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sábado, 2 de abril de 2011

Blogosferando - 44


Campos e Cunha, antigo ministro das Finanças de José Sócrates, no Corta-fitas:

- "há várias semanas que o Governo adivinhava o final desta semana e antecipou-se".

- "o Governo sabia antecipadamente o que iria acontecer às contas de 2010 e quis precipitar a crise antes do descalabro final; assim, negociou e ajustou um conjunto de medidas (vulgo PEC-4) apenas e só com os nossos parceiros europeus. Nesse pacote estava tudo o que o PSD tinha vetado em negociações anteriores (PEC-2 e PEC-3).

- "estamos a viver um filme de terror em que o drácula culpa a vítima de lhe sugar o sangue. Estamos a viver o malbaratar dos dinheiros públicos durante muitos anos, com especial relevância nos últimos cinco. Estamos a sofrer as consequências da dita política keynesiana de 2009 que teria permitido que a recessão fosse apenas de 2,6%. Muitos defenderam tal irracionalidade, mas também houve quem chamasse a atenção da idiotia de tal abordagem numa pequena economia, sem moeda própria e sem fronteiras económicas".

- "A situação económico-financeira é de tal descalabro que não pode haver eleições antecipadas sem haver uma crise política, económica e financeira de acordo com vários ministros, começando pelo primeiro. É a constituição e a democracia que está em causa".

- "tudo isto tem um rosto e um primeiro responsável. Lembrem-se disto no dia do voto e não faltem, nem que seja para votar em branco".

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Pobres ricos

A SIC, neste momento pré-eleitoral, deu hoje uma grande reportagem intitulada “Portugal 2009 – ricos e pobres”. Não vi tudo, mas foi muito interessante. Amanhã o tema é a insegurança.
A propósito de um disparate de José Sócrates, de aumentar os impostos para os “ricos”, hoje ouviram alguns fiscalistas, sociólogos e uma família de “classe média” de Leiria com um rendimento mensal líquido de cerca de 2000€.
Esta família, com duas filhas, diz que muito dificilmente consegue poupar, e que o rendimento vai para a casa, os carros e a educação das jovens. Quando questionada se se considerava classe média-alta, a senhora foi clara: não, classe média-baixa.

Dos fiscalistas ouvidos, Diogo Leite Campos, com o apoio de um quadro, explicou o que eu penso sobre o assunto.
Considerar rico quem ganha 10.000€ mensais é um disparate. Sobre este valor recaem 42% de imposto, o que significa que a pessoa só recebe 5800€. E este montante, para casa, carros, roupa, alimentação, educação, é no limite. E, na Europa, quem receba um valor destes é classe baixa.
Claro que para quem ganha 1000€, aquele valor parece elevado, mas quem só recebe 1000€ não é classe média. É miséria!

Concordo a 1000%.
O problema não é haver ricos – é haver pobres. E a solução passa por acabar com os pobres – não com os ricos.
Não é por muitos terem rendimentos miseráveis que se vai alinhar tudo por baixo. É esta uma diferença fulcral entre esquerda e direita.

Um organismo internacional qualquer diz que Portugal terá 10.400 milionários, ou seja, que têm rendimentos acima dos 700 mil euros.
Lembrei-me imediatamente de uma medida de Barack Obama: afinal não vai aumentar os impostos para quem tenha rendimentos anuais até 250 mil dólares (julgo que é este o valor).
Riqueza gera consumo, que cria emprego, que gera consumo, que…

Há quem não entenda, mas isto está tudo ligado.

A propósito, esta entrevista ao I de Luís Campos e Cunha, ex-ministro das Finanaças de Sócrates.