entrevista-xanax de Sócrates a semana passada, Manuela Ferreira Leite brilhou hoje no Dia D.
Com o recente resultado das europeias no bolso, Manuela Ferreira Leite foi uma mulher confiante, bem-disposta, brincalhona, clara, enérgica, inteligente, irónica, concreta, bem preparada…
No início da entrevista conduzida por Ana Lourenço, MFL não se embrulhou em questões pessoais, de partidarite.
Respondeu sem hesitações a tudo (talvez menos quando o assunto foi Dias Loureiro), teve boas respostas, imediatas, sobre coisas que aparentemente a podiam deixar atrapalhada. Por exemplo, quando confrontada com o facto de a decisão do TGV ter sido tomada pelo governo de Durão Barroso, em 2003, atalhou logo e matou o assunto.
Atacou os anúncios sistemáticos do governo, afirmando que nada disso está no orçamento. Portanto, os anúncios ou são fantasia, ou ninguém sabe de onde vem o dinheiro. De qualquer forma, duvida que haja alguma concretização desses anúncios, uma vez que não se vê nenhum efeito das mesmas.
A certa altura, foi ironicamente cruel: “na entrevista da semana passada, Sócrates não sussurrou a palavra “endividamento” uma única vez. Sussurrou… porque ele falou muito baixo.”
Gostei imenso de ver MFL assim, cheia de gás.
Enquanto a semana passada Sócrates tinha uma máscara, e soou tremendamente a falso, hoje MFL foi genuína.
Com o recente resultado das europeias no bolso, Manuela Ferreira Leite foi uma mulher confiante, bem-disposta, brincalhona, clara, enérgica, inteligente, irónica, concreta, bem preparada…
No início da entrevista conduzida por Ana Lourenço, MFL não se embrulhou em questões pessoais, de partidarite.
Respondeu sem hesitações a tudo (talvez menos quando o assunto foi Dias Loureiro), teve boas respostas, imediatas, sobre coisas que aparentemente a podiam deixar atrapalhada. Por exemplo, quando confrontada com o facto de a decisão do TGV ter sido tomada pelo governo de Durão Barroso, em 2003, atalhou logo e matou o assunto.
Atacou os anúncios sistemáticos do governo, afirmando que nada disso está no orçamento. Portanto, os anúncios ou são fantasia, ou ninguém sabe de onde vem o dinheiro. De qualquer forma, duvida que haja alguma concretização desses anúncios, uma vez que não se vê nenhum efeito das mesmas.
A certa altura, foi ironicamente cruel: “na entrevista da semana passada, Sócrates não sussurrou a palavra “endividamento” uma única vez. Sussurrou… porque ele falou muito baixo.”
Gostei imenso de ver MFL assim, cheia de gás.
Enquanto a semana passada Sócrates tinha uma máscara, e soou tremendamente a falso, hoje MFL foi genuína.
Terça-feira, 23 de Junho de 2009
Episódios do dia-a-dia – 3
Ontem e hoje uma colega minha levou a filhota de 9 anos para o trabalho. Estamos todos mais do que cheios de trabalho, mas a menina é uma lufada de ar fresco.
Mal se dava por ela. Estava ali sentada numa mesa, a rabiscar umas coisas.
Após o almoço, vendo que ela dava sinais de saturação, lembrei-me de desafiá-la para escrever pequenas histórias a partir de uma folha que tenho na parede ao meu lado.
A partir destas imagens…
Após o almoço, vendo que ela dava sinais de saturação, lembrei-me de desafiá-la para escrever pequenas histórias a partir de uma folha que tenho na parede ao meu lado.
A partir destas imagens…
… ela tinha de escrever uma pequena história para cada uma das caretas do Calvin (a que ela chamou João).Regularmente, ela vinha mostrar a sua nova história, contada em apenas três ou quatro linhas. Sempre surpreendente, criativa. Com vocabulário que não é vulgar ouvir em crianças daquela idade. Apenas algumas frases mal construídas.
Por vezes parecia que se distraía, que esquecia as histórias e dava umas voltas pela sala. Mas descobri a sua técnica: enquanto circulava, estava a arranjar elementos para a nova história. Fazia perguntas, esclarecia dúvidas… Pouco depois, vinha com uma nova história.
Apesar do trabalho, estes momentos lúdicos deram-me um gozo extraordinário!
Hoje esteve a acabar as histórias de ontem.
Esta tarde, tendo concluído a tarefa, novo desafio: a partir de 3 bonecos/alfinetes que estão num biombo, ela tinha de escrever uma história com os três, e depois um desses bonecos tomaria vida e transformar-se-ia em alguém que estivesse na sala. Tinha de escrever uma página com a sua história.
Não tendo concluído esta segunda tarefa, prometeu-me que amanhã a mãe traria a folha para eu ver a sua história.
Segunda-feira, 22 de Junho de 2009
Domingo, 21 de Junho de 2009
Cantinho do poeta - 55
Sophia de Mello Breyner Andressen, poetisa (e não "poeta", como refere o Público na sua primeira página de hoje...), desapareceu há cinco anos.
Um inédito:
Inocência e possibilidade
As imagens eram próximas
Como coladas sobre os olhos
O que nos dava um rosto justo e liso
Os gestos circulavam sem choque nem ruído
As estrelas eram maduras como frutos
E os homens eram bons sem dar por isso
Não se perdeu nenhuma coisa em mim.
Continuam as noites e os poentes
Que escorreram na casa e no jardim,
Continuam as vozes diferentes
Que intactas no meu ser estão suspensas.
Trago o terror e trago a claridade,
E através de todas as presenças
Caminho para a única unidade.
Um inédito:
Inocência e possibilidade
As imagens eram próximas
Como coladas sobre os olhos
O que nos dava um rosto justo e liso
Os gestos circulavam sem choque nem ruído
As estrelas eram maduras como frutos
E os homens eram bons sem dar por isso
-- / / --
Não se perdeu nenhuma coisa em mimNão se perdeu nenhuma coisa em mim.
Continuam as noites e os poentes
Que escorreram na casa e no jardim,
Continuam as vozes diferentes
Que intactas no meu ser estão suspensas.
Trago o terror e trago a claridade,
E através de todas as presenças
Caminho para a única unidade.
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Midsommar
Chegou a estação mais esperada do ano.
Hoje é o dia com mais sol do ano.
Cheira a sol, a calor, a descontracção, a alegria, a energia positiva.
Por terras da Suécia, o solstício de verão é celebrado em grande...
"A Festa do Verão (Midsommar) é a festa mais popular da Suécia.
É a festa do dia do solstício do Verão, o dia mais longo de todo o ano, com o sol a aparecer lá pelas 4 horas da manhã e a pôr-se lá pelas 10 horas da noite.
É celebrada no último sábado de junho, sendo o feriado mais esperado em todo o ano, tanto por crianças como por adultos.
Os momentos altos da festa são a dança à volta do mastro (majstång) e a refeição com a família e os amigo" (wikipedia)
Uma das tradições desta altura é a seguinte: as raparigas e jovens mulheres devem apanhar sete espécies diferentes de flores e colocá-las debaixo das suas almofadas. Durante a noite, o futuro marido irá aparecer-lhes em sonhos.
É durante estes meses que a Suécia tem o privilégio do sol da meia-noite:

Há alguns dias o Metro destacou a Midsommar nas suas páginas aqui e aqui.
Cheira a sol, a calor, a descontracção, a alegria, a energia positiva.
Por terras da Suécia, o solstício de verão é celebrado em grande...
"A Festa do Verão (Midsommar) é a festa mais popular da Suécia.É a festa do dia do solstício do Verão, o dia mais longo de todo o ano, com o sol a aparecer lá pelas 4 horas da manhã e a pôr-se lá pelas 10 horas da noite.
É celebrada no último sábado de junho, sendo o feriado mais esperado em todo o ano, tanto por crianças como por adultos.
Os momentos altos da festa são a dança à volta do mastro (majstång) e a refeição com a família e os amigo" (wikipedia)
Uma das tradições desta altura é a seguinte: as raparigas e jovens mulheres devem apanhar sete espécies diferentes de flores e colocá-las debaixo das suas almofadas. Durante a noite, o futuro marido irá aparecer-lhes em sonhos.
É durante estes meses que a Suécia tem o privilégio do sol da meia-noite:

Há alguns dias o Metro destacou a Midsommar nas suas páginas aqui e aqui.
Isto já não é abuso?
«(...) o Executivo prepara-se para aprovar, em Conselho de Ministros, um diploma de combate à criminalidade, que prevê buscas a computadores sem que haja necessidade de autorização judicial.
Os investigadores vão poder interceptar e registar dados de tráfego, bem como o conteúdo de informações, segundo a proposta.
O documento prevê ainda que os fornecedores de serviços de comunicações sejam obrigados a colaborar, facilitando o acesso ao sistema informático e aos dados armazenados. Além disso, essas empresas têm de revelar dados sobre o assinante sob suspeita.» (TSF)
Em nome da liberdade, da luta contra a criminalidade, e de mais não sei o quê, o Estado continua a criar uma malha e a entrar-nos pela casa dentro. Com esta, nem sequer é preciso o despacho de um juiz: é à vontade de sei lá quem.
É de mim, ou isto já ultrapassa os limites mínimos da liberdade e do bom senso?
Eu tenho medo deste Estado, muito medo.
Como escrevia há uns tempos Pacheco Pereira, a máquina está montada; só falta alguém que a queira usar...
Os investigadores vão poder interceptar e registar dados de tráfego, bem como o conteúdo de informações, segundo a proposta.
O documento prevê ainda que os fornecedores de serviços de comunicações sejam obrigados a colaborar, facilitando o acesso ao sistema informático e aos dados armazenados. Além disso, essas empresas têm de revelar dados sobre o assinante sob suspeita.» (TSF)
Em nome da liberdade, da luta contra a criminalidade, e de mais não sei o quê, o Estado continua a criar uma malha e a entrar-nos pela casa dentro. Com esta, nem sequer é preciso o despacho de um juiz: é à vontade de sei lá quem.
É de mim, ou isto já ultrapassa os limites mínimos da liberdade e do bom senso?
Eu tenho medo deste Estado, muito medo.
Como escrevia há uns tempos Pacheco Pereira, a máquina está montada; só falta alguém que a queira usar...
Obras põem governo em xeque
Um conjunto de economistas de vários quadrantes políticos reuniu-se e fez um Apelo à Reavaliação do Investimento Público.
Já há vários meses que alguns partidos, sobretudo o PSD pela voz de Manuela Ferreira Leite, vinham apelando nesse sentido. Ninguém, muito menos o governo, lhe deu ouvidos.
Com o balde de água fria das eleições europeias, o governo achou que devia repensar alguma coisa. Foi assim que Mário Lino num dia garante que não há alteração no calendário do TGV, e no dia seguinte diz que afinal a coisa vai ficar em águas de bacalhau até depois das eleições.
Hoje no Público, Vasco Pulido Valente escreve isto: "nenhum governo, em véspera de eleições, sofreu um vexame parecido: uma espécie de moção de não-confiança de uma elite incontestável e prestigiada".
Ontem na SIC Notícias, Clara Ferreira Alves, não suspeita de ser de direita, disse com as letras todas que este governo tem um conjunto enorme de incompetentes.
Com esta suspensão de alguns investimentos públicos de utilidade duvidosa, e com o empurrão dado por este manifesto, o governo pode vestir durante mais uns dias a sua nova máscara de cordeiro dialogante e atento aos cidadãos... É que consta que há eleições legislativas em breve.
Já há vários meses que alguns partidos, sobretudo o PSD pela voz de Manuela Ferreira Leite, vinham apelando nesse sentido. Ninguém, muito menos o governo, lhe deu ouvidos.
Com o balde de água fria das eleições europeias, o governo achou que devia repensar alguma coisa. Foi assim que Mário Lino num dia garante que não há alteração no calendário do TGV, e no dia seguinte diz que afinal a coisa vai ficar em águas de bacalhau até depois das eleições.
Hoje no Público, Vasco Pulido Valente escreve isto: "nenhum governo, em véspera de eleições, sofreu um vexame parecido: uma espécie de moção de não-confiança de uma elite incontestável e prestigiada".
Ontem na SIC Notícias, Clara Ferreira Alves, não suspeita de ser de direita, disse com as letras todas que este governo tem um conjunto enorme de incompetentes.
Com esta suspensão de alguns investimentos públicos de utilidade duvidosa, e com o empurrão dado por este manifesto, o governo pode vestir durante mais uns dias a sua nova máscara de cordeiro dialogante e atento aos cidadãos... É que consta que há eleições legislativas em breve.
Ligações Perigosas
Muito interessante!
A teia política e empresarial. A mentira. As meias verdades. Os factos ocultos. Os interesses. O Estado. O jornalismo. O que parece e o que é.
Notáveis desempenhos dos protagonistas Russel Crowe, Ben Affleck, Rachel McAdams e Helen Mirren.
Site oficial aqui.
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Quinta-feira, 18 de Junho de 2009
British Airways... voluntariado?
"A companhia aérea britânica está a pedir a mais de 30 mil colaboradores que trabalhem de graça durante um período não superior a um mês. Esta medida faz parte do "plano de sobrevivência" da empresa.
O apelo, lançado por email, pede a mais de 30 mil colaboradores da BA no Reino Unidos que, voluntariamente, abdiquem do seu salário durante um período entre uma semana a um mês, noticia a BBC. Os colaboradores podem ainda optar por não trabalhar mas durante esses período não têm direito ao seu salário.
O CEO da empresa, Willie Walsh, já afirmou que vai abdicar do seu salário de Julho, no valor de 61 mil libras" (Jornal de Negócios)
Os sindicatos já responderam hoje: "Willie Walsh [CEO da BA] pode dar-se ao luxo de trabalhar um mês de graça. Mas os nossos membros não", disse o representante do maior sindicato da companhia.
Isto é fantástico!
Quando as empresas apresentavam lucros (não sei se alguma vez a BA os teve), não os distribuíam pelos trabalhadores, ou davam-lhes migalhas.
Agora querem que esses mesmos trabalhadores paguem os prejuízos das empresas.
É melhor não escrever o que me passa pela cabeça neste momento...
O apelo, lançado por email, pede a mais de 30 mil colaboradores da BA no Reino Unidos que, voluntariamente, abdiquem do seu salário durante um período entre uma semana a um mês, noticia a BBC. Os colaboradores podem ainda optar por não trabalhar mas durante esses período não têm direito ao seu salário.
