domingo, 31 de agosto de 2008

Humor soviético - 2

Duas anedotas da era soviética:

1 -
A professora pergunta ao aluno quem são aos seus pais.
- a Rússia é a minha mãe; Estaline é o meu pai - responde o miúdo.
Continua a professora:
- E o que queres ser quando fores grande?
- Órfão.

2 -
Um homem farto de esperar na fila para comprar pão vira-se para o amigo e diz:
- Não aguento mais isto, vou matar o Gorbatchev.
Passado pouco tempo regressa.
- Então, já o mataste? - pergunta o amigo.
- Não, a fila para matá-lo era ainda maior do que esta.

Simpático!

No caderno P2 do PÚBLICO de hoje, no espaço dedicado a citações de blogues, e a propósito da escolha de Sarah Palin como candidata à vice-presidência pelos republicanos, citam este post do GONIO.

A mediocridade que nos governa

No seu espaço semanal no PÚBLICO, Pacheco Pereira começou uma série de textos intitulada "O que faz falta: escrutínio, tónus crítico, crítica", no qual desmonta a propaganda (para não dizer mais) deste governo-maravilha.

Certeiro, escreve:
"Vistas bem as coisas, passados três anos, com condições excepcionais de governação (convém sempre lembrar este facto que o Governo nunca refere, uma maioria absoluta sólida, um presidente institucionalmente cooperante e um oposição muito débil e descredibilizada), os resultados deste Governo são bem medíocres, muitos dos ministros têm mostrado igualmente serem medíocres no exercício das suas funções e o todo só é sustentado pelas habilidades propagandísticas do primeiro-ministro e pela enorme deficiência de escrutínio da governação, quer por parte da oposição, quer pela ausência de uma cultura crítica, de um tónus crítico na vida pública portuguesa."

sábado, 30 de agosto de 2008

Same old, same old

Fernanda Câncio, no 5 Dias...

"Same old, same old

as mesmas, mesmíssimas palavras, a mesma, mesmíssima promessa, a mesma, mesmíssima ficção. tudo o mesmo, e no entanto nada. amo-te, só penso em ti, só te quero a ti. passas a vida a querer ouvir isto — tu e toda a gente. não inventas nada. só um rosto e uma voz para a cena, porém. um rosto e uma voz que não encontraste ainda ou que já conheces. só aquele. nenhum outro para o papel, nenhum outro para o fulgor. assim meses, anos, até que um dia muda, e tu não sabes porquê, não percebes, talvez nem queiras, talvez resistas, mas um dia já não queres ouvir nem dizer. perguntar-te-ão mil, milhões de vezes o que tu te perguntas — por que desapareceu, que era que desapareceu, onde está. não sabes dizer, não tens resposta, escutas o teu coração, tentas ouvi-lo como quem tenta ouvir deus, pedes um sinal, uma palavra, qualquer coisa. não virá daí luz, nenhuma luz. aprende comigo: nunca saberás porquê. nunca terás respostas e muito menos ‘a resposta’. é assim porque é assim, é assim como tudo é porque é. podes depois fazer contas e atribuir culpas e méritos, fazer colunas, longas colunas de deve e haver. mas não chegarás a nada, nenhuma iluminação. podes até dizer: se deixou de ser nunca foi. porque qualquer coisa assim tão intensa que se esvai sem aviso, sem notificação, não pode ter sido. inventaste tudo. enganaste-te. foi mentira. foi, foi mentira. não, nunca houve. não, nunca foi, nunca foste, nunca foram. inventa outra vez, inventa razões, motivos, enganos, traições. talvez nem tenhas de os inventar, talvez tenha havido isso tudo. e a outra coisa. sei isto, aprende comigo: nunca te habituas ao fim dessa coisa que nem sabes bem o que é. nunca te conformas nem resignas, mas vives com isso. vive com isso."

What else?

