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quinta-feira, 1 de março de 2012

Consta que está tudo louco...

No semanário SOL:

"Dois investigadores, um italiano e uma australiana, defendem nas páginas do Journal of Medical Ethics (JME)- uma conceituada publicação da área da medicina - a ideia de aborto pós-parto. De acordo com Alberto Giubilini e Francesca Minerva, do ponto de vista moral, matar um recém-nascido, em nada difere de praticar um aborto.

Os investigadores das universidades de Filosofia de Milão e de Melbourne argumentam no artigo 'After-birth abortion: Why should the baby live?' ('Aborto pós-parto: Porque deve o bebé viver?') que um feto e um recém-nascido são dois seres «moralmente equivalentes», na medida em que ambos estão num estádio em que apenas têm o potencial para se tornarem pessoas. Como nenhum dos dois possui consciência, as mesmas razões que justificam o aborto sustentam o infanticídio.

No resumo da sua exposição explicam que «o aborto pós-parto deveria ser possível em todos os casos em que o aborto o é, e explicitam: «Inclusive quando não há malformações no feto»." 


Só para chatear: 
de facto, um feto é um ser humano tão completo como um recém-nascido.
Pela mesma lógica dos prazos para realização do aborto, se o prazo for alterado para cima ou para baixo, qual a diferença? Um feto é menos pessoa às 10 semanas que às 35?

sábado, 19 de novembro de 2011

A casa dos mil espelhos

Há muito tempo atrás, numa aldeia distante, existia um misterioso palacete conhecido como "a casa dos mil espelhos". 
Certo dia, um cãozinho muito feliz (e cheio de curiosidade, diga-se) entrou nesse lugar. Ao chegar lá correu por todo lado, com as orelhinhas levantadas e a cauda a abanar de contentamento. 
Para sua surpresa, deparou-se com outros mil cãezinhos felizes, que abanavam a cauda tão rapidamente quanto ele. Sorriu para eles e recebeu em troca mil enormes sorrisos. 
Quando saiu daquela casa pensou: "Que lugar maravilhoso! Voltarei sempre aqui, muitas e muitas vezes!". 
Pouco tempo depois, no mesmo palacete entrou um cão que não era tão feliz. Com olhar zangado e rosnando (andava chateado com a vida), olhou então em volta. Ficou ainda mais irritado, pois mil cães com olhar hostil olhavam-no fixamente, rosnando e mostrando-lhe os dentes. 
Quando saiu dali pensou: "Que lugar horrível! Nunca mais volto aqui!".

Descaradamente copiado de A Felicidade é o Caminho.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Design Lifestyle

"Qual é a diferença entre rendimento relativo e absoluto?", questiona Tim Ferriss, o guru do New Design Lifestyle. O rendimento relativo utiliza duas variáveis: euros e tempo. E rendimento absoluto utiliza uma variável: euros"

Agora... leiam o artigo completo no jornal I.
Vale bem a pena!

domingo, 4 de abril de 2010

Quebrar a rotina...

"Aos 57 anos, Theodore viu um sinal e quebrou a rotina em que mergulhara há muito. Esta é a sua história. Simples. Muito simples."



(descaradamente copiado daqui)

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Parafraseando - 76


"A mudança mais significativa na vida de uma pessoa é a mudança de atitude. Atitudes correctas produzem acções correctas."


Willian J. J.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Esta é a semana do abrandamento

"Queixamos-nos de que o tempo voa e passamos os dias a correr de um lado para o outro a um ritmo frenético. Mas fazemos alguma coisa para alterar a nossa vida?

Começa hoje a “Slow Down Week”. Veja o vídeo e decida que tipo de vida quer para si. Afinal, abrandar o rimto não é assim tão complicado… E mais do que uma estratégia, é uma filosofia de vida." (Gingko)

domingo, 10 de janeiro de 2010

Mudar de vida

O Tubo de Ensaio é um programa de humor na TSF, onde Bruno Nogueira disparata coisas escritas com o João Quadros.
Gosto do programa, embora não o ouça frequentemente.
Gosto daquele humor incómodo, imprevisível, inesperado, por vezes irritante. E o Bruno é bom nisso.