O CEO da empresa, Willie Walsh, já afirmou que vai abdicar do seu salário de Julho, no valor de 61 mil libras" (Jornal de Negócios)
Os sindicatos já responderam hoje: "Willie Walsh [CEO da BA] pode dar-se ao luxo de trabalhar um mês de graça. Mas os nossos membros não", disse o representante do maior sindicato da companhia.
Isto é fantástico!
Quando as empresas apresentavam lucros (não sei se alguma vez a BA os teve), não os distribuíam pelos trabalhadores, ou davam-lhes migalhas.
Agora querem que esses mesmos trabalhadores paguem os prejuízos das empresas.
É melhor não escrever o que me passa pela cabeça neste momento...
Quarta-feira, 17 de Junho de 2009
Só isso
Hoje à tarde apeteceu-me mesmo estar numa esplanada em Aveiro, a comer uns ovos moles, a olhar o horizonte, e a beber qualquer coisa bem fresca...
A mosca de Obama
Hoje o mundo anda maravilhado com este momento de Barack Obama:
... tenho alguma curiosidade em saber quais seriam as reacções que algo semelhante feito por George W. Bush teria pelo planeta Terra.
Mas quase arrisco adivinhar:
- Bush era um saloio por matar uma mosca. Ainda para mais, na televisão!
- Bush era um selvagem por matar um animal da espécie mosca. E teria um onda de protestos encabeçada pela Greenpeace;
- Bush era um estúpido, por mostrar a mosca depois de a ter matado;
- Bush era um pateta por tentar responder na entrevista ao mesmo tempo que tentava afastar uma mosca;
- Bush era um idiota por rir do que acabou de fazer.
Bush era tão palerma que até se pôs a fazer sapateado enquanto esperava por não sei quem para uma conferência de imprensa. No entanto, eu achei esse episódio delicioso!
Mas pronto, Bush é estúpido e Obama é muita fixe.
Esta atitude embevecida e parola por tudo o que Obama faz é absolutamente idiota!
Mas quase arrisco adivinhar:
- Bush era um saloio por matar uma mosca. Ainda para mais, na televisão!
- Bush era um selvagem por matar um animal da espécie mosca. E teria um onda de protestos encabeçada pela Greenpeace;
- Bush era um estúpido, por mostrar a mosca depois de a ter matado;
- Bush era um pateta por tentar responder na entrevista ao mesmo tempo que tentava afastar uma mosca;
- Bush era um idiota por rir do que acabou de fazer.
Bush era tão palerma que até se pôs a fazer sapateado enquanto esperava por não sei quem para uma conferência de imprensa. No entanto, eu achei esse episódio delicioso!
Mas pronto, Bush é estúpido e Obama é muita fixe.
Esta atitude embevecida e parola por tudo o que Obama faz é absolutamente idiota!
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A entrevista calimero
Sócrates foi à sua primeira entrevista após as eleições. Eu que não acreditava muito naquela conversa da humildade… rendo-me. O homem travestiu-se.Só aqueles momentos em que Sócrates punha um olhar parecido ao Gato das Botas versão Sherk, e um discurso cheio de misericórdia... bah! Era irritante e tão postiço aquele discurso "humilde" e quase pedagógico.
A máscara quase lhe caiu quando Ana Lourenço, resumindo as questões de alguns telespectadores, lhe atira: depois de 3 anos a pedir sacrifícios, e vendo a situação actual, somos levados a pensar se tudo não foi em vão. Sócrates, antes de responder, teve ali uns trejeitos curiosos no rosto.
A entrevista…
Sócrates foi demagogo.
Sócrates descobriu o seu novo chavão: “escrúpulo democrático do governo”. E usou-o como justificação para o compasso de espera para a adjudicação do TGV…
Sócrates teve esta frase fantástica, elogiando as qualidades do Magalhães: “o Magalhães melhora o ambiente na sala de aula”. Sugestão: de distribuir a Wii nas salas de aula, o efeito será semelhante… desde que os alunos estejam distraídos com qualquer coisa e não chateiem os professores.
Sócrates, quando questionado sobre eventuais coligações após as legislativas, afirmou: “o objectivo do PS é fazer uma coligação com o país”. Não pude conter uma lágrima. Ou terá sido uma gargalhada?
De vez em quando, em algumas respostas, tentava enumerar os grandes feitos do seu governo. Ana Lourenço, serena, cortava-lhe a palavra a passava a outra pergunta.
O mesmo Sócrates de sempre. Marketing, fachada, vazio político.
A jornalista Ana Lourenço: por vezes frontal, sempre serena.
Conduziu a entrevista de forma exímia. Grande profissional!
Na próxima semana é a vez de Manuela Ferreira Leite ser entrevistada no Dia d
A máscara quase lhe caiu quando Ana Lourenço, resumindo as questões de alguns telespectadores, lhe atira: depois de 3 anos a pedir sacrifícios, e vendo a situação actual, somos levados a pensar se tudo não foi em vão. Sócrates, antes de responder, teve ali uns trejeitos curiosos no rosto.
A entrevista…
Sócrates foi demagogo.
Sócrates descobriu o seu novo chavão: “escrúpulo democrático do governo”. E usou-o como justificação para o compasso de espera para a adjudicação do TGV…
Sócrates teve esta frase fantástica, elogiando as qualidades do Magalhães: “o Magalhães melhora o ambiente na sala de aula”. Sugestão: de distribuir a Wii nas salas de aula, o efeito será semelhante… desde que os alunos estejam distraídos com qualquer coisa e não chateiem os professores.
Sócrates, quando questionado sobre eventuais coligações após as legislativas, afirmou: “o objectivo do PS é fazer uma coligação com o país”. Não pude conter uma lágrima. Ou terá sido uma gargalhada?
De vez em quando, em algumas respostas, tentava enumerar os grandes feitos do seu governo. Ana Lourenço, serena, cortava-lhe a palavra a passava a outra pergunta.
O mesmo Sócrates de sempre. Marketing, fachada, vazio político.
A jornalista Ana Lourenço: por vezes frontal, sempre serena.
Conduziu a entrevista de forma exímia. Grande profissional!
Na próxima semana é a vez de Manuela Ferreira Leite ser entrevistada no Dia d
Terça-feira, 16 de Junho de 2009
Irão mexe?
O Irão está em ebulição.Passados 30 anos sobre 1979, as recentes eleições presidenciais trouxeram de novo os iranianos para a rua.
"Os resultados oficiais deram a vitória do actual Presidente, Mahmoud Ahmadinejad, com 63 por cento dos votos. Mas o Supremo Líder, ayatollah Ali Khamenei, pediu ao Conselho que investigasse alegadas fraudes." (Público)
No entanto, o candidato rival Mousavi rejeita a recontagem dos votos.
Mas, apesar do controle da informação e dos jornalistas estrangeiros, parece que as manifestações têm tido cada vez mais adeptos.
Há até quem afirme que "há mais pessoas na rua do que no ano da Revolução Islâmica".
O que reservará o futuro?
"Os direitos são uma conquista, não uma dádiva"
No entanto, o candidato rival Mousavi rejeita a recontagem dos votos.
Mas, apesar do controle da informação e dos jornalistas estrangeiros, parece que as manifestações têm tido cada vez mais adeptos.
Há até quem afirme que "há mais pessoas na rua do que no ano da Revolução Islâmica".
O que reservará o futuro?
"Os direitos são uma conquista, não uma dádiva"
Tempos interessantes
Ainda sem data marcada, as legislativas já começaram a mexer na política nacional.
Ao nível da retórica, já tinham começado a sentir-se, com acusações e afins.
Agora chega à matéria de facto: o Governo (através do ministro Mário Lino) já remeteu a "decisão final sobre o TGV para a próxima legislatura".
A contestação encabeçada pelo PSD, à qual Cavaco Silva deu cobertura, surtiu efeito. E ele nem precisou dizer a palavra "TGV" uma única vez. Bastou falar em "prioridades".
Por outro lado, o desaire - perdão, derrota - eleitoral do PS nas eleições europeias foi ontem analisado na comissão política do partido.
Já muito se escreveu sobre o que Sócrates disse sobre a maioria absoluta ontem à noite. Ouvi-o na TV. A mensagem foi clara: pedir uma “maioria parlamentar que dê condições para governar”. Sob a insistência jornalística disse o óbvio: só conhece uma maioria parlamentar que o permita. E esclareceu: maioria absoluta.
Portanto, tudo na mesma.
Entretanto, apontou as três prioridades para os próximos meses, que antecedem as eleições legislativas: defender a obra feita na educação, na energia e no plano tecnológico, explicar melhor as reformas e construir a tal “solução política que enfrente a crise”. Ou seja, propaganda.
Aos que pedem mudanças de política e de estilo, julgo que seria um erro fazê-lo a 2 ou 3 meses de eleições. Seria, descaradamente, chamar estúpidos aos cidadãos eleitores. Esta é uma observação de alguém que nem sequer é simpatizante do governo PS.
Enquanto isto se passa, Cavaco vai condicionando a agenda política sem muito espalhafato.
Fê-lo em relação ao TGV.
E hoje, sibilinamente, deixou perceber que as datas das autárquicas e das legislativas podem "coincidir". "São duas datas mas podem eventualmente coincidir. Eu apenas quis dizer que uma é fixada pelo Governo e outra é fixada pelo Presidente da República. Não há qualquer decisão, nem para uma eleição nem para outra", explicitou o Chefe de Estado.
Para quem perceber cavaquês, a mensagem está dada.
Vêm aí tempos politicamente interessantes.
Ah... mantenho a minha aposta: o vencedor das legislativas 2009 será o PSD.
Ao nível da retórica, já tinham começado a sentir-se, com acusações e afins.
Agora chega à matéria de facto: o Governo (através do ministro Mário Lino) já remeteu a "decisão final sobre o TGV para a próxima legislatura".
A contestação encabeçada pelo PSD, à qual Cavaco Silva deu cobertura, surtiu efeito. E ele nem precisou dizer a palavra "TGV" uma única vez. Bastou falar em "prioridades".
Por outro lado, o desaire - perdão, derrota - eleitoral do PS nas eleições europeias foi ontem analisado na comissão política do partido.
Já muito se escreveu sobre o que Sócrates disse sobre a maioria absoluta ontem à noite. Ouvi-o na TV. A mensagem foi clara: pedir uma “maioria parlamentar que dê condições para governar”. Sob a insistência jornalística disse o óbvio: só conhece uma maioria parlamentar que o permita. E esclareceu: maioria absoluta.
Portanto, tudo na mesma.
Entretanto, apontou as três prioridades para os próximos meses, que antecedem as eleições legislativas: defender a obra feita na educação, na energia e no plano tecnológico, explicar melhor as reformas e construir a tal “solução política que enfrente a crise”. Ou seja, propaganda.
Aos que pedem mudanças de política e de estilo, julgo que seria um erro fazê-lo a 2 ou 3 meses de eleições. Seria, descaradamente, chamar estúpidos aos cidadãos eleitores. Esta é uma observação de alguém que nem sequer é simpatizante do governo PS.
Enquanto isto se passa, Cavaco vai condicionando a agenda política sem muito espalhafato.
Fê-lo em relação ao TGV.
E hoje, sibilinamente, deixou perceber que as datas das autárquicas e das legislativas podem "coincidir". "São duas datas mas podem eventualmente coincidir. Eu apenas quis dizer que uma é fixada pelo Governo e outra é fixada pelo Presidente da República. Não há qualquer decisão, nem para uma eleição nem para outra", explicitou o Chefe de Estado.
Para quem perceber cavaquês, a mensagem está dada.
Vêm aí tempos politicamente interessantes.
Ah... mantenho a minha aposta: o vencedor das legislativas 2009 será o PSD.
Domingo, 14 de Junho de 2009
À descoberta de... Aveiro (dias 2 e 3)
O segundo dia em Aveiro começou cedo.
Sendo sábado, quis ir à praça do peixe, vê-la em funcionamento, cheia de gente.
Desilusão. Cheguei lá por volta das 9h e estava praticamente vazia. Nem clientes, nem vendedores. Deu tão-só para dar uma volta e tirar algumas fotos à exposição que lá estava devido à pesca excessiva, com peixes a cair do tecto. Interessante, a ideia da exposição.
De seguida, como era perto, fui à Igreja da Apresentação. Por fora, bastante simples. Por dentro, vestida de motivos dourados.
O meu destino nessa manhã era longínquo, pelo que fiquei à beira do Canal Central à espera da camioneta, enquanto ia vendo o ambiente. Aguardava partir rumo à Costa Nova e à Barra. Era ali que ia encontrar as coloridas casas típicas de Aveiro e o famoso farol. A viagem levou cerca de 30 minutos.
Durante o percurso vou reparando no ambiente piscatório, nas pessoas de meia idade a andar de bicicleta, numa rua gigante, na Gafanha da Nazaré, que me fez lembrar a Nazaré. Só faltavam os letreiros ou as pessoas a dizer “aluga-se”.
Ao chegar à Costa Nova, o maravilhamento. Ali estava uma série das tradicionais casinhas coloridas. O dia soalheiro acompanhava.
Andei ali a espreitar as casas, a fotografar aquela alameda de cores, com a Ria ali em frente.
O sol estava quente, apesar da brisa constante.
Acabei por sentar-me numa esplanada. Descansar, reabastecer energias, ler a Visão. Ainda perguntei se o percurso até à Barra era longe, e como se ia lá ter.
Havia um passadiço sobre as dunas, ali atrás da igreja.
Passadiço convidativo. De um lado dunas. Do outro mar e mar e mar. E a brisa fresca a bater. Não se dava pelo calor.
Segui pelo passadiço… que infelizmente não acompanhava todo o percurso até à Barra. Tive de voltar à estrada. À torreira. Tenho de comprar um daqueles chapéus à Sampaio.
Muitas casas de verão, de praia, naquela zona. E um pormenor curioso neste concelho de Ílhavo: há passeio durante uns metros, ou durante uma casa, depois deixa de haver, mais à frente volta a haver… uau!
Chego à Barra, não sei quantos quilómetros à frente, completamente exausto. E eu, que nem me vou abaixo assim facilmente em caminhadas… Acabo por procurar sombra, e um sítio para almoçar. Acreditam se disser que comi um “menu executivo” por apenas 6€ e com direito a sopa, peixe grelhado, bebida e café?