A história anda por aí há já vários dias...
George Clooney envolveu-se num acidente de viação na localidade de Penabili (Itália), com uma mulher lá do sítio, proprietária de um Lancia Ypsilon. O cavalheiro deu-se imediatamente por culpado do acidente. E dias depois deixou na garagem da mulher um automóvel novo, no valor de 17.640€.
E, atencioso, deixou um bilhete: "Sinto muito. Espero que um dia me perdoe. George Clooney"

Imagem sem palavras - 86



País deseperado

Chegados ao fim de Agosto, e tendo sido um verão profícuo no que à criminalidade diz respeito, e um pouco por todo o país (passando por bancos, ourivesarias, gasolineiras, carjacking, roubos violentos com vítimas), a polícia começa a mostrar que está a fazer o seu trabalho. Nos últimos dias tem feito acções de prevenção em vários locais, detendo várias pessoas e conseguindo apanhar armas, drogas...
Foi um verão a saque a que o país não estava habituado. O governo e os responsáveis podem vir dizer que não é alarmante e outras balelas, mas os episódios deste verão são a ponta de um icebergue:
- desemprego e precariedade no emprego (e através deste muitas pessoas têm acesso a informações que deveriam ser reservadas, nomeadamente a relativa bancos e a circuitos de segurança);
- endividamento das famílias;
- desintegração e tensões sociais;
- aumento do fosso entre ricos e pobres;
- desespero social;
- percepção de que a crise se arrasta ano após ano;
- fragilidade das autoridades, tanto judiciais e policiais como políticas, que não conseguem apresentar soluções reais e atempadas aos problemas emergentes.

Leonel Moura, no Jornal de Negócios, escreveu:
"A criminalidade sempre foi e será uma condição da sociedade humana. Combate-se com educação, cultura melhor qualidade de vida e acima de tudo com a redução drástica da miséria". Ora bem!

Ou o País e a sociedade conseguem arranjar soluções - não panaceias - para estes problemas, ou ano após ano a situação irá tornar-se cada vez mais explosiva e dramática. E a solução passa por medidas concretas e rápidas aos níveis políticos, sociais e empresariais (no emprego e nas suas condições).
O desespero nunca trouxe coisas boas.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

A surpresa de McCain

McCain escolheu uma mulher para ser a sua candidata a vice-presidente: Sarah Palin, 44 anos, governadora do Alasca há dois anos. Uma completa surpresa.
Não é novidade pelo facto de ser mulher (já em 1984 o democrata Walter Mondale tinha escolhido Geraldine Ferraro para o mesmo cargo), mas é um belo trunfo da candidatura republicana. Apresenta novidade (se bem que a senhora parece pertencer à ala conservadora do partido), sobretudo num momento em que as sondagens indicam um empate técnico com Obama, e pisca o olho ao eleitorado que gostava de ver Hillary Clinton na Casa Branca.

O facto de ter surpreendido com esta escolha, e de a ter anunciado no dia seguinte ao encerramento da convenção adversária, "corta" o efeito do discurso de Barack Obama, ontem em Denver.

-- / / --

Ontem, no discurso que encerrou a Convenção Democrata, Obama clarificou alguns pontos da sua candidatura:
- Aliviar a carga fiscal para 95% dos americanos.
- Acabar, na próxima década, com a dependência energética dos EUA face ao Médio Oriente.

- Multiplicar os investimentos na educação, de modo a que nenhum jovem que o queira fique impedido de frequentar a universidade.

- Garantir cuidados de saúde para todos.

- Estabelecer o princípio da igualdade salarial entre homens e mulheres.
- Retirar os militares americanos do Iraque.



A campanha para as eleições de Novembro está cada vez mais renhida e interessante. Vamos ver o que acontece com a Convenção Republicana, já na próxima semana.
A entronização de Obama, que um pouco por todo o mundo todos têm feito, sobretudo comunicação social e maravilhados com a retórica do candidato democrata, não é tão certa como parece. É aquilo que Bill Clinton disse no seu discurso: "sim ele pode. Mas primeiro tem de ser eleito".

