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terça-feira, 3 de março de 2009

Assim, também quero o telemóvel, pá!


"Isto aconteceu numa estação de metro de Londres. Foi numa segunda -feira de manhã e todos foram trabalhar de seguida com redobrada energia. São 70 bailarinos misturados com passageiros e esses acabam interagindo nas danças. O "show" foi planeado e ensaiado durante 8 semanas, sem o conhecimento do público."

Descaradamente copiado da Chá Na Rua

domingo, 13 de abril de 2008

O telemóvel

No PÚBLICO de ontem, e já disponível no ABRUPTO, Pacheco Pereira escreveu um interessante artigo sobre o telemóvel.
Um texto imperdível, do qual destaco alguns excertos:

"O telemóvel é o objecto que mais mudou os nossos hábitos sociais desde que existe. Não é o computador, nem a Internet, nem o cabo, é o telemóvel."

"A recusa de dar um número de telemóvel é tida como uma má educação ou uma insensata e insociável vontade de não estar disponível."

"Nos mais jovens o telemóvel é apenas mais um instrumento para a completa insensibilidade à perda de privacidade e intimidade."

"...a primeira pergunta é sempre "onde tu estás?"

"Na verdade a esmagadora maioria das chamadas de telemóvel não tem qualquer objecto ou necessidade de ser feita, ninguém as faria num mundo de telefones fixos, que não seja pelo controlo, pela presentificação do indivíduo no seu jogo de inseguranças, solidões, afectos, e medos, através da caixa electrónica que se segura numa mão."

sábado, 2 de junho de 2007

segunda-feira, 16 de abril de 2007

A misteriosa chamada…

Hoje à tarde "recebi" uma chamada anónima. Mesmo anónima. Se quem me telefonou, por algum acaso ler este blogue, cá fica a hora: eram 16h33.

Por regra, tenho o telemóvel sem som lá no trabalho. Tal como quando ando na rua. Orlandices, eu sei. Passei a usar esta filosofia depois de ter sido assaltado o ano passado no Metro.
Como não estava na sala, nem me apercebi do telemóvel a vibrar. Só mais tarde é que vi que um “número não identificado tentou ligar-lhe”. Uau! Que preciosa informação…
Ainda pensei que pudesse ter sido do dentista, a confirmar a minha presença na consulta do fim do dia… Mas também esqueci de confirmar lá. Parvo!
Sou daqueles que raramente atende um número anónimo – o que é uma parvoíce. Antes dos telemóveis, todos os telefones eram anónimos. Talvez seja por isso que sempre tive alguma aversão aos telefones. Lembro-me de, quando era mais pequeno, a minha mãe dizer para ir falar com algum familiar e eu me recusar porque não sabia quem estava no outro lado… Orlandices!
Voltando aos telemóveis… embora frequentemente recuse a chamada anónima, fico com a curiosidade de saber quem era. O que tinha para me dizer. E esse “bichinho” fica-me a fazer cócegas muito tempo, até por vários dias.
O truque, para os interessados, é só um: se o anónimo insistir muito, eu acabo por atender. A curiosidade tem destas coisas…

Quem será? Quem terá sido? Seria importante? Serias tu? Seria o outro? Seria o destino?
Se fosse numa igreja, ao menos saberia que Deus não teria sido. À entrada de algumas igrejas há uma folha: “Desligue o telemóvel. Deus não vai ligar-lhe enquanto estiver cá dentro”.

Me liga, vai! :)