O Farol de Aveiro, na Barra, impõe respeito. Enorme! Apenas acho estranho ter as cores esbatidas. Suponho que seja pelo sol e brisa constantes na zona.
Ali ao lado, um cartaz com um "trilho natureza", entre a Ria e o Mar. A castanho, os percursos com passadiço. O circuito inteiro são 11,5 Km. Eu fiz o percurso entre o extremo esquerdo e o lado direito, onde está uma seta, no fim do passadiço. É só calcular os quilómetros...
É hora de regressar a Aveiro. Procurar uma paragem e ficar à espera da camioneta, pois não imagino a que horas passaria a próxima. Pouco depois chegou uma rapariga que tinha vindo de manhã. Olha para um papelinho de horários. Pergunto-lhe a que horas seria o próximo, mas também não sabe. É inglesa (ou seja lá o que for, fala inglês…) e também não sabe nada de nada. Turistas, bah!
Uns 20 minutos à espera e eis que voltamos a Aveiro.
Na cidade, ando pela Praça da República e pela Praça Marquês de Pombal.

Lembro-me de a senhora do hotel ter referido um percurso ao lado da Universidade de Aveiro, na parte de baixo. Vou à procura, faço uma parte do percurso, mas não tem nada de especial. É um lamaçal, com um estrada muito estranha, pouco frequentada. Não me inspirou confiança e voltei ao centro da cidade.
Ainda fui até à Estação. E de lá meti-me por uma “paralela” à Lourenço Peixinho, tentando ver o que havia por ali. Era uma zona velha da cidade. Muitos prédios degradados.
Acabo sentado numa esplanada da enorme Praça Marquês de Pombal. Descanso, leio o jornal…
Ainda passo pelo Rossio e ali fico a ver os moliceiros, o Canal Central, as cores de um fim de tarde. Definitivamente adoptei aquele espaço.

Ao fim do dia, o fenómeno musical das andorinhas repete-se.
Aveiro fica bonito ao cair da noite.
Mas hoje foi um dia extenuante. A caminhada entre a Costa Nova e a Barra foi cansativa. Tenho a cara vermelha do sol… quase um pimento, não fosse noite de Santo António por terras de Lisboa. Um After Sun deve ajudar.
Amanhã será mais um dia.
O terceiro dia é mais calmo. A cidade está vista. Só faltam pormenores.
Logo de manhã, vou espreitar o canal que faltava, o Canal do Paraíso. Nome pomposo para um pequeno canal. Nada a relatar, além de ter encontrado vários gatos pelos arredores.
Faltava ir às Barrocas. Depois de encontrar o sítio no mapa, lá vou eu. Trata-se de uma igreja, encalhada numa zona habitacional, quase oculta. Está fechada.
Ali ao lado vejo uma coisa que nunca tinha visto ao vivo: um lavadouro público.
Regresso aos arredores do Fórum e por ali fico. A manhã está fresca. As pessoas começam a passar, as ruas a encher-se de gente.
Pouco depois é hora de voltar a Lisboa.
De outra cidade cantam que “tem mais encanto na hora da despedida”. Ainda nem parti e já sinto saudades de Aveiro.
Agarrei-me à cidade, ao seu ritmo, às suas cores, aos canais, aos jardins. É calma, pequena, sem a loucura de uma grande cidade. E tem espaços de repouso. Gostei imenso das praças que se abrem após ruas estreitas. Das esplanadas que nascem em muitos cantos. Da luz.
Depois de conhecer Aveiro, acho um abuso dizer que um dos adjectivos de Lisboa é “luz”.
Hei-de lá voltar, sem dúvida. Encheu-me as medidas.
É um sítio excelente para abrandar o ritmo. Para espairecer. Para permanecer.
E quero ver Aveiro vestida com as cores de Outono.

Desilusão. Cheguei lá por volta das 9h e estava praticamente vazia. Nem clientes, nem vendedores. Deu tão-só para dar uma volta e tirar algumas fotos à exposição que lá estava devido à pesca excessiva, com peixes a cair do tecto. Interessante, a ideia da exposição.
Durante o percurso vou reparando no ambiente piscatório, nas pessoas de meia idade a andar de bicicleta, numa rua gigante, na Gafanha da Nazaré, que me fez lembrar a Nazaré. Só faltavam os letreiros ou as pessoas a dizer “aluga-se”.
Ao chegar à Costa Nova, o maravilhamento. Ali estava uma série das tradicionais casinhas coloridas. O dia soalheiro acompanhava.
O sol estava quente, apesar da brisa constante.
Havia um passadiço sobre as dunas, ali atrás da igreja.
Muitas casas de verão, de praia, naquela zona. E um pormenor curioso neste concelho de Ílhavo: há passeio durante uns metros, ou durante uma casa, depois deixa de haver, mais à frente volta a haver… uau!
Chego à Barra, não sei quantos quilómetros à frente, completamente exausto. E eu, que nem me vou abaixo assim facilmente em caminhadas… Acabo por procurar sombra, e um sítio para almoçar. Acreditam se disser que comi um “menu executivo” por apenas 6€ e com direito a sopa, peixe grelhado, bebida e café?
Ali ao lado, um cartaz com um "trilho natureza", entre a Ria e o Mar. A castanho, os percursos com passadiço. O circuito inteiro são 11,5 Km. Eu fiz o percurso entre o extremo esquerdo e o lado direito, onde está uma seta, no fim do passadiço. É só calcular os quilómetros...
Uns 20 minutos à espera e eis que voltamos a Aveiro.
Na cidade, ando pela Praça da República e pela Praça Marquês de Pombal.
Ainda fui até à Estação. E de lá meti-me por uma “paralela” à Lourenço Peixinho, tentando ver o que havia por ali. Era uma zona velha da cidade. Muitos prédios degradados.
Acabo sentado numa esplanada da enorme Praça Marquês de Pombal. Descanso, leio o jornal…
Ainda passo pelo Rossio e ali fico a ver os moliceiros, o Canal Central, as cores de um fim de tarde. Definitivamente adoptei aquele espaço.
Aveiro fica bonito ao cair da noite.
Mas hoje foi um dia extenuante. A caminhada entre a Costa Nova e a Barra foi cansativa. Tenho a cara vermelha do sol… quase um pimento, não fosse noite de Santo António por terras de Lisboa. Um After Sun deve ajudar.
Amanhã será mais um dia.
O terceiro dia é mais calmo. A cidade está vista. Só faltam pormenores.
Logo de manhã, vou espreitar o canal que faltava, o Canal do Paraíso. Nome pomposo para um pequeno canal. Nada a relatar, além de ter encontrado vários gatos pelos arredores.
Pouco depois é hora de voltar a Lisboa.
Agarrei-me à cidade, ao seu ritmo, às suas cores, aos canais, aos jardins. É calma, pequena, sem a loucura de uma grande cidade. E tem espaços de repouso. Gostei imenso das praças que se abrem após ruas estreitas. Das esplanadas que nascem em muitos cantos. Da luz.
Depois de conhecer Aveiro, acho um abuso dizer que um dos adjectivos de Lisboa é “luz”.
Hei-de lá voltar, sem dúvida. Encheu-me as medidas.
É um sítio excelente para abrandar o ritmo. Para espairecer. Para permanecer.
E quero ver Aveiro vestida com as cores de Outono.
À descoberta de... Aveiro (dia 1)
Aproveitando os feriados e com uns dias de férias (tecnicamente é mais uma pausa…), fui à descoberta de Aveiro.
Mala a tiracolo, mapa na mão, e a indispensável máquina fotográfica.
Mala a tiracolo, mapa na mão, e a indispensável máquina fotográfica.
Logo pela manhã do dia 11, apanho o InterCidades rumo à Veneza portuguesa, como também é conhecida a cidade.
Chego por volta do meio-dia. E começo a descobrir a cidade, enquanto atravesso a Av. Lourenço Peixinho rumo à Praça Humberto Delgado.
Ali a desorientação começa. Os mapas que consegui na net são maus. Andei às voltas quase uma hora. Muitas ruas não têm qualquer placa com o nome (uma dificuldade que se irá repetir nos dias seguintes), as pessoas a quem perguntei também não sabiam. Nem um polícia, que disse que “deve ser por ali”. Obrigadinho.
(Outra descoberta quanto à toponímia aveirense são várias ruas com o mesmo nome. A mais comum é Homem Cristo...).
Volto à Rua Clube dos Galitos, e encontro ali em frente um edifício com o hotel que procurava. Não era ali, mas sim numa rua ao lado. O hotel tem dois espaços: um é hotel, outro é residencial.
Encontrado o sítio para estadia, a pergunta sacramental: tem um mapa da cidade?
Tinha. E a senhora que me atendeu, sabendo já que eu ia um bocado à descoberta, esteve ali a indicar-me uma série de sítios a visitar. Óptimo.
Depois do almoço, a grande experiência em Aveiro: passear nos moliceiros pelos canais que abraçam a cidade. É indescritível!
E tive a sorte de o “meu” barco ser guiado por dois malucos: um velhote, que teria 83 anos, e um rapaz que, se o encontrasse na rua, eu teria cuidado: aspecto algures entre marginal e Jesus Cristo. São estes dois que se vêem ali no centro da foto...
Durante o passeio, o rapaz ia contando o motivo dos nomes dos canais, um pouco da história da cidade, ia explicando como era a apanha do moliço, o que se passou no fim do Canal do Côjo, para actualmente ter o Lago da Fonte Nova…. E, também ali, o Hotel Melià Ria, o único no país com 9 estrelas. Gargalhada geral no barco. (Ficai curiosos, mas não vou contar onde está a piada disto…).
Com estes guias brincalhões e bem dispostos aprendemos que há dois tipos de barcos:
- mercantel: de poucas cores, com capacidade até 22 toneladas;
- moliceiro: coloridos, com quatros painéis, com capacidade à volta de 5 toneladas, transportavam o moliço para adubar as terras. Nos painéis estão retratados momentos da cida de Aveiro, um painel a apelar à nacionalidade, e um com uma frase "maldosa".
- que os canais têm nomes diferentes para os marnotos (homens dos moliceiros) saberem onde iam deixar o moliço. Os canais, tal como as ruas, têm nomes diferentes. Por exemplo, o Canal das Pirâmides chama-se assim por ficar ao lado da Troncalhada, onde surgem as pirâmides de sal...
Neste passeio começo a ter a noção de uma coisa: Aveiro é uma cidade-espelho. Toda ela se reflecte nos canais, e isto dá-lhe umas cores mágicas, irreais.
Feito o passeio de barco, depois fui fazer a pé um passeio mais ou menos semelhante, contornando o Canal Central e o Canal de S. Roque. Queria tirar fotografias a alguns sítios que vi quando tinha passado no barco: a ponte da “Abraço”, a ponte de Carcavelos, umas casinhas coloridas que tinha visto por ali…
É assim que vou parar ao Largo da Praça do Peixe. Uma praça toda modernaça, vestida de arquitectura bonita. E uma exposição no interior sobre espécies em extinção devido à pesca excessiva. O mercado estava fechado, mas sentei-me ali numa esplanada. Era hora de descansar, olhar, tirar uns apontamentos, estudar o mapa.
E reparo nesta particularidade...
Enquanto ali estou, aparece um senhor a tocar violino. Pobre, triste. Tenta entoar uma música portuguesa, a custo descubro qual. Ele, entretanto, tenta ganhar uma moeda das poucas pessoas na esplanada. Duas espanholas dão-lhe atenção. Ela lá vai, contente, tocar para elas. A moeda não veio, e foi embora tão triste como chegou.
Às espanholas disse que tinha tirado o curso na Escola de Música Pública Romena.
Após a pausa, vou tentar descobrir uma coisa que a senhora do hotel e o guia do barco tinham falado: a Troncalhada, onde são feitas as pirâmides de sal. Sigo junto ao Canal das Pirâmides. Chego a um espaço dividido em quadrículas gigantes, cheio de água, parece um pântano cuidado.

Oficialmente este local chama-se Eco-Museu Marinha da Troncalhada.
Regresso ao centro da cidade e tento descobrir a Sé. Ainda tenho de ficar à espera, pois uma procissão (é feriado, dia do Corpo de Deus) atravessa a rua. De seguida, desço por detrás do Fórum Aveiro (um centro comercial como todos os outros, mas em jeito de Campera, aberto. No Inverno, deve estar-se ali muito bem...).
A Sé não é nada de especial.
Ali ao centro, uma réplica do Cruzeiro de S. Domingos, monumento nacional. O original está no interior da Sé, para onde foi transportado em 1979.
Entretanto, sento-me nuns tijolos que lá estão para olhar o mapa, as indicações, o mail de uma aveirense... Fico a saber que ao fundo da avenida há um parque: o Parque Infante D. Pedro.
Fantástico! Verde, árvores imponentes, silêncio, pássaros, o fim do dia, um lago, patos… Um jardim Gulbenkian em estado quase selvagem. Muitas fotografias, à luz de um dia que se aproxima do ocaso. Aquelas cores... Fico maravilhado!
Quando ia a caminho deste parque, passei junto ao Museu Santa Joana Princesa. (Museu de Aveiro). Está fechado, mas à porta, isto:

Volto a subir a Av. Miguel Bombarda, a Av. Santa Joana, e vou até junto do Canal do Côjo. Caminho ao seu lado rumo ao Fórum Aveiro.
Depois de jantar, ando por ali e acabo por ficar no Rossio, tendo o Canal Central a cercar-me.
O pôr-do-sol chega.
Aveiro veste-se de novas cores. Os canais transformam-se em espelhos. São cores irreais.

Logo ao fim do primeiro dia, sou surpreendido por uma coisa fantástica, mesmo a meio da cidade: uma dança de andorinhas, com a sua melodia alegre e saltitante, sobre os céus centrais.
Para primeira tarde, Aveiro apaixonou-me!
As cores vivas das casas, dos barcos, os canais, a mistura entre arquitectura Arte Nova, edifícios mais antigos e outros bem modernos, as praças enormes, as pontes a cruzarem os canais…
Acho que confessar que tirei quase 250 fotografias é uma boa medida… mesmo eu sendo um fotógrafo compulsivo.
Logo conto o segundo dia…
Chego por volta do meio-dia. E começo a descobrir a cidade, enquanto atravesso a Av. Lourenço Peixinho rumo à Praça Humberto Delgado.