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Clinton: o trunfo de ouro

Ontem, através da intervenção de Hillary Clinton, Obama foi aclamado como candidato do Partido Democrata às presidenciais americanas.
Ontem foi também a vez de Bill Clinton, o melhor e mais profissional político americano, discursar na convenção de Denver (texto aqui). Segundo li em vários sítios, o seu discurso roçou a perfeição. Menos não seria de esperar de Clinton. Cá fica a sua excelente intervenção (note-se a ovação que recebeu antes de começar a discursar):

Impressões deste discurso no Corta-fitas e o ponto de vista de Andrew Sullivan aqui.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Páginas em fuga

Com o mundo neste estado, com Portugal a saque, o melhor mesmo é mergulhar em mundos alternativos... LIVROS.


Rússia, o urso adormecido?

A crise no Cáucaso teve hoje mais um episódio: a Rússia não teve problema em avisar que não receia um regresso à Guerra Fria, ao mesmo tempo que reconhecia a independência da Ossétia do Norte e da Abkházia e pedia a outros países para fazerem o mesmo.
É de coisas destas que a Europa e os EUA estavam à espera quando promoveram a independência do Kosovo. A Rússia, desejosa dos seus tempos de glória, agarrou o pretexto e mexeu as peças que precisava para desestabilizar uma torneira da Europa e controlá-la. Mas com uma interpretação muito própria: territórios de outros países vêem a sua independência reconhecida; enclaves que pretendem a mesma coisa em território russo são ferozmente reprimidos.
Muitos podem ser os clamores da ONU, NATO, UE e EUA contra a violação da integridade territorial da Geórgia que a Rússia vai apenas mostrar os dentes e dizer que tem poder. Lembra uma personagem do recente filme "O Panda do Kung Fu", que está acorrentado, aparentemente frágil, mas que evidencia a sua força quando ninguém espera. Se bem que a acção da Rússia não foi uma surpresa, mas sim um passo num percurso que vem trilhando nos últimos anos, desde que Putin ascendeu à liderança.
Putin que deixou a presidência mas que mostra o seu poder, agora juntamente com um Medvedev que dá mostras de ser um seguidor à altura. Bastou ouvir a sua declaração de reconhecimento da independência das províncias separatistas da Geórgia, bem ao estilo de Putin.
O urso russo acordou... Convém não ser abraçado por ele. O que, convenhamos, tendo em conta o poderio energético da Rússia, deve ser difícil. E já fez umas brincadeiras dessas o ano passado através da Ucrânia.

Trágica regularidade

O post sobre acidentes e incidentes aéreos não pára de ter actualizações.
E o acidente da Spanair já foi há uma semana...

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Achmed - o terrorista morto

Políticas silenciosas

"Nos últimos dias, os responsáveis do PSD e do PS só quebraram o silêncio porque acharam que era importante comentar... os silêncios uns dos outros".

Rafael Barbosa, "Jornal de Notícias", 25-08-2008

domingo, 24 de agosto de 2008

Educação porreiro, pá!

No Expresso de ontem, primeiro caderno, pág. 23:

"Luís, 15 anos, já mudou várias vezes de escola e chumbou a oito das nove disciplinas curriculares do 6º anos de escolaridade. Só passou a educação física. Apesar deste resultado, passou para o 7º ano e está inscrito noutra escola vizinha. Aconteceu na EBI 2,3 Vasco Santana, em Odivelas, e não é caso único no país.
Isto acontece porque o objectivo do sistema educativo é reduzir o número de repetências, aumentar os alunos com escolaridade obrigatória e garantir que jovens como Luís não saiam do sistema educativo, com 15 anos, sem obterem os instrumentos básicos para vir a ter uma profissão."