Mas vem este post a propósito do seguinte: na Sábado de 30 de Dezembro, João Quadros e Bruno Nogueira foram entrevistados.
O João Quadros, antes de fazer humor, era funcionário da CGD, onde fazia a gestão financeira do edifício sede. No entanto, não era aquele o rumo que queria para a sua vida.
"Era competente mas queria era escrever. Até um dia em que decidi nunca mais lá (CGD) ir. Estava numa reunião e fui almoçar. E nunca mais voltei."

Ora bem. Como tenho vontade de fazer o mesmo...



sábado, 10 de outubro de 2009

Eu sei, mas não devia

"Eu sei, mas não devia.

Eu sei que a gente se acostuma.

Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E porque à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã, sobressaltado porque está na hora.

A tomar café correndo porque está atrasado. A ler jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíches porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia. A gente se acostuma a abrir a janela e a ler sobre a guerra. E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E aceitando as negociações de paz, aceitar ler todo dia de guerra, dos números da longa duração. A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto. A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que paga. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com o que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes, a abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema, a engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às besteiras das músicas, às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À luta. À lenta morte dos rios. E se acostuma a não ouvir passarinhos, a não colher frutas do pé, a não ter sequer uma planta.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente só molha os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda satisfeito porque tem sono atrasado. A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele.

Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito.

A gente se acostuma para poupar a vida.

Que aos poucos se gasta, e que, de tanto acostumar, se perde de si mesma."

Marina Colasanti


(texto via Meu Porto Seguro)

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Perigo de derrocada

"Tenho por hobbie observar pessoas e imaginar quem elas levam lá dentro. Imaginar quantas pessoas há para além daquela e muitas das vezes perceber que não existe lá ninguém . Nada. Há pessoas que vivem sem ninguém lá dentro, ouviram? Porque estão vazias ou por as esvaziaram a dado momento e daí não serem habitáveis."

Do improvável Fernando Alvin, no Espero bem que não.

Vale a pena ler o texto completo.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Paulo Teixeira Pinto - uma vida

A Sábado desta semana (que hoje acaba) traz na capa "A nova vida depois do BCP" de Paulo Teixeira Pinto (PTP). Só hoje tive oportunidade de ler esta notável reportagem.
Um homem de 47 anos, cujo mundo desabou nos últimos anos: a saída do BCP, o divórcio, a morte súbita de um filho, a descoberta da doença de Parkinson.
No entanto, apesar destas circunstâncias, PTP é um homem que olha o futuro. Com garra, sem deitar os braços abaixo. Tem um espaço em Alfama, onde se dedica às suas paixões: pintura, leitura, tocar bateria, escrever poesia. Está a preparar exposições suas em vários espaços.
Um homem que toma nota de tudo em pequeno Moleskines. Mas, no fim do ano, destrói tudo: "Deito fora tudo o que me diga respeito: entrevistas, agendas, jornais, cadernos de apontamentos. Já me chega ter vivido as coisas, não preciso de ter um museu privativo."
Um homem com os dias cheios de tanto: aulas na Católica, a Guimarães Editora, consultor em várias instituições, membro da Causa Real...

Foi das melhores, mais cheias de esperança e mais interessantes reportagens que li nos últimos tempos!!

Há alguns dias, como faço habitualmente, levei a revista para o trabalho e deixei com a senhora da recepção. Depois ela comentou comigo qualquer coisa como: quem diria? um homem que teve tanta coisa e que só tem tido momentos de sofrimento e bla bla bla... Tudo amarfanhado e cheio de tristeza.
Hoje, ao ler o texto, realço a força deste homem, a Vida que lhe corre nas veias. Um homem com projectos, com olhares para além, fixo no futuro.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Eluana Englaro

A polémica continua sobre a morte da italiana Eluana Englaro, a mulher italiana de 38 anos há dois anos em estado vegetativo persistente.(PÚBLICO)

Quando vi e vejo notícias sobre as posições defendidas por alguns especialistas, fico perturbado. Tenho dificuldade em aceitar quer uma, quer outra das soluções.
Até onde é vida e a partir de onde é morte? Quem o pode delimitar?
A polémica à volta deste caso, embrulhada em política entre Berlusconi e o presidente italiano, choca-me.
Sei de um caso de alguém que esteve em coma, sem reacções ao exterior, mas que ouvia perfeitamente o que diziam os familiares que a visitavam. Ela queria responder, mas o corpo não reagia em conformidade. Que estado é este?