Ali a desorientação começa. Os mapas que consegui na net são maus. Andei às voltas quase uma hora. Muitas ruas não têm qualquer placa com o nome (uma dificuldade que se irá repetir nos dias seguintes), as pessoas a quem perguntei também não sabiam. Nem um polícia, que disse que “deve ser por ali”. Obrigadinho.
(Outra descoberta quanto à toponímia aveirense são várias ruas com o mesmo nome. A mais comum é Homem Cristo...).
Volto à Rua Clube dos Galitos, e encontro ali em frente um edifício com o hotel que procurava. Não era ali, mas sim numa rua ao lado. O hotel tem dois espaços: um é hotel, outro é residencial.
Encontrado o sítio para estadia, a pergunta sacramental: tem um mapa da cidade?
Tinha. E a senhora que me atendeu, sabendo já que eu ia um bocado à descoberta, esteve ali a indicar-me uma série de sítios a visitar. Óptimo.
Depois do almoço, a grande experiência em Aveiro: passear nos moliceiros pelos canais que abraçam a cidade. É indescritível!
Com estes guias brincalhões e bem dispostos aprendemos que há dois tipos de barcos:
- mercantel: de poucas cores, com capacidade até 22 toneladas;
- moliceiro: coloridos, com quatros painéis, com capacidade à volta de 5 toneladas, transportavam o moliço para adubar as terras. Nos painéis estão retratados momentos da cida de Aveiro, um painel a apelar à nacionalidade, e um com uma frase "maldosa".
- que os canais têm nomes diferentes para os marnotos (homens dos moliceiros) saberem onde iam deixar o moliço. Os canais, tal como as ruas, têm nomes diferentes. Por exemplo, o Canal das Pirâmides chama-se assim por ficar ao lado da Troncalhada, onde surgem as pirâmides de sal...
Neste passeio começo a ter a noção de uma coisa: Aveiro é uma cidade-espelho. Toda ela se reflecte nos canais, e isto dá-lhe umas cores mágicas, irreais.
Feito o passeio de barco, depois fui fazer a pé um passeio mais ou menos semelhante, contornando o Canal Central e o Canal de S. Roque. Queria tirar fotografias a alguns sítios que vi quando tinha passado no barco: a ponte da “Abraço”, a ponte de Carcavelos, umas casinhas coloridas que tinha visto por ali…
É assim que vou parar ao Largo da Praça do Peixe. Uma praça toda modernaça, vestida de arquitectura bonita. E uma exposição no interior sobre espécies em extinção devido à pesca excessiva. O mercado estava fechado, mas sentei-me ali numa esplanada. Era hora de descansar, olhar, tirar uns apontamentos, estudar o mapa.
E reparo nesta particularidade...
Às espanholas disse que tinha tirado o curso na Escola de Música Pública Romena.
Após a pausa, vou tentar descobrir uma coisa que a senhora do hotel e o guia do barco tinham falado: a Troncalhada, onde são feitas as pirâmides de sal. Sigo junto ao Canal das Pirâmides. Chego a um espaço dividido em quadrículas gigantes, cheio de água, parece um pântano cuidado.
Regresso ao centro da cidade e tento descobrir a Sé. Ainda tenho de ficar à espera, pois uma procissão (é feriado, dia do Corpo de Deus) atravessa a rua. De seguida, desço por detrás do Fórum Aveiro (um centro comercial como todos os outros, mas em jeito de Campera, aberto. No Inverno, deve estar-se ali muito bem...).
A Sé não é nada de especial.
Entretanto, sento-me nuns tijolos que lá estão para olhar o mapa, as indicações, o mail de uma aveirense... Fico a saber que ao fundo da avenida há um parque: o Parque Infante D. Pedro.
Quando ia a caminho deste parque, passei junto ao Museu Santa Joana Princesa. (Museu de Aveiro). Está fechado, mas à porta, isto:
Volto a subir a Av. Miguel Bombarda, a Av. Santa Joana, e vou até junto do Canal do Côjo. Caminho ao seu lado rumo ao Fórum Aveiro.
Depois de jantar, ando por ali e acabo por ficar no Rossio, tendo o Canal Central a cercar-me.
O pôr-do-sol chega.
Aveiro veste-se de novas cores. Os canais transformam-se em espelhos. São cores irreais.
Para primeira tarde, Aveiro apaixonou-me!
Acho que confessar que tirei quase 250 fotografias é uma boa medida… mesmo eu sendo um fotógrafo compulsivo.
Logo conto o segundo dia…
Quarta-feira, 10 de Junho de 2009
Dias de pausa...
... e aproveito para ir espreitar outros mundos, uma outra cidade que desde sempre me chamou a atenção. Outras paisagens, outras gentes.
Espairecer. Descansar. Olhar. Fotografar. Descobrir. Espreitar.Porque a vida consiste no presente...
"Tem havido um grande mal-entendido entre vida e tempo.
O tempo é tido como tendo três modos: passado, presente, futuro - o que está errado.
Tempo consiste apenas de passado e futuro. É a vida que consiste do presente.
Portanto, aqueles que desejam viver, para eles não há outro jeito senão viver esse momento. Somente o presente é existencial." (Palavras de Osho)
"Tem havido um grande mal-entendido entre vida e tempo.
O tempo é tido como tendo três modos: passado, presente, futuro - o que está errado.
Tempo consiste apenas de passado e futuro. É a vida que consiste do presente.
Portanto, aqueles que desejam viver, para eles não há outro jeito senão viver esse momento. Somente o presente é existencial." (Palavras de Osho)
Terça-feira, 9 de Junho de 2009
Irmãos e Irmãs
No passado fim-de-semana vi vários episódios da série Irmãos e Irmãs. Já há algum tempo que não via, e tinha perdido o fio à meada. Agora já me encontrei novamente.
Hoje voltei a ver, na Fox Life.
E mantenho o que já tinha dito sobre a série.
Enquanto seguimos a série, de episódio para episódio, ou até durante o mesmo episódio, parece que nos vamos reconhecendo um pouco em cada uma das personagens. Parece que tomam uma parte de nós e a transportam para dentro da caixa mágica.
É uma série de luxo.
Quase apetece comprar a série toda. Que por cá já vai na 3ª temporada.
É uma série de luxo.
Quase apetece comprar a série toda. Que por cá já vai na 3ª temporada.
Durão Barroso II
"Durão Barroso anunciou hoje em Bruxelas a sua recandidatura a um segundo mandato de cinco anos à frente do executivo europeu depois de o primeiro-ministro da República Checa e actual presidente do Conselho Europeu, Jan Fischer, o convidar a fazê-lo." (I)Por sua vez, "os socialistas do Parlamento Europeu não apoiarão a recondução de Durão Barroso no cargo de presidente da Comissão Europeia, disse o líder do grupo parlamentar socialista europeu, o alemão Martin Schulz, em entrevista que será publicada quarta-feira."
Esquecem-se é de um pormenor: os socialistas perderam em toda a linha as recentes eleições europeias, e a demonizada direita ganhou-as.
Muitos não gostarão de Durão Barroso. Ainda vivem, na UE, no mito de Jacques Delors (por acaso, gostava de saber como seria o desempenho deste senhor com 27 países e umas crises no horizonte...).
Durão Barroso, goste-se ou não, é um dos mais experientes e preparados políticos nacionais e europeus.
Esquecem-se é de um pormenor: os socialistas perderam em toda a linha as recentes eleições europeias, e a demonizada direita ganhou-as.
Muitos não gostarão de Durão Barroso. Ainda vivem, na UE, no mito de Jacques Delors (por acaso, gostava de saber como seria o desempenho deste senhor com 27 países e umas crises no horizonte...).
Durão Barroso, goste-se ou não, é um dos mais experientes e preparados políticos nacionais e europeus.
Segunda-feira, 8 de Junho de 2009
2º TomarLEGO 2009
Tomar, a serena e bonita cidade dos templários, irá acolher entre 11 e 14 de Junho o 2º TomarLEGO.No Pavilhão Municipal, entre as 16h e as 22h.
Um excelente pretexto para ir passear à beira do rio Nabão, para perder-se naquelas ruas, para ir ver seres pequeninos na Mata dos Sete Montes, para contemplar o Castelo dos Templários e o imponente Convento de Cristo, a charola, a janela manuelina, a roda hidráulica da ilha do Mouchão...
Alea jacta est...

(infografia via DN)
As eleições europeias são uma realidade política e eleitoral muito particular. No entanto, as leituras nacionais deste resultado são legítimas.
Antes de mais, a vitória clara do PSD. Apesar de prognósticos, sondagens, críticas à condução da campanha...
Em 2º lugar, a queda brutal do PS. De 12 deputados passou para 7. Ou seja, pouco mais de metade da sua dimensão anterior. E é interessante ver a forma como Sócrates se empenhou nesta campanha ao lado de Vital Moreira
Finalmente, os grandes resultados alcançados pelos outros partidos.
O CDS aguenta-se e reforça a sua votação. Contra todos os prognósticos.
O PCP, com a sua cassete, idem aspas.
O BE, com o seu discurso radical envolto em charme, conseguiu triplicar o número de deputados.
Para as legislativas, o tiro de partida já foi dado.
Nas ruas de Lisboa, o PSD já apresentou o primeiro cartaz, com letras garrafais laranja sobre fundo branco: "nunca baixamos os braços".
Já deu para ver que os cidadãos não gostam de pão e circo. Ou política em versão empresa de de comunicação que o governo PS pratica.
Os dados estão lançados.
Acho perfeitamente possível o PSD ganhar as próximas legislativas. E, mais uma vez, formar governo juntamente com o CDS.
Gostava de rever esta imagem algures numa noite de Outubro:
Antes de mais, a vitória clara do PSD. Apesar de prognósticos, sondagens, críticas à condução da campanha...
Em 2º lugar, a queda brutal do PS. De 12 deputados passou para 7. Ou seja, pouco mais de metade da sua dimensão anterior. E é interessante ver a forma como Sócrates se empenhou nesta campanha ao lado de Vital Moreira
Finalmente, os grandes resultados alcançados pelos outros partidos.
O CDS aguenta-se e reforça a sua votação. Contra todos os prognósticos.
O PCP, com a sua cassete, idem aspas.
O BE, com o seu discurso radical envolto em charme, conseguiu triplicar o número de deputados.
Para as legislativas, o tiro de partida já foi dado.
Nas ruas de Lisboa, o PSD já apresentou o primeiro cartaz, com letras garrafais laranja sobre fundo branco: "nunca baixamos os braços".
Já deu para ver que os cidadãos não gostam de pão e circo. Ou política em versão empresa de de comunicação que o governo PS pratica.
Os dados estão lançados.
Acho perfeitamente possível o PSD ganhar as próximas legislativas. E, mais uma vez, formar governo juntamente com o CDS.
Gostava de rever esta imagem algures numa noite de Outubro:
Perigo no horizonte
Ontem à noite, após ver confirmada a sua eleição como terceiro eurodeputado pelo Bloco de Esquerda, Rui Tavares disse esta coisa maravilhosa:
"O Bloco vai mudar este país de certeza absoluta."
Não duvido disso. E isso é que é perigoso.
Na Europa, Portugal deve ser o único país em que as forças comunistas têm mais de 20% dos votos.
Perigoso. Muito perigoso.
Já dizia Sá Carneiro que a melhor forma de combater os comunistas era governar bem...
"O Bloco vai mudar este país de certeza absoluta."
Não duvido disso. E isso é que é perigoso.
Na Europa, Portugal deve ser o único país em que as forças comunistas têm mais de 20% dos votos.
Perigoso. Muito perigoso.
Já dizia Sá Carneiro que a melhor forma de combater os comunistas era governar bem...
Domingo, 7 de Junho de 2009
Resultados by CDS
O CDS tem um bom resultado.
Mais uma vez "bate" as sondagens.
E, proporcionalmente, ganha em número de deputados e em votos. Nestas eleições, fruto da redução de deputados para Portugal, cada deputado precisava de mais votos para ser eleito.
O CDS mantém dois deputados. Tem mais votos.
Mais uma vez "bate" as sondagens.
E, proporcionalmente, ganha em número de deputados e em votos. Nestas eleições, fruto da redução de deputados para Portugal, cada deputado precisava de mais votos para ser eleito.
O CDS mantém dois deputados. Tem mais votos.
Nestas eleições há uma conta que é preciso fazer: qual o peso relativo de cada partido, face ao total de deputados, tendo em conta a redução de 24 para 22 eurodeputados.
À excepção do PS, todos os partidos ganham.
O PS perdeu para a esquerda; o PS perdeu para a direita; e o PS perdeu para a abstenção.
À excepção do PS, todos os partidos ganham.
O PS perdeu para a esquerda; o PS perdeu para a direita; e o PS perdeu para a abstenção.
Resultados by PSD
Rangel, sereno, prepara-se para falar.
Manuela Ferreira Leite não o acompanha. Será motivo para dizer que esta não é - também!- uma vitória dela?
Certamente que não.
Rangel reconhece o papel de MFL nestas eleições, e na linha que imprimiu ao partido.
Leitura dos resultados em 4 pontos de Rangel:
- vitória da politica substantiva e de verdade;
- é a derrota das campanhas rasteiras e feitas de suspeições;
- é uma derrota do PS e, em particular, de Sócrates;
- todos os partidos à esquerda na Europa perderam eleições; nos países em que governa a direita, esses partidos venceram contra os socialistas. Ou seja, em toda a linha, os socialistas perderam na Europa.
Manuela Ferreira Leite não o acompanha. Será motivo para dizer que esta não é - também!- uma vitória dela?
Certamente que não.
Rangel reconhece o papel de MFL nestas eleições, e na linha que imprimiu ao partido.
Leitura dos resultados em 4 pontos de Rangel:
- vitória da politica substantiva e de verdade;
- é a derrota das campanhas rasteiras e feitas de suspeições;
- é uma derrota do PS e, em particular, de Sócrates;
- todos os partidos à esquerda na Europa perderam eleições; nos países em que governa a direita, esses partidos venceram contra os socialistas. Ou seja, em toda a linha, os socialistas perderam na Europa.
Resultados by PS
Sócrates e Vital Moreira descem para falar, no Altis.
Aqueles rostos fechados não enganam. Sócrates não parece o mesmo emproado de quando faz de primeiro-ministro.
Vital felicita o PSD e assume a derrota.
Sócrates, fora as palavras de circunstância, mantém o discurso da "coragem e determinação"... e a conversa da treta de sempre.