Atenção a este pormenor: quantos traumas não foram já causados a esta pobre criancinha por ter sido retida em anos anteriores no 6º ano? (com 15 anos já seria suposto andar pelo 9º ano...)
Para simplificar, não era melhor darem logo um canudo aos recém-nascidos, deixando por preencher um espaço destinado à escolha do curso?
Este governo é uma fraude! É este truque na educação, foi o pseudo-emprego qualificado criado pela PT em Santo Tirso...
Assim vamos longe...

sábado, 23 de agosto de 2008

Ticket democrata

Obama escolheu o senador Joe Biden para seu vice-presidente.

Joe Biden disse umas coisas sobre Obama e sobre John McCain. O video está no site do candidato republicano.
A propósito desta escolha, ler no Corta-fitas "Mudar a América com Joe Biden?"

Incidentes aéreos

(em actualização permanente)

No mundo da aviação há uma trágica regra que, mais uma vez, está a provar a sua validade: após um acidente grave repetem-se acidentes e incidentes em aviões nos dias e semanas seguintes, com maior ou menor gravidade.

Assim, após o acidente desta semana da Spanair no aeroporto de Barajas, já registei estes incidentes:
- no dia seguinte ao acidente em Espanha, houve um acidente com um avião da Lufthansa na Alemanha. Se não me engano, neste mesmo dia, no Japão, caiu um avião ligeiro;
- hoje, um avião da EasyJet aterra de emergência em França (TSF);
- na quinta-feira, na Madeira, uma avaria num A320 retém Air Condor com destino a Hamburgo (TSF);
- dia 17, em Londres, deu-se a colisão de dois aviões ligeiros, registando-se cinco mortos (TSF).
- dia 24 de Agosto, um avião da Spanair faz aterragem de emergência em Málaga quando se dirigia a Lanzarote (TSF).
- dia 24 de Agosto caiu um Boeing 737 no Quirguistão. Dos 120 passageiros terão sobrevivido 25 (SOL).
- dia 25 de Agosto, despenha-se um avião na Guatemala (Sapo).
- 26 de Agosto, uma aterragem de emergência num avião da Ryanair em Limoges (França) faz 16 hospitalizados (Sapo).
- 26 de Agosto, nas Filipinas, um C-130 militar desaparece no sul do país com 9 pessoas a bordo (Sapo).
- 26 de Agosto, um avião sequestrado no Sudão aterra na Líbia (SOL).
- 27 de Agosto, "um avião da companhia de voos low cost Thomas Cook aterrou hoje no aeroporto de Faro depois de o piloto ter detectado um problema no aparelho" (Sapo);
- 27 de Agosto, um avião da Air France sai da pista ao aterrar em Montreal (El País).

Sobre o acidente da Spanair, convém passar os olhos por algum jornal espanhol. Para além do sofrimento causado, as explicações não são satisfatórias. Foi o que li no El Mundo.

Ainda há verão

Elsa Benitez

Descaradamente copiado do Corta-fitas.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Funchal: 500 anos

Celebra-se hoje o dia do Funchal.
E este ano com o extra de se comemoraram os 500 anos.

Jogos olímpicos

E ao 13º dia Portugal ganha uma medalha de ouro...
Nelson Évora, com o seu triplo salto, conseguiu a marca que o país inteiro ansiava desde o início dos Olímpicos de Pequim. Embora Vanessa Fernandes já tivesse assegurado a medalha de prata no triatlo.

Ainda sobre os Jogos Olímpicos de Pequim, algumas considerações:

- tal como no futebol, antes das provas começarem Portugal é "o maior", "tem a melhor equipa de sempre", "tem estrelas", tem todo o país a torcer...

- a comunicação social empenha-se em criar o ambiente de delírio colectivo semanas antes das provas, e alimenta-o durante.

- nestes jogos, o discurso era quase no sentido de que os atletas portugueses iam trazer TODAS as medalhas das competições em que participassem, quase por direito divino. Os outros países iam a Pequim só para ver a muralha e cumprimentar os portugueses, não para lutar pelas mesmas medalhas. Ninguém se deu ao trabalho de pensar que, em milhares de atletas e dezenas de países, talvez houvesse mais alguém a ganhar medalhas... Daí termos ouvido patetices todos os dias desde Pequim.