Percebo bem o dilema e drama dos familiares em situações-limite destas.
E, ao chegar ao fim, há algo que atormenta: e quando a cabeça funciona e o corpo já não tem reparação?
Lembro-me de três casos assim: João Paulo II, a jovem modelo brasileira que faleceu há algumas semanas, e o meu pai.

Curvo-me. As palavras não chegam.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Filosofia sobre a vida

Numa conversa na Antena 1, no "Escrita em Dia" a convidada diz, com graça, que "a vida é uma doença degenerativa".
Sorrio.
Costumo dizer que "a vida é uma doença sexualmente transmissível".

No fundo, é a mesma coisa.

terça-feira, 24 de junho de 2008

Pensamento positivo

Como ando em estado zen...

"A forma como pensa e se apercebe do mundo à sua volta pode deixar mais curto o caminho até os seus sonhos. Aprenda a tirar proveito do pensamento positivo e faça com que os seus desejos se tornem realidade. Não é de hoje que se fala das vantagens do pensamento positivo, a capacidade de acreditar que pode muito, que nada é tão difícil e que, com jeitinho e um pouco de empenho, dá para inverter o jogo.

A ciência já provou que quem ocupa a mente com pensamentos positivos vive mais tempo, com mais saúde e mais feliz do que quem cultiva pensamentos nebulosos. Além de ser bom para a saúde, pensar positivo mexe com a maneira como nos relacionamos com o mundo.

Mas, e quando não se tem naturalmente essa habilidade? Esse é o seu primeiro desafio: adoptar uma das diversas técnicas que estimulam o optimismo e acreditar que pode substituir ideias negativas por positivas. O importante é entender que aquilo que pensa é apenas uma interpretação da realidade e não a verdade absoluta. Por isso, pessoas optimistas e pessimistas podem ter a mesma rotina, mas enquanto umas percebem as coisas boas, as outras vão dar mais valor às más, o que não dará resultados positivos."

In RITUAIS

quinta-feira, 5 de junho de 2008

sábado, 5 de abril de 2008

Nunca é Tarde Demais

Fui ver “Nunca é Tarde Demais”.
Embora classificado como comédia, o filme não o é. Trata-se mais de uma introspecção, de uma viagem de dois homens aos sonhos que não realizaram ao longo da vida. Uma fuga ao rotineiro dia-a-dia na última etapa das suas vidas.

E assim partem para realizar os sonhos que escreveram numa lista que fizeram enquanto estavam ambos hospitalizados…

A história:
“O executivo multi-milionário Edward Cole (Jack Nicholson) e o mecânico da classe operária Carter Chambers (Morgan Freeman) vivem em mundos muito diferentes. Numa reviravolta do destino, os seus destinos cruzam-se num quarto de hospital e descobrem que têm duas coisas em comum: um desejo de gastar o tempo que lhes resta a fazer tudo aquilo que sempre desejaram e uma necessidade inconsciente de se aceitar tal como são. Juntos embarcam numa viagem única, tornando-se amigos e aprendendo a viver a vida no seu melhor, com sensatez e humor. Cada uma das aventuras elimina uma das alíneas da lista.” (SAPO)

Um filme muito bom, que nos faz olhar para aquilo que não fazemos porque as circunstâncias não permitem, ou porque estamos tão embrenhados no dia-a-dia que não temos tempo para nada.

Fantásticos os desempenhos de Freeman e do senhor "cool" Nicholson. Só estes dois dinossauros podiam fazer um filme destes sem o tornar demasiado melodramático ou excessivamente cómico.

Site oficial aqui

Lembro que há poucos dias, nos EUA, Randy Paush, professor de informática, deu a sua última aula após saber que está em fase terminal devido a um cancro no pâncreas. Às tantas, Paush disse: "Os muros não existem para nos deixar de fora. Existem para nos dar a possibilidade de mostrar o quanto desejamos algo". Noticia aqui.

domingo, 27 de janeiro de 2008

Mundos paralelos

VIRTUAL:
Virtual são megas e pixeis…
Virtual são downloads e uploads…
Virtual são fotos e desenhos…
Virtual são poemas e músicas…
Virtual são sonhos e desejos...
REAL:
Real é o peso e o cheiro!
Real é o ir e o vir!
Real é o ver e o sentir!
Real é a voz e o que ela diz!
Real é tocar e amar…