Aqueles rostos fechados não enganam. Sócrates não parece o mesmo emproado de quando faz de primeiro-ministro.
Vital felicita o PSD e assume a derrota.
Sócrates, fora as palavras de circunstância, mantém o discurso da "coragem e determinação"... e a conversa da treta de sempre.
A Europa by Portugal
Hummm... digamos que a projecção de resultados nesta eleições agrada-me.
Antes de mais, é necessário ter em conta que Portugal passa de 24 deputados no PE para 22, fruto do Tratado de Nice.
Feito este enquadramento, o seguinte:
- o PSD ganha as eleições, provavelmente com o mesmo número de deputados que em 2004, quando concorreu em coligação com o CDS; e há projecções a apontar entre 8 e 9 mandatos.
- o CDS poderá manter os mesmos 2 deputados que em 2004, ano em que concorreu coligado com o PSD;
- o PS sofre uma forte penalização. Desce dos 12 deputados para os 6 ou 7. Este resultado tem de ser enquadrado com a redução de representantes nacionais no PE, e com a perda para os outros partidos. Para todos os outros partidos. Que mantém, ou aumentam as respectivas representações.
- a CDU manterá os mesmo deputados ou irá conquistar o terceiro;
- o BE crescerá claramente face a um único deputado actual. Há projecções a indicar a possibilidade do terceiro deputado.
Hoje houve procura de alternativa; houve voto de protesto; houve os milhares de novos eleitores que o Bloco já reclamou como seus; houve uma abstenção gigantesca; houve o genial candidato Vital Moreira pelo PS...
E Sócrates, que hoje era apontado como o único chefe de governo na Europa a não ser penalizado nestas eleições, não pode cantar vitória.
Entretanto, começou a campanha para as legislativas...
Estes resultados, embora sendo um interessante indicador, não podem ser extrapolados para qualquer outra eleição. Hoje, Portugal é um único círculo eleitoral. Nas legislativas, o país é retalhado em vários círculos (que este não têm alterações no número de representantes), pelo que o resultado depende do que cada partido consegue em cada um desses círculos.
Antes de mais, é necessário ter em conta que Portugal passa de 24 deputados no PE para 22, fruto do Tratado de Nice.
Feito este enquadramento, o seguinte:
- o PSD ganha as eleições, provavelmente com o mesmo número de deputados que em 2004, quando concorreu em coligação com o CDS; e há projecções a apontar entre 8 e 9 mandatos.
- o CDS poderá manter os mesmos 2 deputados que em 2004, ano em que concorreu coligado com o PSD;
- o PS sofre uma forte penalização. Desce dos 12 deputados para os 6 ou 7. Este resultado tem de ser enquadrado com a redução de representantes nacionais no PE, e com a perda para os outros partidos. Para todos os outros partidos. Que mantém, ou aumentam as respectivas representações.
- a CDU manterá os mesmo deputados ou irá conquistar o terceiro;
- o BE crescerá claramente face a um único deputado actual. Há projecções a indicar a possibilidade do terceiro deputado.
Hoje houve procura de alternativa; houve voto de protesto; houve os milhares de novos eleitores que o Bloco já reclamou como seus; houve uma abstenção gigantesca; houve o genial candidato Vital Moreira pelo PS...
E Sócrates, que hoje era apontado como o único chefe de governo na Europa a não ser penalizado nestas eleições, não pode cantar vitória.
Entretanto, começou a campanha para as legislativas...
Estes resultados, embora sendo um interessante indicador, não podem ser extrapolados para qualquer outra eleição. Hoje, Portugal é um único círculo eleitoral. Nas legislativas, o país é retalhado em vários círculos (que este não têm alterações no número de representantes), pelo que o resultado depende do que cada partido consegue em cada um desses círculos.
Escolher a Europa que queremos
Depois de passada a palermice que é o "dia de reflexão", hoje é dia de ir a votos. De escolher o quê e quem queremos para a União Europeia nos próximos cinco anos.Parece que o grande vencedor será a abstenção.
Uma pena, uma irresponsabilidade, uma vergonha. Depois não se queixem.
Subscrevo inteiramente o que Cavaco Silva disse ontem na sua mensagem: "E pergunto: com que direito nos poderemos queixar depois das políticas europeias se, na hora em que fomos chamados a decidir, no momento em que pudemos escolher, optámos por não comparecer?"
Ao fecho das urnas, as televisões terão previsões, sondagens, comentários, análises... Gosto de seguir intensamente estas noites. E hoje estou particularmente curioso para ver Ricardo Araújo Pereira a comentar na SIC/SICNotícias.
Site do Parlamento Europeu aqui.
Uma pena, uma irresponsabilidade, uma vergonha. Depois não se queixem.
Subscrevo inteiramente o que Cavaco Silva disse ontem na sua mensagem: "E pergunto: com que direito nos poderemos queixar depois das políticas europeias se, na hora em que fomos chamados a decidir, no momento em que pudemos escolher, optámos por não comparecer?"
Ao fecho das urnas, as televisões terão previsões, sondagens, comentários, análises... Gosto de seguir intensamente estas noites. E hoje estou particularmente curioso para ver Ricardo Araújo Pereira a comentar na SIC/SICNotícias.
Site do Parlamento Europeu aqui.
Sábado, 6 de Junho de 2009
Dia D
Hoje assinala-se o desembarque das tropas na Normandia, que há 65 anos marcaram o início do fim da II Guerra Mundial.Um dia importante para a liberdade e para o nosso modo de vida.
Dia de reflexão...
Hoje é aquele dia que os políticos decidiram que se destina aos cidadãos pensarem neles, e amanha, esclarecidos, irem votar.
Sexta-feira, 5 de Junho de 2009
Basta de socialismo na sociedade portuguesa!
Esta frase disse-a Paulo Rangel, cabeça-de-lista do PSD às eleições europeias.
A este propósito, ler este post do Hole Horror.
Um alívio para a alma. Mesmo!
A este propósito, ler este post do Hole Horror.
Um alívio para a alma. Mesmo!
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Aveiro
Com uns feriados à vista, e com a vontade de sempre em visitar e conhecer esta cidade que sempre me seduziu...
Quinta-feira, 4 de Junho de 2009
Sondagens
Numa sondagem vinda hoje a público, o PSD está à frente do PS nas eleições europeias uns 3%. Diz-se que é um empate técnico.
Há uma semana, com um resultado semelhante, mas mais próximo, estando o PS à frente, dizia-se que o PS vencia o PSD.
Há coisas que me ultrapassam nas sondagens...
Facto é que, graças aos candidatos escolhidos por cada um dos partidos, o resultado agrada-me.
O PS encaminha-se para uma derrota. Só lhe fará bem.
O PSD ruma a um bom resultado. Ainda bem.
Lembro apenas os títulos do Expresso da semana passada, analisando as candidaturas do PS e do PSD: "Um candidato que acertou no líder..." e "... e uma líder que acertou no candidato".
Há uma semana, com um resultado semelhante, mas mais próximo, estando o PS à frente, dizia-se que o PS vencia o PSD.
Há coisas que me ultrapassam nas sondagens...
Facto é que, graças aos candidatos escolhidos por cada um dos partidos, o resultado agrada-me.
O PS encaminha-se para uma derrota. Só lhe fará bem.
O PSD ruma a um bom resultado. Ainda bem.
Lembro apenas os títulos do Expresso da semana passada, analisando as candidaturas do PS e do PSD: "Um candidato que acertou no líder..." e "... e uma líder que acertou no candidato".
Acções de caridade
Então agora Cavaco Silva, por ter tido acções do BPN, por ter lá poupanças pessoais, por mais não sei o que que se hão-de lembrar, também tem responsabilidades na gestão daquela instituição bancária?
Ver notícia no PÚBLICO.
Se há político em Portugal que eu ponha no limbo das pessoas sérias e acima de qualquer suspeita, é Cavaco Silva.
Ah... eu já tive acções da EDP (aquando da sua privatização), e ganhei uns trocos.
Também já tive do BCP, e perdi dinheiro. E não, não tenho nada a ver com a gestão criativa que houve por lá.
Neste momento tenho acções do FCP, por amor à camisola. Estou a perder dinheiro. E não tenho nada a ver com umas coisas a que muitos tentam ligar o clube.
Ver notícia no PÚBLICO.
Se há político em Portugal que eu ponha no limbo das pessoas sérias e acima de qualquer suspeita, é Cavaco Silva.
Ah... eu já tive acções da EDP (aquando da sua privatização), e ganhei uns trocos.
Também já tive do BCP, e perdi dinheiro. E não, não tenho nada a ver com a gestão criativa que houve por lá.
Neste momento tenho acções do FCP, por amor à camisola. Estou a perder dinheiro. E não tenho nada a ver com umas coisas a que muitos tentam ligar o clube.
E agora, Vital?
PÚBLICO: Mail de Abdul Vakil para Oliveira Costa revela critério de recrutamento de figuras socialistas
O e-mail de Abdool Vakil para Oliveira Costa:
Meu caro,
No tocante a este assunto, para além do nome que sugeriu que foi o do Doutor Oliveira Martins que julgo não ser o mais provável porque não é para Presidente, lembrei-me de alguns outros nomes que lhe submeto para uma apreciação prévia e para estabelecermos uma hierarquização para que eu possa então seguir a lista por essa ordem.
Os nomes que me ocorrem dentro do critério que foi definido são:
Vera Jardim - advogado com nome na Praça, Deputado pelo PS e ex-Ministro da Justiça; muito próximo do actual PR (e também amigo do Neto Valente dado que este foi há anos colega do escritório Jardim, Sampaio e Caldas);
João Cravinho - nome bem conhecido, Deputado do PS e ex-Super Ministro do Equip Social, etc, conheço-o bem, já fez o favor de dar alguma colaboração ao Banco Efisa a título gracioso porque quando saiu do governo achou que não devia logo trabalhar para o banco que era prestador de serviços ao Ministerio que comandou. Entretanto, como isso já foi há algum tempo, pode ser que já possa aceitar. (Disse-me na altura que tinha aceite um lugar no Conselho Consultivo do Banco do Rendeiro).
Prof. Augusto Mateus - PS muito bem inserido na máquina do Partido ; ex-Ministro da Economia; meu antigo aluno e com quem tenho excelente relação.
Dr. Fernando Castro que foi Ch de Gabinete e ao que se diz o Mentor do então Ministro Pina Moura, muito bem inserido dentro dos meios políticos onde se move com muita discrição mas com grande eficácia. Dou-me bem com ele; veio há dias almoçar comigo ao banco; está de momento ligado à General des Eaux em Portugal.
Alberto Costa - Deputado pelo PS, advogado e muito ligado ao António Vitorino com quem também me dou bem. Foi Ministro da Administração Interna e é também uma pessoa discreta.
Também o Mário Cristina de Sousa poderia ser um bom nome mas está neste momento ligado à CGD e daí que, mesmo sendo um bom amigo, não possa. Mas fica aqui como uma mera sugestão mas que não me parece viável.
Podemos falar sobre este assunto quando entender conveniente.
AV
Vital Moreira irá continuar a campanha rasca que tem feito, tentando ligar o PSD ao caso BPN?
Ou vai acabar com a história da "roubalheira"?
O e-mail de Abdool Vakil para Oliveira Costa:
Meu caro,
No tocante a este assunto, para além do nome que sugeriu que foi o do Doutor Oliveira Martins que julgo não ser o mais provável porque não é para Presidente, lembrei-me de alguns outros nomes que lhe submeto para uma apreciação prévia e para estabelecermos uma hierarquização para que eu possa então seguir a lista por essa ordem.
Os nomes que me ocorrem dentro do critério que foi definido são:
Vera Jardim - advogado com nome na Praça, Deputado pelo PS e ex-Ministro da Justiça; muito próximo do actual PR (e também amigo do Neto Valente dado que este foi há anos colega do escritório Jardim, Sampaio e Caldas);
João Cravinho - nome bem conhecido, Deputado do PS e ex-Super Ministro do Equip Social, etc, conheço-o bem, já fez o favor de dar alguma colaboração ao Banco Efisa a título gracioso porque quando saiu do governo achou que não devia logo trabalhar para o banco que era prestador de serviços ao Ministerio que comandou. Entretanto, como isso já foi há algum tempo, pode ser que já possa aceitar. (Disse-me na altura que tinha aceite um lugar no Conselho Consultivo do Banco do Rendeiro).
Prof. Augusto Mateus - PS muito bem inserido na máquina do Partido ; ex-Ministro da Economia; meu antigo aluno e com quem tenho excelente relação.
Dr. Fernando Castro que foi Ch de Gabinete e ao que se diz o Mentor do então Ministro Pina Moura, muito bem inserido dentro dos meios políticos onde se move com muita discrição mas com grande eficácia. Dou-me bem com ele; veio há dias almoçar comigo ao banco; está de momento ligado à General des Eaux em Portugal.
Alberto Costa - Deputado pelo PS, advogado e muito ligado ao António Vitorino com quem também me dou bem. Foi Ministro da Administração Interna e é também uma pessoa discreta.
Também o Mário Cristina de Sousa poderia ser um bom nome mas está neste momento ligado à CGD e daí que, mesmo sendo um bom amigo, não possa. Mas fica aqui como uma mera sugestão mas que não me parece viável.
Podemos falar sobre este assunto quando entender conveniente.
AV
Vital Moreira irá continuar a campanha rasca que tem feito, tentando ligar o PSD ao caso BPN?
Ou vai acabar com a história da "roubalheira"?
Quarta-feira, 3 de Junho de 2009
China: 20 anos de Tiananmen
"Seis semanas de intensos protestos terminaram da pior maneira em Pequim, com o massacre de milhares, na praça de Tiananmen, nos dias 3 e 4 de Junho de 1989.Na Primavera desse ano, mais de um milhão de estudantes e trabalhadores ocuparam a famosa praça e iniciaram o maior protesto na história da República Popular da China.
Os acontecimentos que precederam a tentativa de abertura na dura política comunista, por reformadores e jovens activistas, esbarraram no final com a opressão de um governo autocrático, que qualificou esta tentativa de mudança como um golpe de estado.
Tudo começou a 15 de Abril de 1989, quando o reformista e antigo chefe do partido comunista Hu Yaobang faleceu, aos 73 anos, devido a um ataque cardíaco.