- "a medalha de prata de Vanessa Fernandes vale como ouro". Vale? E esta manhã na rádio, uma atleta nacional qualquer ficou em 8º lugar, a melhor marca nacional nessa modalidade, e por isso recebeu uma espécie de declaração do COI. Alguém se irá lembrar, no futuro, dos atletas que não tiverem ganho uma qualquer medalha nuns quaisquer jogos olímpicos? Pôr-se em bicos de pés não é uma modalidade olímpica.

- é necessário Portugal ter um membro do governo, o Secretário de Estado dos Desportos, Laurentino Dias, a viver em Pequim durante os jogos? E também a dizer umas idiotices?

- ainda sobre disparates, os atletas não percebem que ao falarem desta forma descuidada estão a matar patrocínios, e dão cabo da imagem de marcas a eles associados? É amadorismo a mais...

- Vicente Moura, que tinha dito que não se recandidataria ao comité olímpico português após Naide Gomes não ter chegado às medalhas, veio dizer hoje que pode voltar a candidatar-se se assim quiserem... Como seria se Nelson Évora não tivesse ganho hoje o ouro? O senhor precisa claramente de um psi... (Hoje, com uma medalha de ouro e outra de prata, já é a melhor classificação de sempre de Portugal em jogos olímpicos...)

- no Sapo, no espaço sobre os jogos olímpicos, convém olhar com alguma atenção para a distribuição de medalhas por países ao longo do tempo. Normalmente, o país vencedor das medalhas é aquele que no momento é a potência política/militar/económica reinante ou em ascensão. Ou significa o último fôlego da anterior. Para já, nestes jogos de Pequim, a China lidera nas medalhas de ouro...

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Ninguém Escreve ao Coronel

Um coronel reformado e desgraçado. Órfão do filho. Um galo. Uma carta esperada há décadas e que nunca chega.
O prenúncio da obra maior que havia de dar o Nobel a Gabriel García Marquez.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Imagem sem palavras - 84

Caldeirão Verde

Imagem sem palavras - 83

Sendo o Dia Internacional da Fotografia...

na levada para o Caldeirão Verde, em Santana - Madeira.

Morrer de amor

Durante as férias andei a ler um novo autor para mim: Domingos Amaral, em Já Ninguém Morre de Amor.
É o típico livro de verão: leve, sem muitas complicações.
É a história de quatro gerações de homens Palma Lobo, desde Roberto Antunes Palma Lobo (1881 - 1916) até ao trineto Salvador.

Ao contrário do que o título sugere, muitos morrem de amor neste pequeno romance sobre esta família.
São quatro homens, "nomes diferentes, mas o mesmo sangue e muito em comum: mulherengos, excêntricos, excessivos, marcados pela loucura e pela tortura da paixão."
Tanto amavam as mulheres por amor, como por ódio (quem ler há-de perceber por que o digo).

E as mulheres também gostavam muito destes homens, ou não tivessem um apreciável "mangalho", como se diz a determinada altura do livro.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Um concerto em Machico

video
Pedro Abrunhosa na Semana Gastronómica de Machico

Já tinha ouvido a música, mas sem ter-lhe dado muita atenção. Neste concerto chamou-me a atenção... cá fica a letra do tema "Ilumina-me", integrado no álbum LUZ:

Gosto de ti como quem gosta do sábado,
Gosto de ti como quem abraça o fogo,
Gosto de ti como quem vence o espaço,
Como quem abre o regaço,
Como quem salta o vazio,
Um barco aporta no rio,
Um homem morre no esforço,
Sete colinas no dorso
E uma cidade p’ra mim.

Gosto de ti como quem mata o degredo,
Gosto de ti como quem finta o futuro,
Gosto de ti como quem diz não ter medo,
Como quem mente em segredo,
Como quem baila na estrada,
Vestido feito de nada,
As mãos fartas do corpo,
Um beijo louco no porto
E uma cidade p’ra ti.

