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quinta-feira, 28 de julho de 2011

Bem e mal

Na Assembleia da República, o Secretário de Estado do Emprego, Pedro Silva Martins, recusou-se hoje a dizer que alteração ia ser feita na legislação laboral no que diz respeito à indemnização por despedimento, ou seja, se dos actuais 30 dias por cada ano de vínculo se passa para 20 ou 10. 

Por outro lado, esse mesmo Secretário de Estado fez mal em vir dizer, à saída do hemiciclo, o que disse. Há negociações em curso na concertação social.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Temos governo

Por razões profissionais não segui nada das notícias de hoje, dia da tomada de posse do XIX governo constitucional.
Tenho de me informar.

De qualquer forma, aqui estão os discursos proferidos por Cavaco Silva e por Passos Coelho, e respectivas nuvens de palavras:

Cavaco Silva

Pedro Passos Coelho


Assim por alto, as palavras dizem bastante...

sábado, 18 de junho de 2011

XIX Governo Constitucional

… E ao fim de vários meses temos novo governo.
O governo liderado por Pedro Passos Coelho e ontem divulgado é manifestamente de direita, como já acusaram algumas personalidades de esquerda. Não deixa de surpreender, sobretudo porque a esquerda perdeu as eleições rotundamente… e faz sentido que o partido vencedor constitua o governo.
Ainda hoje li num jornal que Vítor Gaspar, novo Ministro das Finanças, era um “falcão liberal”… qual é o problema?
A equipa governativa é forte técnica e politicamente.
Politicamente, inclui membros dos núcleos duros dos dois partidos: Miguel Relvas, Miguel Macedo e Aguiar Branco pelo PSD; Pedro Mota Soares e Assunção Cristas pelo CDS.

Grande parte do elenco não tem experiência política e governativa. Se por um lado pode ser um óbice, por outro é uma vantagem, sendo livres de lóbis e grupos de interesses.

Depois há dois casos interessantes de ministros com ideias vincadas sobre matérias das pastas que vão titular: Nuno Crato (Educação) e Álvaro Santos Pereira (Economia). Vai ser interessante vê-los a mudar o estado da arte nas respectivas pastas. Ambos têm livros publicados sobre as matérias, e o da Economia mantém também um blogue, o Desmitos.

Os ministros do CDS, ambos jovens, são também uma surpresa.
Assunção Cristas, com uma subida meteórica, chega a uma pasta decisiva no futuro do país: Agricultura, Ambiente, Mar e Ordenamento do Território. E fica com um orçamento gigantesco a seu cargo. Ponderada e com ideias pensadas, há-de surpreender.
Pedro Mota Soares, novo ministro da Solidariedade e Segurança Social, é um parlamentar experimentado e domina os assuntos que agora vai tutelar. Há-de trazer ar novo á segurança social.
Paulo Portas chega aos Negócios Estrangeiros, pasta eminentemente política em que irá brilhar. Já quando ocupou a Defesa surpreendeu e foi considerado pelos militares o melhor ministro da pasta.
(Curiosidade: quando saiu da Defesa, Portas passou o ministério a Luís Amado; agora é a vez deste passar-lhe os Negócios Estrangeiros).

Na orgânica deste novo governo houve integração de vários ministérios que fazem sentido e o desaparecimento de outros. Destaque para as Obras Públicas e a Cultura.
Quanto à primeira, o país está equipado e precisa de apostar noutros domínios, designadamente a competitividade da economia (daí fazer sentido a integração neste ministério); quanto à Cultura, deve ser transversal e não faz sentido haver um ministério a tutelar uma área que deve ser livre e independente do Estado. Se houver educação, há cultura. A iniciativa da procura de cultura tem de partir de uma sociedade mais formada, informada e culta.

Em termo gerais, parece um governo à altura das circunstâncias e que espero seja capaz de promover as mudanças necessárias para colocar o país no rumo do desenvolvimento.
Só um país capaz de criar riqueza consegue ter uma sociedade desenvolvida e livre e suprir as necessidades dos mais carenciados. E um país só consegue distribuir riqueza se a tiver.

(Neste país temos de acabar com a ideai de eliminar os ricos. Temos de acabar é com os pobres e a pobreza).



Ministro de Estado e das Finanças – Vítor Gaspar
Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros – Paulo Portas
Ministro da Defesa Nacional – José Pedro Aguiar Branco
Ministro da Administração Interna – Miguel Macedo
Ministra da Justiça – Paula Teixeira da Cruz
Ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares – Miguel Relvas
Ministro da Economia e do Emprego – Álvaro Santos Pereira
Ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território – Assunção Cristas
Ministro da Saúde – Paulo Macedo
Ministro da Educação, do Ensino Superior e da Ciência – Nuno Crato
Ministro da Solidariedade e da Segurança Social – Pedro Mota Soares
Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros – Luís Marques Guedes
Secretário de Estado Adjunto do Primeiro Ministro – Carlos Moedas
Secretário de Estado da Cultura - Francisco José Viegas