Em luto, centenas de pessoas reuniram-se na praça Tiananmen para chorar o seu líder e protestar contra a lentidão nas reformas do governo." (Fonte: Meia Hora)
Entretanto... "o Governo chinês bloqueou o acesso ao Twitter e outros serviços online como o MSN e o Facebook, dois dias antes do 20º aniversário dos protestos na praça de Tiananmen." (I)
Uma data com esta relevância. E só a vejo destacada no Meia Hora.
Dossier sobre Tiananmen no Público
Os acontecimentos que precederam a tentativa de abertura na dura política comunista, por reformadores e jovens activistas, esbarraram no final com a opressão de um governo autocrático, que qualificou esta tentativa de mudança como um golpe de estado.
Tudo começou a 15 de Abril de 1989, quando o reformista e antigo chefe do partido comunista Hu Yaobang faleceu, aos 73 anos, devido a um ataque cardíaco.
Em luto, centenas de pessoas reuniram-se na praça Tiananmen para chorar o seu líder e protestar contra a lentidão nas reformas do governo." (Fonte: Meia Hora)
Entretanto... "o Governo chinês bloqueou o acesso ao Twitter e outros serviços online como o MSN e o Facebook, dois dias antes do 20º aniversário dos protestos na praça de Tiananmen." (I)
Uma data com esta relevância. E só a vejo destacada no Meia Hora.
Dossier sobre Tiananmen no Público
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Um abaixo assinado resolve isto?
1 - Herman José vai ser a cara de um novo programa de entretenimento da TVI que começa a 5 de Julho e durará até Setembro. (Público)
Fiquei triste ao ler esta notícia.
Primeiro, Herman José, o grande artista português, vale mais do que um simples apresentador de programas musicais.
Depois, é absolutamente irritante esta onda televisiva de programas musicais. Ao domingo, alguém que queira ver os 4 canais nacionais, não tem por onde escolher. Ainda bem que tenho TV Cabo!
E isto tem uma agravante: ainda repetem estes programas fantásticos noutros dias quaisquer para encher chouriços.
O que ganham os 3 canais principais com estas estopadas?
O que me escandaliza ainda mais é que a RTP tem um programa de luxo que agora remete para depois das 23h: Os Contemporâneos.
2 - por que carga de água é que, de há uns tempos para cá, no trabalho, tudo o que é pedido vem com a palavra "urgente" anexa?
É uma declaração? É urgente.
São as tabelas para o novo sistema? É urgente.
É o trabalho habitual? É urgente.
São as burocracias acrescidas em nome da simplificação? É urgente.
É mais não sei quê? É urgente...
Se são urgências, vão para um hospital!!!
F%$#&€!
Fiquei triste ao ler esta notícia.
Primeiro, Herman José, o grande artista português, vale mais do que um simples apresentador de programas musicais.
Depois, é absolutamente irritante esta onda televisiva de programas musicais. Ao domingo, alguém que queira ver os 4 canais nacionais, não tem por onde escolher. Ainda bem que tenho TV Cabo!
E isto tem uma agravante: ainda repetem estes programas fantásticos noutros dias quaisquer para encher chouriços.
O que ganham os 3 canais principais com estas estopadas?
O que me escandaliza ainda mais é que a RTP tem um programa de luxo que agora remete para depois das 23h: Os Contemporâneos.
2 - por que carga de água é que, de há uns tempos para cá, no trabalho, tudo o que é pedido vem com a palavra "urgente" anexa?
É uma declaração? É urgente.
São as tabelas para o novo sistema? É urgente.
É o trabalho habitual? É urgente.
São as burocracias acrescidas em nome da simplificação? É urgente.
É mais não sei quê? É urgente...
Se são urgências, vão para um hospital!!!
F%$#&€!
Terça-feira, 2 de Junho de 2009
Um dia em revista
1 - Mark Malkoff, comediante nova-iorquino que sofre de uma fobia aos aviões, decidiu passar um mês inteiro em voo para tentar curar-se (Expresso).
Eu, cidadão não comediante e com fobia de andar de avião, não fui à Madeira no Natal passado devido a isso. E nunca optaria por um tratamento assim idiota.
E não me venham com a conversa que é o avião é o meio de transporte mais seguro e bla bla bla...
No I:
"Como em todas as fobias, ter medo de andar de avião é uma situação que resulta de um temor excessivo, incontrolável, provocado pela antecipação de tudo o que possa acontecer de negativo numa determinada situação". Segundo o psicólogo clínico Fernando Lima Magalhães, acidentes como o que aconteceu ontem "aumentam a fobia de andar de avião em muita gente." "Uma pessoa que não tenha receio de voar consegue racionalizar estas notícias e perceber que é um acidente muito raro. Mas quem tem fobia de entrar num avião vê nestes acidentes a prova que justifica o seu medo", explica o psicólogo. É tudo uma questão de perspectivas: quem sofre de fobia a aeronaves, usa estes acidentes para "maximizar o negativo".
Pois... Uma coisa é certa: se eu fosse andar de avião na próxima semana, podiam ficar sentados à espera.
2 - Musical em Lisboa pede rapazes nus a cantar (SOL)
Hummm... ainda estou a pensar se me inscrevo para as audições... Depois é sempre a subir (esta palavra aqui...ops!... eheheheh): convites para revistas, novelas, filmes... E a conta bancária a ficar aconchegada.
Os candidatos deverão ter algum look específico? Haverá algum predilecto?
3 - a campanha para as eleições europeias está a ser... má.
Vital Moreira, que só queria falar da Europa, trouxe a campanha para o nível mais baixo e não diz nada; Paulo Rangel tem sido uma revelação; Nuno Melo não tem chama, apesar do excelente trabalho na comissão de inquérito ao BPN, quase não aparece, e só se vê o líder do partido; Ilda Figueiredo é a cassete de sempre do PCP; Miguel Portas é o homem do Bloco e contra o capitalismo e mais não-sei-quantos.
Ontem ainda ouvi Orlando Alves, do PCTP-MRPP, propor o disparate de 30h semanais (para combater o desemprego)... Fui rir. E depois ainda disse que o salário mínimo devia ser harmonizado a nível europeu.
4 - o desemprego em Portugal atingiu o nível mais elevado dos 25 anos: 9,3%.(I) Ainda bem que as soluções apresentadas pelo governo de Sócrates estão a resolver o problema...
Eu, cidadão não comediante e com fobia de andar de avião, não fui à Madeira no Natal passado devido a isso. E nunca optaria por um tratamento assim idiota.
E não me venham com a conversa que é o avião é o meio de transporte mais seguro e bla bla bla...
No I:
"Como em todas as fobias, ter medo de andar de avião é uma situação que resulta de um temor excessivo, incontrolável, provocado pela antecipação de tudo o que possa acontecer de negativo numa determinada situação". Segundo o psicólogo clínico Fernando Lima Magalhães, acidentes como o que aconteceu ontem "aumentam a fobia de andar de avião em muita gente." "Uma pessoa que não tenha receio de voar consegue racionalizar estas notícias e perceber que é um acidente muito raro. Mas quem tem fobia de entrar num avião vê nestes acidentes a prova que justifica o seu medo", explica o psicólogo. É tudo uma questão de perspectivas: quem sofre de fobia a aeronaves, usa estes acidentes para "maximizar o negativo".
Pois... Uma coisa é certa: se eu fosse andar de avião na próxima semana, podiam ficar sentados à espera.
2 - Musical em Lisboa pede rapazes nus a cantar (SOL)
Hummm... ainda estou a pensar se me inscrevo para as audições... Depois é sempre a subir (esta palavra aqui...ops!... eheheheh): convites para revistas, novelas, filmes... E a conta bancária a ficar aconchegada.
Os candidatos deverão ter algum look específico? Haverá algum predilecto?
3 - a campanha para as eleições europeias está a ser... má.
Vital Moreira, que só queria falar da Europa, trouxe a campanha para o nível mais baixo e não diz nada; Paulo Rangel tem sido uma revelação; Nuno Melo não tem chama, apesar do excelente trabalho na comissão de inquérito ao BPN, quase não aparece, e só se vê o líder do partido; Ilda Figueiredo é a cassete de sempre do PCP; Miguel Portas é o homem do Bloco e contra o capitalismo e mais não-sei-quantos.
Ontem ainda ouvi Orlando Alves, do PCTP-MRPP, propor o disparate de 30h semanais (para combater o desemprego)... Fui rir. E depois ainda disse que o salário mínimo devia ser harmonizado a nível europeu.
4 - o desemprego em Portugal atingiu o nível mais elevado dos 25 anos: 9,3%.(I) Ainda bem que as soluções apresentadas pelo governo de Sócrates estão a resolver o problema...
Segunda-feira, 1 de Junho de 2009
Sendo dia das criancinhas...
Via I Can ReadNeste mesmo sentido infantil, esta fantástica mensagem das possibilidades que só a ingenuidade permite.
Domingo, 31 de Maio de 2009
Episódios do dia-a-dia - 2
Tarde de domingo.
Calor.
Parque das Nações.
Esplanada do Peter.
Sete pessoas à espera das respectivas bebidas, já impacientes pela demora.
E eis que surge a primeira bebida: uma caipirinha. Trazida por um rapaz com ar “pintas”.
Segundos depois, chegam as outras seis bebidas. Trazidas numa bandeja por uma rapariga grávida.
Sem comentários.
Calor.
Parque das Nações.
Esplanada do Peter.
Sete pessoas à espera das respectivas bebidas, já impacientes pela demora.
E eis que surge a primeira bebida: uma caipirinha. Trazida por um rapaz com ar “pintas”.
Segundos depois, chegam as outras seis bebidas. Trazidas numa bandeja por uma rapariga grávida.
Sem comentários.
Sábado, 30 de Maio de 2009
Episódios do dia-a-dia - 1
Hoje fui cortar o cabelo (uma inutilidade. Ainda ninguém me explicou por que cresce o cabelo, ou por que os homens têm barba... para tirá-la diariamente. Enfim…).
Enquanto esperava pela minha vez (há séculos que não via aquilo tão cheio…), vou lendo o jornal.
Às tantas chega um homem. Depois percebo que é taxista. Esteve ali à porta, e logo foi parar o carro num sítio que ficou vago. Quando volta, sem qualquer propósito, conta um episódio que lhe aconteceu num destes dias: apanhou, nas Amoreiras, duas brasileiras ("muito boas", segundo o taxista...) que vinham do supermercado e levou-as algures ao centro de Lisboa. Ao chegar, ele ajuda a levar os sacos para dentro do prédio. E uma delas diz (ler em brasileiro): “você é muito amável, não quer subir? Por 50€ você pode ficar com as duas…”
Num espaço de machos, os sorrisos malandros.
Ele, homem sério, diz que respondeu que não, que tinha de ir trabalhar…
Mas a quem raio interessa isto?
Enquanto esperava pela minha vez (há séculos que não via aquilo tão cheio…), vou lendo o jornal.
Às tantas chega um homem. Depois percebo que é taxista. Esteve ali à porta, e logo foi parar o carro num sítio que ficou vago. Quando volta, sem qualquer propósito, conta um episódio que lhe aconteceu num destes dias: apanhou, nas Amoreiras, duas brasileiras ("muito boas", segundo o taxista...) que vinham do supermercado e levou-as algures ao centro de Lisboa. Ao chegar, ele ajuda a levar os sacos para dentro do prédio. E uma delas diz (ler em brasileiro): “você é muito amável, não quer subir? Por 50€ você pode ficar com as duas…”
Num espaço de machos, os sorrisos malandros.
Ele, homem sério, diz que respondeu que não, que tinha de ir trabalhar…
Mas a quem raio interessa isto?
MMG: jornalista contundente
Manuela Moura Guedes, igual a si própria, em entrevista ao I:
Há quem diga que este governo lida mal com os media. Concorda?
Este governo lida mal com a liberdade de informação. Mas a culpa é dos jornalistas. Se o governo estivesse habituado a uma comunicação social mais contundente, directa e que o confrontasse mais, ou seja, se a comunicação social fosse aquilo que devia ser, talvez o governo não apontasse o dedo a quem se limita a fazer jornalismo. Nós não fazemos mais nada além disso: fazemos investigação, mostramos casos que devem ser mostrados à opinião pública, fazemos aquilo que é normal fazer em qualquer país.
(...)
Incomodar o poder é uma das características do "Jornal Nacional" que apresenta?
Não fazemos as peças para criar incómodos ao poder. Enfim, os jornalistas têm de ser contrapoder. Faz parte! Temos de estar sempre lá, cuscar, roer as canelas, porque isso faz parte do jornalismo. Quanto mais responsabilidade tem um político, mais nós temos de estar atentos. Quem não pensa assim, está mal no jornalismo. Não é o "bota abaixo". É o alertar, pedir contas, desmontar a mensagem política. Eles [governantes] vão para lá e já sabem que isto tem de acontecer. Nós não podemos ser um eco, temos de ser o descodificador. Quem faz o contrário está errado e os políticos que não o entendam também.
Há quem diga que faz oposição ao governo...
Isso é uma estupidez. Se calhar é porque há ausência de oposição política. Mas esse tipo de opiniões só surge porque há uma ausência de tudo o mais. Se são relatados casos em que a política de gestão do país está mal, é-se logo encarado como oposição. Mas nós relatamos factos. Fico furiosa quando me dizem isso de fazermos oposição.
(...)
Acha que vivemos submersos em propaganda política e que isso também complica a vida aos jornalistas?
Complica como? Se não fizerem eco de tanta propaganda, não complica. Quantas vezes é que o governo apresenta as mesmas coisas? Ora, se os jornalistas, em vez de estarem a fazer eco como se aquilo fosse novidade, tivessem outra postura, tudo seria diferente. A culpa é nossa. Por isso é que me envergonho da nossa classe. Envergonha-me, que um director de um jornal [do DN, João Marcelino] escreva um editorial a perguntar como é que a ERC ainda não se pronunciou sobre "o Jornal Nacional de sexta-feira, que bate no primeiro-ministro".
Pode não se gostar do estilo MMG, do Jornal Nacional, da TVI e arredores, mas que ela aqui tem razão, tem.
Há quem diga que este governo lida mal com os media. Concorda?
Este governo lida mal com a liberdade de informação. Mas a culpa é dos jornalistas. Se o governo estivesse habituado a uma comunicação social mais contundente, directa e que o confrontasse mais, ou seja, se a comunicação social fosse aquilo que devia ser, talvez o governo não apontasse o dedo a quem se limita a fazer jornalismo. Nós não fazemos mais nada além disso: fazemos investigação, mostramos casos que devem ser mostrados à opinião pública, fazemos aquilo que é normal fazer em qualquer país.