Enquanto não há amanhã,
Ilumina-me, Ilumina-me.
Enquanto não há amanhã,
Ilumina-me, Ilumina-me.

Gosto de ti como uma estrela no dia,
Gosto de ti quando uma nuvem começa,
Gosto de ti quando o teu corpo pedia,
Quando nas mãos me ardia,
Como silêncio na guerra,
Beijos de luz e de terra,
E num passado imperfeito,
Um fogo farto no peito
E um mundo longe de nós.

Enquanto não há amanhã,
Ilumina-me, Ilumina-me.
Enquanto não há amanhã,
Ilumina-me, Ilumina-me.

Carregador de baterias

Baia de Machico

Filosofia política

Para quem gosta de pensar a política, de questionar as opções, de analisar este mundo, acabou de acontecer uma notável entrevista na SIC-N a Ângelo Correia.
Lúcido, sem bichinhos na cabeça, descomplexado, pensando a filosofia política e a sua prática, analisando os principais partidos portugueses, projectando o que poderá acontecer em Outubro de 2009.
Não terá grandes repercussões na comunicação social adormecida no marketing socrático, mas Ângelo Correia foi certeiro ao criticar o anúncio do primeiro-ministro, hoje: desde o início da legislatura, já criaram 133 mil posto de trabalho. Pena que não considere o emprego destruído entretanto, pois a taxa de desemprego não tem subido devido às alterações climatéricas. Este "emprego criado" tem sido alimentado por muito do emprego destruído nesta legislatura, mantendo-se um saldo deficitário nessa matéria.
Pelo que percebi, o pretexto para esta conversa com Mário Crespo foi a ideia avançada por Alberto João Jardim de criar um novo partido político em Portugal. Não sei se será a solução tendo em conta o estado a que isto chegou, mas não deixa de ser uma questão com alguma pertinência. O problema é que, goste-se ou não do senhor, muitos insistem em considerar Jardim como um o pateta, coisa que ele manifestamente não é. E tem posto o dedo em muitas feridas em que ninguém quer mexer.

domingo, 17 de agosto de 2008

Em jeito de regresso

E após duas semanas de descanso, sem grandes ligações ao mundo (leia-se: "o que acontece nos noticiários"; apenas o essencial: ecos da comunicação de Cavaco, dos assaltos a bancos e da "tensão" na Geórgia), chega a parte má das férias: o regresso ao trabalho.
Entretanto, foi tempo de descansar, de pousar na baía de Machico, de combinar vários cafés, de rever amigos, de fazer a levada do Caldeirão Verde, de tirar muitas fotografias,
de ler, de ir à Semana Gastronómica de Machico (SGM), de ter um grande concerto de Pedro Abrunhosa na SGM, de ir ao cinema, de apanhar um ligeiro escaldão, de dormir...

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Férias

E eis chegado o tempo das férias.
Do descanso.

A polémica da ignorância

A polémica tomou conta da política devido à comunicação de Cavaco Silva ontem à noite, na qual falou da diminuição dos seus poderes no quadro da alteração ao Estatuto Político-Administrativo dos Açores.
Para muitos parece que este não é assunto relevante para os cidadãos, e acham exagerada a importância que o PR lhe dá.
Nada de mais errado. Certamente que o país tem outros problemas relevantes, e que afectarão mais directamente a vida dos cidadãos, mas a alteração do equilíbrio de poderes entre as instituições é muito importante para o funcionamento da nossa democracia e dos diversos órgãos de soberania.
Pelo que ouvi da declaração presidencial, estão a afazer na secretaria o que ainda não fizeram no âmbito constitucional, impondo mais requisitos ao PR para dissolver a Assembleia Legislativa Regional dos Açores que há para dissolver a Assembleia da República.
Estas alterações podem não ter importância quando os protagonistas são os actuais, mas podem ser alterações problemáticas caso os protagonistas sejam outros.
É que o fim da História ainda não aconteceu. Convém ver a realidade sempre em perspectiva histórica. Permite evitar alguns disparates.