(...)
Incomodar o poder é uma das características do "Jornal Nacional" que apresenta?
Não fazemos as peças para criar incómodos ao poder. Enfim, os jornalistas têm de ser contrapoder. Faz parte! Temos de estar sempre lá, cuscar, roer as canelas, porque isso faz parte do jornalismo. Quanto mais responsabilidade tem um político, mais nós temos de estar atentos. Quem não pensa assim, está mal no jornalismo. Não é o "bota abaixo". É o alertar, pedir contas, desmontar a mensagem política. Eles [governantes] vão para lá e já sabem que isto tem de acontecer. Nós não podemos ser um eco, temos de ser o descodificador. Quem faz o contrário está errado e os políticos que não o entendam também.
Há quem diga que faz oposição ao governo...
Isso é uma estupidez. Se calhar é porque há ausência de oposição política. Mas esse tipo de opiniões só surge porque há uma ausência de tudo o mais. Se são relatados casos em que a política de gestão do país está mal, é-se logo encarado como oposição. Mas nós relatamos factos. Fico furiosa quando me dizem isso de fazermos oposição.
(...)
Acha que vivemos submersos em propaganda política e que isso também complica a vida aos jornalistas?
Complica como? Se não fizerem eco de tanta propaganda, não complica. Quantas vezes é que o governo apresenta as mesmas coisas? Ora, se os jornalistas, em vez de estarem a fazer eco como se aquilo fosse novidade, tivessem outra postura, tudo seria diferente. A culpa é nossa. Por isso é que me envergonho da nossa classe. Envergonha-me, que um director de um jornal [do DN, João Marcelino] escreva um editorial a perguntar como é que a ERC ainda não se pronunciou sobre "o Jornal Nacional de sexta-feira, que bate no primeiro-ministro".
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Pode não se gostar do estilo MMG, do Jornal Nacional, da TVI e arredores, mas que ela aqui tem razão, tem.
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Uma questão de perspectiva...
Um político sob suspeita deve demitir-se?
- Sim, Dias Loureiro deve demitir-se.
- José Sócrates é inocente até prova em contrário.
Sondagem no Blasfémias
- Sim, Dias Loureiro deve demitir-se.
- José Sócrates é inocente até prova em contrário.
Sondagem no Blasfémias
Sexta-feira, 29 de Maio de 2009
Serralves
Hoje a fundação de Serralves assinala os seus 20 anos, e os 10 anos do museu.
Está de parabéns!
Um excelente museu, um espaço agradável, um magnífico jardim circundante, a arquitectura...
Há uns anos, quando tinha familiares nos arredores do Porto, fugia alguns dias de Lisboa rumo ao norte.
O museu dava os seus primeiros passos, mas aquele espaço cativou-me.
Atravessar as suas portas é entrar num outro mundo. De arte e arquitectura (no museu), de serenidade e natureza (nos jardins)...
Que boas memórias e que saudades!
Está de parabéns!
Um excelente museu, um espaço agradável, um magnífico jardim circundante, a arquitectura...
Há uns anos, quando tinha familiares nos arredores do Porto, fugia alguns dias de Lisboa rumo ao norte.
O museu dava os seus primeiros passos, mas aquele espaço cativou-me.
Atravessar as suas portas é entrar num outro mundo. De arte e arquitectura (no museu), de serenidade e natureza (nos jardins)...
Que boas memórias e que saudades!
Alguém providencia?
O Parlamento conseguiu não eleger o novo Provedor de Justiça.
Entre Jorge Miranda e Maria da Glória Garcia, apontados respectivamente pelo PS e pelo PSD, nenhum conseguiu os dois terços de votos necessários para a eleição.
Agora, com as férias parlamentares e as eleições legislativas, o Parlamento já fechou portas nesta legislatura e sessão legislativa. Pelo que só haverá novidades após as eleições legislativas, na próxima legislatura.
Uma vergonha!
Menéres Pimentel, ex-Provedor de Justiça, considerou que a falta de resolução na nomeação do Provedor de Justiça é um «insulto» aos portugueses. (TSF)
Cavaco Silva, por sua vez, disse que este impasse na eleição do Provedor de Justiça "atinge a credibilidade das instituições democráticas". (Público)
Depois os senhores deputados queixam-se do prestígio do órgão de que fazem parte e mais não sei quantos...
O ainda provedor de Justiça, Nascimento Rodrigues, retido no cargo há meses, já terá dito que vai apresentar a sua renúncia na próxima semana (de acordo com o Expresso).
Será negativo o cargo ficar vago, mas parece que neste país as coisas só funcionam à bruta. Pelo que acho muito bem que o faça.
Onda pára o "regular funcionamento das instituições" que enche a boca de muitos?
Entre Jorge Miranda e Maria da Glória Garcia, apontados respectivamente pelo PS e pelo PSD, nenhum conseguiu os dois terços de votos necessários para a eleição.
Agora, com as férias parlamentares e as eleições legislativas, o Parlamento já fechou portas nesta legislatura e sessão legislativa. Pelo que só haverá novidades após as eleições legislativas, na próxima legislatura.
Uma vergonha!
Menéres Pimentel, ex-Provedor de Justiça, considerou que a falta de resolução na nomeação do Provedor de Justiça é um «insulto» aos portugueses. (TSF)
Cavaco Silva, por sua vez, disse que este impasse na eleição do Provedor de Justiça "atinge a credibilidade das instituições democráticas". (Público)
Depois os senhores deputados queixam-se do prestígio do órgão de que fazem parte e mais não sei quantos...
O ainda provedor de Justiça, Nascimento Rodrigues, retido no cargo há meses, já terá dito que vai apresentar a sua renúncia na próxima semana (de acordo com o Expresso).
Será negativo o cargo ficar vago, mas parece que neste país as coisas só funcionam à bruta. Pelo que acho muito bem que o faça.
Onda pára o "regular funcionamento das instituições" que enche a boca de muitos?
Quinta-feira, 28 de Maio de 2009
...
Na foto: Sofia F.
(via E Deus Criou a Mulher)
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Quarta-feira, 27 de Maio de 2009
Alexandra esquecida pela justiça
Gostaria de saber onde andava a justiça aquando da decisão do Tribunal da Relação de Guimarães, contrária à decisão que o Tribunal de Barcelos tinha tomado.
Se em Barcelos a decisão tinha sido favorável à "mãe afectiva" da pequena Alexandra, em Guimarães a justiça achou que a "mãe biológica" é que devia cuidar da menina.
O tribunal de Barcelos deu como provado que à menina "não lhe eram prestados cuidados de saúde e a sua alimentação era gravemente negligenciada", e que a mãe não tinha habitação estável e vivia quase sempre "sem condições mínimas de higiene e salubridade."
O tribunal estava louco para concluir factos destas gravidade?
Viu-se já como foi tratada na Rússia, mesmo em frente das câmaras da televisão... Como será quando não há televisão por perto?
Se em Barcelos a decisão tinha sido favorável à "mãe afectiva" da pequena Alexandra, em Guimarães a justiça achou que a "mãe biológica" é que devia cuidar da menina.
O tribunal de Barcelos deu como provado que à menina "não lhe eram prestados cuidados de saúde e a sua alimentação era gravemente negligenciada", e que a mãe não tinha habitação estável e vivia quase sempre "sem condições mínimas de higiene e salubridade."
O tribunal estava louco para concluir factos destas gravidade?
Viu-se já como foi tratada na Rússia, mesmo em frente das câmaras da televisão... Como será quando não há televisão por perto?
A mãe abandonou a menina, segundo todos dizem e testemunharam. A mãe não tinha uma vida recomendável, idem. O casal de Barcelos acolheu a Alexandra, cuida dela há quatro anos ao abrigo da figura de "pessoa idónea" (uma das sete medidas que a legislação prevê para protecção de crianças e jovens em risco).
Longe do lar que sempre conheceu, Alexandra será desestruturada, vítima de maus tratos, esquecida, quem sabe vítima do que a mãe biológica chegou a acusar o casal de Barcelos ("vender órgãos e entregá-la à prostituição")... e, em nome do nacionalismo russo, dificilmente será feliz.
Poderá ao menos isto ser resolvido com recurso aos tribunais europeus?
Sociologia da crise (tomo BPN-Portugal)
E eis que hoje Dias Loureiro renuncia ao cargo de conselheiro de Estado.
Não tinha outra saída, depois de ontem a eficaz comissão de inquérito ao caso BPN ter ouvido Oliveira e Costa, ex-administrador do banco, chamar-lhe mentiroso.
(Como há minutos dizia Helena Roseta na SIC Notícias, é notável a acção desta comissão no desvendar de factos que nem a própria justiça terá conseguido. Os deputados que compõem esta comissão estão de parabéns).
Não sei se Dias Loureiro tem culpas no cartório ou não. Facto é que as suas explicações nessa mesma comissão parlamentar tinha elementos dúbios e espaço em branco. (Que ontem Oliveira e Costa conseguiu lembrar...)
E só isso, juntamente com a onda que se levantou, deviam ter levado o conselheiro de Estado a colocar o lugar à disposição de Cavaco Silva. Sobretudo porque é um elemento designado directamente pelo Presidente da República.
A propósito deste caso, no Público de hoje, Rui Tavares escreve uma crónica curiosa.
Citando uma parte (texto não disponível online):
“Se não servir para mais nada, serve para isto: o caso BPN tem sido uma longa aula prática de Sociologia de Portugal (…).
O estado normal e justo das coisas é este: deve ser considerado “gente séria” quem se comporta de forma séria. Em Portugal, a desigualdade começa por aí: um pobre deve provar que é sério ainda antes de agir. Mas o outro lado da moeda é que existe uma casta onde nenhuma destas situações se verifica: é-se considerado “gente séria” e “gente respeitável” por inerência, ou seja, para além de qualquer comportamento que se tenha. É-se “gente séria”, pasme-se, sem ter de se ser sério.
O caso BPN veio pisar e repisar esta lição. Dias Loureiro disse que estava no BPN porque lhe parecia que era tudo “gente sérias; Vítor Constâncio disse que se considerava à partida que no BPN estava “gente respeitável”; António Marta disse que Dias Loureiro lhe disse que “não andasse tanto em cima do BPN” que era feito de “gente séria”. Dias Loureiro disse em tempos que Oliveira e Costa lhe pareceu “gente séria”; e em tempos certamente que Oliveira e Costa tinha Dias Loureiro na consideração de “gente sérias”.
Muito bem. As declarações de Oliveira e Costa, ontem ao Parlamento, serviram para confirmar mais uma vez que esta “gente séria” mentia e mente, não fazia actas de reuniões e se esquecia de negócios que tinha aberto logo depois de os ter fechado. Dias Loureiro já se tinha apercebido de tudo isto, mas não ligou muito: afinal era tudo “gente séria”. Oliveira e Costa parece ter-se lembrado de tudo isso ontem, valha a verdade, com uma profusão de pormenores e circunstâncias que envergonha a memória de Dias Loureiro. Mas continua a atribuir tudo à “problemática do ego” quando a questão é de “problemática da casta”: imã casta onde toda a gente se tratava por “gente séria” independentemente do que fizesse ou do quanto mentisse, e onde toda a gente se pagava principescamente apenas por fazer parta da casta.”
Já ontem, no I, Jaime Nogueira Pinto escrevia sobre a crise de uma forma genérica, e notava as diferenças entre a crise de 1929 e a actual:
“Uma amiga dizia-me, em Novembro passado, a respeito da comparação da crise de 2008 com a de 1929: "Mas não é a mesma coisa! Ainda ninguém, ninguém, se atirou da janela, como os falidos da Sexta-feira Negra em Wall Street!"
É verdade, mas a razão não é das melhores.
É que em 1929 essas pessoas sentiam-se responsáveis, culpadas, pelos danos causados. Tinham vergonha pelos amigos enganados, pela família arruinada, pelo seu bom nome e reputação na lama.
Tinham sido educados na moral conservadora, puritana, religiosa, do cumprimento da palavra, da sacralidade do compromisso, da responsabilidade pelo risco. Agora já não: os protagonistas, primeiro, esperam que a sociedade ou o Estado lhes aguentem as perdas.
E depois não se atiram da janela; descem do elevador e vão almoçar - e bem - com os amigos. Ou dão uma entrevista na TV.”
Não tinha outra saída, depois de ontem a eficaz comissão de inquérito ao caso BPN ter ouvido Oliveira e Costa, ex-administrador do banco, chamar-lhe mentiroso.
(Como há minutos dizia Helena Roseta na SIC Notícias, é notável a acção desta comissão no desvendar de factos que nem a própria justiça terá conseguido. Os deputados que compõem esta comissão estão de parabéns).
Não sei se Dias Loureiro tem culpas no cartório ou não. Facto é que as suas explicações nessa mesma comissão parlamentar tinha elementos dúbios e espaço em branco. (Que ontem Oliveira e Costa conseguiu lembrar...)
E só isso, juntamente com a onda que se levantou, deviam ter levado o conselheiro de Estado a colocar o lugar à disposição de Cavaco Silva. Sobretudo porque é um elemento designado directamente pelo Presidente da República.
A propósito deste caso, no Público de hoje, Rui Tavares escreve uma crónica curiosa.
Citando uma parte (texto não disponível online):
“Se não servir para mais nada, serve para isto: o caso BPN tem sido uma longa aula prática de Sociologia de Portugal (…).
O estado normal e justo das coisas é este: deve ser considerado “gente séria” quem se comporta de forma séria. Em Portugal, a desigualdade começa por aí: um pobre deve provar que é sério ainda antes de agir. Mas o outro lado da moeda é que existe uma casta onde nenhuma destas situações se verifica: é-se considerado “gente séria” e “gente respeitável” por inerência, ou seja, para além de qualquer comportamento que se tenha. É-se “gente séria”, pasme-se, sem ter de se ser sério.
O caso BPN veio pisar e repisar esta lição. Dias Loureiro disse que estava no BPN porque lhe parecia que era tudo “gente sérias; Vítor Constâncio disse que se considerava à partida que no BPN estava “gente respeitável”; António Marta disse que Dias Loureiro lhe disse que “não andasse tanto em cima do BPN” que era feito de “gente séria”. Dias Loureiro disse em tempos que Oliveira e Costa lhe pareceu “gente séria”; e em tempos certamente que Oliveira e Costa tinha Dias Loureiro na consideração de “gente sérias”.
Muito bem. As declarações de Oliveira e Costa, ontem ao Parlamento, serviram para confirmar mais uma vez que esta “gente séria” mentia e mente, não fazia actas de reuniões e se esquecia de negócios que tinha aberto logo depois de os ter fechado. Dias Loureiro já se tinha apercebido de tudo isto, mas não ligou muito: afinal era tudo “gente séria”. Oliveira e Costa parece ter-se lembrado de tudo isso ontem, valha a verdade, com uma profusão de pormenores e circunstâncias que envergonha a memória de Dias Loureiro. Mas continua a atribuir tudo à “problemática do ego” quando a questão é de “problemática da casta”: imã casta onde toda a gente se tratava por “gente séria” independentemente do que fizesse ou do quanto mentisse, e onde toda a gente se pagava principescamente apenas por fazer parta da casta.”
Já ontem, no I, Jaime Nogueira Pinto escrevia sobre a crise de uma forma genérica, e notava as diferenças entre a crise de 1929 e a actual:
“Uma amiga dizia-me, em Novembro passado, a respeito da comparação da crise de 2008 com a de 1929: "Mas não é a mesma coisa! Ainda ninguém, ninguém, se atirou da janela, como os falidos da Sexta-feira Negra em Wall Street!"
É verdade, mas a razão não é das melhores.
É que em 1929 essas pessoas sentiam-se responsáveis, culpadas, pelos danos causados. Tinham vergonha pelos amigos enganados, pela família arruinada, pelo seu bom nome e reputação na lama.
Tinham sido educados na moral conservadora, puritana, religiosa, do cumprimento da palavra, da sacralidade do compromisso, da responsabilidade pelo risco. Agora já não: os protagonistas, primeiro, esperam que a sociedade ou o Estado lhes aguentem as perdas.
E depois não se atiram da janela; descem do elevador e vão almoçar - e bem - com os amigos. Ou dão uma entrevista na TV.”
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Segunda-feira, 25 de Maio de 2009
Frases do dia
1 -
José Sócrates: "Nunca vi um pessimista criar um único posto de trabalho."
E eu também nunca vi anúncios sucessivos de medidas (vulgo "propaganda") resolverem coisa nenhuma...
José Sócrates: "Nunca vi um pessimista criar um único posto de trabalho."
E eu também nunca vi anúncios sucessivos de medidas (vulgo "propaganda") resolverem coisa nenhuma...
2 -
Oliveira e Costa sobre colaboradores: "Fiquei a saber que são todos cegos, surdos e mudos”
Amanhã o ex-administrador do BPN vai explicar o que se passou com todos os seus colaboradores que, na comissão de inquérito ao caso, disseram "não ter memória", "desconhecer", e outros casos de Alzheimer agudo...
--- / / ---
Neste país feito de banalidades, já há um ano Henrique Raposo foi certeiro (via Corta-Fitas):
«Portugal é uma manta de retalhos semanal. Cada semana é uma entidade autónoma, separada das semanas anteriores e sem continuidade nas seguintes. Nesta semana falou-se dos combustíveis. Na semana passada, discutiu-se o cigarro de Sócrates. Na outra semana abortou-se a subida dos juros. Na próxima semana, discutir-se-á o código laboral. E nunca aparece um fio condutor entre os temas. Portugal não tem uma visão política e uma narrativa histórica para enquadrar as diferentes discussões semanais. Às 23h59 de cada domingo, alguém carrega no «reiniciar»; feita esta tabula rasa, as segundas-feiras caem de pára-quedas em Lisboa, oriundas de um Olimpo ahistórico, apolítico e «aportuguês».»
«Portugal é uma manta de retalhos semanal. Cada semana é uma entidade autónoma, separada das semanas anteriores e sem continuidade nas seguintes. Nesta semana falou-se dos combustíveis. Na semana passada, discutiu-se o cigarro de Sócrates. Na outra semana abortou-se a subida dos juros. Na próxima semana, discutir-se-á o código laboral. E nunca aparece um fio condutor entre os temas. Portugal não tem uma visão política e uma narrativa histórica para enquadrar as diferentes discussões semanais. Às 23h59 de cada domingo, alguém carrega no «reiniciar»; feita esta tabula rasa, as segundas-feiras caem de pára-quedas em Lisboa, oriundas de um Olimpo ahistórico, apolítico e «aportuguês».»
Domingo, 24 de Maio de 2009
Sábado, 23 de Maio de 2009
Chove.
Lá fora, ouço a chuva cair, bater nos estores, chegar ao chão, correr.
Deixo-me embalar cá dentro.
A melodia da chuva envolve-me.
Entretanto, vou perder-me entre as páginas de algum livro.
Lá fora, ouço a chuva cair, bater nos estores, chegar ao chão, correr.
Deixo-me embalar cá dentro.
A melodia da chuva envolve-me.
Entretanto, vou perder-me entre as páginas de algum livro.
Não deixes para logo o que deves fazer JÁ
Há uns 20 minutos vi que a roupa lavada já estava seca e daria para tirar.
Deixei estar mais um pouco, já lá iria...
Agora o senhor S. Pedro achou por bem atirar uma brutal carga de água e deixar tudo molhado.
Agradecido.
Rrrrrrr!!!!!!
Deixei estar mais um pouco, já lá iria...
Agora o senhor S. Pedro achou por bem atirar uma brutal carga de água e deixar tudo molhado.
Agradecido.
Rrrrrrr!!!!!!
Europeias: tiro de partida
Arranca este fim-de-semana a campanha para as eleições europeias. E, em Portugal, é também o tiro de partida para um ciclo de três eleições, com as legislativas e autárquicas mais para o Outono.
O PS e o PSOE juntaram os seus líderes (e primeiros-ministros de Portugal e Espanha) no arranque da campanha. Sócrates foi a Valência dar uma ajuda a Zapatero. Este vem a Coimbra ao início da noite. Sócrates, com meia dúzia de chavões, lá articulou um discurso em espanhol. Não acho mal, desde que não tivesse de dizer várias palavras em portunhol. Ou falava numa língua ou noutra. Convinha preparar melhor estas interveções com alguams horas de aprendizagem mínima da língua.
Pergunto-me se Zapatero, em Coimbra, irá hablar portugués... Ou pura e simplesmente na única língua que um espanhol conhece: a sua.
Por outro lado, convinha a Sócrates ter a noção da realidade e não se pôr em bicos dos pés colocando-se (a ele e ao seu amigo Zapatero) ao nível de líderes europeus da envergadura de Felipe González, Mário Soares, Mitterrand, Helmut Kohl... (Ler Portugal dos Pequeninos aqui)
Mas deixemos de parte o acessório.
Esta semana vieram a público, em Portugal, sondagens que dão um empate técnico entre as candidaturas de Paulo Rangel e Vital Moreira. Estão separados apenas por 2%.
Não deixa de ser curioso como o candidato que foi apresentado "fora de tempo" está a dar um baile ao super-candidato-apresentado-na-hora-certa Vital Moreira.
Paulo Rangel surpreendeu muitos. Tem-se revelado um bom candidato, preparado, combativo, a apresentar propostas... Para os cínicos, é ele que está a puxar o PSD. E já é visto como um futuro líder do partido. Pacheco Pereira tem razão quando escreve isto. E o próprio Expresso, na edição de hoje, deixa passar a mesma ideia pela voz de alguns analistas políticos e deputados socialistas.
Este empate técnico para as europeias (Expresso: PS - 34,3%; PSD - 32,1%) pode ser lido como um possível momento de viragem para o PS, que achava que a maioria absoluta já estava garantida. E também funciona, por outro lado, como um balão de oxigénio para Manuela Ferreira Leite à frente do PSD.
É um facto que as europeias não são um indicador fiável das intenções de voto para outas eleições, mas não deixam de ser um elemnto de análise.
Com o agravar da crise, com o desemprego a caminho dos dois dígitos, com o descontentamento a alastrar, com os cidadãos a abrirem os olhos para os truques deste governo (ler texto de Pacheco Pereira aqui), não é líquido que este governo seja sólido para além das legislativas.
Para acompanhar as eleições europeias, o PÚBLICO criou o site ELEIÇÕES2009.
O PS e o PSOE juntaram os seus líderes (e primeiros-ministros de Portugal e Espanha) no arranque da campanha. Sócrates foi a Valência dar uma ajuda a Zapatero. Este vem a Coimbra ao início da noite. Sócrates, com meia dúzia de chavões, lá articulou um discurso em espanhol. Não acho mal, desde que não tivesse de dizer várias palavras em portunhol. Ou falava numa língua ou noutra. Convinha preparar melhor estas interveções com alguams horas de aprendizagem mínima da língua.
Pergunto-me se Zapatero, em Coimbra, irá hablar portugués... Ou pura e simplesmente na única língua que um espanhol conhece: a sua.
Por outro lado, convinha a Sócrates ter a noção da realidade e não se pôr em bicos dos pés colocando-se (a ele e ao seu amigo Zapatero) ao nível de líderes europeus da envergadura de Felipe González, Mário Soares, Mitterrand, Helmut Kohl... (Ler Portugal dos Pequeninos aqui)
Mas deixemos de parte o acessório.
Esta semana vieram a público, em Portugal, sondagens que dão um empate técnico entre as candidaturas de Paulo Rangel e Vital Moreira. Estão separados apenas por 2%.
Não deixa de ser curioso como o candidato que foi apresentado "fora de tempo" está a dar um baile ao super-candidato-apresentado-na-hora-certa Vital Moreira.
Paulo Rangel surpreendeu muitos. Tem-se revelado um bom candidato, preparado, combativo, a apresentar propostas... Para os cínicos, é ele que está a puxar o PSD. E já é visto como um futuro líder do partido. Pacheco Pereira tem razão quando escreve isto. E o próprio Expresso, na edição de hoje, deixa passar a mesma ideia pela voz de alguns analistas políticos e deputados socialistas.
Este empate técnico para as europeias (Expresso: PS - 34,3%; PSD - 32,1%) pode ser lido como um possível momento de viragem para o PS, que achava que a maioria absoluta já estava garantida. E também funciona, por outro lado, como um balão de oxigénio para Manuela Ferreira Leite à frente do PSD.
É um facto que as europeias não são um indicador fiável das intenções de voto para outas eleições, mas não deixam de ser um elemnto de análise.
Com o agravar da crise, com o desemprego a caminho dos dois dígitos, com o descontentamento a alastrar, com os cidadãos a abrirem os olhos para os truques deste governo (ler texto de Pacheco Pereira aqui), não é líquido que este governo seja sólido para além das legislativas.
Para acompanhar as eleições europeias, o PÚBLICO criou o site ELEIÇÕES2009.
Manuela Moura Guedes vs Marinho Pinto
Ontem foi este momento altamente edificante entre Manuela Moura Guedes e Marinho Pinto, na TVI:
Manuela Moura Guedes não faz minimamente o meu estilo como jornalista, mas aqui esteve à altura do comportamento de um jornalista.
Quanto a Marinho Pinto, é o bastonário da ordem dos advogados, não o Zé Manel da esquina. Como tal, acho mal que se envolva neste tipo de cenas. Mesmo sendo ele um polemista compulsivo e reincidente que todas as semanas faz acusações, alusões, ameaças e mais não-sei-quantos sobre tudo e não prova nada nem apresenta queixas a quem de direito sobre o que diz, seja corrupção, crimes vários, ou seja o que for.
Quanto a Marinho Pinto, é o bastonário da ordem dos advogados, não o Zé Manel da esquina. Como tal, acho mal que se envolva neste tipo de cenas. Mesmo sendo ele um polemista compulsivo e reincidente que todas as semanas faz acusações, alusões, ameaças e mais não-sei-quantos sobre tudo e não prova nada nem apresenta queixas a quem de direito sobre o que diz, seja corrupção, crimes vários, ou seja o que for.
Sexta-feira, 22 de Maio de 2009
Quinta-feira, 21 de Maio de 2009
Sentenças - 1
"Portugal é assim, frequentemente identifica os problemas, analisa a forma de os atacar, consensualiza soluções, legisla e depois, na prática, continua tudo como dantes, ou seja, não acontece nada. Inabilidade, mistura do essencial e do acessório, falta de plasticidade das soluções para garantir a aplicabilidade a realidades locais ou regionais diversas, debilidade cultural, insuficiência de informação, resistências passivas, talvez tudo isto um pouco, mas a realidade é objectiva: 25 anos de Lei sobre a Educação Sexual nas escolas e 25 anos de, com honrosas excepções, inexistência na prática de um programa consistente, coerente e efectivo."
Maria de Belém Roseira, ex-ministra e deputada socialista
(no jornal Meia Hora de ontem)
Maria de Belém Roseira, ex-ministra e deputada socialista
(no jornal Meia Hora de ontem)
O sexo dos anjos. Ou não
Um dos casos da semana é o da professora de História na Escola Básica 2,3 Sá Couto, de Espinho.
Apenas uma palavra para isto: uma barbaridade.
Agora com a agravante justicialista: a professora em causa “está a ponderar avançar com uma queixa-crime contra a aluna do 7.º ano que gravou a aula onde a docente proferiu as polémicas declarações de cariz sexual.” (DN)
Ou seja, o acessório sobrepõe-se ao essencial. O costume, na justiça portuguesa.
Todos são direitos, mas há direitos que se sobrepõe a outros. (Há quem não entenda que o direito à vida tem supremacia sobre o direito de propriedade, e por isso mata o vizinho por dois metros de terreno...).Agora com a agravante justicialista: a professora em causa “está a ponderar avançar com uma queixa-crime contra a aluna do 7.º ano que gravou a aula onde a docente proferiu as polémicas declarações de cariz sexual.” (DN)
Ou seja, o acessório sobrepõe-se ao essencial. O costume, na justiça portuguesa.
Sem mais comentários sobre isto. É o elogio do acessório.
Entretanto, a genial caricatura do Bico Calado no Meia Hora de hoje:

Tudo isto numa altura em que se discute pela enésima vez a lei sobre a educação sexual... que acho muito bem que exista, não sei se nos termos que está a ser proposta. Com a ressalva que o líder parlamentar do CDS, Diogo Feio, apontou:
"a intimidade, os afectos e a sexualidade não são competências do Estado."
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